Ai que é o 26.º!

E eis que chega, outra vez atrasadamente, mais uma parte da história mais idiota e pior feita de toda a história da Humanidade.

E não, não estou a falar da do «Crepúsculo». Essa também é algo mázita, mas não consegue bater a estupidez, falta de criatividade e de inteligência, que o autor destas linhas tem todo o orgulho em ser o seu possuidor.

E o próximo capítulo do policial, espero fazer ainda em breve (porque este post, mesmo que esteja marcado como de dia 11, só está a ser escrito dia 19 - maroto, o Rui...). Hoje, talvez. Tenho andado atarefado com novas ideias a fervilhar no meu cérebro, como a nova série do programa (que já começou a ser gravada, e vou dar novidades daqui a pouco), e com outros formatos...

Mas deixemo-nos de devaneios e avanti!

Olho Morto, Detective Público

Um caso muito particular

Parte 26

Toquei três vezes (acho que tenho uma certa afinidade, e psicose,pelo número 3)… no sexto andar frente de um prédio roxo, com cerca de… muitos andares (agora ia-me lembrar dessas coisas inúteis? Bem… lembro-me de algumas, mas o número de andares de prédios não é com certeza uma delas…)

Uma voz feminina, de cana rachada, apareceu no intercomunicador.

-Sim, muito boa tarde. Quem é?

-Boa tarde, minha senhora. Sou detective, e vinha-lhe fazer umas perguntas sobre o caso Rui Sousa…


-Ah. Só um momentinho – respondeu-me. E nessa altura, a porta abriu-se.

Quando o elevador todo xpto terminou a sua viagem até ao sexto piso, saímos de lá de dentro e deparámo-nos com uma rapariga loira, de olhos verdes, e com muita gordura a mais...

-Ermelinda? - Perguntei, com certo tom de «Mas que raio?»

-Nelo? Olá! - reconheci a voz fininha, algo tosca. Tinha prevalecido, passados todos estes anos!!!
E aí lembrei-me do quão tagarela (e chata) era a Ermelinda.

-O... Olá.

-Então? Como te vai a vida? Não me lembro de ter visto lá no jantar! Ah, esquece, tu não foste, não foi? Também não perdeste nada, foi só treta. E depois mataram o Rui... e então como te vai a vida? Mulher? Filhos? Vamos ter muito tempo para conversar. Entra, entra, que estou à espera de um polícia que me vem interrogar por causa desse assassínio...

-Ermelinda... - disse, interrompendo-a - Eu sou... o que dizer ser o «polícia».

-Quê?! TUUU? Pffff....

E começou-se a rir a bandeiras despregadas, para minha humilhação, e para os vizinhos.

-Tu, Nelo, que querias trabalhar nas artes, na música, tornas-te chui? AHAH! É a piada do ano!

Nessa altura, dois vizinhos saíram dos seus apartamentos, um a gritar «Ó mulher, você pode calar-se, fachavor?», e outro, a protestar que com todo aquele barulho, não conseguia acompanhar a novela brasileira. Aí, ela calou-se, pediu desculpa, e levou-me para dentro do seu pequeno compartimento habitacional, onde me conduziu à sala.

E continuou a palrar.

-O Nelo que eu conhecia, virado para artista, que actuou várias vezes com a sua banda lá nos bailes da escola, agora virou polícia? My god, a quantas anda o mundo...

-Eu não sou polícia - respondi, algo indignado. - Sou detective. E isso já foi há muito tempo, nem me lembro de quase nada dessa banda... nem sei onde andam os outros membros. Mas vamos a despachar, não comeces a tagarelar, porque ainda tenho muito trabalho para fazer hoje.

-Está bem, está bem. Só acho estranho teres ido para uma profissão que nada tinha a haver contigo na altura.

-Paciência. Vamos lá fazer isto.

E liguei o gravador, pronto para tentar «sacar» algo da Ermelinda...

Continua...

Comentários

  1. Meu caro amigo e colega vejo que tenheis um gosto imenso por policiais e também grande jeito para os fazeres. Apreciei sem menor das dúvidas a tua bela História e não há nenhuma razão contra no facto de poderes ter éxito. Continua a escrever e a deliciar os jovens e adultos de ontem hoje e amanhã

    ResponderEliminar

Enviar um comentário

Se chegaram até aqui e tiverem alguma mensagem, crítica, ou opinação a fazer em relação ao que acabaram de ler, façam o favor de o escrever aqui. A gerência agradece e responde (se não forem nenhum príncipe da Malásia que tem 10 milhões de dólares para me oferecer, claro).