quarta-feira, 30 de junho de 2010

Mais um programa

O nono episódio.

Teve uma primeira versão improvisada do monólogo que descartei, por ser demasiado confusa, e está bem guardadinha nos meus arquivos... eheheh...

Depois fiz outra versão do monólogo já com texto, e digo-vos que ficou melhorzinho... ficou mesmo!

Mais uma vez excedi os 20 minutos... esta tem quase 22. Mas não faz mal que o tema é nteressantezinho.

Ouçam o programa clicando AQUI

sábado, 26 de junho de 2010

Outro episódio...

OK.

Admito.

Esta semana o capítulo saiu um pouco atrasado por puro esquecimento. Não há razões mais importantes. Foi apenas a minha falha de memória...

Mas cá está ele.

Olho Morto, Detective Público

Um caso muito particular

Parte 11


Nessa altura, senti um tocar irritante vindo do meu bolso direito.


Num gesto hábil e veloz, porque não me apetecia estar a ouvir aquele toque por muito mais tempo, retirei-o dentro do bolso. Uma peça mesmo high-tech, como diz a malta nova. Até é a preto e branco. Ok, ok, não digam que é um telemóvel da Idade da Pedra. Pelo menos, é um pequenininho, do princípio do milénio. Pelo menos já não uso daquelas geringonças de 2 quilos que tinham uma antena. Comparado a um desses «instrumentos», é ou não o meu telemóvel todo tecnológico?

Mas continuando, retirei o telemóvel, e vi que tinha uma mensagem. Resolvi abri-la, porque a minha sede de curiosidade é grande. Esta é a mensagem, literalmente (até os erros ortográficos que o remetente fez estão lá):

Nelo,

Lembreime de uma coisa mto importante, k t pode ajudar com ixto.

Bjx Ana

Ela deve pensar que é uma teenager a escrever assim! Na volta, talvez passasse por casa dela de novo.

Estacionei o carro, e desta vez mandei vir o Finório comigo.

-Assim, - disse-lhe - vais aprendendo como estas coisas se fazem.

-Ok, chefe.

Agora, estávamos à porta de casa do Augusto, que era o próximo interrogado. Ainda por cima, o prédio onde ele mora é grande como... como... como a légua da póvoa, como se diz! 12 andares, pelos que a minha vista conseguiu alcançar, e ele vivia no 11.º! E eu com as minhas vertigens!

Bom, tocámos, e ele mandou-nos subir. Outro azar! O elevador avariado... Boa! Quem é que não gostaria de andar a pé 11 lanços de escadas? Não seria o sonho de qualquer um? Talvez para uma psicose em descer e subir estes infames degraus.

Onze andares e uma perna dormente depois, chegámos à casotinha do Augusto. Sim, porque era uma casa bem pequena! Chiça, pelo andar da carruagem, quase todos os meus colegas moravam em sítios pequenos!

Cumprimentei-o.

-Olá, Augusto.

Ele respondeu-me, dando um aperto de mão ao mesmo tempo.

-Olá, Nuno, presumo?

Já sentia a mente toda irritada por dentro. «AI! ESTE GAJO SEMPRE CONFUNDIU O MEU NOME!». Mas pela parte de fora, a que as pessoas vêem, achei melhor permanecer sereno, para evitar chatices. Portanto, respondi-lhe com a máxima calma que consegui.

-Não, Augusto. Sou o Nelo.

E lá veio ele com a mentira do costume.

-Eh pá! Pois! Eu tinha mesmo aqui o teu nome na ponta da língua! Se me tivesses deixado pensar uns segundinhos, logo me lembrava, pá! Entra pá! E esse tipo que está aí - referindo-se ao Finório - veio contigo?

-Sim - respondi - é o meu ajudante.

-Então, façam o favor de entrar! - disse ele.

Entrámos, e ele conduziu-nos à sala, que tinha várias estantes cheias de coisas de design e essas tretas que, perdoem-me, nunca me interessaram. Eu e o Finório sentámo-nos em duas cadeiras que lá estavam, enquanto que o interrogado se pôs confortavelmente num maple.

-Presumo que estejas num ramo relacionado com Artes - comentei.

-Ora é que acertaste! Trabalho numa empresa de design para casas. Aliás - tirando um cartão-de-visita do bolso da camisa que tinha vestido - se precisares de remodelar a tua, não hesites em dar-me uma apitadela!

-OK, não me vou esquecer. - respondi, mas por dentro pensando negativamente. - Olha - continuei - Estou aqui para te fazeres umas perguntinhas sobre o caso do Rui.

Nessa altura, peguei no meu gravadorzinho de mini-cassetes para poder gravar a conversa, porque este interrogatório, nos meus pensamentos, iria ter, como a rapaziada nova deste século diz, «mais pica», e por isso, era importante que ficasse gravada.

-Espera, tu és bófia? - perguntou-me ele. Tive uma sensação de déjávu naquele momento.

-Não, apenas detective.

-Ah, ok.

-Então, responde-me a estas perguntas. O que te lembras desse dia?

-Ora, só me lembro que quando cheguei, faltavam poucos minutos para as dez. E depois, só me lembro de ter um convívio agradável com os meus colegas e comer o maravilhoso jantar que essa ganda tipo que era o Rui preparou para nós todos. A sério. Aquele gajo era muito fixe! Tenho pena que o tenham morto.

Senti o cheiro a mentira, mas decidi não dizer nada nessa altura.

-E notaste algo de estranho?

-Algo de estranho? - repetiu ele, com uma voz um pouco diferente. Isso confirmava que ele estava a mentir.

-Sim, foi o que eu perguntei.

-Ah, nada... eu não notei nada de estranho.

-Hmm, ok.

E quando eu já sabia que ele estava mesmo a mentir, perguntei, com um sorriso quase irónico.

-E então, quem achas que possa ter sido o culpado?

-Epá, não sei. Tanta gente.

E, quase num impulso, porque eu irrito-me com pouco, disse-lhe, agarrando-lhe a gola da camisa:

-Ó minha grande besta, ou tu me contas o que sabes ou então nem sabes o que te faço!

-Mas eu já te contei o que sei!

-CONTA-ME A VERDADE PORRA!

-Epá, pára! O meu advogado vai saber disto! Larga-me!

E ele, fazendo alguma força, conseguiu soltar-se. Decidi ir-me embora.

-Bom - disse - como vi que contigo não consigo nada, e só estás a mentir, vou-me embora.

-É melhor preparares-te para o meu advogado!

-Olha - já disse eu a sair da sala- O teu advogado que vá ter ao Inferno, que tu também vais para lá! Mas isto não fica assim! Vais ver! Eu vou descobrir quem é que matou o Rui e vais ver! Anda Finório!

E o Finório, que tinha estado todo este tempo atónito e calado (surpreendentemente), acompanhou-me depressinha.

Fechei a porta brutamente e dirigimo-nos para o carro.

-Ó chefe - perguntou o Finório - Não acha que se excedeu um bocadinho?

-Ah, talvez - respondi-lhe - Mas acredita que se houverem mais suspeitos a mentirem a bandeiras despregadas como ele mentiu, eu passo-me ainda mais!

Hipócritazinho! Então, ele detestava o Rui, (e eu cheguei a saber porque ouvi uma das suas conversas com o seu grupinho de amiguinhos), e agora vem mentir que foi tudo muito bom?

Eu sei que ele mentiu por umas coisinhas sem importância, mas aquilo estourou-me a mente. Odeio hipocrisia, pronto. E ele sabia alguma coisa, que depois estava a esconder. Tenho de averiguar isso.

Entrámos no carro e seguimos caminho na direcção oposta, porque o próximo suspeito ficava a meio caminho. Depois, passaria por casa da Ana a ver aquilo tão importante que ela tinha para me mostrar.

Continua...

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Um cover...

Uma versão dessa música que eu adoro.

Já devem saber qual é.

Nem precisam de ler o título do vídeo.

Sim, é essa.

Aqui interpretada pelo Bon Jovi

Goooolooo!

Foi uma coisa que hoje não pude gritar.

Meus amigos, hoje sabem onde eu estive?

No campo pequeno.

A fazer o quê?

Ao contrário do que possam pensar, fui assistir ao jogo!!!

Sim senhora.

Quase duas horas ali ao Sol, de óculos escuros e com a bandeira portuguesa atada ao pescoço.

Ui! Que agradável!

Até teria sido melhor se tivesse encontrado os meus amigos!

Mas não, não os encontrei.

Eram poucos, porque os outros todos tinham dito que iam ao Parque das Nações ver o jogo porque não havia tanta confusão. É é... Quando cheguei a casa liguei a televisão, que é que estava a dar? Porrada dos polícias com as claques. Onde? No sítio do costume, o Parque das Nações. A não ser que aquilo fosse das situações menos graves que por lá ocorrem. Mas eu estive bem no campo pequeno, e prontos!

Mas o meu Pai veio comigo, e assim pelo menos não fiquei sozinho a ver o jogo.

Acho uma coisa muito boa ver toda aquela gente a apoiar Portugal.

Ah! E apareci na TV! A acenar.

Agora, vou-me armar à comentador desportivo.

O jogo foi muito defensivo, e não houve golos. Mas foi um bom jogo, que teve alguns momentos de «acção». Enfim, as duas equipas ficaram satisfeitas com o resultado, não houve vencedor nem vencido, e as duas equipas passam assim aos oitavos-de-final.

E é isto que só tenho a dizer, já não ser um pro em futebol.

E agora, vamos ver como se desempenha a nossa selecção nas próximas partidas.

Será que chegaremos à final?

Quem sabe... talvez, meus amigos! Não acham?

quinta-feira, 24 de junho de 2010

o oitavo episódio

E cá está, mais um «Programa do Mal-dizer», que chegou um dia atrasado porque ontem tive de viagem, e só pude gravar o programa hoje de manhã. Desta vez o programa tem um tema pouco peculiar. É por ser parvo, e por ninguém pensar muito nele, porque não há muito para dizer sobre ele.

É um programa mediano, não excede os 20 minutos (novamente por alguns segundos), tem o monólogo do costume e o convidado parvo da semana.

Portanto, não tem nada de novo.

Nadinha, mesmo.

Mesmo nada.

Por isso, têm de o ouvir.

Eu sei que deveria ter sido «então,s e é igual aos outros, não devem ouvir», mas que eu saiba os «morangos com açúcar» é sempre igual e há sempre gente para o ver.

Portanto, ouçam também este programa.

Basta clicarem aqui.

Gostava, já agora, de deixar uma nota sobre o penúltimo episódio. Não sei ainda quanto tempo terá, mas acho que vai ser muito longo, tanto pelo tema em si como eu ter muito a dizer sobre ele. Talvez este seja o programa em que muita gente não estará de acordo comigo (se é que nos outros já havia alguém que concordasse com as minhas opiniões parvas), porque talvez neste tema, eu tenha uma perspectiva, talvez um pouco mais para a frente, não sei, do que a maior parte das pessoas da minha geração.

Para aumentar o suspense, não vos vou dizer qual é o tema. É para deixar toda a gente ansiosa pelo próximo episódio do programa! «Tentativa de marketing», dirão alguns. Outros, dirão apenas «Bróculos», porque não percebem nada destas coisas.

Mas esperem por ouvir. Não vai chocar ninguém, claro, porque é um tema que não serve para chocar. Achincalhar, talvez, como fiz no episódio da escola, embora de uma maneira discreta.

Mas vamos a ver, vamos a ver... é só esperar pela próxima semana!

terça-feira, 22 de junho de 2010

Eu estive lá.... e só vim escrever isto para vos relatar a minha, hã, experiência...

Ao lerem o título, não deverão perceber, mas eu, meus amigos, vou agora falar-vos da minha experiência no Bairro de Alfama, nessa noite que foi a do Santo António. Aliás, eu acho que o Santo António é o nosso carnaval do Brasil... pela quantidade de bêbados.

E o que é que o nosso Rui foi lá fazer?

É o que vamos descobrir neste documentário em forma de post!

Epá, eu acho que não tenho muita coisa a dizer sobre isto que dê para encher um documentário de uma hora. Mas vamos a ver.

Para já, uma reflexão pessoal.

Para mim, o Santo António é o nosso Carnaval do Brasil. Refiro-me à quantidade de embriagados, claro, e também ao número de sirenes de ambulância. Também são muitas, como nesse famigerado Carnaval.

Antes de ir a Alfama questionava-me como é que a gente nova gosta tanto destas tradições antigas. Conclusão: Onde houver álcool e javardice, os jovens sempre irão lá marcar a sua presença.

Também gostava de deixar aqui uma questão, que talvez seja um dos grandes dilemas da humanidade. Porque é que a música «Santo António já se acabou, o São Pedro está-se a acabar, São João, São João, São João, dá cá um balão para eu brincar!» é cantada assim, se o São Pedro vem depois do São João? Fiz esta pergunta ao meu Pai e ele diz que talvez seja para ficar melhor, porque faz uma rima gira, enquanto o São Pedro não. Bom, eu acho que não. Tenho aqui uma proposta para mudarem a letra da música para que ela fique bem e cronologicamente correcta.

É assim: «Santo António já se acabou, o São João está-se a acabar, São Pedro, São Pedro, São Pedro, dá cá óleo de cedro para eu poder limpar!»

OK, afinal, se a música for cantada daquela maneira para fazer uma boa rima, concordo com o São João e o balão. Mas, se não for, ora, não sou que agora vou destruir uma cantiga tão antiga... um caixa d'óculos como eu... Ah! Acham? Nem pensar!

Bom, depois desta palhaçada, vou-vos contar a história da minha ida a Alfama, na noite de Santo António.

(tantantantantantantantantantantantantantan - música da National Geographic)

«Rui Sousa proudly presents:

Investigating Alfama!»

Cheguei ao dito Bairro, naquele dia tão especial (para certos indivíduos que não eu). Só ouvia pessoas a dizerem «é cervejinha só 1 euro! É sardinha assada 2 euros!». Vendo os preços do mercado comparados com os destes comerciantes, devem ter ficado ricos só nessa noite.

De resto, acho que não há assim muita coisa para contar. Se havia bailarico? Havia sim senhora. De 10 em 10 metros, ouvia-se uma música pimba. E era sempre diferente! Parecia uma viagem musical pelo reino pimba de A a Z! Desde a música «A cabritinha» à «Nós pimba»!
Acho que aquela noite enriqueceu muito a minha cultura musical.

Outra coisa que eu destaco desta «excursão», digamos, é o facto de haver, nessa altura, grande circulação de perucas verdes. Eu nem sei se eram usadas por causa do mundial, ou se para imitar os manjericos. É com este segundo aspecto que se consegue fazer uma situação um pouco cómica. Um miúdo vê um tipo com a dita peruca verde na cabeça, e diz «Eh! Aquele senhor tem um manjerico no lugar do cabelo! Vou pôr a mão para cheirar!». Depois de o fazer, o miúdo constata «Eh! Cheira a... a... não sei o quê! E aquele manjerico deita neve!».

Não sei se perceberam a piada. Isto é como uns tipos de livros. Têm de ler e pensar várias vezes para perceberem a piada.
OK, eu explico. A neve é caspa! Dah!

Ah, também tenho de referir uma das coisas mais nojentas que vi à face da Terra (se não terá sido a mais nojenta), e que já tinha ouvido falar muito que era um gesto típico português. Pude constatar que só o é na noite de Santo António. E então o que é que eu vi? Indivíduos, a. digamos, exercerem o acto de «mictar» na parede, com pessoas a passar. Como se estivessem a exibir! «Eheh, ninguém micta mais do que eu!», e outro diz «Ai é? Vamos ver quem é o maior mictador!», e depois fazem combates e tudo.

Por fim, gostava só de referir os irritantes martelinhos de São João! Felizmente, não fui vítima de nenhum ser dessa terrível espécie (que na minha opinião deveria estar extinta. É essa espécie e as conhecidas «vóvó zélias», ou lá como lhes chamam), mas ouvir aquele temível ruído que sai delas, curto e fininho... brrr! Até me causa arrepios!

E é o que há para contar. O resto não é demasiado grotesco para ser transposto para a escrita. Talvez se o post fosse sobre a forma como eu por vezes ressono (porque eu de vez em quando, quase raramente, segundo fontes próximas, também pratico este acto), ainda dava para continuar este post e encher mais umas cem linhas. Mas como é só sobre o São Tóino (ahahah que trocadilho espectacular, embora eu não me tenha rido nada), acho melhor ficar por aqui.

Nesta linha.

Ou seja, nesta.

E acaba aqui.

MAU! NÃO VAMOS COMEÇAR COMO ERA ANTIGAMENTE! PENSAVA QUE JÁ TINHAM APRENDIDO! PENSAM QUE EU ANDO AQUI A BRINCAR OU QUÊ? ACABA AQUI E PRONTOS!

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Grandes frases de músicas, séries e filmes - Parte I

E eis que chega uma nova rubrica ao blog!

Nela postarei, em cada edição, 5 frases que ficaram célebres, de músicas, séries e filmes, algumas comentadas por mim (se eu achar necessário).

Esta selecção é de minha opinião, portanto não se zanguem se por aqui aparecer alguma frase que vocês detestem, por alguma razão, saibam que não foi de propósito, OK?

Bom, e estas são as 5 frases desta primeira edição:

Are you talking to me?
Robert De Niro, no filme «Taxi Driver»

É uma frase que fica sempre bem dizer-se quando nos queremos armar em bons, em «chefões», como dizem os brasileiros.

E.T phone home
(Não preciso de dizer de onde é que vem esta frease, pois não?)

Faz-me lembrar a cara de «coitadinho» que o ET tinha. Ah, e lembra-me também os miúdos histéricos desse filme, a armarem-se em bons, e coiso e tal, mas depois berravam, pareciam umas tiazinhas.

The time travelling is too dangerous. Better that I devote myself to study the other great mystery of the universe: women!
Christopher Lloyd, no filme «Back to the future part II»

Acho que agora também vou passar a dedicar-me a esse graaande mistério do nosso mundo...

The show must go on!

Frase icónica que é o título da música homónima dos Queen, e gosto muito dela porque é uma frase que nos dá força para continuarmos, mesmo quando parece que tudo está perdido.

Any way the wind blows...

Outra frase dos Queen, desta vez da colossal «Bohemian rhapsody». Gosto desta frase. É poética, e é ela que dá um grande final a esta magnífica canção, que é considerada a melhor do Rock.

E foi a primeira edição desta nova rubrica.

Obrigado por terem lido, se foi o caso,

Rui Sousa

Coisas que me irritam (n.º 22) - O ser humano

E eis que, finalmente, a tão famigerada rubrica do blog está de volta, com um tema que pode gerar tanta polémica, como nem gerar.

Isso depende do que eu escrever aqui. Se forem coisas sérias, não haverá probabilidade de causas polémica. Se forem macacadas, é totalmente capaz de gerar polémica e de eu receber ameaças de morte via telefone de um homem que dá pelo nome de «Bifinhos».

Ah, pois... o que eu vou escrever aqui é macaquices, portanto... é melhor eu ter cuidado nos próximos dias.

O ser humano.

Acho que é um tema tão complexo, mas tããããão complexo (é que é mesmo!), que conseguia encher todas as linhas que já escrevi na sua totalidade neste blog.

Mas eu vou tentar abreviar o máximo possível. E gostava de falar sobre este tema baseando-me num filme.

Ontem, vi o «Ensaio sobre a cegueira», e mesmo que já tivesse bastante soninho, porque o filme acabou quase às três da manhã, e a seguir dava um programa que ainda me dá mais sono (que é o das meninas que fazem passatempos tão fáceis, e que dão dinheiro, e que os concorrentes telefonam para um certo número para não ganharem nada), pus-me a pensar neste tema de que é o título desta edição das «coisas que me irritam».

Para quem não o viu (e acreditem que também não perderam grande coisa), uma epidemia de cegueira branca alastra-se numa cidade, e os primeiros infectados são recambiados para um hospital. Mais tarde, toda a cidade estará infectada. Ora, nesse hospital, começa uma luta pela sobrevivência dos seus ocupantes. Mas há uma pessoa, supostamente a única, que por o marido estar infectado e para não se separar dele foi com ele para o hospital, com a desculpa que também tinha cegado, mas isso não aconteceu...

Abreviando, porque se querem saber a história do filme, vejam-no (ou aliás, tenham paciência para ver, porque foi uma coisa que eu consegui fazer, durante as três horas que estive acordado para o ver, e aturei também os inhtervalos intermináveis na TVI), é interessante notar no filme, do grande realizador Fernando Meirelles, que fez um filme que gosto muito, «O fiel jardineiro», uma crítica ao ser humano em geral, e reparar como tudo muda com a simples perda de visão de toda uma população.

Toda a ganância e egocentrismo começam a aparecer numa luta pela sobrevivência numa sociedade que entrou em colapso. Como se tivéssemos na pré-história.

Todos os condicionalismos do ser humano começam a notar-se quando esta situação começa a aparecer. Poder, riqueza, ganância (como disse há pouco), enfim, todos os aspectos negativos do ser humano, tornando-se o filme numa poderosa crítica a toda a humanidade, no geral e em particular (já o livro era assim, mesmo que eu nunca terei paciência para o ler, pelo menos por agora).

Terminando, é claro que nem todos os seres humanos são iguais. É claro que todos são mais bláblá, outros mais bléblé, outros blibli, etc. Mas, se entrássemos numa situação parecida com a do filme, a humanidade teria de recomeçar do zero, sem ricos nem poderosos. Aliás, todos os seres humanos ficam em pé de igualdade numa situação destas.

Foi curtinho, mas acho que deu para perceber onde eu quero chegar (mesmo que eu ache que isto está um bocado confuso... ou então, é só a minha opinião)

Obrigado por terem lido isto, se foi o caso,

Rui Sousa

domingo, 20 de junho de 2010

Outro capítulo...

Na sexta-feira, não pude vir escrever isto porque fiquei sem tempo. Sábado a mesma coisa.

Portanto, hoje, domingo, fica mais um capítulo deste policial, que ainda está no seu início!

É uma parte pequenina, porque não tive grande inspiração para a escrever, e também porque foi feita um pouco «sob pressão». Decidi, como estava sem criatividade, puxar das minhas filosofias mais uma vez.

A história ainda tem um grande caminho a percorrer... e vamos a ver se tenho paciência para chegar ao final!

Olho Morto, Detective Público

Um caso muito particular

Parte 10

Depois de enchermos a barriga no dito restaurante, voltamos a seguir viagem. Agora, pensava que deveria ter ordenado os suspeitos pela ordem crescente de distância. É que de um sítio que até era perto de minha casa estava a ir para a casa de outro suspeito 50 quilómetros adiante!

Mas talvez fosse melhor assim, porque como eu sou muito organizadinho, preferi interrogar os suspeitos por ordem alfabética.

Enquanto pensava nos euros em gasolina que ia gastar, voltei a lembrar-me daquela turma, que agora me parecia ser mais intrigante do que naquela altura.

Mas agora, falando a sério. Se não tivesse sido por isto, eu nunca teria, por vontade própria, reunir toda a turma e rever todos os seus elementos. Quer dizer, há certas pessoas, como o Miguel, que foi o primeiro a dar-me a notícia da morte do Rui, e até ele próprio, (mesmo que não fôssemos muito chegados, mas era outro «desligado» da turma, que me compreendia), com quem eu gostava de estar.

Era uma turma cheia de intrigas, com muita gente hipócrita (e talvez foi isso que me ajudou muito a identificar o carácter das pessoas). Há muita gente naquela turma que não se importava que eu desaparecesse, mesmo sendo simpáticas comigo. Dou como exemplo a última pessoa que interroguei. Mesmo com todo aquele paleio, ela não se importaria nada que eu me tivesse atirado da ponte. Nem ela nem o primeiro interrogado.

Talvez por eu ser um «desligado» da turma, e por estar mais preocupado comigo mesmo que com os outros. «Que egoísta», pensarão alguns, mas, se tivessem vivenciado o que eu vivenciei, não teriam a mesma opinião.

É claro que eu, falando desta maneira, até parece que estou a dizer que a minha turma era uma cambada de nazis e eu era ali o judeu no meio.

Também não era bem assim, mas é daquelas turmas que nunca mais queria ouvir falar, por mim. Só os amigos que tirei de lá, mais nada.

Para mim, a recordação daquela turma tinha ficado lá num canto desarrumado na minha memória, mas com este caso, tive de a arrumar, para conseguir pensar no caso com o «quarto» organizado.

Acho que, se algum dos principais suspeitos que eu pensava que eram, fosse o culpado, eu ficava muito feliz. Não sei porquê. Seria uma espécie de «vingança», se fosse alguma pessoa com quem eu não simpatizasse, a culpada de toda esta história.

Eu sei que é errado pensar assim, mas com a breca! Sou um ser humano! E que eu saiba, todos os humanos ditos normais devem desejar as suas vinganças!

Mas é ainda muito cedo para pensar nisso...

Entretanto, numa viagem que até foi silenciosa, sem os pensamentos do Finório, chegámos ao local.

Continua...

sexta-feira, 18 de junho de 2010

A minha próxima vida, de Woody Allen

Mandaram-me este texto por mail e achei-o engraçado para pôr no blog.

Uma reflexão humorística desse grande cineasta que é o grande Woody Allen.

Por sugestão de um leitor do blog, estou para ler há imenso tempo um livro-antologia com tudo o que ele escreveu. A ver se consigo ler esse livro, já que o Woody é, como se pode ver neste próximo parágrafo, impagável.

Na minha próxima vida, quero viver de trás pra frente. Começar morto, para despachar logo o assunto. Depois, acordar num lar de idosos e ir-me sentindo melhor a cada dia que passa. Ser expulso porque estou demasiado saudável, ir receber a reforma e começar a trabalhar, recebendo logo um relógio de ouro no primeiro dia. Trabalhar 40 anos, cada vez mais desenvolto e saudável, até ser jovem o suficiente para entrar na faculdade, embebedar-me diariamente e ser bastante promíscuo. E depois, estar pronto para o secundário e para o primário, antes de me tornar criança e só brincar, sem responsabilidades. Aí torno-me um bébé inocente até nascer. Por fim, passo nove meses flutuando num "spa" de luxo, com aquecimento central, serviço de quarto à disposição e com um espaço maior por cada dia que passa, e depois - "Voilà!" - desapareço num orgasmo.

Woody Allen

E cá vem mais um episódio...

E eis o sétimo episódio do «Programa do mal-dizer», que hoje saiu propositadamente na sexta-feira, porque já que era um programa sobre a escola, deveria só ir para o ar no último dia de aulas.

Aqui faço também uma pequena referência a outro tema que já falei, mas pronto, nunca é demais criticar esse tema (se ouvirem o programa descobrirão).

É um programa especial, porque no final eu embaraço-me.

A sério.

O programa pode ter passado a meta de até 20 minutos cada episódio (este tem 23), mas vale a pena ouvirem até ao fim, porque eu embaraço-me a mim próprio, e também porque o final é um pouco sentimental...

Chuif!

Mas ouçam o programa! Ouçam-no e saberei de tudo o que estive para aqui a falar. E o que devem fazer para o ouvirem? Ora pois! Basta clicarem nesta linha!

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Dois avisos muito simples...

O primeiro é para promover um concerto da banda Rockability, que da qual um amigo meu, o Nuno, que em tempos teve um blog que eu aqui publicitei e que infelizmente acabou, faz parte.
É uma banda que tem como especialidade rock, blues e funk
O concerto vai ser nesta sexta-feira, a partir das 22h30, no parque das Cebolas. A entrada é livre. Apareçam que o Nuno agradece.

Outra coisa é que o «Programa do Mal-dizer», desta semana, vai sair na sexta-feira. Não por sair atrasadamente. É de propósito. Ora, como o tema desta semana é a escola, decidi por bem apenas pôr o episódio no ar no último dia de aulas... E vai ser um episódio um pouco especial...

Vá. Gostaram das sugestões?

Pena que eu não tenha mais que me lembre assim de momento...

sábado, 12 de junho de 2010

Comentários imbecis

Só digo isto uma vez. Portanto leiam isto bem!

Há minutos recebi este comentário: So metes comentarios que te agradem, isso e censura... ditador de m....

Bom, vou-me explicar. É claro que não vou publicar comentários de certos imbecis que, como não têm mais nada que fazer, só dizem coisas sem nexo. E criticam, de uma forma estúpida, os posts.. Queria ver, se algum desses comentadores anónimos (são anónimos porque são cobardes em dizerem o seu nome) tivesse um blog, se eu fosse ao blog deles escrever coisas estúpidas como «Preferia que o blog acabasse», «isto é uma ganda treta». A ver se eles não eliminariam esses comentários, também!

Aliás, isto não é censura, nem os comentários desses estúpidos são liberdade de expressão. São insultos. Por isso, apago-os.

Outra coisa, eu não publico os comentários que me agradam. Por outro lado, publico os comentários que podem gerar algum interesse, como foi num post que fiz sobre o cinema português que um indivíduo (uma pessoa muito culta, de certeza) fez a dizer a sua opinião sobre o tema. Mesmo que fosse contra mim, eu publiquei!

Por isso, daqui para a frente, continuarei a não publicar comentários parvos e idiotas. Ainda por cima, se forem de gente anónima.

E isto, sim, é que é liberdade de expressão, mas para mim!

PS - O comentário que pus aí em cima não foi publicado. Óbvio. Aliás, houve uma pessoa que no mesmo post deste comentário, publicou um comentário a dizer «ganda cena». Eu publiquei e apareceu este comentário provocativo. Portanto, deduzindo, diria que quem fez esses dois comentários é a mesma pessoa. Não sei quantas pessoas me insultam aqui, mas talvez seja só uma, ou cinquenta. Nunca saberei. Só sei é que não publico comentários parvos.

Ou então, talvez até responda, se estiver muuuuito irritado. Mas não será uma resposta civilizada, garanto-vos.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Mais um...

Cá está.

Mais um capítulozinho do policial, que até está a ter uma quantidade aceitável de leitores. É muito bom quando sabemos que há pessoas que lêem o que escrevemos.

E sem mais demoras, cá está mais uma parte do policial, para todos vós!

Olho Morto, Detective Público

Um caso muito particular

Parte 9

Liguei o rádio e começámos a seguir viagem para o próximo suspeito. O Finório estava um pouco pensativo. Depois de um bom bocado de viagem, quis satisfazer a minha curiosidade interior.

-Ó Finório, reparei que estás um bocado pensativo. Passa-se alguma coisa?

-Não chefe. - respondeu-me ele, com uma voz baixa - Não se passa nada.

-Eh pá, conta lá! Sabes que eu sou teu amigo! No fundinho, sabes que sim! Portanto, conta lá, o que te vai na alma?

-É que... é que... ó chefe - respondeu-me ele já com uma voz mais normal - É que... é que... eu tenho andado aqui com uma dúvida. Tenho andado a pensar muito nisto. Acho que quase demais.

-Mas o que é que é? - Perguntei, morto de curiosidade. - É miúda?

-Ah... - respondeu-me ele. - Nãã, por agora não tenho desses problemas. Mas, tenho andado muito tempo a pensar. Chefe...

-Sim?

-Qual é o sentido da vida?

OK. Sejamos sinceros. Eu pensava que o Finório andava a ocupar a mente com coisas mais triviais. Mas NUNCA pensei que ele chegasse a pensar numa coisa tão...tão... complexa.

Tentei responder-lhe.

-Hã... bom, sabes... isso é um bocado complicado...

-Mas o chefe acha que eu sou uma criança? Fosga-se!

-Pronto! Pronto! Tem calma, pá! Eu... eu vou tentar responder-te, com o máximo que sei... Mas se queres que te diga, não tenho pensado muito nisso... Era mais na tua idade... Deixa-me pensar um bocadinho e já te respondo.

Após uns minutos em que tentei reflectir, ele deu a sua opinião.

-Chefe, acho que cheguei a uma conclusão - disse. - A vida... a vida não tem sentido.

Aí pensei «Oh, não... oh não que esta conversa ainda vai durar muuuuito tempo!»

-Porquê? - perguntei.

-Ora... ora... porque não tem e prontos!

-Uau! Grande justificação! Mas pronto. Olha, sabes que mais? Eu vou-te dizer qual é o sentido da vida, meu badameco. TU é que deves encontrar o sentido da tua vida! Mais tarde ou mais cedo, ele aparecerá, basta só seguires-lhe o rasto! Percebeste?

-Sim... acho que sim...

-E, meu menino, se pensas que lá por alguma coisa te ter corrido mal, a vida não tem sentido, então acredita em mim! É melhor não te queixares! Porque daqui para a frente, acredita que te vão acontecer coisas muito piores! Se pensas que a vida é só cantar e dançar, então estás muito mal neste mundo, meu rapaz! Muito mal mesmo! Portanto, se eu fosse a ti começava a atinar, começar a pensar, e pronto pá! Vais passar pelas maiores imbecilidades, pelas maiores injustiças, pelas maiores dificuldades, mas tens de continuar! E eu digo-te, só os cobardes é que desistem! Estás agora mais feliz em saber o que é o sentido da vida?

Alguns momentos de silêncio. O Finório olhava para mim como se tivesse visto um fantasma.

-Uau! Chefe... nunca pensei que falasse assim, tão... tão filosófico!

-Pois! Mas quando tem de ser, tem de ser. Falando agora, que ninguém nos ouve... eu nem gosto muito de ser assim...

-Mas porquê? - Inquiriu o jovem rapaz.

-Olha... não gosto muito de pensar nestas coisas. Eu sou muito pessimista. É claro que concordo com tudo o que te disse, mas há certas coisas na vida das pessoas que as marcam para sempre, se é que me estás a entender...

-Ah, não...

-OK. Um dia perceberás. Quando fores mais crescidito perceberás, já que ainda estás na flor da idade. Quantos anos tens?

-Eu? Vou fazer 21 este ano, chefe!

-Pois.

Mais uns momentos de silêncio, até eu o interrogar.

-Já agora, de onde é que foste buscar esse tema?

-Ah, ouvi outro dia na televisão, num daqueles programas da tarde. E depois comecei a pensar nisso. Mas, chefe, eu acho que até mesmo essas situações mais fortes, que o chefe falou, acho que também os devia tentar ultrapassar.

-Mas, Finório...

-Chefe! A sério!

-Acha - continuou ele - acha que eu também não tento ultrapassar as minhas dificuldades? Chiça! O chefe, com todo aquele parlapier, e depois vem-se fazer de pessimista no final... Eu acho que o chefe tem razão. Mas acho que até as coisas mais marcantes devem ser ultrapassadas! Temos de dar um passo em frente e ter coragem de o fazer...

-O PROBLEMA É QUE EU NÃO CONSIGO! - Gritei.

Ao que ele me respondeu:

-MAS TEM DE TENTAR, PORRA!

Agora, eu é que olhava para ele como se tivesse visto um fantasma.

-Desculpe-me chefe. Não consegui conter-me.

-Não te preocupes. Eu também peço desculpa.

Mais uns momentos de silêncio.

-Olha, que tal pararmos naquele restaurante ali? Já são horas de almoço e já me está a dar a larica...

-Está bem, chefe.

E seguimos para lá.

Caramba! Aquele diálogo... nunca pensei que o Finório conseguisse ser um rapaz de tamanho raciocínio! Talvez ele fosse menos esperto em algumas coisas, mas coitado, é bom rapaz, e isso é que interessa...

Acho que ele tem razão. Não devo deixar certas marcas do passado abaterem-me tanto como me têm feito ultimamente. E então com esta investigação trouxeram-me mais à memória.

Foram muitas marcas, sem dúvida. Mas acho que devo seguir o conselho do Finório. Ultrapassar. Por mais profundas que sejam essas marcas.

Tinha de pensar nisso.

Ah! E no caso, também!

Continua...

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Mais um programa...

... e só umas horinhas atrasado! Uhu!


Este programa é que deve ser o mais longo de sempre! Só por uns 45 segundinhos não excedia os 20 minutos.


Aqui está ele.


Carreguem aqui.


Já agora, já que mudei para um servidor menos manhoso, aproveitei e fiz o upload dos episódios que estavam no servidor antigo para este, para aquelas pessoas que se andavam a queixar que não podiam ouvir os episódios no servidor antigo, que era o Ziddu, porque tinha vírus e tal. Portanto, agora, estão todos os episódios no megaupload.


Aqui estão os links, dos primeiros 4 episódios, que ficaram alojados no ziddu, e agora passei para o megaupload (o 5.º já estava nesse servidor):

Episódio 1

Episódio 2

Episódio 3

Episódio 4


E agora, não têm desculpa para não ouvirem o programa!

Vá ouçam-no!

PS - Mesmo assim, em breve vou pôr os episódios no youtube. Nessa altura é que não terão desculpa mesmo!

terça-feira, 8 de junho de 2010

A minha autobiografia

Tinha começado a escrever isto há algum tempo, mas não tinha chegado a acabar.
Um texto que tinha começado por ser humorístico acabou no final a pecar por excesso de drama. Talvez por agora não estar com grande paciência para posts para (tentar) fazer rir, tenha ficado no final como uma espécie de versão do filme «A melhor juventude». Giro e dramático ao mesmo tempo.
Mas leiam-no. Talvez vos interesse.

Olá! Como estão? Tudo bem? E lá em casa? Está tudo «numa boa»? Yo, tá-se. Peço desculpa por este momento tão adolescente, mas a mim dá-me para estes vaipes… E nem me apresento! Sou o Jorginho, residente em Carcavelos, e… estava a brincar! Claro que devem ter percebido que eu estava reinando… Ou não?

Pronto, ok, deixemo-nos de rodeios. Sou o Rui Sousa, Rato para os parentes mais próximos. Há uma coisa que me irrita no meu nome. As diferentes formas como as pessoas o pronunciam. Rui, Ruí, Rúi… Enfim, é uma variedade de escolha tão grande quanto o catálogo do Mc Donald’s.

Mas agora sim, caros amigos (e inimigos também, porque o mundo não é só amizades), vou-vos contar a história da minha vida. Vão buscar já as mantinhas e as almofadas, porque estes podem ser os minutos mais secantes das vossas vidas.

Hã-hã (desculpem, estou com catarro), ora, eu nasci no dia 15 de Maio de 1995, às 15 horas, e pesava…

NÃO! Não quero tornar isto muito secante! Só um bocadinho, vá. Não tanto como um filme do Manoel de Oliveira, mas com certeza será mais secante que um filme do Tarantino.

Ora, voltando ao princípio… Mas agora, estou com dúvidas de como é que devo contar a minha (ainda pequena) história de vida.

Que tal assim?

Num belo dia de Primavera, em que os passarinhos cantavam e os coelhinhos saltitavam, eu nasci, e…

Demasiado infantil.

E assim?

Num mundo obscuro, onde reina o mal e as trevas, eu nasci, e o meu destino…

Ah, demasiado heróico para uma história em que o protagonista (eu, óbvio) é mais um anti-herói do que um dito herói.

Ah, já sei! Vou fazer como fiz o princípio deste texto! Vou contar-vos a «minha» história, de uma forma parva e idiótica! É isso!

Nasci no Porto. Dia solarento, acho. Quando tinha 2 anos, vim viver para Lisboa, por decisão dos meus Pais, porque acharam melhor assim.

Até aos meus 5 anos não há grande coisa para contar. Só sei é que fazia muitas asneiras, brincava muito e fazia muita coisa que hoje em dia já não posso ou não quero fazer (vergonha… claro! Não vou fazer coisas que fazia quando era um pepinozinho…)

No ano de 2000 entrei na minha primeira escola, um colégiozinho, de nome «Queen Elizabeth’s School». Lá estive 5 anos, um no infantário, e depois no 1.º ano, acabando (obviamente) no 4.º ano. Não tenho grandes recordações de lá, principalmente dos primeiros anos, porque nessa altura a minha memória devia ser um pouco fraquinha. Lembro-me de muitas vezes levar sermões das professorazinhas… enfim, eram outros tempos, que já estão demasiado longínquos.

Era um bichinho do mato (se ainda o sou). Não gostava muito daquilo, embora o meu Pai continue a dizer que fui eu que quis passar o último ano lá, quando podia ter mudado de escola. Só que eu não me lembro muito disso…

Mas não me lembro muito daquela escola. Lembro-me sim desses imbecis, que na minha turma eram quase metade. Lembro-me de ser uma turma má. A sério, má. Eu não gostava daquela turma. No último ano, como para fazer a «festa de finalistas», fizeram um jantar no Hard Rock Café, e eu não fui. Para já, porque os meus Pais não deixaram, e também porque não queria estar ali a fazer aquela figura que agora ultimamente tenho andado a fazer, que é «olhar para as moscas».

Ainda mantenho alguns contactos com alguns colegas, que são grandes amigos meus. Outros, quando os voltei a ver, fiquei decepcionado. É o mesmo medo de decepção que tenho que aconteça aos meus colegas desta turma do 9.º, e até a mim mesmo! Ou seja, que mudem demasiado… Não preciso de me explicar, pois não?

Depois, mudei-me para esta escola de onde vou sair agora. A escola do poeta zarolho lusíado, mais conhecido por Luís de Camões. E quando falo nesta escola, não estou a falar do liceu, onde até os Cabeças no ar gravaram um videoclip. É mais aquela barraquinha no Areeiro. Mas eu gosto muito daquela escola, atenzione!

Era para ter aulas à tarde, mas passei para a manhã, uns dias depois das aulas começarem.
Gostei muito desta escola. Não me lembro do primeiro dia na escola, mas lembro-me do primeiro dia em que tive aulas de manhã. Memorável.

Não me vou alongar mais sobre esta escola, porque já falei BASTANTE sobre ela em posts anteriores.

Mas gostava só de acrescentar que passei a ser o murcãozinho que era a um miúdo que até tenta falar com as pessoas mas que ninguém quer ouvir, e talvez pelas melhores razões.

Conheci muita gente, e agora, que já me tinha habituado a esta escola, prontos! Vou ter que sair dela.

Também tenho de falar no blog, que tem sido um grande camarada nos tempos idos, quando preciso urgentemente de escrever, ou de meter alguma coisa nele.

Mas, antes de ir embora, gostava de falar um pouco sobre mim.

Eu gosto muito de ler, ver TV e cinema. Aliás, o cinema é uma das minhas grandes paixões. E escrever, também é uma perdilecção minha.

As pessoas que me conhecem sabem que eu não posso falar muito, mas gosto de conversar com as pessoas, especialmente quando elas me dão a devida atenção. Gosto de me meter na vida dos outros, mas para os ajudar.

Não gosto de despedidas, principalmente se forem daquelas de «só te vou voltar a ver daqui a 30 anos». Mas em geral, não gosto de me despedir das pessoas que prezo e com quem gosto de estar.

Já fiz muitas asneiras, mas tive de as passar à frente. E passei, ui se passei!

Gosto da vida. Pode parecer que não, mas gosto da vida.

Sou boa pessoa. Gosto de ter o meu próprio estilo (parvo, mas é diferente) do que copiar o que é dos outros.

Gosto de fazer coisas diferentes, e gostava de conseguir captar mais a atenção das pessoas. O problema é que não consigo. Defeito de fabrico, talvez.

Gostava de ter a mesma cara que tenho em casa quando vou para a escola. Mas nunca consigo! Parece que fica mais parva quando estou na escola…

Não gosto de ser posto de parte, como já me aconteceu. Mas precisava de ter mais garra para as coisas, e isso não sou capaz.

Gostava que o mundo não tivesse tantos imbecis como tem. Mas quanto a isso eu não posso fazer nada. A não ser mandá-los abater. Mas não sou capaz disso.

Cínico? Sou, com certeza. Irritante? Claro! Pateta? Então porque não haveria de o ser?

Gostava de poder singrar em alguma coisa no futuro. Gostava de ser famoso (e não que essa fama me desse a volta ao miolo).

Sou uma pessoa demasiado directa e frontal. A falta de papas na língua já me levou a alguns sarilhos…

Não sou pessoa de estudos. Apanho uma coisa ou outra. E depois lá me consigo safar.

E vou indo bem, nesta minha vidinha.

E pronto, até agora, é só isto.

Eu sei que isto foi curtinho, mas também há mais algo assim importante para dizer? Além do mais, ainda só tenho 15 anos, não tenho uma vida longa e preenchida.

E a vida continua… isto foi só o início (escrito à pressa) desse livro (grande ou não) que será a minha vida.

Gostava que a pudessem acompanhar. Quer nos posts deste blog (que espero que continuem durante muito tempo), quer de outras maneiras.

Obrigado, e até sempre!

Rui Sousa

PS: Acho que este post ficou muito mas muito parecido com aqueles emails dramáticos que de quando em vez recebo. E também me fez lembrar o «let it be», não sei porquê.

Último

E este é o último dia de aulas do ano. O definitivo, porque depois serão aulinhas suplementares para os exames nacionais

Não vou fazer mais despedidas, porque já as fiz todas num post mais atrás.

Mas pronto.

Vamos lá a ver como vai ser para o ano.

Tenho medo de mudar radicalmente e de me tornar este blog uma propaganda ao nazismo.

Nunca se sabe.

Para os meus (agora) ex-colegas, volto a dizer.

Até qualquer dia, e façam o favor de ser felizes!

Rui Sousa

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Lisboa

Cá está. Tinha de dedicar um post a esta minha cidade.

Sim, eu posso ter nascido no Porto, mas vim para a terra dos Alfacinhas com 2 anos de idade, portanto posso considerar a cidade como «minha». Daqui a bocado ainda tenho algu vaipe de querer dominar o mundo, ou isso... Mas não, acho que fico só por Lisboa.

Ainda por cima, Lisboa, na minha opinião, ainda fica mais rica nesta altura dos Santos populares. Fica mais alegre. Aliás, como o Nuno Artur Silva, das Produções Fictícias, escreveu numa crónica, «Lisboa e Junho são um casamento perfeito».

Se me perguntassem a parte de Lisboa que mais gosto, eu responderia com toda a certeza que é o Chiado. Principalmente nos fins-de-semana. Eu considero-o o bairro mais animado de Lisboa (e talvez o mais grafittado, mas isso não interessa para este post, porque aqui só quero BEM-DIZER). Mas gosto muito deste bairro. Tem sempre música, animação, e deve ser o único bairro (do mundo, provavelmente) onde, sempre que lá vou, tenho um sorriso estampado no rosto. É uma zona muito gira, mesmo. Gosto muito de estar lá. E então com música que vem da minha mente... ainda fica melhor como sound track.

Lisboa é uma cidade tão pouco parecida com qualquer outra capital europeia. Gosto dela. Gosto de saber os nomes das Ruas, e tal, e armar-me em frente daqueles turistas que nos vêm perguntar «Excuse me, do you know where the Train Station is?». Nesse caso, como me aconteceu, bastou-me dizer «It's right here», porque estava ali mesmo, à porta da estação.

Mas além do Chiado, gosto muito também da Avenida de Roma. Perdão, a minha Avenida de Roma. Zona calminha, que costumo frequentar e que sempre ficará no meu imaginário. Passei lá muito tempo. Aliás, por a minha escola estar a uns passos de distância desta avenida, passei tempo com muitos dos meus amigos a passear por lá. Gosto da Avenida de Roma, mas tenho um peculiar gosto no Verão. Não se vê nem se ouve vivalma. Até quase posso fazer da avenida a minha casa. Quase até me posso deitar no chão e coiso... Mas é uma coisa que nem queria fazer. Sabe-se lá as nojeiras que andam lá naquele solo!

E claro, não me posso esquecer da minha rua. Diogo Bernardes, para aguçar a vossa curiosidade (se é que a têm). Uma rua típica da antiga Lisboa, mas eu gosto. Pode só ter pessoas mais velhas, mas eu gosto. É um bairro, (epá, não encontrei outra expressão melhor) fixe, com as suas personagens, que, mesmo não sendo importantes para mim, não me vão sair da memória. E, se eles deixarem de existir, vão fazer falta. «Ehpá, mas onde é que está o coiso?» «Não sabes? Parece que morreu?». E, chegando a esta revelação, nós pensamos que, talvez, essas pessoas ficassem sempre ali no seu cantinho. Mas, um dia, tudo acaba...

Acho que se um dia, por razões profissionais ou outras tiver de sair de Lisboa, vou ficar muito triste e cheio de nostalgia dos bons momentos que por aqui passei, e de outros menos bons, que nessa altura já me irei rir de tão ridículos que eram. (e lá veio o momento emotivo deste post...)

Ao pensar neste assunto, veio-me esta música, que finalmente voltei a ouvir, depois de durante 3 anos não conseguir encontrar quem era o autor e o título da música.

Portanto, deixo-a aqui, para terminar este post.

É uma música bonita, que para mim, faz-me pensar em memórias e coisas um bocado comoventes (ou não.). Desculpem-me se não gostarem (pronto, lá vão aquelas pessoas que só me comentam os posts dizendo parvoíces anonimamente comentar de novo...)

.

Terminando, gostava só de dizer, não para me armar em idoso, ou coisa parecida, mas acho que tenho muita sorte em viver cá, quer nesta cidade, quer no Porto. Gosto muito de Portugal, embora que tenha todos os seus pontos fracos (que são muitos, como vocês sabem), mas gosto muito deste país. E, claro, como já disse, desta linda cidade, Lisboa.

Até qualquer altura,

Rui Alves de Sousa

sábado, 5 de junho de 2010

Grande Stevie

Grande música de Stevie Wonder, pouco conhecida, mas que conheci há pouco porque está na lista das 500 melhores músicas rock da história da revista Rolling Stone.

Até dá gosto ouvir!

sexta-feira, 4 de junho de 2010

O Policial está cá mais uma vez!

E cá vem, mais um capítulo, episódio, parte, chamem-lhe o que quiserem, desta história do Olho Morto, o detective público.

Leiam-no!

Olho Morto, detective público

Um caso muito particular

Parte 8

Chegámos à dita morada. Era um bairrozinho típico de Lisboa. Prédios pequeninos, com cerca de 3 a 4 andares, sem ruído, enfim, havia paz naquele lugar. Ao menos a mim parecia. Fazia-me lembrar o meu bairro de infância. Era parecido com este.

Parámos em frente a um prédio cor-de-rosa. Por sorte (coisa incrível), havia um lugar disponível à porta da dita habitação.

-Finório, toca aí no 2.º direito.
-Ó chefe, isto aqui não diz nada!
-Então procura! Caramba pá, tenho de ser eu a fazer tudo? Usa a cabeça!
-Ah, pronto, 'tá bem. Se o chefe quer assim. Olhe, acho que deve ser este.

Segundos depois do Finório clicar num dos vários botões (acho que ele escolheu à sorte, por eu o estar a pressionar), ouviu-se uma voz. Uma voz que me parecia de uma pessoa já de idade avançada.

-Quem é?

O Finório afastou-se um pouco, talvez por estar com medo de ter tocado no botão errado e de eu lhe dar represálias.

-Boa tarde, minha senhora - Disse eu.
-Olhe, se é outra vez dos inquéritos da PT nem sabe o que lhe faço!
-Desculpe! - Retorqui. Só queria saber se é aqui que mora a senhora Anne Madrureira?

-Não! E não me venham chatear mais! Eu sei muito bem que vocês são daqueles envangelicozinhos! Vão-se embora daqui já!

Brutamente desligou. Eu senti aquele ódio da senhora, pelas pessoas que ela julgava estarem ali mas que afinal não eram quem ela pensava. Eu só disse para os meus botões: «Coitadinha, temos de desculpá-la. A idade...». O Finório já estava aflitinho de medo, a uns passos de mim, a ver o que é que eu lhe ia fazer. Um dia destes ele ainda fica com traumas!

Não lhe fiz nada, porque francamente achei que não era justo. Disse-lhe apenas:

-Vai ali tomar qualquer coisa.
-Mas chefe...
-Eu pago!
-Mas, chefe...
-Mau! Que é que preferes? Levar reprimendas ou aproveitares esta oportunidade para ires relaxar um pouco? Hmm?

Retirei uma moeda de 2 euros do bolso, e depois de ter feito uma acrobacia com ela, pu-la na mão do Finório.

-Vá! Vai lá! Daqui a meia hora à porta do carro! - disse-lhe.
-Ok chefe! - respondeu-me ele. Saiu a correr quase a saltitar, parecia uma criança grande. Será que não o é? Bom, eu acho que todos temos uma criança dentro de nós e que...

Não nos desviemos da história...

Bom, toquei no botão certo.

-Olá, boa tarde. É aqui que mora a senhora Anne Madrureira? - perguntei, ao ouvir o barulho do ligar do auscultador do intercomunicador.

-Sim. É a própria! - Respondeu-me uma voz, mais nova e doce, e com um sotaque francês, diferente da interveniente anterior.
-Sou o detective Olho Morto. Gostaria de lhe fazer umas perguntas acerca do assassínio de Rui Sousa, que ocorreu há uns dias.
-Ah... está bem! Faça favor! - E abriu-me a porta.

Escadas depois, apareceu-me uma mulher. A Anne.

-Nelo?
-Sim, Anne, sou eu. - respondi.
-Mas, estás tão diferente!
-Também, já se passaram muitos anos, não é?
-Pois... mas então agora és bófia? - perguntou-me ela, já com um ar menos doce.
-Não. Apenas detective. E tu? O que andas a fazer?
-Ah... sou maestrina de uma orquestra.
-Hmm... tu gostaste sempre de música... Mas agora preciso de te fazer umas perguntas sobre o assassínio do Rui.
-Com certeza… então… vamos para a sala.

Guiou-me para um compartimento pequeno, mas acolhedor, aliás, a casa nem era grande.

-Então, explica-me, o que te lembras desse dia?
-Bom - começou ela - cheguei um pouco atrasada à festa...

Interrompi-a logo, para lhe fazer a fatídica pergunta:

-A que horas?
-Às dez.
-E notaste algo de estranho no jantar?
-Que eu saiba, não. Embora, certas pessoas não estivessem muito contentes em estar ali. Sabes, aqueles que, pronto, nunca se deram muito com o Rui, só lhe falavam quando ele pudesse ser útil, mas que ele fez questão em convidar.
-Nem precisas de dizer quem são. De certeza que são o André, a Teresa, a Lídia, o Estevão e o Augusto, presumo.
-Mesmo em cheio! Como sabes?
-Eu conheço mais aquela turma do que naquele tempo parecia ser.
-Explica-te melhor - pediu ela.
-Eu podia ser um desligado da turma na altura, mas eu sabia mais sobre a turma do que vocês todos!
-O que é que tu estás para aí a dizer?!
-É verdade! Sabia das intrigas que havia, conseguia ver no olhar das pessoas quando estavam a ser falsas e hipócritas! Qualidades que me levaram a querer ser detective, porque não tinha grandes aptidões para o resto, e que preservo até hoje.
-Ah... ok. - Disse ela, parecendo não estar bem «na onda».

E cheguei à pergunta final:

-Olha, não perguntei isto ao André, porque nunca tive grande confiança nele, mas pergunto-te porque fomos grandes amigos...
-... e namorados... - disse ela, de novo com voz doce.
-Sim, isso também, e por isso pergunto-te. Quem achas que matou o Rui?
-Olha, eu cá não sei bem. Mas tenho a sensação que o Miguel o poderá ter morto.
-Hã? O Miguel? Mas então foi ele que me contou do caso! Estás louca?
-Tu é que me perguntaste! Eu só te dei o meu palpite!
-Mas então, porque dizes que foi ele? - Perguntei, já um pouco zangado.
-Bom, acho que o Rui andava a dever algumas porções de dinheiro ao Miguel. Mas não sei. Isto foi só diz-que-disse.
-Ok. Obrigado por teres respondido ao meu interrogatório.

Tinha saído daquele andar, ia descer as escadas e ela diz-me:

-Um dia, vamos tomar um café?

Eu demorei algum tempo a responder:

-Sim, Anne, um dia vemos isso. Adeus!

O Finório já estava à espera no carro.

-Até que enfim, chefe! Estava a ver que nunca mais! Retorquiu ele.
-Mas demorei pouco! Só demorei metade do tempo! Olha, e foste tomar alguma coisa ali ao café?
-Nããã... - respondeu-me.
-Mas porquê?
-É que... é que... eu deixei cair a moeda numa «srajeta»... mas foi sem querer, chefe! Desculpe!
-Aiiaiaiai! Eu um dia destes ainda me passo contigo, Finório! . Disse-lhe, tentando controlar os nervos. - Mas agora ainda não, porque ainda temos muito trabalho pela frente e tu ainda podes fazer asneiras muito piores que essa! Vamos! Entra no carro!

Seguimos viagem para interrogar o suspeito que se seguia.

Continua...

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Bonito...

Um texto muito giro que me mandaram por mail, num power point que tinha a «Imagine», do John Lennon, como música de fundo. Aliás, o final tem uma frase desse grande artista brasileiro que foi Vinicius de Moraes. Eu achei que tinha tudo a haver com esta situação que estou a viver da perda de muitos dos meus grandes amigos destes últimos anos quando mudar de escola. Vale a pena ler!

Um dia a maioria de nós irá se separar. Sentiremos saudades de todas as conversas jogadas fora, as descobertas que fizemos, dos sonhos que tivemos, dos tantos risos e momentos que compartilhamos...

Saudades até dos momentos de lágrima, da angústia, das vésperas de finais de semana, de finais de ano, enfim... do companheirismo vivido... Sempre pensei que as amizades continuassem para sempre...

Hoje não tenho mais tanta certeza disso. Em breve cada um vai pra seu lado, seja pelo destino, ou por algum desentendimento, segue a sua vida, talvez continuemos a nos encontrar, quem sabe... nos e-mails trocados...

Podemos nos telefonar... conversar algumas bobagens. Aí os dias vão passar... meses... anos... até este contato tornar-se cada vez mais raro. Vamos nos perder no tempo...

Um dia nossos filhos verão aquelas fotografias e perguntarão: Quem são aquelas pessoas? Diremos que eram nossos amigos. E... isso vai doer tanto!!! Foram meus amigos, foi com eles que vivi os melhores anos de minha vida!

A saudade vai apertar bem dentro do peito. Vai dar uma vontade de ligar, ouvir aquelas vozes novamente... Quando o nosso grupo estiver incompleto... nos reuniremos para um último adeus de um amigo. E entre lágrimas nos abraçaremos...

Faremos promessas de nos encontrar mais vezes daquele dia em diante. Por fim, cada um vai para o seu lado para continuar a viver a sua vidinha isolada do passado... E nos perderemos no tempo...

Por isso, fica aqui um pedido deste humilde amigo: não deixes que a vida passe em branco, e que pequenas adversidades sejam a causa de grandes tempestades...

Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores... mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos!!! - Vinicius de Moraes

Mais um programa

Duas coisas:

1.º - mudei o gerenciador de download. Talvez agora não apanhem tantas janelas pop-up. Portanto, agora já não há desculpa para não o ouvirem

2.º - Este programa tem 18 minutos.

E que tal ouvirem-no? Ele está aqui.

O fim

Caros amigos e leitores,

o blog está na sua fase final.

Vai acabar dentro em breve e depois será apagado.

Desculpem-me, mas eu achei que esta era a melhor altura para acabar com tudo isto.

Eu já disse a várias pessoas desta minha opinião. Todos me perguntaram porque é que eu ia acabar. Depois disseram todos «Ah, está bem». Uns diziam que iam ter saudades, outros não perceberam porque é que eu tinha tomado esta decisão.

Bom, eu também começo a estar farto do blog, sinceramente. Ultimamente, talvez derivado das minhas crises de adolescente, não tive grande criatividade para escrever. Aliás, ultimamente só tenho tido azares. Tinha imensas ideias para posts que ficaram no meu telemóvel antigo que agora não funciona.

Também, nem sei porque é que continuaria a escrever. Enquanto outros blogueiros escrevem um post que só diz «Hoje comi cozido à Portuguesa. Estava muito bom!» e tem logo 2636262 comentários nesse post, eu escrevo posts grandes que 5 ou 6 pessoas lêem.

Mas pronto, quero acabar com o blog.

Aqueles que disserem «Então e o programa?». Bom, o programa, mais uma vez, vai sair atrasado. Vou postá-lo hoje, ou amanhã. Mas também vos digo uma coisa. Há coisas muito mais importantes do que a porcaria de um programa para meia dúzia de pessoas ouvirem. Portanto, este vai ser o último episódio do programa. Não estava previsto, mas pronto.

«E o olho morto?», perguntam outros. Bom, o olho morto também não voltará a ver a luz do dia. Agora deixo-o na gaveta para lá ficar durante muitos anos

Tenho andado um pouco deprimido estes tempos. Sinto-me com uma espécie de Charlie Brown que ninguém gosta (só falta ir estender-me na casota do cão, se tivesse um). Ou então, acho que sou um zé-ninguém. Acho que vou passar o resto da minha vida sozinho, e ser uma pessoa vulgar.

Sinto-me como o Truman, de um filme que vi há dias com o Jim Carrey. Sinto-me um aproveitado. Uma pessoa que os outros só usam para devidas circunstâncias.

Mas eu não queria isso. Eu queria ser diferente! Queria ser conhecido!

Mas como ninguém me dá oportunidades para isso, porque sempre que faço algo novo há alguém que critica.

Portanto, o blog acaba aqui.

Não volta.

The end.

Eu matei o meu «filho», se é assim que querem que eu diga.

Venho cá só postar mais um episódio do programa, o último, como já referi, e daqui a uns dias apago o blog. E com ele vão todos os posts que escrevi.

A sério! Deixei de ter paciência para preocupar-me demasiado com o blog, portanto, decidi acabá-lo. Talvez a crise existencialista por que estou a passar seja a culpada desta decisão.

Às poucas pessoas que liam este blog, peço-lhes desculpa.
Às muitas pessoas que não tiveram pachorra para o ler, também não perderam muito. Talvez tenha sido melhor terem ido fazer outras coisas

Quando apagar o blog, irão com ele todos os posts que aqui escrevi, vão-se perder todos.

Peço que tentem compreender a minha decisão.

Agora, para perceberem mesmo o que eu quis fazer com este post, por favor cliquem nesta linha. Peço-vos.

Até qualquer altura, talvez até nunca,

Rui «Traste Velho» Sousa