sábado, 31 de julho de 2010

10 000!

Estou comovidíssimo.

Snirf... BUÁÁÁ! Nunca pensei que chegaria a isto. É um grande passo, não para o Homem, mas para este homem que é o criador deste blog, ou seja, eu!

O blog ultrapassou as 10 000 visitas!

E agora, outro momento típico das galas.

Queria agradecer a todos os visitantes, ao apoio que me têm dado, enfim, OBRIGADO!

E, para comemorar, eis que regressa as pessoas que não são irritantes!

Aqui estão mais 5!

6- Jack Nicholson


É um grande actor, tem um grande talento e consegue fazer os mais variados papéis, desde um vilão demoníaco (joker no primeiro Batman), a um homem com demasiados tiques psicóticos («Melhor é impossível»), passando por um ladrão que, para escapar à prisão, finge-se de louco e vai parar a um manicómio, que vai mudar a sua vida e também a dos seus pacientes («Voando sobre um ninho de cucos»).
Vale a pena ver filmes com ele, porque são sempre interpretações de grande qualidade.
7-António Feio

Um grande senhor do teatro e dos dois ecrãs (o grande e o pequeno), que nos deixou na passada quinta-feira, e que fiz um post em sua homenagem (leiam aqui). Lutou para tentar ganhar à doença que tinha no «pâncreas da treta», como ele próprio disse, e que queria «dar cabo do canastro ao bicho só com humor». Infelizmente, a doença venceu, mas como disse o Bruno Nogueira no seu blog, «ele perdeu a guerra mas venceu as batalhas todas».
As pessoas conheceram-no como Nando, Toni, Joni Bigode, Túlio Gonzaga, enfim, pelas variadíssimas personagens que interpretou e que o tornaram famoso, e pelas «tretas» que fez com o também grande José Pedro Gomes, além de outros variadíssimos trabalhos.
Um grande ícone da cultura portuguesa.

8-Charles Schultz

Talvez o nome não vos diga nada, mas se eu vos falar em Snoopy, e Charlie Brown, já sabem quem são.
Pois bem, este senhor foi o criador dessas e muitas outras personagens, que ao longo de 50 anos (sim, leram bem), inundaram as páginas dos jornais com as tiras de BD. Mas a fama dos «Peanuts» não foi só isso, passando a merchandising de todos os tipos (como peluches, dos quais tenho cá um snoopy que era da minha irmã mais velha), e também na TV e no cinema.
Os «Peanuts» marcaram-me. Gostava imenso de ver os desenhos animados, que há uns anos passaram na RTP2. Adorava aquilo, e marcou-me imenso.
Charles Schultz é uma referência da cultura mundial nos nossos dias, e sempre o será! Aliás, ele, mesmo depois de morto, continua a ganhar milhões graças às suas personagens.

9-Jerry Seinfeld

Criador de uma das melhores sitcoms de todos os tempos, este grande comediante marcou uma reviravolta no mundo da comédia quando a sua série «Seinfeld» esteve no ar, durante 9 anos, e que conquistou milhões de espectadores espalhados por todo o mundo.
É uma referência para a cultura e comédia mundiais, e é sem dúvida, um tipo genial, e aconselho a verem esta série. Além de ser não muito vulgar, é «great stuff».

10-Dinis Machado

Criador de, segundo a minha opinião, uma das melhores obras da literatura portuguesa do século XX, «O que diz Molero», livro que recomendo vivamente, tendo sido o primeiro grande best-seller de ficção portuguesa depois da revolução, e que foi adaptado para teatro pelo mencionado António Feio e José Pedro Gomes (que vai ser transmitida a gravação do espectáculo na RTP2 amanhã à noite), Dinis Machado é um dos mais criativos escritores portugueses e é uma referência para os lusos e para os povos de outras línguas para os quais esta obra foi editada. Além deste livro, Dinis Machado escreveu outros, incluindo «Mulher e arma com guitarra espanhola», que li e que também aconselho.
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E agora, só me resta dizer, que venham mais 10 000!
Ah, e agora estive para aqui a pensar...
Como o Blogger tem uns modelos para os blogs mais giros, com um design mais sofisticado, estou a pensar mudar o visual desta página...
Um dia, quando visitarem o blog, vão ver se gostam do novo design!
Agora, vou ver o catálogo de escolhas, e se encontrar algum giro para pôr, ponho e prontos!
Tá bom?
Vá, agora escrevi muito, vou fechar agora este post. Já estou com os dedos vermelhos com a pele a sair e cheio de suor na cara...
Ou isto é tudo mentira...
Enfim, mais uma vez obrigado, e até ao próximo post!

E cá vem mais um...

Um capítulo do Olho Morto, o policial habitual das sextas-feiras. Ou sábados, como é hoje o caso. Ou domingos, como foi na semana passada.

Enfim, é quando me vêm as ideias à cabeça.

Olho Morto, Detective Público

Um caso muito particular

Parte 16

Entrei no escritório e dei com o meu chefe a gritar...

-MAS ONDE RAIO É QUE SE METEU AQUELE ESTAFERMO DO OLHO MORTO?! JÁ VIRAM AS HORAS? JÁ VIRAM AS HORAS? AI MINHA NOSSA SENHORA! E DEPOIS QUEM SE LIXA SOU EU! SEMPRE EU! SE ESTES ATRASOS CONTINUAREM, BEM, NEM SEI O QUE FAÇO A ESSE MALTRAPILHO!...

Ele não se tinha dado conta da minha presença ali, até que eu abri a boca e lá de dentro, saíram estas palavrinhas:

-Precisa de alguma coisa, chefe?

Espantado, olhou para mim e disse:

-Venha ao meu gabinete, depressa!

Ouvi vários burburinhos de fundo. Colegas que diziam «Vai haver bronca!», outros que diziam «Epá! Coitado do Nelo...», e um ou outro que se viraram para mim e disseram «Vai-te a ele pá!». Esta última, interpretei-a, por momentos, de uma forma um pouco para a porca. Depois é que percebi o contexto da frase.

Lá cheguei ao gabinete do senhor Gabriel Navalhas e bati 3 vezes e meia, como é hábito. Lá dentro saiu um rude «Entre!», e eu abri a porta e encostei-me a ela, quando a fechei.

Depois de alguns momentos de silêncio, foi ele que começou a conversa.

-É assim, Olho Morto, não quero que se volte a atrasar desta maneira...

-Mas, chefe, foi o trânsito!

-Mas, que eu saiba, você não demora tão longe daqui para chegar duas horas depois do previsto!

-OK, OK, hoje dormi mais um pouco, também. Mas não volta a acontecer chefe! O chefe sabe que eu venho sempre a horas e...

-Pois, mas agora você tem um caso que tem de ser resolvido o mais rapidamente possível, e que eu saiba, até agora ainda não fez grandes progressos.

-Pois, mas hoje ia continuar a interrogar os suspeitos e...

-Está bem, está bem. Então despache-se! Quero isto resolvido em menos de uma semana.

-QUÊ?

-Sim, ouviu bem. Uma semana.

-Mas, chefe...

-Nem mas, nem meio mas. Resolva isto em 7 dias ou despeço-o!

-Mas ainda faltam 15 suspeitos para interrogar!

-Então, vá interrogá-los! Que eu saiba também não precisa de muito tempo para os interrogar. Duas ou três perguntas e basta. E comece JÁ a trabalhar!

-Sim, chefe.

E saí dali.

Dei uma vista de olhos para a lista dos suspeitos, que tinha no bolso das calças, para verificar o que se seguia.

Ora, como não havia nenhum que o seu nome começasse pela letra B, e, segundo a sequência do abcedário que tinha aprendido na infância (a não ser que algum ser se tivesse lembrado de mudar a ordem das letras do alfabeto... pois pois! Neste país pode acontecer de tudo! Se nos querem meter a falar em brasileiro, pode-se esperar uma coisa destas!), a letra que se seguia era o C. E o primeiro nome que começava por esse letra, na lista, era «Carla Mota».

-Ora, ela vive relativamente perto daqui, a cerca de dois quarteirões! - Exclamei. - Esta não me vai tirar muito tempo.

Também, aquele caso já me estava a irritar, e resolvê-lo rapidamente era bom para mim, porque assim podia livrar-me daquele estranho mundo que era a minha infância na escola...

Continua...

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Morreu António Feio

A página do “Facebook” de António Feio está inundada de mensagens de pesar e homenagens ao actor, que chegou à consagração junto do grande público com a “Conversa da Treta”, ao lado do amigo José Pedro Gomes.

O actor, de 55 anos, estava internado, havia duas semanas, no hospital da Luz , com um cancro do pâncreas em fase terminal. Durante o dia, largas dezenas de admiradores e amigos passaram pela página do actor no "Facebook" para deixar mensagens de apoio e de força na luta do actor contra a doença.

Não foi suficiente. Faleceu, pouco depois das 23.30 horas, na Unidade de Cuidados Paliativos do Hospital da Luz, em Lisboa.



(In Jornal de Notícias)

Fiquei com pena que este grande actor tenha morrido «cedo demais», como disse o Nuno Artur Silva, das Produções Fictícias.

Como sou novinho, apenas apanhei, da carreira dele, as grandes «Tretas» que fazia com o José Pedro Gomes, e também o «Paraíso Filmes», outra grande relíquia da nossa comédia, que repetiu na RTP2 o ano passado e acompanhei.
Ah, e é claro, também, em pequeno, via alguns desenhos animados a que ele dava a voz. Gostava imenso da voz dele, era boa para os «bonecos», era o que eu achava. E sempre vou achar.
Lutou muito para poder travar a doença que tinha.
Bom, agora fica a memória, e em arquivo, muitos dos trabalhos da carreira de um dos melhores actores portugueses de sempre.

A memória de uma carreira, e acreditem, não foi da treta!

Todos temos altos e baixos mas acho que sempre consegui ver o que é que pode fazer-se, como podem resolver-se as coisas, mas de uma forma mais ou menos tranquila. Através da doença descobri coisas muito boas, nomeadamente a solidariedade das pessoas, a cumplicidade com este problema. É gratificante saber que podemos ajudar os outros a superar problemas idênticos.
António Feio

Salvem os ricos!

Este sketch, dos (desaparecidos) Contemporâneos, é uma pérola.

Vejam que vale a pena.

E cheio de convidados especiais...

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Olé!

E agora, um momento informal do blog.

Sabem da novidade?

Acabaram com as touradas na Catalunha!!!



E esta, hem?

A tourada, lá, é como para nós o fado.

Enfim, eu não sou adepto deste tipo de, hã, entretenimento, não tanto pelo bicho, porque eu não sou nenhum defensor fanático dos animais, embora saiba que o animal sofre um bocado quando está "em palco" (ele leva com aquelas coisas enormes, que magoam. É como levar umas facadas nas costas. Sabe tão bem!). É mais pela tourada em si. Qual é a graça de andar a fugir de um touro, com um lenço para o «fintar», e umas facalhonas enormes para espetar nele(perdoem a minha falta de cultura tauromáquica)?

É claro que respeito os adeptos. Mas gostos são gostos, e como estamos num país livre, a não ser que, sem querer, esteja a escrever isto na Venezuela ou no Paquistão, que é muito provável (a vida dá tantas voltas!)

É parvo. E em Espanha, então, eles divertem-se a soltar os touros para depois acabarem todos feridos, ou mortos. Enfim, que diversão, não é (tom sarcástico)?

Fico feliz por se tomar esta decisão. Enfim, é menos uma parvoíce no nosso mundo. Seria melhor se alguém se lembrasse em queimar a Stephenie Meyer, como na Inquisição. Acho que faziam um bem ainda melhor, porque era um favor ao mundo inteiro. Excepto os fãs (maioritariamente do sexo feminino), que iam ter ataques histéricos de pânico, e talvez se suicidassem, ou entrassem em depressão.

É claro que isto vai dar (já começou, aliás) a dar muita polémica. Será que também vai haver, como eu previ se a Stephaniezinha batesse as botas, ataques histéricos de pânico, suicídios e depressão?

Só o tempo o dirá, minhas amigas e meus amigos. Só o tempo o dirá

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Sobre o programa...

Já está quase tudo planeado, em relação aos temas abordados e aos convidados dos 10 episódios da segunda série, a estrear em finais deste ano (divulgarei a data quando achar melhor)...esta temporada será, com certeza, melhor que a primeira, e terá muitas coisas novas (que divulgarei quando achar melhor, também. Mais vale prevenir que remediar!)

Ora, eu estou com uma certa dúvida, que tem atormentado a minha mente.

Acham que eu deva manter a música do genérico do programa, ou mudá-la?

Se me quiserem ajudar com este dilema, votem na poll que está no canto superior direito do blog, e cliquem na vossa opção. Se quiserem manter a musiquinha, carregam no «sim», se não quiserem, porque segundo o que vocês pensam, a musiquinha é irritantezinha como o caraçazinhas, mudarei a música que é o tema de abertura da série, e escolherei outro. E assim, a terceira temporada também teria um genérico diferente... talvez. Se este novo genérico tivesse sucesso, mantinha-o. Porque eu já sei qual vai ser o novo tema, se assim for decidido (por vocês) mudarem-no.

E agora, toca a votar. Tá bom? Basta um clique, e já ajudam um rapaz com problemas de sono. Pois, porque só um atormentado como eu é que vem escrever isto a uma hora destas!

Vá! Votem, e divulgem isto, através da (novinha) barrazinha que vêem aqui, em cima da linha dos comentários.

Agora vou acabar de escrever isto, que se faz tarde.

PS - A sério, votem, está bem? Não vos dou nada em troca, mas já fazem uma pessoa feliz! É uma boa acção que me fazem! Está bem? Até ficam a sentir-se melhor! Vá lá...

Atrasadinho...

Não, não estou outra vez a insultar a minha pessoa.

É só porque o capítulo do Olho Morto, saiu atrasadamente hoje.

E porquê?

Porque estive fora estes dias, sem tempo para escrever.

Está bem?

Eu às vezes penso que o policial vai ficar um pouco comprido demais, com todo o material que nele insiro, mas vamos a ver. Depois se verá.

Olho Morto, Detective Público

Um caso muito particular

Parte 15

Em vez de acordar às oito, como era normal em dias de trabalho, acordei às 10.

Quando despertei, exclamei um grande «PORRA!» num magnífico som estéreo, dei um salto inimaginável da cama, daqueles que só conseguimos fazer quando estamos em sarilhos, e dirigi-me rapidamente à casa de banho, para pôr uma boa dose da típica H20, para ver se acordava a 100%.

É nestas alturas que penso que a minha vida podia ser como aquelas séries em que o marido está todo stressado para ir para o emprego e a mulher toda sorridente, já tinha feito o pequeno almoço para ele. E ele dá um beijo à esposa, leva a refeição para tomar no caminho, despede-se dela e dos filhos e sai de casa a alta velocidade.

Era isso que eu precisava, uma mulher... Já estava na altura...

Depois de me ter vindo este rápido pensamento, e de ter parado um pouco, que é o que eu costumo fazer para imaginar as coisas, parar o que eu estava a fazer. Depois daquele momento no meu reino mais ou menos encantado, olhei para o espelho e rapidamente despi-me e saltei para o «poliban», para tomar um duche.

Depois, vesti-me, tomei um café mal feito e umas «crackers» com manteiga (ando com a mania disto ultimamente), lavei a dentuça, fiz a barba e zarpei para o carro. A alta velocidade, como se de uma corrida de fórmula um se tratasse, fui para o escritório.

E, como se de propósito fosse, aconteceu uma daquelas coisas que só ocorrem quando menos queremos, ou quando menos precisamos. Tinha ocorrido um acidente, e o trânsito estava parado.

Já diz o provérbio, «quanto mais depressa, mais devagar»...

Bom, pelo menos agora podia acalmar um bocado, porque que eu soubesse não havia forma de sair daquele engarrafamento. O meu carro não é nenhum kitt para poder voar... era bom que fosse, mas não. Infelizmente, não o é

Decidi ligar o rádio, e ouvir alguma música para descontrair. Deparei-me com o «Circo de Feras», com aquele primeiro verso que nunca me esqueço: A vida vai torta...

Dei-me comigo a cantarolar aquela música, sem noção do barulho que fazia, e quando chegou o refrão, olhei em redor e vi que muitas pessoas noutros carros observavam a figurinha triste que estava a fazer. Decidi parar de cantar nesse momento.

Mas lá que a vida ia torta, ia sim senhora...

Passado um bocado, o engarrafamento tinha começado a «desengarrafar» (perdão pela expressão tão idiota), e voltei a pensar que o meu carro era um ferrari, e que a meta da corrida era o escritório...

Continua...

Novinho

Já viram a nova apliacação do blog?

Se virem por baixo da linha dos comentários, há uma barrita.

E para que é que ela serve?

Bom, serve para vocês, se for do vosso agrado, partilharem por mail, ou facebook, ou twitter, ou blogger, ou google buzz, as postagens do blog.

E agora, espalhem a palavra!

E se espalharem, podem utilizar a barrita!

Ou então não espalhem.

Enfim, façam como quiserem!

É claro que não é esta aplicaçãozinha que vai dar sucesso ao blog, mas enfim, é colorida e fica bem neste «estaminé».

Contemplem a barrita! CONTEMPLEM-NA!

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Coisas que me irritam (n.º 23) - Os E-books

Tinha de escrever sobre esta infame tecnologia, que agora parece que invadiu o mercadozinho internacional.

Eu não percebo como há pessoas que gostam de ler nestas «placas», para não lhes chamar outra coisa, que é um pouco insultuosa.

Foi feito um estudo, em que se comprovou que as pessoas lêem mais devagar nos E-books, do que nos livros normais.

Ah, e depois ainda se admiram que há pirataria! Quer dizer, os vendedores põem à venda os livros na net, para os e-books, que depois podem ser compartilhados com outros E-bookers, à borliu. Depois queixam-se que há a pirataria…

Aliás, eu acho que o E-book só traz desvantagens em relação ao livro, já um instrumento da idade da pedra, para alguns.

Por exemplo, o livro não gasta energia e não precisa de ser recarregado.

Ler através do livro é uma sensação completamente diferente do que ler num computador, por mais sofisticado que ele seja. Eu, fã incondicional de livros, gosto de mexer neles, folhear as páginas, sentir o cheiro a novo (se for o caso), e, se gostar muito dele, pô-lo num lugar previligiado da estante. Já com o e-book, não dá assim muito gozo mexer nele, e as páginas folheiam-se com um clique, ou lá o que é. E no e-book não dá para arrumarmos os livros da sua «memória» como queremos…

E, quando os livros nos marcam, nós encontramo-los, num recanto da casa, olhamos para eles, com saudade, e fazem-nos recordar. Com o e-book, é vasculhar a memória e ficar a olhar para a placa.

Nos EUA, este novo sistema está a ser um sucesso. As pessoas continuam a não ler muito, mas os e-books estão a vender-se como o leite.

Aliás, tudo o que é novidade nos EUA é logo comprado aos milhares, e depois, todos os outros países do mundo, principalmente Portugal, seguem esse estilo. Os EUA são os nossos professores do consumismo. O Harry Potter, o infame Twilight, enfim, tudo o que vem dos EUA tem de ser um sucesso em todo o mundo.

(isto não é para dizer mal do entretenimento dos EUA, que há do bom, e há muito que é bom. Mas as modas, enfim, são sempre trazidas de lá, se é que me estão a entender. Eu sei que nunca me consigo explicar bem, mas espero que tenham percebido a ideia)

Num jornal diziam que os livros provavelmente vão continuar a vender. Claro! Mesmo que ocupem espaço, vão continuar a ser impressos, encadernados, etc!

Adoro quando há pessoas que me dizem que gostam do e-book porque não ocupa espaço. Pois, mas há um dia que a memória do e-book também acaba… Nós gostamos de dizer que queremos espaço, mas temos sempre o vício de cobrir esses espaços que conseguimos ter. É impressionante.

Acho que é a única desvantagem do livro em relação ao E-book. É espaçoso. Em relação ao pó. O e-book também apanha, se o deixarem no sítio apropriado para isso acontecer…

Se o livro «morrer», eu desfaleço. É isso e os DVD’s (tão baratos que estão, para que é que vou ter Blu-ray, que é mais caro? Só pela imagem bué xpto, que se conseguem ver os pormenorezinhos da treta todos e tal? Nããã. Não contais comigo para isso. DVD FOREVER! Sorry, vaipe… Por falar nisso, há algum tempo que esse blog não é actualizado, não acham? Talvez depois de ler isto a autora se decida a fazer mais posts… eheheh)

OK, também não é preciso exagerar tanto, mas não quero que os livros acabem. Se acabarem, eu fico muito triste…

Buááááááááá!

(choro antecipado. Eu tenho medo que a qualquer instante venha um senhor do Mal governar isto tudo e depois queira acabar com os livros e queira toda a gente viciada no E-book…)

terça-feira, 20 de julho de 2010

Isto é que me dói!

(já vão perceber o significado do título...)

E o que é que o Avô Rui (Uau, de tio passou para avô em poucos dias... suspeito...) tem para vos contar hoje, pobres alminhas?

A minha ida à praia hoje, a primeira deste ano, meus amiguinhos (e amiguinhas, nunca esquecer!).

A Carcavelos, com a minha irmã e suas amigas.

Tanta gente na praia! Fez-me lembrar as cenas dos árabes do «Lawrence da Arábia», vá-se lá saber porquê.

Chegámos lá, tumba! Bandeira vermelha! E eu, que queria tanto matar saudades dos bons banhos marítimos...

Um pouco mais tarde, mais ou menos uma hora depois, já tinha lido boa parte do livro que tinha trazido para me entreter, a bandeira ficou amarela. Iupi! Pensei.

Chapinhei na água, chapinhei tanto!

Mas, é preciso admitir, que as praias lisboetas não são nada comparáveis às algarvias, onde posso saltar, dar cambalhotas, dançar a valsa na água! (OK, estou a exagerar).

Depois de ter ido matar as ditas saudades, fui-me estender de novo ao sol (isto agora lembrou-me da música «Um lugar ao Sol» dos Delfins. Olha, que coincidência. Nós estávamos em Cascais...), e fiquei tão entretido com o livro, e queria acabar com ele o mais depressa possível, para saber como acabava (também por já o querer ler há séculos), fiquei demasiado tempo ao sol.

E assim, fiquei a saber como as fatias de pão de forma se sentem quando entram na torradeira.

Fiquei vermelhinho na barriga, nas costas, nas pernas, enfim... mesmo que tenha posto imenso protector!

Fui mais umas vezes à água, pus mais protector (embora não tenha dado resultado)...

Saí da praia morto. Também por ter estado lá o dia todo, e quase não comi nada. Apenas umas batatas fritas e água. Ah, e um cornettozinho (eu fico sempre a pensar que de dentro dele vai sair a chave da vespa! Grrr....), que soube benzinho...

E foi a minha primeira ida à praia deste ano. Tardia, eu sei.

Ui que isto dói tanto! Aiii as minhas pernas!

sexta-feira, 16 de julho de 2010

O 14.º

E cá veio mais uma parte deste extenso policial (pelo menos eu prevejo que venha a ser).

Parte sem interesse nenhum para a história, mas quando não se tem muita inspiração, é preciso enveredar-se por estas vias.

Olho Morto, Detective Público

Um caso muito particular

Parte 14

Intrigava-me aquela «coisa» que o Rui queria revelar... foi por isso que morreu. Alguém não queria que ele revelasse esse segredo...

Entretanto, lembrei-me de ir ao mail, a ver se a Ana já me tinha mandado o vídeo.

Tinha-o mandado poucos minutos depois de eu ter saído de casa dela. Mas nessa altura lembrei-me que ainda tinha de ir jantar, a barriga estava a dar horas .

Depois de uma lasanha, made in microondas, fiquei demasiado cheio e cansado para continuar a investigar, e decidi ir para a caminha.

Lavei a dentadura, meti-me nos lençóis, e liguei o pequeno televisor do meu quarto, minha grande companheira para me ajudar a chamar o João Pestana.

Tinha começado a ver um bocado de um qualquer CSI, que agora não me recordo qual, quando de repente, fechei os olhos e...

...dei-me comigo na rua, com a roupa com que estava vestido antes de me ter deitado.

De repente, comeceo a andar para trás, como se fosse uma cassete a rebobinar.

Ao passo que andava para trás, o tempo também seguia o mesmo caminho.

Reparei que estava a ficar cada vez mais novo, e a roupa ficava cada vez mais pequena, para se ajustar ao meu tamanho.

-O que é que se passa? - Interroguei, com uma voz de petiz.

Nessa altura, via que estava naquela escola, num dia, que me lembro que tivesse sido o último que por lá tivemos aulas.

Ao aperceber-me o que se passava, pensei «Uau! Os meus sonhos agora são a RTP Memória da minha vida!»

Nessa altura, o Rui vinha ter comigo, e dirigiu-me a palavra.

-Nelo, até qualquer dia. Um dia voltamo-nos a ver, n'é?

E eu senti as palavras saírem-me da boca, como se eu fosse um robô programado.

-É, deve ser Rui.

Apertou-me a mão com uma força excessiva, a armar «ao pingalheiro», como ele gostava de fazer.

-Adeus, pá - disse-me.

-Adeus - respondi-lhe.

E foi-se embora.

Continuei a andar para a frente, à espera do que se seguiria àquela despedida.

Mas o que se sucedeu não aconteceu na realidade. Pelo menos nesta. Pode ter acontecido numa paralela!

Fantasmas de alunos daquela sombria turma a voarem por cima da minha cabeça, emitindo risos de bruxa má, e ouvia imensas vozes a falarem ao mesmo tempo, sem perceber o que queriam dizer.

Depois, vi o fantasma da Ana. De repente ele transformou-se numa figura que se assemelhava a um daqueles monstros horrendos que dão pelo nome de Gremlins.

-Stress a mais - pensei. - Tenho sonhos destes quando tenho muito stress.

De repente, surgia uma mão gigante, com uma faca, e...

Acordei, com o típico arfar de um pesadelo.

-Porra! - gritei. - Tenho de resolver esta porcaria o mais rápido que possível! Até já me entra nos sonhos, co'a breca!

Minutos depois, voltei a adormecer. O problema é que já passava da hora permitida para eu acordar. Ou seja, para eu chegar a tempo ao trabalho. O problema é que nessa altura não dei por isso...

Continua...

You can call me Al

É o nome de outro grande êxito de Paul Simon, que agora tem-me apetecido ouvir muitas vezes.

No vídeo interpreta também, além do cantor, o comediante Chevy Chase.

Se fossem ver o que significa a letra, ainda melhor1 É muito boa!


quinta-feira, 15 de julho de 2010

Mais irritantes pessoas...

Ahahah o Rui trocou as palavras no título do post, que engraçado...

Bom, é só para dizer que acabou de chegar, directamente de não-sei-onde, mais uma edição desta rubrica há tanto desaparecida...

E cá vamos nós, mais 5 pessoas irritantes!

26-Lili Caneças


(não se assustem. Não é um vírus...)

No coments...

Aliás, até vou fazer um...

Esta é outra daquelas que não faz nenhum, só aparece nas revistas como gente chique da socialite, a cara parece de plástico, enfim. É daquelas pessoas que no nosso planeta não está a fazer nada. Ganha milhares de eurinhos para ir fofocar p'rá TV...
Vocês percebem o que quero dizer...
Se não percebem, paciência...
E depois ela ainda se queixa que as pessoas gozem com ela, como aconteceu uma vez num programa do HermanSIC. Ela queixava-se de ter sido gozada, mas quando disse que o Herman estava demasiado ordinário, até tinha verdade.
Ora vejam o momento. Há quem diga que tenha sido encenado, porque ela a seguir na segunda parte lá apareceu para ser entrevistada (que era o que ela estava lá a fazer), toda sorridente... Devem é ter-lhe pago para voltar, é o que foi... a Lilizinha não é tão boa actriz como isso... Aliás, e a cara dos actores (principalmente a do Vitor de Sousa, que no final até diz um palavrão, se ouvirem bem) e do próprio público... É ver para crer!



27-Cristiano Ronaldo



Ui, deste há tanto para dizer...
Primeiro, é convencido, segundo, é parvo, terceiro, é um bocado estúpido. É que eu posso falar de muita coisa sobre ele, mas vou só falar da última «novidade», de ele ter um filho...
Quer dizer, anuncia ao mundinho que foi pai, e depois vem de férias para Portugal e admira-se dos paparazzis o estarem a chatear.
«Sou pai e deixem-me desfrutar deste momento» disse o petiz (sim porque de mente ainda é um petiz). Gostava de saber onde é que ele aprendeu a dizer uma palavra «cara» (no vocabulário dele, é.). Desfrutar. Ele deve ter ouvido esta palavra em algum lado, bateu palminhas, porque é uma palavra que, se formos a ver, tem uma entoação engraçada, gritou de alegria «Mãmã, aprendi uma palavra nova!», e agora usa-a, para se armar em bom. Em breve vai ser em tudo. «O jogo? Desfrutei-o. Perdemos, mas desfrutei.». Acho que ele até ponderou em dizer à imprensa, depois do jogo que nos levou à derrota no mundial «Perguntei ao Queiroz a ver se ele desfrutou. Eu desfrutei. Ele não porquê? Ide ele desfrutar! » Um dia, temos CR7 culto, a ler Tolstoi e a escrever livros de poesia... é esperar para ver.

28-Kafka


Ui... este escritor... já tentaram ler alguma obra dele? Quer dizer, se eu sou um depressivo e pessimista do catano, então ele!
Nunca li a «Metamorfose», mas pelo me contam, é melhor nem pegar nele, nem folhear. Li apenas a sua «Carta ao Pai», em que ele escreve ao seu Pai, tristemente, deprimência a 100%, e parece que vai morrer.
Óptimo para pessoas que queiram atirar-se da ponte. Lêem os livros do Kafka e pensam «Ui! Mas este está muito pior que eu!».
Peço desculpa se ofendi alguém que goste, mas compreendam que sou uma criancinham, tá bom?

29-Jay Leno



Há quem goste muito dele. Há quem o odeie. É o meu caso. Não gosto dele a apresentar. Tem cara de mau, é mau para o staff do programa, enfim... O Conan O' Brien é que devia estar no ar, não ele... aliás, já imensos convidados aperceberam-se disso... mandaram indirectas ao Leno, e houve um músico que foi ao programa, cujo nome não me recordo, que tinha um crachá a pedir o regresso do Conan... polémicazinha...
Espero que ele saia rapidamente do ar... Peço desculpa, mas é a minha franca opinião. Já acabou a tua era, Leno! Não é por seres velho, porque o Letterman é mais velho que tu e acho que deve continuar no ar. Tu é que não serves. Pelo menos para mim.

30-Luciana Abreu

(andei há imenso tempo à procura de uma imagem dita normal, mas como só encontrei imagens desta "menina" semi-nua, e como isto é um blog sério e digno - tem dias - vem sem imagem. Tenho familiares a ler isto, coa breca!)

Não tenho nada, mas tenho tenho tudo... É é, está bem... Vai apregoar essa a outro! «Ai sou muito pobrezinha e gosto do senhor frederico», dizia ela como a já esquecida personagem Floribella...
Sou rica em sonhos... Que se tornam reais? Como armar-se que gosta muito de crianças mas depois faz um programa que, pela forma como ela se veste, era mais adequado para adultos? Tá bem tá!
E pobre, pobre em ouro... Mas depois veio a fama e pumba! Toca a enfardar de dinheiro! Foi ou não foi, Lucy?

E foi mais uma edição das pessoas irritantes.

Comentários para gerar polémica aceitam-se!

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Está tudo planeado

Ahahahahah toma toma toma!

Já planeei como será a próxima série do «programa do Mal dizer».

Vai ser um pouquinho melhor que a original (espero), vai ter coisas novas, enfim...

É esperar para ver...

Já tenho a data de estreia...

Mas não vos vou dizer por agora...

É daqui a algum tempinho...

E já sei quando vai ser a terceira série, que será a última!!!

(Eu não devo ter mesmo nada para fazer... tenho de me manter ocupado com coisas destas!)

Bom, fiquem atentos e saberão mais coisitas em breve!!!

Mais um insólitozinho, que só acontece quando está o Ruizinho...

Olá.

Como vos vai a vida?

Melhor que a minha suponho.

Pelo menos, ontem à noite deve ter sido.

Agora, vós deveis estar a pensar «Pronto, lá vem este gajo contar outro insólito que lhe aconteceu para poder ocupar espaço no blog, sem precisar de ter ideias verdadeiramente dele»

Se pensaram nisto, têm razão. Se pensaram em dois camarões a dançarem a polca, pedimos desculpa, isto não é o «Achas que sabes dançar».

Se vieram para este blog redireccionados pelo google porque este sugeria este blog para a vossa pesquisa, intitulada «nudez», façam queixa ao google.

Mas deixem-me então contar-vos o dito «insólito». Deixam? DEIXAM? A SÉRIO? IUPI! OB'IGADO! (voz de criança alegre e feliz, porque as crianças contentam-se com pouco.)

Bom, ontem, eu e os meus Pais, e a minha irmã, íamos todos sair para ir assistir a um daqueles concertos ao ar livre (que no Verão há tanto em abundância) no Chiado.

Ora, a minha Mãe, que tem sempre a mania de dizer «Vou descendo», deixou a sua chave na fechadura do lado de dentro da porta, como é hábito.

Passado alguns momentos, eu, o meu Pai e a minhja irmã saímos os três e fechámos a porta.

E não é que, quando o meu Pai vai a trancar a porta com a sua chave, não consegue metê-la na fechadura?

Ah pois é, a outra chave ficou lá dentro...

E o meu Pai, já todo aborrecido, a dizer à minha Mãe, quando ela subiu, que «era sempre a mesma coisa», que «maldita mania», etc.

O pânico não se instalou, nem nos começámos a devorar uns aos outros, como vocês pensam. Apenas pensámos em como iríamos solucionar isto.

Ora, para resolver o problema, pensámos em várias hipóteses:

1.ª - Tocar à campainha do vizinho e pedir-lhe para irmos à varanda dele para eu, num acto heróico, saltar da varanda para a outra, a nossa, entrar na janela do quarto da minha irmã, que deixou aberta, tirar a chave da minha Mãe da fechadura e salvar o dia, ou melhor, noite.

2.ª - Ir ao Sr Jorge, o marido da porteira, para que ele traga as suas ferramentas especiais para resolver o assunto.

3.ª - Solha frita com arroz e salada.

(ups, peço desculpa. A 3.ª foi retirada, por lapso, do menu da Tasca «O carapau». Peço imensa desculpa. Mas já agora aproveito para fazer publicidade. Bons pratos no Carapau, não é nada mau! Pois, a rima é parva. Mas foi o melhor que consegui arranjar. Até tinha pensado noutra, mas era um bocado ordináriazeca, e como isto é um blog sério e digno... bem, pelo menos tenta ser!)

Optámos pela primeira opção. Toquei, toquei, toquei, com a esperança de poder ter o meu momento heróico, mas o vizinho não estava em casa.

Fomos então experimentar a segunda opção. Também não tínhamos mais nenhuma! (ou pensam que a solha é mesmo uma opção? Já vos disse que fui eu que me enganei! Já agora, Tasca «O carapau», lá em casa até fazem sarau! Argh, outra rima parva...não largo o vício...)

A minha irmã lá desceu no elevador até à cave. Ouviram-se ladrares guinchantes de duas cadelas, as do Sr Jorge, e depois viram-se ele e a minha irmã no elevador.

O senhor Jorge viu a situação, pensou um pouquinho e tirou uma de algumas ferramentas que lá tinha. Uma super ferramenta, que dá pelo nome de coisa-bastante-simples-mas-que-eu-não-me-lembro-do-nome.

E, nessa altura, quando eu já estava desiludido de não ter tido o «meu momento», o Sr Jorge diz «Preciso de uma lanterna.». Aí fez-se luz, porque a única pessoa naquele corredorzinho que tinha uma lanterna era eu!

Com ar triunfante, dei o meu telemóvel ao Sr Jorge (sim, pensavam que eu ia ter uma lanterna a sério? Tenho uma no telemóvel e prontos! Pode não ser nada high-tech, mas pelo menos tem lanterna. Ora tomem!)

Passado algum tempo, depois de algum sangue, suor e lágrimas (exagero habitual), e com algum empenho e dedicação do Sr com a ferramenta, lá se ouviu a chave da minha Mãe a cair do outro lado da porta. Ficámos todos felizes, e o Sr Jorge deve ter-se sentido como um herói.

«o Sr Jorge é o maior!» exclamou o meu Pai.

Mas é claro que a glória não tinha sido só dele!

«Pois pois», retorqui eu, «mas se não fosse a minha lanterna, não tinha conseguido! Ah pois é!»

Afinal, ainda consegui ser um herói. Secundário, mas fui um herói!

Ah, e depois ainda fomos a tempo do malfadado concerto. E eu a pensar «Ei, se isto demorar muito não vamos a lado nenhum e eu vou poder fazer asneiras à vontade!». Mas afinal este insólito demorou pouquinho, cerca de 20 minutos, e ainda faltavam uns 10 para o concerto. Nessa altura pensei num palavrão, mas achei melhor guardá-lo para mim.

E foi isto o que se passou ontem. O que é que pensavam? Que eu tinha ido à Lua? Ou à procura de um tesouro, numa ilha longínqua?

Nããã, isto foi MUITO MELHOR QUE ISTO TUDO!

Ou talvez não.

Bom, minhas senhoras e meus senhores, muito bom dia, muito boa tarde, ou muito boa noite, segundo a hora que me tiverem lido!

Another music...

Tenho andado a ouvir esta musica ininterruptamente.

Muito engraçada, não triste demais, como é meu costume.

Fez-me lembrar a bossa nova, sei lá porquê...

E lembra o Verão!

Eu gosto da praia à hora das gaivotas,
quando a maré desce e tudo fica mais calmo...




Como diz um usuário do Youtube, na página de onde tirei o vídeo, Esta obra é genial até ao ponto em que quase se morre de desespero quando temos uma completa vontade de a ouvir e não o poder fazer

Portanto ouçam-na!

segunda-feira, 12 de julho de 2010

FIM

Não, não é outro post em que tenciono enganar os (poucos) leitores do blog que isto vai acabar.

É só para dizer que o Mundial chegou ao fim.

Eu andei um pouco viciado nestes dias, no campeonato do mundo (quem diria que um palerma caixa d'óculos pode interessar-se pelo «esférico que rola sobre a relva», como diria o saudoso José Estebes?). Vi os jogos, vi toda a porcaria de emissões que fizeram sobre tudo e mais alguma coisa lá na África do Sul, com a desculpa de ser na terra do Mundial, comentei muito sobre futebol, enfim.

Mas ontem, já tinha perdido a paciência. Já sabia quem seria o vencedor da partida (como se sucedeu no Euro 2004), e já estava tão cansado, mas tão cansadozinho de toda a parafernália de coisas do Mundial, que decidi ir para o quarto ler. Depois é que foi o jantar, tive de ver o resto da partida.

Achei muito engraçado quando foi o primeiro jogo do Mundial, estava a passar por uma loja de electrodomésticos no Areeiro que tem um plasma enorme na montra, com imensa malta à volta dele, para ver. Fez-me lembrar aquelas fotografias antigas que se vêem das pessoas à volta da TV, com aquele companheirismo. Adorável. Ou não.

Mas o que mais me irritou mais no Mundial, não foi «Waka waka» da sôdona Shakira (que eu continuo a dizer que não deveria ter sido o hino do mundial), nem o big mac big loco big mac big loco mac quê? do Sabrosa, nem o facto de a selecção não ter jogado nada (foi como ouvi alguém dizer, que estavam ali a jogar à rabia a ver se não estragavam a maquilhagem), nem todos os programas da treta que fizeram para ajudar a selecção, que não era mais do que os habituais talk-shows mas com nomes diferentes, nem toda a fachada que foi o Mundial, cheio de efeitos todos caros, mas que continua a ter imensa gente a viver na miséria.

O que mais me irritou foi o maldito polvo Paul.

Armado em adivinho... é é. Queria ver. Eu também já sabia que a Espanha ia ganhar, mas não é por isso que fiquei famoso. E ele, só porque é um polvo, pôs-se numa caixa com comida e pronto! Já é um Deus e Profeta! Talvez se eu fosse um esquilo e, por intermédio de duas bolotas com as bandeiras dos países do respectivo jogo, também adivinhasse essas coisas, ui! Já era mais famoso que a Paris Hilton! Mas como sou um gajo qualquer, isso não acontece.

Fiquei muito feliz por grande parte dos melhores clubes ter perdido. A ver se perdem o orgulho todo.

Já o Uruguai ter ficado em 4.º lugar foi uma boa lição para muita gente, acho.

E foi bom ter ganho a Espanha. Nuestros hermanos!

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Outro capítulozinho...

E cá está.

Mais um.

Que deu o dobro do trabalho porque esta PORCARIA avariou uma vez, e perdi o capítulo todo que tinha acabado de escrever.

Escrevi outra vez, mas acho que não ficou tão bom como o primeiro.

Então, de um capítulo feito com calma, como foi a primeira versão, foi um capítulo feito sobre pressão, para não me tentar esquecer do que tinha escrito.

Em vez de se ter tornado um capítulo calmo, como na primeira versão, na segunda ficou uma reflexão crítica sobre algumas coisas da Internet.

Mas aproveitem!!!

Agora, como devem estar a reparar, tenho escrito pouco. Ora, o blog vai estar um pouquinho parado em termos de posts. Menos, mas vou pondo.

Olho Morto, Detective Público

Um caso muito particular

Parte 13

Cheguei a casa e rapidamente liguei o computador para começar a pesquisa sobre o Rui. Acho que está com algum vírus, porque este grande monte de porcas e parafusos está lento que nem um caracol.

Bom, depois do computador ter feito todas as ligações para estar pronto a ser usado, inseri a pen da internet nele, e depois de a conectar (termo giro se o «nec» for dito com grande acentuação), acessei logo a página da Wikipedia, para ver o que lá estava escrito sobre o Rui. É sempre o primeiro site que me lembro de visitar quando preciso pesquisar algo, mesmo que tenha uma data de informações erradas.

Há quem vá ao Google, mas sempre que eu lá vou, ou me mandam para a wikipédia, ou para sites que não têm nada a haver com o que foi pesquisado.

Ora, na Wiki (que dito assim, e se se disser o «w» como se fosse «v», lembra-me um desenho animado), o que é que estava lá escrito sobre o Rui? O quê? Nada mais nada menos que isto.

Rui Alves de Sousa é um escritor e argumentista português. Nasceu em Lisboa.

Foi nesse momento que me lembrei que a Wikipedia portuguesa é a única que tem preguiça em fazer artigos sobre as suas celebridades (mesmo que o Rui não o fosse, mas por lá andava) que ultrapassem as 10 linhas. Já vi uns com 20, mas não mais que isso.

Lembrei-me do pedido de amizade que o Rui me tinha mandado para o facebook dias antes do sucedido (claro que não poderia ter sido depois!), e que não tinha chegado a confirmar por esquecimento.

Fui ao facebook, aceitei o pedido (e achei estranho agora ser amigo de um morto na web), e fui ver o perfil dele, que estava restrito aos que não fossem amigos. É daquelas coisas que penso «Toma toma toma! Eu vejo isto e tu não!».

Comecei a ler o «mural» do Rui. Entre relatos do dia-a-dia, sugestões culturais e pensamentos filosóficos, este chamou-me particularmente à atenção, que era do dia em que tinha ocorrido o crime.

Hoje, jantarada cá em casa. Antigos colegas de escola reunidos na minha habitação para podermos recordar com uma certa estupidez e nostalgia esses tempos. Irá tudo correr como previ. Irei ferir susceptibilidades quando revelar algo muito secreto, pois a vingança é um prato que se serve frio...

«Algo muito secreto?» pensei. «Eu sabia! Ele sabia algo sobre alguém, ou várias pessoas da turma, algo muito precioso, que seria a sua espécie de vingança sobre essas pessoas...»

Aquele «status» tinha-me dado uma pista. Pequena, mas não seria por isso que não fosse importante. Bem me parecia que o jantar tinha tido um motivo, e esse motivo tinha sido o Rui querer revelar esse dado tão importante... Afinal, ele não tinha mudado nada!

Agora, eu tinha de descobrir que dado era esse, tão importante que era...

Continua...

Uau!

Um medley que contém muitos dos grandes genéricos de séries de TV.

Simpsons, Family Guy, Cheers, Two and a half men, That 70's show, OC, X-Files, Big Bang Theory, Scrubs, estão todos lá!

Tocados com grande perícia pelo Freddie Greede, um youtuber, em órgão, guitarra, e um kazoo, que aparece num dos genéricos.

Ouçam que vale a pena!



(é aconselhável que cliquem no título do vídeo para irem direccionados para a página do Youtube porque no blog a imagem aparece a metade)

Vinicius de Moraes morreu há 30 anos...

Hoje passam 30 anos sobre a morte do ‘homem que prometeu amar por toda a vida', o carioca mais baiano, o branco mais preto do Brasil.

Aquele que disse que o uísque era o cachorro engarrafado, o melhor amigo do homem. Vinícius de Moraes, conhecido por amigos e admiradores como O Poetinha.
pode ser definido em uma palavra: intensidade.

Nas amizades, no amor, na poesia, na música, na vida. Foram mais de 400 poemas e letras de música, 12 livros e mais de 40 álbuns. Produção que foi ampliada depois de sua morte, com antologias e regravações feitas por artistas nacionais e internacionais de diversos géneros musicais.


Fonte: Antena 1

Um grande, grande nome da música brasileira, e sem dúvida internacional, que com Tom Jobim e Chico Buarque faz a tripla maravilha da música brasileira, na minha opinião.

Até citei uma frase dele no discurso que fiz na festa de finalistas lá da escola... e toda a gente aplaudiu...

Um nome intemporal, e as suas letras, que originaram músicas de sucesso, como «Tarde em Itapoã», ficarão na memória do público durante mais umas muitas gerações.

Mas mesmo muuuuitas!



A felicidade é como a pluma que o vento vai levando pelo ar. Voa tão leve, mas tem a vida breve
Vinicius de Moraes

quinta-feira, 8 de julho de 2010

The last

E cá está ele.

O último programa onde mal-digo.

É especial. Também, é o último! (Por enquanto)... tem a moderada duração de 27 minutos... não se engasguem, é verdade...

Contém algumas surpresas, dignas de um episódio final decente.

Mas talvez o programa volte.

Talvez...

Mas só será para o ano, talvez...

Entretanto, contentem-se com esta temporada, e com o último episódio...

domingo, 4 de julho de 2010

Uma melodia

Peço desculpa se posto no blog demasiadas músicas dos Queen, mas é a minha banda favorita e gosto de mostrar aos meus amigos o que eles são para além dos grandes êxitos que tiveram.

Esta música foi um êxito, na altura, foi lançada depois da morte do Freddie, e foi escrita por ele. Fiz uma pequena referência a ela no último capítulo do Olho Morto que postei, e como gosto de divulgar música, aqui está ela. É muito bonita, e, como eu gosto de dizer, vale a pena ouvir.

25

Ontem, uma das minhas sagas favoritas fez 25 anos do seu nascimento. Pude sabê-lo neste blog.

Estou a falar da contudente trilogia «Back to the future», onde o maluco cientista Doc Emmett Brown, interpretado pelo grande Christopher Lloyd, fazia fantásticas viagens no tempo com o seu amigo Marty McFly, o grande actor Michael J.Fox.

Se nunca viram esta trilogia, vejam-na. Vale a pena. É bom entretenimento, ao contrário de outros filmes também desse tempo.

Se viram, bom para vocês. Acham que eu ia fazer o quê? Dar-vos um prémio? Então enganaram-se!

Para comemorar, a saga vai ser editada pela primeira vez no formato Blu-ray, e de novo em DVD, numa edição espectacular, boa para figurar na estante.

Era bom viajar no tempo, não era?

Eu que o diga...

Mas por enquanto temos de nos vangloriar com este filme de viagens no tempo, para nos fazer pensar como seria se as máquinas para o devido efeito.

Parabéns!

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Outro capítulozinho...

Eu sei, que ultimamente tenho dado poucas notícias cá no blog, mas ando a usar muito do espaço da minha criatividade existente no meu cérebro para outras fins, como o último episódio do «Programa do Mal-dizer», e outras coisas exteriores ao blog.

Mas, claro, não me esqueci do capítulo semanal do policial (rimazinha parvazinha... e mais outra rima!)

E cá está ele!

E, como parece que já está a ter algum sucesso, não me posso esquecer de vir cá pôr, semanalmente...

Disfrutén! Como dizem os espanhóis (peço desculpa se estiver mal escrito)

Olho Morto, Detective Público

Um caso muito particular

Parte 12

Não vale a pena contar grandes pormenores desta volta para casa, porque foi normal. Calma, sem percalços. Só a minha mente é que estava ocupada com a misteriosa «coisa» que a Ana tinha para me mostrar. Devia ser importante.

Enquanto isso, o Finório divertia-se a brincar com um palito que tinha tirado do bolso.

Regressámos então à casa da Ana, e desta vez não me enganei no andar. O Finório quis ficar no carro desta vez. Devia estar muito entretido com o seu palito.

Subi e ela rapidamente convidou-me a (voltar a) entrar dentro da sua habitação.

-Nem sabes do que me lembrei quando foste embora! - disse ela, com uma voz um pouco ofegante (vá-se lá saber porquê!). Retirou uma câmara digital que estava numa das estantes, carregou nuns botões, numa combinação extonteante que me pôs a pensar que nunca vou conseguir mexer numa máquina tão high-tech. - Vê isto. Tinha filmado na altura e esqueci-me de te mostrar.

Era um pequeno vídeo, onde, ao princípio, só se ouvia barulho de fundo, daqueles do tipo dos restaurantes chiques, com pessoas a falarem alto, etc.

E, carregando noutro botão da máquina, a Ana disse-me que iria passar um pouco à frente, à parte importante.

E o que era a parte dita «importante»?

Era, nada mais nada menos, que o Rui a discursar...

«Hmmm... interessante», disse para os meus botões.

Eis o que o Rui dizia no dito discurso:

-Caros colegas, caros amigos, alguns que me acompanharam ao longo destes anos, outros, nem tanto, porque é verdade e as verdades têm de ser ditas, espero que se estejam a divertir, nesta reunião de turma que decidi proporcionar-vos. É claro que tenho muita pena que falte uma pessoa aqui a este encontro...

-Ou seja, tu - disse a Ana, interrompendo.

Continuei a ouvir o discurso.

-...que talvez, faça mais falta do que algumas pessoas que aqui estejam, e desculpem-me a indiscrição. Bom, queria dizer que alguns dos presentes podem ter-se aproveitado de mim ao longo destes anos, das mais variadas maneiras, e se julgam que eu não sei, podem ir dar uma volta que eu posso fazer-me de ceguinho, mas sei de tudo. Sempre soube.

-Uau! - exclamei. - Surpreendente! Ele nunca tinha falado assim!

-Mas ainda não acabou. - respondeu-me a Ana.

Lá continuou o discurso do Rui.

-Podia não parecer, mas estive sempre a par do que se passava. Tenho, na minha cabecita, o retrato de cada um de vocês, como se fosse a memória de um computador. Uns, hipócritas nos tempos de escola, que sempre me tentaram enxovalhar e insultar, e que agora, me tratam melhor porque, e eu sei que esta é a verdade, consegui, com o meu trabalho, amealhar uma quantia considerável de dinheiro. E depois de ter dito tudo isto, devem estar a pensar, não todos, mas aqueles que ficaram perplexos com as minhas palavras...

-Eu não fiquei. Achei muito bem que ele tenha feito isto - interrompeu mais uma vez a Ana.

Continuei a ver o vídeo.

-... as suas cabecitas devem estar perturbadas com este pensamento. «Então, se esta besta está a dizer tão mal de nós, porque é que nos convidou?». Bom, eu gostava de ver, pela última vez, a minha turma, toda reunida. Mesmo com as suas fraquezas, não me importaria de a rever junta de novo. Pena que um dos meus verdadeiros amigos não esteja cá...

-Ou seja, tu - repetiu a Ana.

-Sim, já sei - respondi.

E voltei a olhar para a câmara.

-... porque eu pressinto que algo me vá acontecer em breve. Algo muito grave e perigoso, que pôe em risco a minha própria vida.

«Uau! Clássico! Parece que estou a ver um filme!» pensei.

-... mas que continue a festa, e obrigado por terem vindo!

De seguida, ficou tudo em silêncio durante um bom bocado de tempo, e voltou tudo ao normal.

-Uau! - disse - Estranho e fantástico! Mandas-me este vídeo por mail? Preciso de o ver com mais atenção. - Perguntei à Ana, quando ela desligou a câmara.

-Claro. - respondeu-me

-Obrigado. Sabes, acho que ele sabia o que lhe ia acontecer.

-Achas? - questionou ela.

-Acho. Tenho um feeling que sim. Mas tenho de investigar isto melhor.

-OK, se tu achas...

-Bom, eu tenho de ir andando. Adeus.

Já ia a descer as escadas quando ela me repetiu o que tinha dito no outro dia.

-Temos de nos encontrar melhor.

-Pois - disse eu. - Noutra altura.

Entrei no carro e o Finório estava ainda a brincar com o palito, com o rádio ligado. Estava a passar a belíssima «heaven for everyone» dos Queen, que me deu mais um momento nostálgico dos velhos tempos.

Como já era um pouco tarde, decidi voltar a casa. Ia investigar sobre o Rui. Tinha a impressão, vaga, mas tinha a impressão que o Rui sabia quem o ia matar, e o que lhe ia acontecer. Caramba, fez-me lembrar a cena de Jesus e do Judas. Neste caso, talvez fosse mais do que um Judas.

Deixei o Finório em casa dele, que é relativamente perto da minha, e fui para a minha para pesquisar mais sobre a vida do assassinado.

Continua...