segunda-feira, 29 de novembro de 2010

No PMD for you...

Esta semana não vai haver PMD, pelo menos nesta quarta, por razões relacionadas com o penúltimo post.


Talvez ponha dois programas na quarta de daqui a uma semana, ou ainda se conseguir chegar a Lisboa e fazer o programa desta semana, ainda ponho no fim-de-semana.

Isto é tudo muito relativo. A minha vida é relativa.

E como este programa não tem grandes meios nem nada dessas coisas, a sua emissão não muito regular pode acontecer.

Peço desculpa já à meia dúzia de ouvintes do PMD... é a vida!

Adivinha quem voltou!


Este é para mim, juntamente com o David Letterman, o melhor apresentador de late-night dos EUA. O David Letterman é um grande comunicador, e o Conan, um grande comediante.

Acho que deveria ter mais audiência. Pelo menos, na primeira emissão deste seu novo programa, teve mais que o Jay Leno (tipo insuportável... para mim). E isso já é bom. Mas depois voltou a cair... também, o programa está num canal de cabo (a TBS). Mas até mesmo para a primeira emissão, teve umas audiências bem boas, para um canal não-generalista...

Agora o Conan voltou à TV. Três semanas depois de ter estreado nos EUA, o talk-show «Conan», que o próprio diz que deu esse nome ao programa «para não haver o risco de me substituírem» (uma indirecta ao caso polémico que se deu há uns meses e que fez com que ele tivesse retirado da TV por muito tempo, quase um ano) estreia em Portugal.

Hoje, às 21:00, na SIC Radical.

A ver.

domingo, 28 de novembro de 2010

A minha Avó

Não gosto de escrever coisas tristes, porque não tenho jeito para isso e também porque sempre que tento escrever uma, nunca fica com a intensidade que eu pretendia dar, ou da forma que eu queria que estivesse.

Mas hoje tinha de fazer isto.

A minha Avó (era a única...) faleceu no sábado. Hoje foi o funeral. No sábado à noite fomos a correr para Santo Tirso (que era onde a minha Avó estava), e chegámos lá, e ao ver a minha Avó ali, toda arranjada e sem vida, deitada na cama, fez-me chorar. E chorei muito, muito, muito. Ao princípio, quando a minha Mãe me deu a notícia, uma hora antes de irmos embora, entrei apenas em estado de choque, mas mais nada. Até pensei que me tinha tornado num insensível por não ter reagido mais. Essa reacção chegou quando a vi.

Depois, de ontem até hoje de manhã, foi o velório, em que se encontram pessoas que dizem «eh pá, já não te via desde que eras assim», e fazem um gesto com a mão a simular um indivíduo de tamanho pequeno. E muita gente disse-me várias vezes «agora é continuar» e etc etc etc. As coisas do costume. Eu sou o neto mais novo, é preciso dizer.

Voltei a chorar hoje, na missa do funeral, no final, quando o meu Pai pediu-me e à minha irmã para irmos ler. Eu fui ler um poema da autoria da minha Avó, intitulado «A vida». A minha irmã cantou um salmo que a minha Avó gostava. Aí é que me deu vontade de chorar. Depois, evaram o caixão da igreja até ao carro, em que eu segurei num dos lados, não conseguindo parar de chorar, e depois o caixão seguiu até ao cemitério. Não chorei mais depois de sair da igreja. Depois, recumprimentei as pessoas todas que tinha visto ontem, e tudo foi mais calmo, um almoço agradável, e cada um voltou para o seu lado.

Por um lado, a minha Avó está melhor assim. «Está descansada, agora» disse o meu Pai. Mas por outro, a minha Avó fazia parte daquela galeria de pessoas imortais. Mesmo já não estando neste mundo, eu continuo a pensar que está bem viva. É um bocado pieguinhas, mas é o que eu sinto.

E agora, resta agradecer a Avó que tive, que não há muitas como ela, e seguir o meu caminho não a esquecendo, pois como disse o Nicolau Breyner há uns dias numa entrevista, «a vida vale a pena, desde que se tenha memória». Memória de momentos, de coisas, e de pessoas!

Por isso eu digo: Obrigado Avó! (Abá, que era o nome carinhoso que lhe dávamos. Não sei qual a origem dessa alcunha, mas tratei-a sempre por Abá).

Sei que este post não ficou grande coisa, mas serve pelo menos para prestar homenagem à minha Avó.

Até sempre!

Quando uma árvore é cortada ela renasce em outro lugar. Quando eu morrer quero ir para esse lugar, onde as árvores vivem em paz.
Tom Jobim

(este post está datado do dia 28, mas foi escrito hoje, dia 29. Ontem comecei a escrever um protótipo, mas depois o blogger fez o favor de ir abaixo e de apagar o post todo, quando o ia publicar. Hoje, refiz o post, e acho que, como já tudo passou, ficou um post muito melhor que o da primeira versão, que tinha sido escrito a meio dos acontecimentos.)

Sem comentários

Programa satírico «Contra-informação» acabou - Media - PUBLICO.PT

É uma pena... um dos programas mais antigos da TV portuguesa.

Leiam a notícia, que vale a pena...

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Música calminha, mas dá que pensar...



Esta música é uma versão da tradicional melodia de Natal «Silent Night», por Simon and Garfunkel. Mas tem uma coisa que as outras versões não têm. Ouçam a voz de fundo. Se conseguirem perceber o que essa voz está a dizer, vale a pena ouvir. E faz pensar...´É uma voz que está como que a apresentar um pequeno noticiário. E então, com as imagens deste vídeo, a canção faz mais sentido. Vale a pena ouvir.

Ai os meus olhinhos!

Estou sem óculos.

A razão:

Outro dia estava a passear, com os óculos postos num bolso que estupidamente não tem fecho (tem uma entrada para um botão, mas esse botão é inexistente!). Mais tarde, atravessei a passadeira a correr, para apanhar o sinal verde (que aquela passadeira é matreira).

Algum tempo depois, já a andar mais calmamente, para aí a uns 50 metros de distância da passadeira, tacteio os bolsos a ver se está tudo. O bolso onde supostamente estariam os óculos está vazio.

Procuro pelos lados próximos, até que tenho um flash de que poderiam ter caído ao atravessar a passadeira.

Chego lá e estão os óculos. Ou o que restava deles. Sem uma lente, com as hastes viradas para os lados, e algo esmagado.

E isto já foi sexta-feira passada!

A ver se amanhã passo pelo oculista para ver se isto tem arranjo. Já vou lá tantas vezes para me apertarem as hastes, espero que agora também façam um bom serviço.

E também já ia mudar de lentes. As outras estão todas riscadas...

Ai ai ai... a ver se eu atino de vez!

Cabecinha de alho chocho, a minha!

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Cassetes! Ou Este post vai parecer uma edição da «Caderneta de cromos», só que com a diferença de ser pior!


Ah, a magia da fita magnética das velhas cassetes!

O desespero que era quando a cassete ficava presa dentro do gravador, e depois não se conseguia tirá-la!

Bem, lembrei-me de falar deste tema porque há dias ouvi uma edição da «Caderneta de cromos», famosa rubrica do Nuno Markl, sobre cassetes. E decidi deixar a minha história de vida sobre elas.

E vou-vos falari (o «i» é propositado) na minha relação com estas maravilhosas caixitas.

Quando eu era um moçito, venerava cassetes. De música e de vídeo. Lembro-me que tinha (e ainda tenho guardadas na arrecadação) uma colecção de cassetes de música, e numa estante enorme estão perto de 150 cassetes de vídeo.

Eu adorava pôr na aparelhagem preta que tinha no meu quarto o último sucesso dos «Patinhos» ou uma cassete qualquer de compilações, e ficava a ouvir, a ouvir, a ouvir. E começava a desesperar quando as cassetes começavam a dar mal (porque naquela aparelhagem muitas vezes as cassetes ficavam com um som um pouco diabólico e sinistro), e rapidamente tirava-a da máquina para não ouvir mais aquele som horrível. Mas depois punha outra vez, e continuava a ouvir.

E como a generalidade das crianças da minha geração, via e revia filmes em VHS. Papei os filmes todos da Disney milhões de vezes, assim como os do Tintin, do Dartacão, as tropelias do Bugs Bunny e mesmo os episódios da Pippi das meias altas (ok, momento embaraçoso... recordar gostos de infância... mas eu sou livre, ora essa! Expresso-me à vontade! Sei lá os vossos gostos... podem ser mais humilhantes que os meus!)

Ai... belos tempos (aliás, belos tempos nada! Prefiro ser como sou agora do que quando era um pirralho, mas era bonito ver aquele meu fascínio pelas cassetes...). E várias vezes o videogravador foi para arranjar (obrigado ao sr Jorge, marido da porteira cá do prédio, que deve ter ganho umas belas massas pelas múltiplas vezes que os meus pais foram lá pedir-lhe para que ele arranjasse o videogravador).

Um dia, fiquei desesperado quando apercebi-me que as cassetes estavam a começar a desaparecer. Veio o DVD. (música de suspense, género «Psycho»).

Eu costumava ir a casa de um amigo meu, que tinha uma larga colecção de DVD's, e ele sempre me fazia tremer como varas verdes com as suas visões apocalípticas anunciando o fim das caixas com fita. Eu, que que sentia um carinho tão especial pelas cassetes e tratava-as quase como bichos de estimação, tive medo que os meus amiguinhos desaparecessem para sempre.

Muitas foram as vezes que me revoltei contra o DVD, querendo mesmo fazer uma revolução que destruísse os DVD's da face da terra.

Hoje em dia eu sou adepto do DVD. Pelo preço tão barato e impensável a que chegou! (e que pode ser considerado como uma espécie de vingança sobre o VHS, do género «ahahah agora também não te safas!»)

Quando procurava a imagem para ilustrar este artigo e encontrei esta acima, vi que ela vinha de um post de um blog sobre as vantagens do DVD sobre o VHS. E lá dizem uma coisa que por acaso acho interessante. Na altura em que os DVD's começaram a sair, os VHS começaram a desaparecer quase forçosamente, para obrigar as pessoas a aderirem ao DVD. Foi o que senti na altura, que era uma verdadeira guerra e ditadura anti-VHS.E agora passa-se o mesmo com o Blu-ray.

Eu não vou trocar o Blu-ray pelo DVD, pelo menos nos próximos tempos! 'Tá bom que a diferença entre VHS e DVD é notável, mas a do Blu-ray não é suficiente para mim. Talvez, no dia em que eu seja obrigado mesmo a aderir ao Blu-ray, já inventaram outro formato mais xpto ainda.

E perguntam-se vocês, meninas e meninos: «E onde pára o teu leitor de VHS, ó Ruizinho?»

E eu respondo-vos: Está aqui no meu quarto. E depois de três ou quatro anos sem necessidade de ser arranjado, começou a dar sinais de envelhecimento, dando falhas por vezes quando está a reproduzir uma cassete. É que eu ainda a usava para gravar umas coisas, que achava interessante, e para mostrar relíquias caseiras da minha família, quando me pediam para passar os mesmos vídeos umas não-sei-quantas vezes.

Eu tenho uma fixação pelo caseirinho. Não com as cassetes, que sei que houve uma altura que gostei imenso, mas o DVD fascinou-me (por afinal ser muito acessível!), e na música, em que os CD's eram trinta mil vezes melhores (então com a aparelhagem que tenho na sala... uiuiui!), mas por exemplo com as televisões.

Eu prefiro televisões analógicas (como a grundig que tenho na sala, pesada como o caraças) às digitais. Acho a imagem mais definida, não sei. Mas quando tiver a minha casa, será impossível encontrar uma televisão fininha, e analógica...disse isto só para saberem. É claro que as digitais têm um som melhor, mas a imagem... parece-me pixelada...

Ah, e com o próprio cinema. Há uma mística em ir a cinemas antigos (como o King), em que antes de entrar na sala onde me vou sentar, consigo dar uma espreitadela na sala de projecções (bem, pelo menos na sala 2, que foi onde eu fui ver o «Capitalismo: uma história de amor»), e acho imensa piada às projecções à moda antiga, com as bobines. O cinema digital, bah, não tem a mesma piada, e nada tem a ver. Destrói tudo o que o cinema tem de giro... o gozo que dá ver quando é que aparecem riscos naquelas bobines, ou certas falhas deixadas passar pelas pessoas que deveriam tratar bem daquelas preciosidades...

Mas até mesmo com o vinil. Eu não sou grande fã do vinil, nem digo que é melhor ou pior que o CD, mas acho graça ao ritual de pôr o disco, colocar a agulha, e ouvir, e poder mudar as rotações (isso sim, tem muita graça... eheheh). Aliás, ápercebi-me da verdadeira magia do vinil quando uns tios meus puseram a tocar o disco do Simon & Garfunkel ao vivo em Central Park (e foi por isso que comecei a descobrir estes dois magníficos, que são dos meus músicos favoritos...).

Mas o VHS e as cassetes de música marcaram uma fase da minha vida.

Este post serviu para rebuscar memórias da minha infância há muito perdida no tempo. É bom recordar como eu me divertia com pequenas coisas, sem necessidade de playstations ou gameboys (porque os gameboys só apareceram mais tarde na minha vida, quando eu tinha 7/8 anos, e era um a preto e branco, o pocket, que tinha sido da minha irmã mais velha...)

Beijinhos para elas, abraços para eles,

Rui Alves de Sousa

CHEGOU!

Cá está.

O primeiro episódio, de um conjunto de dez, da segunda temporada do «Programa do Mal dizer».

Tão mal gravado como sempre.

Tão grande e chato como sempre.

São as razões para ouvir mais um episódio.

Vá lá! Só mais um!

Basta clicar aqui!

domingo, 21 de novembro de 2010

31!

E cá vai mais um capítulo do policial.

Que diz que sai à sexta mas que é raro isso acontecer.

Mas leiam lá este capítulo, que é (nada) interessante!

Caramba, tenho de (não) deixar esta mania das palavras com parênteses, para (não) dar um duplo sentido às frases!

Olho Morto, Detective Público

Um caso muito particular

Parte 31

Entrámos na igreja, que estava quase cheia, e ao longe ouvia-se cânticos «à capella», algo inperceptíveis. Aquela igreja era das que são enormes, e que sempre que se fala faz uma espécie de eco. Quando nos sentámos, numa das últimas filas, o padre, de voz grossa e barba, começou a falar, e quase não se ouvia nada. Só quando ele ligou o microfone é que ficou audível. O caixão estava à frente do altar, com a parte de cima destapada.

-Irmãos - disse ele - estamos aqui para prestar homenagem a Rui Alves de Sousa, que deixou o nosso mundo há poucos dias. Estão aqui reunidos os familiares...

Quando o padre disse isto tentei dar uma espreitadela à primeira fila. Aí deveriam estar os familiares. Mais tarde iria falar com eles. Nós estávamos longe. quinze filas atrás.

-... os amigos, os colegas e alguns dos admiradores.

Tinha ouvido na «telefonia» que os fãs iriam fazer uma homenagem a seguir ao funeral.

-... Estão todos aqui para preservar a memória, que perdurará por muitos anos, e para prestar tributo a este falecido, que deixa saudades aos que cá ficam. Vamos então começar a celebração.

O padre abriu o livro que tinha na mão, abriu-o e começou a dizer as orações habituais de uma missa fúnebre. Mais tarde, perguntou se alguém quereria ler a leitura, e uma rapariga, que me parecia ser familiar, voluntariou-se para fazer isso. Leu a leitura, com algumas lágrimas a correrem-lhe pelos olhos. Depois leu a oração dos fiéis, e foi-se sentar. O padre leu o evangelho, e fez uma pequena homilia, que era praticamente a mesma coisa que tinha dito no princípio da missa. Que não iríamos esquecer o Rui, etc etc etc.

Depois ocorreram as coisas habituais de uma missa destas. Mais orações, uma comunhão, uma bênção, enfim...

Depois, a missa acabou.

-Agora - disse o padre - acompanhemos o corpo ao cemitério.

Mas disse aquilo de uma maneira tão natural... enfim, também já está habituado a fazer aquelas coisas. Depois, saiu do altar, o coro voltou a cantar «à capella», e foi ter com os familiares, mostrando-se verdadeiramente solidário com eles. Palpitava-me que ele conhecia o Rui. Disse à rapariga para não chorar, e eu continuei a tentar pensar quem era aquela rapariga, que me parecia conhecida.

Depois, o caixão foi levado por quatro senhores vestidos de preto e com ar solene (os senhores da funerária). O padre seguiu-os, e algumas caras conhecidas da turma, e alguns anónimos para mim fizeram o mesmo. Fui ter com os familiares, que tinham ficado atrás, a tentar acalmar a rapariga.

Aí, tive um flash, e lembrei-me de quem era a rapariga. Era a irmã do Rui. Uma delas, visto que eram três.

Depois lembrei-me do nome dela. Luísa. Era esse o nome. Era a segunda mais nova, visto que o Rui era o mais novo.

Na altura que fui ter com os familiares, decidi, por bom senso, não me pôr com grandes conversas. Esperei um pouco, pois estavam algumas pessoas à minha frente. Quando chegou a minha vez, apenas apresentei-me, dei os meus pêsames, e decidi deixar a conversa mais importante para depois.

E nessa altura reparei que me tinha esquecido do João e do Finório. Parece que eles tinham seguido a «procissão»... ok, este trocadilho foi muito mau, aliás, envolvendo uma pessoa morta. Pronto, seguiram os outros até ao cemitério! Saí da igreja, a ver se os encontrava.

Continua...

O senhor do adeus. Ou mais um comentário para juntar aos milhares que têm sido feitos sobre a morte de João Manuel Serra


Nunca me encontrei com este senhor. Pelo menos que me lembre. Talvez possa tê-lo visto e mal-educadamente tê-lo ignorado. Só soube da sua existência um dia depois de ter morrido.

Para quem não o conhece (depois de tanta divulgação na internet, e mais propriamente no facebook), este senhor costumava dizer adeus noite após noite aos carros que passavam na Avenida Fontes Pereira de Melo, em Lisboa. E aos domingos, ia ao cinema, e escrevia as suas impressões sobre os filmes que via neste blog.

Eu quando soube da existência desse blog, fui dar uma espreitadela. Além de reconhecer o aguçado espírito crítico que João Manuel Serra possuía, muitas mensagens de agradecimento ao homem que dias antes tinha partido deste mundo, dá-nos a perceber a importância que ele tinha. Movimentos no facebook foram feitos, e já querem erguer uma estátua ao senhor. As pessoas que com ele conviveram sentem mesmo a sua falta. E eu, mesmo nunca tendo estado com ele, sinto que faz falta haver pessoas assim.

Tenho respeito por este senhor, por ser sempre simpático e amigável para as pessoas a quem acenava ou que vinham ter com ele. Era um senhor que sabia dar boa-disposição e alegria. Era um homem que sabia viver, como li num dos tantos comentários que li nesse blog.

Talvez todos nós possamos ser senhores do adeus.

Sim, porque não?

(Aqui podem ler uma reportagem sobre ele do Diário de Notícias. Muito interessante.)

Magnífico!

É raro eu ver curtas metragens portuguesas, mas recebi esta por mail e surpreendeu-me.

Ora vejam:



Nuno Rocha está de parabéns com esta curta metragem de grande qualidade.
Numa noite normal com o passado largado da memória, um homem reencontra, no
lugar a que chama casa, lembranças de um tempo que viveu.
Fragmentos de pura felicidade e instantes de sublime partilha, surgem como
apontamentos de esperança de um presente que não voltará a ser o mesmo.

OTÃ?

Ahahah, que trocadilho idiota com a sigla da NATO... OTAN em língua tuga.

E eu, se me desculparem a minha querida ignorância, pergunto-vos:

Esta cimeira serviu para alguma coisa?

É que eu não sou como aqueles que são anti-NATO, mas começo a questionar-me para que é que serviu esta cimeira. Se foi mais do que os presidentes de vários sítios do mundo estarem em desfile para os fãs.

Mas a sério, se alguém mais velho (ou não) puder explicar a esta pobre cabecita de adolescente anormal o que foi decidido na dita cimeira, queira fazer o favor de mo explicar.

E que não se zangue! Eu sou um pobre adolescente em fase de crescimento...

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Post que nada contribui para a minha vida... É apenas uma espécie de desabafo...

Estou farto de tudo!
Farto da vida
Farto da morte
Farto de pensar nos enigmas da humanidade.
Farto de pensar
Farto de argumentar
Farto de sintetizar
Farto de problematizar
Farto de conceptualizar!
Estou farto de tudo e mais alguma coisa
Estou farto de ti, dele, dela, daquele palerma, daquele estafermo!
Estou farto da política
Estou farto da ganância
Estou farto do poder
Estou farto da avareza
Estou farto da riqueza
Estou farto da idiotice
Estou farto de mentiras
Estou farto de ilusões
Estou farto de coisas parvas
Estou farto de dramas
Estou farto de música pimba
Estou farto dos preços das coisas
Estou farto do preço da vida
Estou farto da desonestidade
Estou farto do passado
Estou farto do presente
Estou farto do futuro!
Estou farto de injustiças
Estou farto de chantagens
Estou farto de esquemas
Estou farto de raptos
Estou farto de contrabandos
Estou farto de criminosos
Estou farto de corruptos
Estou farto de maldades
Estou farto de atrocidades
Estou farto de atentados
Estou farto de queixosos
Estou farto dos que falam, falam, falam, e depois não os vejo a fazer nada
Estou farto deste país
Estou farto da justiça deste país
Estou farto de energúmenos
Estou farto de armadões
Estou farto de malcriadões
Estou farto de parvalhões!

ESTOU FARTO DISTO E DE MUITO MAIS!

Senhor, ESTOU FARTO!

(agora uma pequena explicação sobre este post. Esta lista de fartezas serve apenas para aliviar o criador deste blog. E também pela sua falta de criatividade e ainda algumas pessoas vão achar que este post é plágio. Também penso o mesmo. Esta lista não acaba aqui. Foram só as coisas que me lembrei no momento. E vocês? Não andam já um bocado fartos destas coisas?)

Good stuff...

2010 é um ano de grandes datas para Rui Veloso. É o ano em que se assinalam os seus 30 anos de carreira e, simultaneamente, 20 anos sobre a edição do álbum “Mingos & os Samurais”, um dos álbuns mais marcantes da carreira de Rui Veloso e da música portuguesa.
Em Maio de 1990, mesmo antes da edição do disco, Rui Veloso inicia em Lisboa a digressão “Mingos & os Samurais” no Campo Pequeno. Sala esgotada.
No início de Agosto desse ano chega, finalmente, às lojas o duplo-álbum “Mingos & os Samurais”, sendo a realização de um sonho antigo da dupla Rui Veloso/ Carlos Tê. O êxito é estrondoso: Platina no dia de edição; em pouco mais de quatro meses, chega às Sete Platinas! Mais: “Mingos & os Samurais” ocupa o 1º lugar do top durante 24 semanas! Os temas “Não há Estrelas no Céu” e “A Paixão (segundo Nicolau da Viola)” são os maiores êxitos desse ano.
Para celebrar a data, “Mingos & os Samurais” é reeditado numa edição de luxo (digipack) - Edição especial 20º aniversário que inclui o CD-duplo com o som remasterizado a que se junta um DVD-bónus inédito com o filme de um dos míticos concertos realizados no Coliseu dos Recreios em 1990, filmado pela RTP.
Um currículo inigualável que torna esta edição muito apetecível para os fãs e para muitos que viveram a edição do disco e assistiram aos concertos.

http://www.fnac.pt/Rui-Veloso-Mingos-et-Os-Samurais-Edicao-Especial-20º-Aniversario-2CD-DVD-sem-especificar/a330181?PID=6&Mn=-1&Mu=-13&Ra=-28&To=0&Nu=1&Fr=0

Really good stuff!

domingo, 14 de novembro de 2010

Queres ver que é o 30?

E chegamos ao capítulo 30 deste policial.

Eu penso que este policial irá ter ainda tantos capítulos como os de uma novela.

Para aí uns 150.

Não... estou a brincar, leitores ingénuos!

Vai até aos 300.

E com sorte!

Olho Morto, Detective Público

Um caso muito particular

Parte 30


-E todo o resto da turma continuava envolvida?


-Maior parte. E os outros não me dava, e eles não se davam comigo.


-Epá! Que paranóia! - exclamei - Eu nunca percebi esta turma. A sério! Mais parecia uma versão escolar de uma novela qualquer. Então havia aquelas intrigas, as pessoas que não se falavam por não-se-sabe-porquê, as armadilhas que faziam uns aos outros... não percebo! E não percebo também como continuam assim uns macambúzios uns com os outros! Vocês são crianças, pá? Se calhar o Rui teve a ideia desse jantar para tentar pacificar as coisas... Até os que são amigos uns dos outros tentam-se destruir mutuamente! Cambada de doidos pá! E é este um dos motivos que me leva a pensar em resolver isto depressa! Para ver alguns da turma atrás das grades!


Aí uma pequena ideia veio-me à cabeça, mas segundos depois vi que não fazia nexo.

E o João permaneceu em silêncio, completamente mudo.


-Bom, mas agora queria saber se te afastaste dos outros? - perguntei-lhe.


-Basicamente por estar farto deles, e por ser anti-substâncias ilícitas.


-Está bom. E acaba de relatar a noite do jantar, se fazes favor.


-Bom, estava na partwe de falar com algumas pessoas não era? Pois bem, falei com algumas, mas essas «algumas» foi também só olá e adeus. Mais nada. Não sou muito de convívios. Depois, o jantar, que era agradável, foi uma quiche de legumes... o Rui devia andar com a mania dos vegetais. Acho que foi ele mesmo a fazer. Depois mais tarde o Rui morreu, eu fui-me embora para não me meter em sarilhos e pronto. Eia pá e o funeral é daqui a dez minutos...


-A sério?! Ainda vais?


-Bem, penso que sim. É aqui perto.


-Então eu vou contigo. Talvez encontre lá as pessoas que me falta interrogar.


-Mas, antes de irmos, não tens mais nada de relevante para contar?


-Nem por isso.


Deixei a gravação continuar, poderia acontecer qualquer coisa entretanto.


-Olha João, eu dou-te boleia. Trouxe o carro.


-Ah, ok, estava a pensar em fazer uma caminhada, mas vai ter que ficar para depois.


Depois, saímos da casa, o João foi dizer à sua mulher onde ia, e entrámos no carro.


-Finório - disse-lhe eu. - Este é o João. João, este é o Finório, o meu assistente.


Apresentações feitas, pusémo-nos a caminho para a igreja onde seria feito o funeral, que era mesmo muito perto de casa do João.


Ocorreu-me um pormenor, quando estávamos a ir.


-Ó João - perguntei - Qual é a tua profissão?


-Eu sou o director de uma empresa de management de artistas.


-Ah, está bem. E como soubeste do funeral do Rui?

-Ouvi hoje na televisão fazerem um pequeno apontamento sobre isso.

Chegámos à igreja, onde vimos, como é habitual num funeral, pessoas envergando vestimenta de cor preta. Mas além dos colegas da turma, os interrogados e os ainda não interrogados, que me pareciam que estavam lá todos, estavam pessoas que eu não conhecia, possivelmente fãs do Rui.

Quando estacionei o carro e saímos, depois do Finório ter andado à luta com o cinto de segurança, que não conseguia tirar, as pessoas estavam a entrar. Ia agora começar a missa do funeral.

Continua...

(esta parte é também ela pequenina. É para ganhar tempo para pensar melhor no resto da narrativa e estreuturá-la mesmo bem, para que não vos escape nenhum detalhe.)

Mais um capítulo atrasado, o 29.º

Uau!

O próximo é o 30!

Mas agora leiam o 29.º...

Porque senão não vão perceber nada do próximo!

É como no Harry Potta, ou lá como se chama!

Olho Morto, Detective Público

Um caso muito particular

Parte 29

-A que horas chegaste a casa do Rui?

-Faltavam quinze minutos para as nove - respondeu-me ele´.

-E o que te lembras desse dia?

-Cheguei, falei com algumas pessoas...

-Algumas?

-Sim, algumas. Não sei se sabes, mas muitos dos nossos ex-colegas, eu cortei relações...

-Mas então porquê?

-É uma longa história. Foi no 10.º ano. Maior parte dos nossos ex-colegas, incluindo eu, e o Rui, foram para o mesmo liceu, acabada a estadia na outra escola. Se eu me lembro, tu foste para outro liceu...

-Sim, fui. Se queres que te diga, não me arrependi nada.

-Bom, se o dizes... E aí, nessa nova escola, as pessoas que faziam parte da turma foram mudando, e começaram a meter-se em certas coisas que me fizeram separar-me deles.

-Mas eles andavam metidos em quê? Drogas? Álcool?

-Bem, sim, mas... Olha, Nelo, eu vou-te contar isto, mas não quero que contes a mais ninguém! É altamente secreto, e se alguém sabe...

-OK, OK. Conta lá, então.

-É óbvio que eles andavam metidos nessas coisas, mas foram mais longe... de uns cigarros, que é o normal das pessoas dos liceus, passou para LSD, cocaína...

-Meu Deus! Quem é que fornecia esse material?

-Eram duas pessoas da antiga turma...

-Quem?

-Ai caramba, estou tão feitinho...

-Conta porra! - respondi-lhe agressivamente.

-Está bem, está bem! Eram a Ana e o Estevão!

Aí, a minha mente teve uma espécie de choque.

-O QUÊ?! A Ana e o Estevão?

-Sim, Nelo.

-A ANA? Nunca pensei! Como é que ela... Mas que grande revelação que me fizeste João! Safa... ainda bem que «abandonei» a turminha! E o Estevão... que agora é um político de fatinho e que fuma cachimbo... Ahah! Meu Deus! Isto é um clássico!

-Ai é? - perguntou o João, algo confuso.

-Sim. O Bush também era um homem um pouco rebeldinho, como o nosso caro Estevão, e tornou-se presidente dos EUA!

-Bem, mas não era rebelde para snifar cocaína ou «chutar» LSD...

-Chutar?

-Injectar.

-Ah - disse eu, continuando. - Claro que não, mas foi rebeldezinho também... não nesses aspectos, mas foi daquele típico americano, armado... em parvo.

-Está bem. - respondeu-me- Espero que te tenha ajudado.

-Calma aí, calma aí! Isto ainda não acabou! Quero que me acabes de responder a esta pergunta, e depois tenho mais para te fazer!

-Está bem, está bem. Vamos lá a despachar isto!

Mas que grande dado que tinha descoberto agora! Será que algo tinha a ver com a morte do Rui? Ainda falta muito para descobrir...

Continua...

E agora, a crítica ao filme do momento...

Afinal, ainda consegui vir aqui escrever hoje no blog!!!
E vou começar por fazer a crítica ao filme mais falado da actualidade.

Ou seja, «The social Network», ou na nossa língua, «A rede social».


(uma palavra sobre o cartaz. Esplêndido. Não sei porquê, gosto muito dele!)

Queria só, antes de mais nada, dizer uma coisa às pessoas que estão a pensar em ir ver este filme ao cinema.

Não entrem na sala com grandes expectativas do tamanho do mundo. Lá por os críticos e muita gente dizer que é uma obra-prima, não quer dizer que a vossa opinião será igual às desses indivíduos.

Foi o que aconteceu com a minha.

Já tinha metido na cabeça que o visionamento desta película iria ser uma coisa inesquecível...

E tenho de vos dizer que não foi.

Para quem não sabe, «A rede social» fala do facebook, mais propriamente do que andou metido na sua criação.

Fui vê-lo na passada quinta-feira, no cinema monumental do Saldanha, às 16h40. A sala estava quase vazia, que é uma coisa que eu gosto nos cinemas. Uma sala enorme, quase sem pessoal. E aquela sala era enorme!

(e na eventualidade do(a) caro(a) leitor(a) ser aquela pessoa que estava na fila à frente da minha, na sala de cinema, e que se irritou por eu e o meu grupinho estarmos a fazer barulho e que por isso mudou de lugar para umas filas à frente, parabéns. Teve a oportunidade de conhecer o rapazinho mais chatamente chato à face da Terra, e trocou essa felicidade de poder tirar a fotografia com um tanso, por um lugar onde não se ouvia o meu barulho (e o dos meus comparsas). Também, esse barulho acabou por desaparecer nos primeiros cinco minutos de filme. A sério, você perdeu a oportunidade da sua vida. Lamento.)

Adoro o slogan do poster do filme. Não se consegue ter 500 milhões de amigos (que é o número de utilizadores que o facebook tem, embora agora sejam mais uns quantos) sem se fazerem alguns inimigos...

O filme, sim senhora, está bem concebido, com um bom elenco (grande rapidez com que os actores dizem os seus diálogos!), um argumento bom e claro, uma óptima realização.

Mas para mim não chega para ser considerada uma obra-prima, porque acho que falta muita coisa neste filme. Acho que o argumento, mesmo sendo bom, falta-lhe alguma coisa. E certas partes são pouco exploradas, e outras demasiado. É uma boa experiência de cinema, é um grande filme, mas... não é dos melhores de sempre!

Mas é preciso voltar a repetir que o filme está bem conseguido. O filme consegue ter grandes momentos, e mistura também algum humor. E mesmo que digam que muito do que se diz no filme não tem a ver com a realidade, não deixa de ser uma boa história.

E além de podermos conhecer melhor a história (verídica ou não) por detrás dessa máquina de fazer milhões que é o facebook, podemos conhecer os erros que foram cometidos ao longo do seu processo de criação e as suas consequências, e o que foi mudando na vida das personagens principais, por causa deste site.

Mas não me vou estender demasiado, para quem não o viu, ainda.

Por último, gostava só de dar uma opinião sobre a comparação que estes críticos fazem deste filme com o clássico «Citizen Kane». É claro que, com temas como dinheiro e poder, até estes dois filmes têm as suas parecenças. Mas no «Citizen Kane», o protagonista, o magnata Charles Foster Kane tem, exactamente como diz o título em português desta fita, «O mundo a seus pés». Aqui, na «rede social», O Mark Zuckenberg, o criador do Facebook, tem... o mundo virtual a seus pés.

Mas acho que vale a pena ver este filme. Com certeza vai ser nomeado para os Óscares. Mas não considero este filme o melhor que já vi neste ano.

EDIT: Recebi um comentário (que podem ver em baixo) que me alertava sobre a qualidade da banda sonora do filme, que de facto é muito boa, e que eu tinha-me esquecido de fazer aqui um apontamento. É daqueles filmes que vale a pena ver também pela magnífica banda sonora, que termina com um tema dos Beatles do álbum «Magical Mistery Tour». Este é para mim, juntamente com «O escritor fantasma», o «Toy Story 3» e o «Inception», os filmes com a melhor banda sonora que já vi este ano.

Dou este filme a classificação de 8/10.

Fica aqui o trailer, para dar um cheirinho:


sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Interrupção

O blog vai estar sem publicações este fim-de-semana.

Não vou poder ir à internet, vou estar fora.

Por isso, eu prometo prometo prometo PROMETO que na próxima segunda-feira, publico o capítulo da semana passada e o de hoje do policial (que já me anda a bombear os miolos há séculos), além de outros posts, entre os quais uma crítica grandinha (espero eu) ao filme «The social network», que ontem fui ver.

Portanto, até segunda-feira!

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

PMD!

Está quase a chegar...


Ah pois é...

E sabem porquê?

Porque decidi adiantar a estreia desta nova temporada do Programa do Mal-dizer duas semanas!

Por isso, a data de estreia será...

24 de Novembro!


Não percam!


E desta vez vou tentar mesmo pôr todos os programas a tempo e horas...


Vamos lá a ver...


O primeiro programa já está meio gravado, e o guião já está feito. Todos os outros episódios também já estão idealizados...


E já ando a pensar noutros projectos áudio... e vídeo também!


É questão de andarem atentos às novidades!!!

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Noites tranquilas...

Clássico.

Sempre com o João Chaves.

Sempre que vou de viagem à noite, os meus Pais põem sempre na RFM, para ouvirmos música calminha, e a voz deste senhor, tão grossa e tão suave, a recitar textos para nos fazer manter calmos, quase por vezes nos fazem adormecer...

Eu gosto é do genérico. Até se ouvem golfinhos.

Gosto de imitar os golfinhos.

«Uiiiiiiim».

(Bem, aquilo parece-me serem golfinhos!)

E o barulho das ondas.

E depois «uououo»

E depois outra vez os golfinhos e as ondas, e depois um trompete, e depois lá vem o João, dizendo:

«Oceano... Pacífico»...

Repito, é um clássico da nossa rádio.

E desperdiçei um post para falar dele.

Sinto-me orgulhoso.

É um dos programas da minha vida.

Já o oceano Pacífico, o real, não é assim tão pacífico, tão calminho como as músicas que eles passam dos Guns & Roses, do Rui Veloso e dos Queen. Nem deve ter os golfinhos a fazerem aquele som!

É um nome que engana, mesmo.

O oceano pacífico é, digamos, um lobo com pele de cordeiro.

Hoje?

Depois de não-sei-quanto tempo no ar, vale a pena interrogar-me.

Valeu a pena a RTP2 fazer aquele aparato todo porque ia mudar o seu telejornal?

A resposta?

Não.

Ainda ficou pior.

É verdade!

Tentem ver uma dessas edições do «Hoje» (nome menos original de sempre...). Só gaffes, problemas técnicos, maus apresentadores, que muitas vezes não se apercebem do que estão a fazer, e reportagens mal montadas.

Preferia a edição antiga. Era melhor organizada.

Toda aquela publicidadezinha... e sai-me aquilo.

Ai esta malta da TV anda toda estranha...

E o povo que a vê também! Preferem ver a vida de uma cambada de parolos dentro de uma casa fechada do que coisas mais interessantes, do que conviver, etc e tal.

Talvez essas pessoas têm uma vida fantástica, para não se terem de preocupar com ela e só com as dos outros.

Rico país, sim senhor...

E já agora, vale a pena pensar nisto.

Música

Queria falar-vos sobre música. O que ela significa para mim e quais os meus gostos musicais (duas pessoas que conheço acham a expressão «gostos musicais» um pouco anormal. Eu não acho, e por isso escrevi-a de propósito para os enervar. Para que aprendam!).

Num Programa do Mal-dizer já tinha falado deste tema, mas, lá está, só tinha... mal-dito sobre ele. Sobre certos «artistas» e afins... Ouçam-no, que talvez a vossa mente fique completamente perturbada para sempre (ou não). Para exercerem o acto de descarregar o episódio referido, para mais tarde poder escutá-lo quando lhe der na gana, e fazer o criador de toda esta parafernália ficar com mais 0,0000001% na sua percentagem de felicidade (é muito baixinha, mesmo), basta clicar aqui!!!

Mas aqui quero dar uma opinião pessoal e positiva (e talvez algo polémica) sobre a música.

Não saiam dos vossos assentos,vai começar MAIS UMA CRÓNICA MIRABOLANTE DE RUI ALVES DE SOUSA!!!

(música do género dos filmes épicos)

Muito bom dia, muito boa tarde, ou muito boa noite, segundo a hora que me estiverem a ler. Eu sou o Rui Alves de Sousa e sejam bem-vindos a mais uma crónica mirabolante de Rui Alves de Sousa, eu mesmo.

Hoje gostava de vos falar de música.

Ai, a música... conjuntos de notas dispostas de uma forma que façam uma melodia agradável aos meus ouvidinhos...

Quer dizer, nem todas, está visto. Há muito «artista» que anda por aí que até me apetece VOMITAR só de ouvir o seu nome (exemplos: não os vou dar... isto fica tudo sujo e depois quem é que limpa, hmm?), mas eu gosto que as pessoas saibam que eu sou muito variado. De todos os géneros gosto, alguns menos, outros mais. Desde o mais «rockeiro» ao mais patético. Mas as minhas preferências vão para o rock, a pop, o jazz e o blues. Os únicos géneros que não suporto mesmo (nem uma música sequer) é pop daquele mais foleirinho (como os cantorezinhos da Disney, a Ana Montanha, os Irmãos Jonas, e outro fenómeno, que é o Justin Bibi), heavy metal e toda a música que me dá gosto de dizer «BLHAC», num tom alto e numa maravilhosa estereofonia.

Há vezes que as pessoas me vêem a ouvir certa banda ou certa música, e ficam com uma ideia dos meus gostos. Estão perfeitamente enganadas, pá! Ao menos vejam o meu facebook, para verem a variedade de bandas e artistas que lá estão nos meus «likes»! Tá?

Não gosto de música só pela letra ou só pela melodia. É a junção das duas. Porque há músicas com letra excelente, mas a melodia não fica no ouvido, ou então a melodia é boa, mas a letra bah (sim, como as ovelhas fazem. Bah)...

Gosto de músicas com «sumo» (e do bom, hein? 100% natural... sem corantes nem conservantes!), inteligentes, coerentes, divertidas, sentidas, harmoniosas, calmas (Lá está, o «Oceano Pacífico»...) que dêem gosto de ouvir e que nos dêem vontade de cantar, saltar, pular, fazer coreografias, fazermos um figurão (ou não, como na maior parte dos casos), e que nos motivem a fazer certas coisas, ou a não desistir. É esse o grande «Power of the music»!

Não gosto das músicas por estarem na moda. É mesmo por «Ai e tal gostei desta! E daquela também! Olha aquela, tão ternurenta!». É estranho na adolescência, a maior parte das pessoas gostar da mesma banda. Será que é por gosto próprio, ou é por influência de uma moda? Filosofias da vida... Mas JÁ BASTA! Filosofia só nas aulas e acabou!

E não gosto nada de pessoas, que até têm uns gostos musicais muito simplistas, me vire a dizer que eu sou estranho musicalmente. Tá bem tá, filhos! Ora! Fico tão irritado quando situações destas ocorrem...

Artistas favoritos... ahah esta é boa! São muitos, muitos mesmo. Mas os que tenho mais no coração são uns que são mais antigos (lá está, por isso há quem pense que eu só ouça coisas do tempo dos meus Pais... é gente inculta, mesmo!), e que são (aposto que vão adivinhar...) os Queen, os Beatles, Simon & Garfunkel, Bruce Springsteen, Rui Veloso, Xutos e Pontapés, GNR... por agora são destes que me lembro.

Finalizando, música, para mim, é... MÚSICA!

E é tudo, pelo menos neste post.

Addio, adieu, aufwiedersehen, goodbye
Amore , amour, meine liebe, love of my life
Se o nosso amor findar
Só me ouvirás cantar
Addio, adieu, aufwiedersehen, goodbye
Amore , amour, meine liebe, love of my life.

(tinha de ser, tinha de ser. Tinha de pôr aqui uma referência ao Cid!!! Sim, acho piada a esse grande artista, e depois pá? Era só para pôr a linha com o «adeus» em várias línguas, mas achei que ficava mais giro pôr o refrão todo.)

terça-feira, 2 de novembro de 2010

O vigésimo oitavo, com já muitos dias de atraso, uma semana e quatro dias, para sermos mais precisos...

E eis que chega mais um capítulo, novamente atrasado, do policial.

Logo, postarei o outro que falta, desta sexta-feira.

Para já contentem-se com este, está bom?

Olho Morto, Detective Público

Um caso muito particular

Parte 28

-Quem é a próxima... vítima? - inquiri ao meu assistente.

-É um João... João... hã, qualquer coisa... Não consigo ler! É muito complicado!

-Ah, é o João Petrovresky. Não é muito difícil de dizer.

-Mas por que raio este tem um nome tão esquisito?

A esta pergunta, respondi-lhe isto.

-Ora, meu caro Finório, para uma pergunta idiota, acho que merece uma resposta idiota. Porque não tentas usar a arte da dedução para resolver esse teu «enigma»?

-Hmm. - Respondeu ele, um pouco confuso. - Está bem, chefe.

-Vá, eu vou-te ajudar. Isto é apenas uma questão de se possuir alguma inteligência, meu caro amigo. Ora, vamos lá a ver, o Pai dele é originário da Rússia, e ele veio para Portugal, onde conheceu uma senhora portuguesa. Casaram-se, e tiveram o filho, e se não me engano, mais tarde, tiveram outro. Portanto, meu caro Finório, podemos concluir que...

Silêncio.

-Oh, vá lá, pá! É tão fácil! Podemos concluir que o apelido Petrovresky vem do lado...

-Ah, já sei! É do lado do Pai!!!

-Muito bem! Iupi! Palminhas para o Finório, que hoje aprendeu uma coisa nova! Queres um rebuçado?

-Ah, se o chefe tivesse aí, não recusava.

Não percebeu a minha ironia... que falta de inteligência! Às vezes até fico com náuseas!

-Ó Finório, eu estava a ironizar! Tens de estar mais atento às coisas!!!

-Hmm, está bem.

-Bom, estamos agora quase a chegar a casa do João.

-Chefe, eu prefiro ficar no carro. Quero pensar numas coisas.

-Ah, está bem.

Saí do carro, deixando a chave na ignição, e observei que À minha frente se situava uma moradia, que estava tapada por uma grade verde gigante. Toquei três vezes à campainha. Logo fui atendido, e a porta abriu-se automaticamente. Pude ver que a moradia afinal não era tão grande como vista de fora, com a grade a cobrir, e que era de cor branca. Uma mulher saiu pelas traseiras e veio ter comigo, usando um avental.

-Senhor Nelo, o João está lá dentro. Pode entrar.

-Obrigado.

Conduziu-me à sala, onde um homem sentado num sofá, de perna cruzada, lia um jornal de economia.

-João, está aqui o tal Nelo.

-Ah, sim, sim! - disse ele, levantando-se do sofá em minha direcção. - Nelo! Há quanto tempo! Já passaram tantos anos, pá... 'Tás igual!

-Eheh, obrigado, tu também - respondi-lhe, enquanto dávamos um caloroso aperto de mão.

-E o que te traz por cá? - perguntou-me.

E aí expliquei-lhe as minhas intenções, das perguntas que lhe iria fazer.

-Ah, claro que sim. Aliás, até tenho a tarde toda livre hoje!

Continuava simpático como sempre, o João.

-Vamos então começar - disse eu, sentando-me num ilustre sofá verde, ao mesmo tempo que punha no «ON» o meu velho amiguinho gravador de bolso.

Continua...