domingo, 30 de janeiro de 2011

The Office US e UK

O tão esperado cruzamento das duas versões do «The Office». Um minuto em que Ricky Gervais, o famoso David Brent do «The Office» original, e Steve Carell, que é Michael Scott, a versão americana da personagem do Ricky Gervais no «The Office» US, se encontram por mero acaso...

Eu não consegui bem meter na cabeça que o Ricky Gervais estava a reencarnar o seu famoso David Brent, porque ele agora está diferente do que era quando fazia a série!

Ele também já fez o «Office» original há muito tempo...

Mudam-se os tempos...

Mas vale a pena ver.

Great stuff!

E cá está o trigésimo nono capítulo desta saga policial muito fraquinha...

Nem mais.

Acho que vou ter que mudar a data de lançamento do policial. Sai todas as semanas, ou à sexta, ou ao sábado, ou ao domingo.

Tenho também de continuar a modificar os capítulos mais antigos, porque houve certas coisas que eu quis mudar, primeiro para não haver nomes ou situações reais (par não me meter em sarilhos), e segundo porque há certas partes da história que não encaixam. Eu a escrever este capítulo já nem sei localizar isto no tempo!

Fiquem com mais um capítulo.

Olho Morto, Detective Público

Um caso muito particular

Parte 39

Cheguei a casa, sem saber o que poderia fazer. Pensava que o Finório iria só fazer asneira. Por isso, mais valis eu ajudar.

Aproveitei para organizar os dados que tinha retirado das gravações dos interrogatórios aos suspeitos que já estavam despachado (tirando um ou outro que eu deveria estar de vigia...). Demorei cerca de duas horas para concluir este trabalho. Não mostro a lista já. Só o farei quando todos os interrogatórios estiverem prontos, para poderem também arrumar as vossas ideias em relação a este caso tão particular.

Decidi descansar um pouco quando me liga o Finório.

-Chefe! Chefe! Preciso que me ajude! Eu não sei fazer estas coisas!

-Mas o que é que o patrão disse para tu fazeres?

-Disse para eu ir entrevistar os outros suspeitos! Mas eu não sei fazer isto! Eu não consigo resolver este caso! Ah, e há outra coisa...

-O quê? - perguntei.

-O chefe tem de me ajudar!

-Eu já te disse que te ajudava! Mas ele não disse nada acerca de se ele me vir ainda a trabalhar neste caso?

-Ah, disse que se me visse consigo, que o despedia.

-Hmm... está bem. Então vamos fazer o seguinte. Sabes onde é a minha casa, não sabes?

-Sim, sei.

-Então vem cá, que eu vou-te dar instruções para poderes trabalhar. Não te preocupes que ainda vamos resolver isto.

-OK Chefe!

Desligou o telefone, já mais alegre. Agora eu tinha de pensar numa maneira de poder resolver este caso sem estar, claro está, dentro do caso!

Continua...

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Directamente do Brasil...

Uma pequena pérola da música brasileira.

A letra está muito boa...

Autoria de Chico Buarque, esse monstro da música brasileira, interpretada em dueto com Milton Nascimento.

É engraçado que esta música, sendo assim do género de intervenção, continua muito actual nos nossos dias.

O que será? Que será?

O último... pelo menos por agora.

Aqui está.

O último «Programa do mal-dizer».

Com um tema muito interessante, mas que não deu para um monólogo suficientemente interessante, em que me esqueci de coisas que realmente fossem pertinentes de falar.
A vida e a morte.

Ouçam esta emissão, e depois o programa voltará ainda este ano para uma última temporada, com mais 10 episódios!

E os «Mistérios desta vida», na próxima fornada de emissões, não vai voltar. Descobri que a rubrica era demasiado estúpida. Por isso, vou meditar meses a fio em busca de uma rubrica boa para substituir esta. Podem sempre dar dicas, enviando um mail para programadomaldizer@gmail.com (a caixa de entrada até já está a ficar com pó, de nunca receber mensagens...)

E agora, ide escutar o programa! IDE!

Até ao regresso do programa!

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Falando de cinema...



Enquanto não me está a apetecer pegar numa das inúmeras ideias que tenho arquivadas num documento no computador para fazer crónicas, decidi fazer um post dedicado a um dos melhores, e com certeza maiores, filmes que já vi na minha vida (quase 6 horas de duração!). Está no meu top 10, embora esse top 10 não tenha ordem de preferência,pois os outros filmes dessa lista são, na minha opinião, grandes fitas, e boas oportunidades de ver bom cinema.

O filme de que estou a falar é o italiano «A melhor juventude», de Marco Tulio Giordana.

É uma história de vida. Mais, é um hino à vida.

E por isso mesmo quis falar sobre ela aqui no blog, neste momento. Ando Às voltas de novo com as grandes questões da vida, da morte... Que também me vão servir para o Programa do mal-dizer desta semana...

O filme conta a história de dois irmãos, Niccola e Mateo, desde os anos 60 até 2003. O filme é grande porque originalmente foi uma minissérie de TV. Depois foi posto no cinema, onde só cortaram apenas... meia hora de filme. Mas pelo menos, estas seis horas de filme prendem o espectador, enquanto que se eu visse um filme de uma hora do Manoel de Oliveira, já teria fugido passados os primeiros 5 minutos...

É uma grande história, cheia de pormenores e factos históricos interessantes. Começamos a habituar-nos àquele mundo, como diz Luís Miguel Oliveira, o crítico que também realça o «lado folhetinesco terrivelmente sedutor» desta fita. O espectador começa a entrar naquela história, naquela família, e nas suas alegrias e mágoas.

Em certa medida faz-me lembrar o «Conta-me como foi». Talvez pela revisitação do passado, até ao presente (que é uma coisa que, pelo menos na versão portuguesa, não vai acontecer, visto que a série vai acabar no 25 de Abril, e a espanhola, a original, já está nos anos 80...), mas também pelo modo cheio de humanidade com que as situações são filmadas e exploradas.

Esta obra é muito, muito, muito boa. É raro haver filmes europeus que me cativem da maneira como este me cativou. Só fica a par do «A vida é bela», do Roberto Benigni, e do «Cinema Paraíso», de Giuseppe Tornatore.

Este é, citando o Jorge Morinha, «um grande filme épico como nos bons velhos tempos».

Uma boa alternativa a verem os habituais filmes de fim-de-semana das generalistas...

10/10

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Another sketch!

Mais uma preciosidade dos Monty Python que acabei de redescobrir que, se não tivesse postado agora, iria postar noutra altura, porque este sketch é também ele um clássico, e como o outro que postei há pouco tempo, é também do mítico espectáculo ao vivo deste famoso grupo de comédia em Hollywood Bowl

A ver.

Previsões para os Oscars

Bom, vou fazer o mesmo que todos os críticos fazem (embora eu não receba dinheiro nenhum por isto), que é fazer as minhas previsões para algumas categorias vencedoras dos Oscars. Só algumas, porque por exemplo, a de montagem... eu não sou grande especialista nisso... e a dos efeitos especiais... Ui! Muito menos... A lista dos nomeados é fresquinha, saiu hoje e pode ser consultada aqui.

Para melhor filme, embora hajam candidatos muito bons (incluindo a animação «Toy Story 3») todos nós sabemos (ou julgamos saber, como acontece na maior parte das vezes... quem sabe se irá haver uma reviravolta e ganhava o «The King's Speech», que parece ser um filme bastante bom com dois actores que muito admiro?) que, para esta categoria, há apenas dois nomeados com fortes probabilidades de saírem vencedores. E falo-vos do duelo «The Social Network» VS «Inception». Eu acho que era bom que a Academia fosse diferente, e desse o prémio ao «Inception», pois o «The Social Network» não é melhor e já recebeu não sei quantos prémios. E parece que as pessoas estão a desrespeitar um grande filme com uma grande história que, mesmo que não vença o oscar de melhor filme, vence de certeza o de melhor argumento original.

Para receber o prémio de melhor actor, só pode ser o Colin Firth. Ainda não vi o«The King's speech», mas pelas imagens que vi, ele fica à frente que todos os outros nomeados nesta categoria. Já ganhou um Globo... que venha um Oscar!

A melhor actriz, provavelmente será Annette Bening. Também ainda não vi o «The kids are all right», mas vi umas imagens que me fazem avaliar, pelo pouco que vi e pelos trailers dos filmes das outras nomeadas, que ela foi melhor. Embora tenha a Natalie Portman, que também me pareceu muito bem (e ambas ganharam Globo, uma por melhor actriz em comédia, e a outra por melhor actriz em drama)

Melhor actor secundário, o Geoffrey Rush. Não ganhou nos Globos, mas achei que o desempenho dele no «The king's speech» foi melhor, e repito, pelas imagens que vi (não vi os filmes ainda), ele merecia ganhar. Ou se não ganhar ele, que ganhe o Mark Ruffalo, que também pareceu-me bem no trailer do «The kids are all right».

Para melhor actriz secundária, a Helen Bonham Carter, ou a Amy Adams. Uma ou outra, por mim está bom.

O melhor realizador esá mais que visto que vai ser o David Fincher. O que é pena é o Christopher Nolan não ter sido nomeado...

Melhor argumento original: «Inception» (neste, pelo menos, o filme tem de ganhar!)

Melhor argumento adaptado: «The social network» (porque, digamos, o argumento é bom. É claro que não é nenhuma obra-prima, e o do «Inception» é bastante melhor, mas se há uma categoria para argumento original e adaptado... enfim, que ganhe este nesta categoria... e vai ganhar noutras tantas... enfim)

Melhor filme de animação, é sem dúvida nenhuma (mas mesmo nenhuma!) o «Toy Story 3». Embora o mágico também tenha sido muito bom. Mas o «Toy Story 3» merece ganhar!

Por fim, prevejo que o oscar para melhor documentário vai o «Inside Job», que também está muito bom (embora ache que o «Capitalismo - uma história de amor» também deveria ter sido nomeado... mas como não vi nenhum dos outros candidatos e vi apenas um excerto do «Inside Job», prefiro não fazer muitas críticas sem saber do que estou a falar, que já faço demasiadas.

Termino aqui as minhas previsões para os vencedores de determinadas categorias dos Oscars.

Estarei eu errado?

Agora só poderemos saber em Fevereiro...

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Belo pedaço de comédia

Dá-me sempre um gozo enorme rever este maravilhoso sketch dos Monty Python, intitulado «Four Yorkshiremen». Uma espécie de «Quem é o mais coitadinho?».
Nestes últimos dias tem-me dado a vontade de voltar a deliciar-me com certas preciosidades pythonianas, e como estou sem DVD (foi à vida!), não me posso divertir a ver os filmes deles, e o espectáculo ao vivo, de onde foi retirado este sketch
É um tipo de humor mais sofisticado, que obriga a uma certa ginástica mental, e que muito aprecio.
Watch it.

domingo, 23 de janeiro de 2011

Tradução... fraquinha

Andei a fazer a tradução portuguesa de uma canção para uma peça de teatro em que estou a participar na escola. Disseram que a minha cena estava por minha conta, e então decidi mudar algumas coisas. Uma delas foi criar um momento musical.

E assim, decidi pegar no «Always Look On the Bright Side of Life» do Eric Idle, dos Monty Python, e fazer a minha versão, pegando também na tradução que o Nuno Markl fez para a peça «Os melhores sketches dos Monty Python», da qual fiz algumas colagens de frases (espero que isto não me dê processo de direitos de autor...) mas tirando as ideias (geniais, na minha opinião) da morte. Porque esta música vai ser usada na peça numa cena em que o objectivo é fazer pensar às pessoas que não devem perder o sentido de humor. Daí o refrão.

Mas vejam a minha versão. Vejam, vejam.

Na vida há coisas más
Que nos deixam de pé atrás
Outras coisas só nos fazem praguejar
Quando te cair tudo em cima,
Não desistas, assobia,
E vais ver como tudo pode melhorar!

Olha sempre para o lado fixe da vida!
Olha sempre para o lado fixe da vida!

Se a vida é uma trampa
Não penses já na campa
Tu tens é de rir, cantar e dançar
Quando no meio de tudo estiveres
Só és triste se quiseres
Junta os lábios e começa a assobiar!

Olha sempre para o lado fixe da vida!
Olha sempre para o lado fixe da vida!

A vida é tresloucada
Mas não a deixes inacabada
Tu tens de deixar cá boa impressão
Esquece o pessimismo
E muito menos o dramatismo!
E diverte-te, pois é essa a questão!

Olha sempre para o lado fixe da vida!
Olha sempre para o lado fixe da vida!

Haverá sempre um imbecilzinho
A meter-se no teu caminho
Mas ouve aqui, escuta com atenção
Tu vais sair daqui
Com uma mensagem a tocar aí
Mesmo no teu coração

Olha sempre para o lado fixe da vida!
Olha sempre para o lado fixe da vida!

(eu se que está mázinha, mas pode ser retocada... aceitam-se sugestões!)

Agora só falta arranjar um instrumental adequado, sem vozes, e que tenha um som audível.

Até agora, ainda não encontrei nenhum nessas condições.

Se alguém quiser ajudar, é bem vindo!

E peço desculpa ao Eric Idle por ter deturpado de maneira tão grande a mensagem da frase original. Para bater certo com a cena, tinha de ser assim. Quer dizer, também não acho que ele vá ler algum dia este blog... nunca se sabe, nunca se sabe...

O Cavaco ganhou...

Minha resposta em relação a isto:

Olha que sorte!

Já se sabia, não é?

Mas é melhor não me pôr aqui a falar de política, que ainda dá asneira.

Adeusinho, sotôres e sotôras...

Reading...

Alguns de vós já se devem ter questionado «tá bom que este menino anda muito no cinema, lê as notícias, vê televisão, está a par do que gosta... MAS LER, RAPAZ? HEIN?»

Tenho de dizer que nos últimos tempos não tenho lido muito, com muita pena minha, porque cada noite que vou para a cama sem ler um livro sinto que perdi uma boa oportunidade para absorver mais cultura para o meu cérebro.

Mas no Natal até li alguns livros. Já não me lembro foi quais. Não devem ter sido nada de especial.

Tentei começar a ler um calhamaço de quase 600 páginas, chamado «Dr. Jivago» (já vi o filme, que é espectacular), que tinha trazido da biblioteca da escolinha. Mas fui apenas até às 40 e tal páginas do livro, e achei que talvez não fosse a altura ideal para ler este livro, porque o que me estava mesmo a apetecer era ler livros curtos, para ler mais em menos tempo.

Então pensei «Eu, que tenho tanto em casa para ler, porque é que não aproveito a oportunidade, em vez de estar a trazer coisas de fora?»

Foi o que eu fiz. Comecei a escrever uma lista, há duas semanas, com uma ista de livros da minha estante que me apetecia ler. Até agora estão lá 40 e tal títulos. Já li 3.

O problema é que tenho tido pouco tempo para ler. Mas aproveito esse tempo de forma preciosa, pois até hoje consegui ler em quatro noites. Um livro em duas noites (porque comecei a lê-lo já era uma da manhã, já estava cansado, e decidi parar a meio), e os outros dois em uma noite (às vezes não gosto de deixar livros a meio. Principalmente se tiverem o tamanho destes que li.).

Queria deixar aqui uma pequena crítica aos três livros que li, todos eles diferentes entre si.

O primeiro que li, o que demorei duas noites a ler, foi «O velho que lia romances de amor», do Luís Sepúlveda, autor de «História de uma gaivota e de um gato que a ensinou a voar». Vou falar deste livro para a segunda apresentação oral de livro para Língua Portuguesa (a primeira, no período passado, foi «O país do Carnaval», da qual postei aqui o texto que tinha de entregar à Professora, e que me ajudaram a melhorá-lo. Mas este período não é preciso fazer texto, por isso não posto aqui nada. Deixo aqui só as ideias que tirei deste livro, e que vou usá-las para falar dele de 7 a 15 minutos - ah pois é! E vou ler um excerto, que é obrigatório. Desejem-me sorte!), no dia 31 de Janeiro. O livro fala-nos, basicamente, de um homem de idade avançada, chamado Antonio, que é um grande conhecedor da floresta amazónica, onde se refugiou e aprendeu a sobreviver depois da sua mulher ter morrido de doença. O título do livro faz referência a uma parte da história, que nem é falada assim por aí além. É que começa a ser criada uma pequena cidade, onde todos os anos um médico dentista vai lá para ver a saúde dentária dos moradores da cidade, e traz para Antonio, todos os anos, dois livros novos para ele ler. Dois romances de amor, o género que o velho mais gostava. Várias coisas acontecem, que não vou estar aqui a explicar, porque não gosto nada de tirar a curiosidade literária das pessoas. Leiam o livro e conhecerão, entre estas personagens, a tribo xuar, a Babosa (nome carinhoso dado ao administrador da cidade. Ao lerem o livro, percebem porquê), e uma história interessante e curiosa, que se lê muito rapidamente. Sepúlveda disse que o original tinha 300 páginas, mas foi cortanto tudo o que não achava necessário, e assim publicou um pequeno livro de apenas 110 páginas. A frase com que acaba o livro ficou-me na memória... Leiam-no que é uma boa leitura!
4/5

O segundo que tive oportunidade de ler, foi «Os crimes da Rua Morgue», de Edgar Allan Poe, um pequeno livro oferecido com o JN no Verão, que incluía, além desta história, «O mistério de Marie Rogêt». Nestas duas histórias acompanhamos Auguste Dupin, o detective francês, a desvendar os dois mistérios, usando o poder da dedução, que mais tarde inspiraria Arthur Conan Doyle para a criação de Sherlock Holmes. Gostei deste livro, embora ache que um livro policial, para ser muito bom, tem de desenvolver bem a história, independentemente do número de páginas que tenha. Acho que, se Poe tivesse dado mais atenção a certas coisas e menos a outras, o caso da primeira história não teria sido resolvido tão rapidamente, deixando-me a pensar que «falta aqui qualquer coisa». Com a segunda história a mesma coisa. Mas são clássicos da literatura, que valem a pena ler, pois fazem parte da evolução da literatura policial.
4/5

O terceiro li ontem, e chama-se «O fado de José», de Chantal Crétois. Uma história com uma escrita simples, daí ter lido esta obra em menos de uma hora, que nos fala de um jovem, filho de um português, falecido, e que está farto de aturar o seu padrasto, que só o sabe espancar. A Mãe decide pô-lo num lar de crianças, e aí a sua vida muda ao conhecer Simon, e a sua prima de 5 anos, que, tirando uma frase da contracapa do livrinho, graças a ela «reencontra o gosto pela vida». Uma obra interessante, que me faz lembrar a estrutura de um filme (imaginava a história mesmo como um filme). A história é muito simples, nada de especial, mas é uma leitura agradável, e faz-me pensar que, se tenho este livro há tantos anos na estante, porque é que só o li agora, e não aproveitei para ler quando era mais novo.
4/5

Hoje, vou começar a ler «Polikuchka, o enforcado», uma pequena obra de Tolstoi.

Daqui a uns tempos faço mais uma review a livros que li.

Resto de bom domingo!

Isto é magistral!

Esta música é para aqueles momentos em que pensamos que tudo nos vai correr mal, mas dizemos (ou tentamos dizer) para nós mesmos «vai em frente pá! Tu consegues!», e imaginamos a cena de conquista da vitória, e talvez o triunfo, em câmara lenta, num misto de emoção e pura parolice (isto depende da pessoa em questão. No meu caso é mais parolice que outra coisa).

Há muito tempo que ando para ver o filme de onde foi retirada esta faixa, da banda sonora da autoria dos Vangelis.

Este tema, sei-o de cor e salteado. É uma música estrondosa, das melhores usadas em cinema. Até mesmo quem não conhece o filme, já ouviu este tema muitas vezes.

tan tan tan tan tan (tcha tcha tcha tcha tcha...)

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

'Tá de volta!

E cá está o policial de volta ao ecrã do vosso PC! (ou do vosso Ipad... sei lá!).

Neste capítulo vai haver uma grande reviravolta na história... Ui se não vai!

É ler para crer...

Olho Morto, Detective Público

Um caso muito particular

Parte 38

Carreguei no botão que indicava as palavras «ler mensagem» com algum receio do que viria escrito nessa mensagem.

-Finório - disse eu - lê-me tu a mensagem... prefiro ouvir da boca de outra pessoa do que ser eu próprio a lê-la...

-Está bem. - responde ele. Dei-lhe o telemóvel e ele leu o que lá estava a dizer. - A mensagem diz o seguinte: OM (não sei o que isto quer dizer)...

-Olho Morto!

-Ah! Bem, OM, venha... ó chefe, é «veinha» que se lê ou «vênha»?

-DIZ COMO TE APETECER!

-OK, OK! Bem, OM, «vênha» ter ao meu gabinete daqui a vinte minutos. Navalhas.

Fiquei em silêncio por uns segundos até reagir.

-A mensagem só diz isso? - perguntei.

-Sim - respondeu o Finório.

-Ah, que bom! Quer-me fazer sofrer até ao fim. Pois bem, vamos lá Finório. Entra no carro!

Entrámos os dois apressadamente no carro, eu com algum stress e o Finório completamente normal. Eu começava a ficar farto deste chefe... sempre mauzinho... Mas eu ia chegar lá e ele ia ouvir das boas! Ele ia ver...

Quinze minutos depois chegámos ao escritório. Entrei no gabinete do Navalhas sem bater à porta e interrompi a paciência que ele estava a fazer.

-Chefe - disse-lhe eu - Se for para me despedir, faça-o já! Estou farto disto, percebe? Não tenho paciência para estas coisas todas!

-Ó Olho Morto, acalme-se lá, rapaz! Então? - respondeu-me ele com toda a normalidade.

-Diga lá o que me quer fazer! - disse-lhe, muito irritado. O Finório estava ao meu lado. - Se é para me pôr na rua, que o faça agora!

-Mas o que é que você está p'raí a dizer, hein? Eu disse por acaso que alguém ia ser despedido?

Aí, aliviei um bocadinho. Passados uns segundos, perguntei.

-Não me vai despedir?

-Oh, claro que não! Porque é que faria uma coisa dessas? - respondeu-me, com um sorriso nos lábios e com uma calma impressionante.

-Ah, está bem! - respondi.

-... Eu só quero é que você não investigue mais este caso.

Choque.

-O QUÊ?!

-Sim, sabe? Tenho andado a notar que você está um pouco mais cansado por causa desta investigação. Por isso eu digo para você ir para casa uns dias descansar... investigar alguma coia menos complicada... Está bem?

-Mas... mas.. Quem é que vai investigar o caso, afinal? O Rodrigues está ocupado, o Manel também... e eu!

-Ah, eu estive a pensar, sabe? E acho que este caso poderia ser um bom começo para o seu ajudante Finório.

-Mas... Mas ele não tem experiência nenhuma!!!

-Vai aprender agora!

-Oh pá... ó chefe!

-Vá! Vá lá para casa... e livre-se de ajudar o Finório, está a perceber?

-Olhe, se quer que lhe diga, tá bem! Adeusinho!

Saio a correr, e não noto que o Finório vem atrás de mim.

-Chefe! Chefe!

Só quando chego ao carro é que o vejo.

-Finório! O que é que tu estás aqui a fazer? Vai ter com o chefe!

-Mas... mas eu não sei fazer isto sozinho! O chefe tem de me ajudar! Por favor por favor por favor!

Depois de pensar por uns momentos, disse-lhe.

-Está bem. Eu vou para casa. Liga-me quando puderes, ok?

-Está bem!

E fui-me embora, e o Finório foi de novo ter com o chefe.

Estava à espera que o chefe desse todo o tipo de castigo, menos este. Bem, talvez até era bom descansar uns dias... Mas ele deu um tempo para resolver com este caso! E com o Finório ao comando... Não sabia o que podia acontecer...

Continua...

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

O penúltimo (da segunda série)

Cá está, o décimo nono PMD, o nono e penúltimo da segunda temporada, dedicado às Artes.

Só algumas. Não tinha tempo para mais.

Tem 30 minutos e sete segundos... o limite de duração por programa é de 30 minutos.

Excedi 7 segundos.

Desculpem!

Ouçam-no carregando aqui, nesta palavra!

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Ah ah, que giro...

Li no jornal que nos EUA estão a planear um talk-show... sabem para quem?

Nada mais, nada menos que o Pacman!

Não o dos da Weasel, estou a falar mesmo daquele, do joguinho com os sons irritantes à 80's (bem, o Pacman é dos 80's...), como só os jogos dessa época sabiam proporcionar.

Mas o projecto ainda está em fase «embrionária», segundo o jornal onde li a notícia, num rectângulozinho escondido numa das páginas... Embrionária. Palavra que me ficou na cabeça desde que a vi no jornal...

Ai, estes americanos... inventam de tudo...

Não estou a imaginar o Pacman a fazer um talk-show à moda da «Praça da Alegria», e também não vejo este talk-show a seguir o género do Conan O' Brien e afins... mas era giro ver uma bola amarela tentar dizer piadas na TV. Ou a tentar atacar as suas arqui-inimigas (aqueles fantasminhas do clássico jogo), mandando bocas tão foleiras, como esta: «Bom, eu agora tenho este programa, e apresento-o sozinho. Já não tenho ninguém a perseguir-me... Porque sabem quem é que eu chamei? OS CAÇA-FANTASMAS! AHAHAH!» (e depois ouvem-se risos falsos, e talvez os fantasminhas queiram processar o Paczinho...)

Era interessante visionar um programa assim.

Podem já contar comigo como espectador!

Só pergunto uma coisa...

Onde é que raio pus a pen?!

Estou farto de andar à procura, à procura, à procura... e não a encontro!

Odeio quando isto acontece.

E sim, este foi outro daqueles posts que faziam melhor se não tivessem sido escritos, pois não servem para nada (e vocês perguntam: e os outros, por acaso servem para alguma coisa?, dando uma gargalhada sinistra, vinda de uma mistura de pessoa maquiavélica com o «iac» do Pateta. Sim. Eu escrevi «iac» num post. É verdade), mas como já me estava a sentir algo irresponsável por não vir cá escrever, decidi deixar esta notinha.

Agora vou-me embora.

Maldita da pen! APARECE!

domingo, 16 de janeiro de 2011

Um pouco de humor

Photobucket




Na minha opinião, é o melhor cartonista que já passou pelos meus olhos.

A crítica que faz, tanto nas tiras da famosa «Mafalda» como nos seus outros trabalhos, a certos pequenos (mas relevantes) aspectos da sociedade, fazem rir e pensar o leitor de uma forma extraordinária, e que são muito mais que uns rabiscos.

Um humor e um estilo inconfundível, como se podem comprovar nestes três cartoons de Joaquín Salvador Lavado (conhecido por Quino) que aqui publico.


Zero de ideias

Desde quarta-feira que não publico assim nada de novo, porque a minha cabeça está naqueles momentos em que as ideias parece que se evaporam...

Agora, que até estava com vontade de escrever, zás!, não dá... Não tenho ideias! Buá! Sou um infeliz.

Mas então, pensam vocês, pelo menos tiveste a ideia de vir fazer um pequeno post sobre o facto de estares sem ideias nenhumas para posts!

Foi a única ideia que tive hoje.

Queria escrever no blog, porque acho que ficar assim tanto tempo sem dizer nada... sinto-me um bocado irresponsável por não saber tratar do meu filho...

A minha criação, vá. Agora chamar filho a isto... Pel' amor de Deus!

Bem, vou indo. Aproveitem o domingo que amanhã é segunda-feira! Ah ah ah ah.

Frase típica de alguém que não tem mais nada para dizer.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Está bonito, não está?

Digam-me lá se notaram alguma coisa de diferente no blog.

Basta olharem um bocadinho acima deste pequeno post...

Acrescentei duas páginas ao blog. Uma com uma biografia sobre mim, e outra com a minha selecção das 10 melhores crónicas.

Enjoy!

Oitavo...

O oitavo.

Cá está ele.

Fresco que nem uma alface.

Acabadinho de fazer!

Ouçam-no aqui!

Clicando na palavra espinafre (só para variar... em vez de ser no «aqui»...)

He did it!

Fiquei contente por ter visto esta notícia na televisão.

Depois de tanta luta, Michael Douglas finalmente conseguiu alcançar o seu objectivo.

Um exemplo.

Coisas que me irritam (n.º24) - Certas amizades...

Decidi voltar com esta rubrica há uns minutos atrás. Nada planeado. Foi no momento. Fui confrontado com uma dada situação, que mais abaixo irei explicar, que me fez ter a ideia de expôr o caso e dar a minha opinião sobre ele, num post do blog.

Não pensem que vou falar de amizades do género «más companhias». Até porque nem me interessam quem são as pessoas que vocês consideram ser vossos amigos... Leiam e já vão ver o que eu vos quero contar.

O que se passou foi isto: Há uns momentos falei com uma amiga minha (cujo nome vai ficar claramente anónimo) pelo chat do facebook. Para saber as coisas normais que se perguntam a uma pessoa que está longe e que já não vemos regularmente como dantes. «Está tudo bem?», «Como vai a vida?», «E a escola?». Coisas assim.

(E outras que não vale a pena mencionar, pois são demasiado parvas para aparecerem num blog digno desse nome!)

E, depois, decidi falar-lhe de uma coisa que já tinha ouvido pelos cantos (da internet, claro!). Perguntei-lhe se ela e outra rapariga, que em tempos antigos (há não menos de um ano) eram inseparáveis, se lhes tinha acontecido alguma coisa, pois já não falavam muito uma com outra no facebook (quando aparecem aquelas coisas nos feeds recentes... de vez em quando é bom para saber essas coisas... então as raparigas, num momento, diziam «friends 4 ever» e coisas do género uma à outra... e depois deixaram de o fazer). Tinham-me dito que elas já não eram mais amigas, e perguntei mesmo isso. Segundos mais tarde, ela responde «yh» (na gíria chatesca, yah, ou seja, sim - esta linguagem, por vezes, prega partidas...). Aí, eu começo a armar-me em Sherlock Holmes e pergunto-lhe incessantemente «porquê?». A resposta dela (ela deve pensar que isto é uma daquelas sériezinhas americanas em que dizem certas parvoíces como esta, só para serem muit «da moda»...), leiam bem: (a partir daqui traduzo o chatês, para ser mais cómodo ao caro/cara leitor/leitora) «já não dava». E eu volto a perguntar: «porquê?». Aí ela dá uma resposta mais concreta: «é que, tipo, não há razões.».

Ah. Fiquei mesmo esclarecido. Acabar com uma amizade daquelas em que as duas intervenientes vão proclamar aos sete ventos que não há amigas mais amigas que elas no planeta (e possivelmente na Lua... a não ser que viva lá um par de ET's muito amiguinhos... isto soa estranho), só pelo motivo de «tá na hora.». Isto dava um bom sketch, não dava? Do género disto (nada tem a ver com o caso em questão. É uma situação exagerada, esta de que falo em baixo, mas serve para exemplificar o que eu quero dizer com isto tudo. Tem duas intervenientes):

1-Olá. Olha, sei que somos amigas há muitos anos, eu nasci duas horas e vinte e quatro minutos antes de ti e ainda te vi nascer, os nossos Pais conhecem-se há séculos, eu moro na mesma rua e no mesmo prédio que tu, vemo-nos imensas vezes por dia, mas está na hora de acabar a nossa amizade. É uma coisa que me chateia, mas vá, tem de ser.
2-Pois é, tens razão. Então a partir de agora, quando passar por ti, olho de soslaio, e começo a falar mal de ti, se porventura estiver com alguém ao meu lado.
1-Exactamente.
2-E torno-me popular e esqueço-te para sempre, como se fosses uma espécie de má recordação?
1-Estás a ver como não é difícil?
2-Pois é. E olha, também posso roubar-te a carteira e tirar o dinheiro para comprar droga, e depois meto-a na tua mala e os teus Pais descobrem e ficas metida num grande sarilho?
1-Vês?! Até já estás a perceber isto. Vá, agora tenho de me ir embora. Quando eu disser 3, começamos isto, ok?
2-OK.
1- 1, 2.....3!
(olham-se as duas de soslaio, chegam-se a alguém e começam a falar mal uma da outra, e assim termina este bonito conto de fadas)

Na minha vida, eu não «desamigo» ninguém. Nunca «desamiguei». E ainda por cima sem motivo! Só porque «já estava na hora». Eu respeito os meus amigos, mesmo que fale mais ou menos com eles (e espero que eles também me respeitem), e sabem que podem sempre contar comigo.

Mas agora estas duas bestas (não têm outro nome, desculpem a vocês as duas se alguma vez vierem a ler este post) acabarem uma amizade (GRANDE) por causa de nada? Poupem-me...

Nisto os adolescentes (faixa etária onde eu me incluo) são para mim uma espécie de outra galáxia ompletamente idiota e paranormal! Fazem amigos e desfazem-nos como quem muda de roupa... Faz-me confuso o modo como certas pessoas fazem amigos. O que interessa é se é cool ou não... Coisas dessas que me IRRITAM PROFUNDAMENTE E ME FAZEM SENTIR QUE NÃO PERTENÇO A ESTA «CLASSE»! EU NÃO QUERO SER UM TEENAGER ASSIM!

Sendo assim, talvez não sou um teenager... sou uma pessoa preocupada consigo própria, algo maluca, mas feliz onde está e com o que tem.

Conselho para a vida: não desfaçam as vossas amizades por coisinhas de nada. Não abandonem os vossos amigos porque eles não têm a ver com o social (vendo as coisas, assim tenho umas pessoas que me desamigaram... eu não as desamiguei, mas enfim). Tenham muitos amigos e respeitem-nos todos!

Ao escrever este post, a «minha música» (que podem ouvir no post de baixo) serviu de inspiração para o concretizar. Porque quando decidi que ia escrever este texto, pensei «A música do Simon and Garfunkel vai-me ajudar» (já estou a ficar outra vez viciado nesta música... deixem estar que isto passa...), porque se tomarem atenção à letra, ela, de certa maneira, fala da amizade, e como eu quis mostrar neste post, as amizades são valiosas demais para se perderem assim à toa. E esta versão (a do concerto) foi perfeita para escrever isto!
Para terminar este post de uma maneira digna, sem que eu diga algo idiota que estrague a pintura a estas linhas que tanto suor fizeram escorrer, deixo duas citações. Uma já foi aqui referida, mas vale a pena voltar a falar. A outra... vejam o que é!
E assim fecho este post com chave de ouro.

Cada pessoa que passa na nossa vida, passa sozinha, é porque cada pessoa é única e nenhuma substitui a outra! Cada pessoa que passa na nossa vida passa sozinha e não nos deixa só porque deixa um pouco de si e leva um pouquinho de nós. Essa é a mais bela responsabilidade da vida e a prova de que as pessoas não se encontram por acaso.
Charlie Chaplin

If you need a friend
I'm sailing right behind
Like a bridge over troubled water
I will ease your mind


Paul Simon

PS - Acho que me faltou dizer muita coisa, pois com o stress de escrever isto rápido para a minha Mãe não chegar ao quarto a gritar «JÁ VISTE AS HORAS? CAMA!», devo-me ter esquecido de muita coisa ao longo do tempo em que fui criando esta crónica... Mas acho que a mensagem que eu queria deixar para vocês, caros leitores e amigos (se possível!) ficou presente...

Ficou, não ficou?

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Live!

Esta é a melhor versão, cantada pelos artistas originais, da «Bridge Over troubled water»....

Só a original lhe fica à frente, na minha opinião.

Já vi muitos covers, na maior parte maus, desta música... o único que gostei mesmo foi do Stevie Wonder... Dele não podia sair má coisa!

Esta performance foi captada em 2009, nos 25 anos do Rock and Roll Hall of fame, no Madison Square Garden, em Nova Iorque.

Caramba! Como o tempo passa! O Paul Simon e o Art Garfunkel estão muito mais velhos, mas mesmo assim conseguiram fazer uma boa versão ao vivo do seu hit, e que é «a minha música», como uma amiga minha a designou...

domingo, 9 de janeiro de 2011

Os homens do presidente... e uma notinha sobre a falta de profissionalismo com que certas pessoas legendam os filmes...


Há bocado, vi este filme na RTP2.

Além de poder ter feito o meu pequeno julgamento sobre este filme, quero fazer um apontamento sobre a péssima qualidade da legendagem do mesmo. E não, caros (e caras) leitores (e leitoras), não estou a referir-me aos, já clássicos, erros de tradução dos filmes (que também são um bom entretenimento para fazer uma espécie de jogo de caça ao erro). Estou a falar de ERROS DE ORTOGRAFIA! Mais propriamente QUASE DUAS DEZENAS!

Cada vez menos percebo este «serviço público»...

É que a RTP tem um departamento de legendagem tão grande, e fazem os subtítulos deste filme como se tivessem pressa? Palavras mal escritas... epá... poupem-me! Se fosse no Odisseia, ou no National Geographic, ainda compreendia, pois são canais de cabo de «enlatados»... mas agora a televisão do Estado?

Poupem-me...

E em relação ao filme:

É uma fita interessante, mas que não chega a ser mais que apenas interessante... a temática do filme (o caso Watergate) tem muito bom material para ser filmado, mas muitas coisas importantes foram deixadas de parte, principalmente no final, em que os acontecimentos que se sucederam à publicação da notícia dos dois jornalistas são passados a correr através da passagem de notícias para a máquina de escrever (contando vários acontecimentos que vão de 1973 até à demissão do Nixon, em 1974), e gastaram tempo com coisas desnecessárias. Algo parado, mas mesmo assim é um filme bonzinho, com boas interpretações do Dustin Hoffman e do Robert Redford.

7/10

sábado, 8 de janeiro de 2011

A tale of two brains

Descobri este comediante, Mark Gungor, de um mail que me enviaram com um excerto deste monólogo sobre os cérebros do homem e da mulher.

É longo, mas é giro ver...

Vejam ao menos a primeira parte!


sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Ah! Cá está ele!

FINALMENTE postei o programa!

FINALMENTE!

AH AH AH AH!

Agora não digo mais nada que já estou cansado.

Carreguem lá se faz favor aqui!

As preciosidades que se encontram no Youtube...

Andava a pesquisar por uma música do Paul Simon, e dou de caras com isto.

Um dueto de «Here comes the sun», com George Harrison e Paul Simon.

Pena só ser som...

Gostei... é uma versão mais calminha da original...

Como eu li num comentário a outro vídeo, "This is REAL music!"

Pronto! Já está!

O último capítulo do Olho Morto...

...Em atraso...

Ahah por momentos enganei-vos, não foi?

Que giro...

Bom, como sabem, agora o policial deveria estar suspenso esta e a próxima semana. Portanto volta dia 21 de Janeiro...

Vou continuar o meu trabalho de «conserto» na história... já comecei nos primeiros capítulos, a mudar o nome de algumas pessoas (para evitar processos, pois alguns eram mesmo reais...), e a ver certas partes da história que precisam de arranjo.

Olho Morto, Detective Público

Um caso muito particular

Parte 37


Só me faltava isto, mais a minha estupidez e a minha inconsciência! Por causa daquele acto deveras idiota, agora ia perder tempo precioso do meu dia que tinha planeado para acabar com as tretas dos interrogatórios e passar à acção! Graças à minha perspicácia e «agilidade», estava agora metido numa grande alhada (estava mesmo desesperado, na altura, e acho que devo escrever desta maneira para poderem perceber o meu estado de espírito depois do incidente que a minha pessoa teve a honra de provocar - porque, vá lá, eu estava arrependido por não ter calculado as consequências do meu acto, mas até tinha algum orgulho por ter dado uma sova àquela besta!).

Minutos de desespero e pânico interior, enquanto esperava à porta do restaurante pelo desenrolar dos acontecimentos, já que ninguém me queria lá dentro, ouvi a sirene do INEM ao longe, a vir. Depois, lá chegou, saíram dois homens a transportar uma maca, e levaram o Augusto, que na minha opinião estava a fazer mais fita que outra coisa... Se ele fosse um homem a sério, não se punha a choramingar por ter levado um murro, que era o que estava a precisar.

O Finório olhava para os lados, à procura de algo para se distrair. Estava indiferente, como se nada tivesse acontecido.

-Ó Chefe... - disse ele.

-Sim Finório?

-Bom, se o Chefe fez aquilo ao outro senhor, quer dizer que ele se magoou. E se ele se magoou, foi por sua culpa. E, por ter sido por sua culpa, o Chefe está tramado. É isto, não é?

Fiquei quase sem resposta.

-Bem... sim. Porque é que perguntas isso?

-Ah, é que agora finalmente percebi agora a situação.

-Só agora? Passado este tempo todo é que te apercebes da gravidade da situação? Ouve pá! Por causa da minha imbecilidade, o meu emprego está em risco! Tenho uma probabilidade em um milhão de sair safo disto, OK?

-Pronto, pronto, está bem. Não digo mais nada.

Nessa altura, a carrinha do INEM foi-se embora, e com ela os meus ex-colegas que lá tinham ficado, a acompanhar a par e passo o que se tinha passado. Alguns passaram por mim e olharam-me com uma certa indiferença. Houve uma pessoa, que ao olhar para mim, a sua expressão parecia que queria dizer: «Estiveste bem pá!». Essa pessoa era o João. Infelizmente, fui o único a fazer aquilo. Se tivesse sido mais pessoas, talvez o castigo que eu fosse receber seria mais levezinho.

Entretanto, o telemóvel começa a vibrar. Tenho uma mensagem nova. Tiro o telemóvel do bolso e sinto um arrepio na espinha. Era do inspector Navalhas, o meu chefe.

Continua...

Grandes frases de músicas, séries e filmes - Parte II

E eis que meio ano depois, decidi rebuscar esta rubrica, perdida algures no tempo e no espaço.

E por isso aqui ficam, mais umas frases de músicas, séries e filmes.

-I brought this note back from the future and now it's erased.
-Of course it's erased! It means your future hasn't been written yet. No one's has. Your future is whatever you make it. So make it a good one, both of you.
-We will, Doc.

«Back to the future Part III»

Esta frase faz parte do final de uma das melhores sagas de sempre... «Regresso ao futuro». Penso que nesta frase, o Doc Brown resume a moral da trilogia...


To begin... To begin... How to start? I'm hungry. I should get coffee. Coffee would help me think. Maybe I should write something first, then reward myself with coffee. Coffee and a muffin. Okay, so I need to establish the themes. Maybe a banana-nut. That's a good muffin.
Nicolas Cage em «Inadaptado»

Este é um dos muitos pensamentos que a personagem Charlie Kaufman tem durante este filme que vi há uns dias. É algo interessante, mas alguns podem achá-lo completamente paranormal... A minha pessoa, por gostar deste género de filmes.


-Nothing happens in the world? Are you out of your mind? People are murdered every day. There's genocide, war, corruption. Every day, somewhere in the world, somebody sacrifices his life to save someone else. Every day, someone, somewhere takes a conscious decision to destroy someone else. People find love, people lose it. For Christ's sake, a child watches her mother beaten to death on the steps of a church. Someone goes hungry. Somebody else betrays his best friend for a woman. If you can't find that stuff in life, then you, my friend, don't know crap about life! And why are you wasting my two precious hours with your movie? I don't have any use for it! I don't have any bloody use for it!

-Okay, thanks.

Brian Cox em «Inadaptado»

Este é outro momento do filme, em que o Charlie Kaufman, que está num workshop para guionistas conduzido por Bob McKee (Brian Cox), pergunta-lhe o que tem de fazer para escrever um argumento para um filme baseado num livro sobre flores, em que não se passa nada, e que ele também diz que no mundo não se passa nada. Então aí o McKee passa-se e responde-lhe o texto que podemos ver acima... e que foi devidamente censurado, pois tinha muitos palavrões pelo meio... Respeito pelo leitor sempre... Vejam o filme e notem a diferença desta versão soft da fala do McKee e a agressividade da original... ah pois é!


I'm here to cooperate with you a hundred percent. A hundred percent. I'll be just right down the line with ya'. You watch.

Jack Nicholson em «Voando sobre um ninho de cucos»

Gosto desta frase pela maneira como Jack Nicholson, um dos meus actores preferidos, a diz no filme. Vale a pena ver este masterpiece (como chamam os americanos) do cinema.

Keep passing the open windows

Nome de (MAIS UMA?!) canção dos Queen. Gosto do título... Mai' nada!

E por aqui fica mais uma edição desta rubrica. E eu agora vou voltar a esquecer-me que esta rubrica existe, e ela só voltará lá para meio do ano... tá bem?

Vá... bem hajam!

Três palavras...

Será que vós conseguis descrever a minha pessoa em três palavras apenas?

Basta clicarem aqui.

Eu sei que é difícil...

Mas não custa tentar...

Mas vá lá...

Por favoooor...

Até parece que é de propósito...!

Damn it!

Estou outra vez na Câmara, porque vim cá tentar passar os genéricos do programa, porque no meu computador puf, fica tudo infectado com vírus...

Mas isto agora não dá para abrir o movie maker!

E eu que me dei ao trabalho de mandar todas as partes do programa que gravei para o mail, para depois montar tudo aqui... e não deu.

Tanto trabalho para nada...

Às vezes parece que é de propósito!

Vou ter de «sacar» um episódio do programa, quando chegar a casa (porque eles estão todos guardados na pen!), e vou ter de andar a cortar só o que me interessa...

E assim vou nesta vida...

Ah, e o policial VAI SAIR HOJE! Are you listening to me?

Arrgh...

The golden voice

Impressionante.

É como dizem por aí, « uma voz das ruas que soa a conto de fadas».

É destas histórias que merecia um filme, e não só uma notícia de um minuto e meio.

Mas seria daqueles filmes muito muito bons.

Grande exemplo de vida.

O 2.º Canal

Há quem queira acabar com a mítica RTP2, segundo esta crónica que li no blog do Jorge Mourinha...

Quererem matar a RTP2 é como tirarem-me a alma.

A RTP2 é aquele canal que, por ser de serviço público, é o canal mais humilde, que o público (eu, pelo menos) e o canal gera uma simpatia mútua...

Não tirem a RTP2... por favor...

Esperem até o povo português gostar de cultura...

Esperem só por isso, 'tá bom?

Forgive me!

Ontem era para já estar posto no ar o 7.º episódio da segunda temporada do programa.

Todo o programa estva gravado antes das sete e meia da tarde. Só faltava montar tudo.

O que se sucedeu?

A pen onde tenho guardados os ficheiros de som dos genéricos das rubricas todas está com vírus.

Tenho de passar tudo para outra.

Entretanto gravei o programa todo hoje e guardei-o no computador...

Espero que até ao final da semana já esteja publicado...

Isso e o policial da semana passada...

«Prontos! Peço desculpa, vá!»

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Agora reparei que este é o 601.º post do blog!

Ou seja, o blog já tem mais de 600 entradas!

Inacreditável...

O número 600 não dá para se fazer aqui umas curiosidades de números... é pena... quando os simpsons chegarem aos 600 episódios, pode ser que dê... Mas quando esse momento chegar o blog já deve andar nos 1000 posts (espero eu...)

E eu que estava todo entusiasmado para fazer um grande post de celebração...

Não cheguei a fazer, e fica este como forma de festejo...

Mas acho que posso dar umas notícias.

A primeira é que ontem, numa aula de História (ups...) comecei a fazer um esboço numa folha de uma nova história. Vamos a ver o que isso dá...

A segunda é que ando a reunir as melhores crónicas do blog, na eventualidade de alguém querer editar um livro de minha autoria (o que é absolutamente improvável). Ando a ver as crónicas e acho que vou ter de mudar muita coisa nelas, isto se quero ver aquilo publicado. Aquele nível de escrita não é suficientemente decente para estar num bloco de folhas encadernado. Ah, a não ser, pois... já que aquela da «Pipoca mais doce» também editou um livro, mas não escreve grande coisa, porque não? É o que o povo gosta...

A terceira é que, como já devem saber, o «Olho Morto» estar de férias por duas semanas (e ainda falta publicar o raio de um capítulo!), para eu poder fazer as coisas com mais calma... É como os políticos querem que ande o país. Façam tudo com calma... mas depois o país fica na mesma... Ah, e já tive ideias para novas histórias... e acho que o final desta, enfim, é melhor pensar bem... porque está muito fraquinho. Tem de ser alguma coisa com style.

A quarta é que eu estou a escrever um livro próprio, inédito no blog (também não posso publicar tudo o quee screvo aqui! Senão não dá muito dinheiro no futuro... embora há quem goste de comprar livros de blogs... ia ao blog e lia tudo à borliu!), mas eu não vou publicar aqui porque acho que não faz sentido. É um livro de crónicas, mas que nada tem a ver com as do blog. Têm o objectivo de contar uma história. Ah, e também ando a pensar noutra história para outro livro... é melhor começar já com isto para render para o futuro! eheheh...

A quinta é que tenho outros projectos, que se virem alguma vez a luz do dia, será daqui a muitos anos. Umas séries de TV, uns argumentos... enfim...

A sexta e última é que o «Programa do mal dizer» vai continuar (a ver se o episódio de hoje ainda sai esta semana) e já se pensa numa terceira série... e também já há outros projectos a nível de áudio, como uma série de mistério, outra de cinema e uma audionovela (uiui isto promete)... a ver se estas coisinhas alguma vez vêem a luz do dia.

E agora, meus amigos e minhas amigas, despeço-me com amizade, até ao próximo post.

E mais 600 posts, fachavor.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011



Eu tinha razão.

Isto é brilhante!

Nunca pensei que uma produção britância pudesse ser tão boa.

Já sabia o elevado nível da comédia do Reino Unido, mas nunca pensei que a adaptação do Sherlock Holmes para os nossos dias fosse tão bem feita.

Se não me engano, são 3 episódios de noventa minutos.

Dois já deram. Se quiserem ver o terceiro, é na RTP2 no domingo às 22:35.

Um policial dinâmico, inteligente, com um grande argumento.

You must see.

Oh no! HE IS REAL!

Ele tornou-se uma realidade.

Ele já começou a dominar as escolas.

A Blitz, o Expresso, até a própria RTP, já o adoptou...

Só até ao final deste ano é que permitem que escrevamos à maneira antiga... senão depois, já devem ser erros ortográficos... Gaita, e eu que pensava que era bom a ortografia...

Para o ano, os livros escolares que tiverem a antiga forma, serão «destruídos»... e depois ainda se queixam «ai a crise»...

Estou a falar, senhoras e senhores, do terrível, do abominável, do horrível ACORDO ORTOGRÁFICO!

TAN TAN TAN!

(música de terror)

Brevemente, num cinema perto de si.

PS - lembrei-me hoje de voltar a falar dele por causa de uma pequena conversa na aula de literatura portuguesa sobre o acordo... o terror linguístico voltou a apoderar-se de mim.

Há ainda aquela petição, que eu e mais não-sei-quantos (ai, desculpem, devia ter escrito sem os hífenes, se fosse com o acordo) milhares de pessoas...

Será que ainda pode ser uma arma contra o acordo?

Sei lá!

Não me façam perguntas demasiado elaboradas, que me dão dores de cabeça.

Ora adeusinho!

Há dois dias...

Desde domingo que não vinha à internet.

Qualquer viciado diria «Ai que horror! Eu não conseguiria aguentar 48 horas sem computador!».

Eu fiquei. E bem!

Eu quando fico sem computador não fico depressivo, como certas pessoas. Penso «Bom, agora não tenho o computador, vou-me entreter com outras coisas.

E tenho andado a apurar as paciências. As das cartas. Li uns livros, vi boa televisão...

O que aconteceu com o computador é que o carregador foi-se á vida, e foi preciso arranjar-se um novo. A minha Mãe levou para lá o PC para o técnico informático da agência poder averiguar o que se passava, e talvez hoje o computador esteja em casa.

Sim, talvez, porque há bocado falei com ele ao telefone, para ele me explicar o problema, e depois de dizer que já estava pronto, falei-lhe do vírus que está no PC...

Vamos a ver o que ocorre...

Estou, lá está, a escrever esta pequena nota na Câmara Municipal de Lisboa...

A ver se loguinho o PC já esteja em casa...

Bom, até depois!

sábado, 1 de janeiro de 2011

Uma "notícia" escrita por mim!

Estive a pesquisar o site do Inimigo Público, e há um cantinho do site em que os leitores podem mandar as suas "notícias". Eu tive uma pequena ideia e mandei esta, que podem ler nas próximas linhas.

Bom proveito.

Júlia Pinheiro quer formar uma segunda TVI

Júlia Pinheiro, após o final da última gala de Casa dos Segredos, foi vista a segredar a Pedro Granger: «Eu saio daqui para formar um império, custe o que custar! A SIC vai ser a nova TVI!», seguido de uma gargalhada diabólica e de uma dança de uma tribo perdida na Amazónia. Pedro fez a revelação à imprensa hoje de manhã, que diz ter ficado chocado com a revelação da apresentadora, e que agora está com receio de a reencontrar quando ela já estiver na SIC. «Estou com medo que ela venha a minha casa ameaçar-me para vir fazer uma novela para Carnaxide» revela Granger. «Nem dormi hoje só de pensar que poderia vir ela mais o Nuno Santos atrás de mim para me contratarem!». O vencedor da Casa dos Segredos também foi vítima de D. Júlia. Em declarações ao Inimigo, António, o pastor de Baião que tinha uma casa de alterne, disse «Ela já queria que eu fosse substituir a Conceição Lino no "Boa Tarde". Mas eu não liguei. Quero mas é começar a pensar no restaurante que estou a planear construir».
São tempos de terror no entretenimento nacional.

Mensagem de Ano novo de sua excelência o Ilustre Rui Alves de Sousa

Portuguesas e Portugueses,

Hoje, primeiro dia de 2011, vou-vos dar a minha perspectiva do que acho que é a passagem do ano e tudo o que ela envolve, neste que é o primeiro post deste novo ano.

Para mim, passagem do já velhinho 2010 para o novo e fresco 2011 significou três coisas:

-Tomei o gole anual da (para mim, intragável) bebida típica desta época
-A Sandra Pereira é o novo ídolo de Portugal
-E o António, o pastor de Báião (já que ele costuma pronunciar o primeiro "a" como se tivesse acento), que tinha uma casa de alterne, foi o vencedor da Casa dos Segredos.

Já tinha passado da meia-noite, e o meu Pai decidiu que íamos fazer o que tínhamos planeado. Íamos à Baixa ver o concerto que os Xutos e Pontapés estavam a dar.

E essa ida à Baixa, que fui juntamente com o meu Pai e com a minha irmã, levou-me a concluir que uma filosofia minha que já tinha pensado e matutado na minha pobre cabecinha desde há muito tempo estava correcta.

Nestes tempos de festas, existem dois tipos de pessoas: As «Olhem para mim, não passo de um completo idiota», que vão para aqueles sítios fazer figuras estúpidas (como por exemplo uma trupe de rapazes que aparentava já ter mais de vinte anos andar aos empurrões uns aos outros, e uns quantos a atirarem garrafas de vidro pelo ar), e/ou que se drogam e/ou que se embebedam, para terem o prazer de acordar na manhã seguinte de ressaca; e também há as «Só estamos aqui para ver», que eu, o meu Pai e a minha irmã fazemos parte, que são aquelas pessoas que vão só para aqueles lugares para verem o estado das coisas, observarem as "tristezas" que abundam à sua volta, e apreciarem boa música (era Xutos e Pontapés, não podia ser má música!).

Infelizmente, só apanhámos meia hora do concerto, mas valeu a pena.

E ver todas aquelas pessoas, muitas armadas em imbecis a fazer as ditas "figuras tristes" (incluindo um que devia estar bêbado, que andava a perguntar às pessoas se queriam comprar haxixe), fez-me lembrar do verdadeiro sentido desta época. É o champanhe? Não, que até sabe mal. É a contagem decrescente, que nos canais de TV, de uns para os outros tem atraso? Também não. Ou será que é dizermos «Este ano é que vai ser», ou fazermo-nos de vítimas que estamos muito mal e que este ano tem de ter paz e amor e tudo o resto? Também não e isso.

Então, qual é, afinal, o sentido desta quadra?

Eu pensei, e digo-vos que acho que é pensarmos que o tempo passa. Não devemos imaginar se o futuro vai ser bom, ou mau, ou assim-assim. Temos de continuar em frente, e aproveitar o tempo que nos resta. Porque não há um ano que seja maravilhoso (nem um que seja péssimo). Todos os anos acontece-nos, a cada um de nós, pelo menos uma coisa boa na nossa vida. Não nos podemos iludir que este novo ano vai ser muito bom, porque já sabemos que vai tudo piorar, e tudo o mais. Mas mesmo assim, temos de aproveitar o tempo que nos resta, seja muito ou não!

Como diz o José Cid, na célebre música (gaita, nunca pensei em citar José Cid numa crónica), «vem viver a vida amor, que o tempo que passou não volta não!»

Ano novo, vida nova? Bah, isso é mentira... As nossas vidas continuam as mesmas de sempre... mas podem ser melhoradas, não? Nunca podemos pôr uma vida nova, mas podemos retocar a original, não é?

Vamos aproveitar o que nos resta, e olhar sempre para o lado positivo das coisas! «Always look on the bright side of life» (é para aí a quarta ou quinta vez que cito esta canção no blog, mas vale a pena continuar a citar, porque o significado dá para tudo!)!

Vamos todos tentar. E também ultrapassar as dificuldades que possam surgir.

Cada um que seja feliz à sua maneira (é pena, não ouvi ontem os Xutos a cantar esta música. Eu que gosto tanto desta...)

Por isso, vamos ter todos um bom ano, um bom dia, uma boa hora, um bom minuto!

É o que eu desejo a todos vós (e a mim também), neste primeiro dia do novo ano.

Rui Alves de Sousa

PS - Ontem, quando eu, o meu Pai e a minha irmã estávamos a regressar ao carro, eu disse-lhes que «amanhã vou escrever sobre isto no blog».

E não é que foi o que eu acabei de fazer?