terça-feira, 31 de maio de 2011

Já agora, um momento musical de «The Office». Uma canção, meio tosca, da autoria do próprio Ricky Gervais para a sua personagem na série, David Brent.



Nos últimos dias, além de descobrir pérolas do cinema, estive também a ver, de uma ponta a outra, a sitcom britânica «The Office». Exibida em mais de 60 países e com apenas catorze episódios, esta série da autoria de Ricky Gervais e Stephen Merchant (a dupla responsável por outras séries como «Extras» e «Life's too short», que vai estrear este ano) conseguiu levar os dois ingleses à fama e à fortuna. A série foi rodada com um orçamento baixo (a razão segundo a qual os autores dizem que a BBC os autorizou a fazê-la), mas não foi isso que a evitou ser um sucesso estrondoso de público e de crítica, tendo recebido diversos BAFTA's e dois globos de ouro (aliás, foi a primeira sitcom britânica a sair triunfante nos globos!). «The Office» ainda teve a oportunidade de ser considerada a vigésima quinta melhor sitcom britânica de sempre, numa sondagem realizada em 2004. A influência desta sitcom no mundo da comédia foi tal, que vários países decidiram pegar nela e criar versões nacionalizadas, como fizeram Alemanha, França, Canadá, Chile, Israel e EUA (a versão americana é a mais conhecida, que teve Steve Carell), e novas versões andam à espreita. É de notar que, uma década depois de ter estreado, «The Office» continua a ser bastante importante no mundo da televisão.


Mas depois de todo este paleio, ainda não cheguei a contar do que fala esta sitcom. Bem, a história é centrada na Wernham Hogg, uma empresa dedicada ao comércio de papel. David Brent é o patrão que se acha o máximo e o melhor patrão do mundo. Já os outros não são da mesma opinião. Mas enquanto seguimos as ridículas peripécias de Brent para se afirmar como um grande entertainer, conseguimos também conhecer alguns dos empregados de Brent, dando principal destaque a Tim, Gareth e Dawn, a paixão de Tim. A série é um mockumentary, ou seja, um falso documentário humorístico. Os catorze episódios são o perfeito exemplo da fineza que o humor britânico tem e que o distingue dos outros. Porque o objectivo desta série não é rir à gargalhada. Não se força o argumento a ter não-sei-quantas piadas por minuto. O objectivo maior é rirmo-nos psicologicamente, porque sabemos que, ao ver as figuras tristes de Brent, na maior parte das vezes não nos rimos à gargalhada, mas sabemos que sim, aquele tipo está a fazer figura de urso. É um tipo de comédia mais refinado, que não perde nada por isso, porque aliás o argumento está deveras muito bem escrito e faz uma sátira ao trabalho de escritório. Se gostam de humor britânico, ou do Ricky Gervais e do Stephen Merchant, vejam «The office», a série que elevou os dois humoristas a patamares altos da fama internacional. «The office» trouxe ao mundo da comédia a peculiar personagem David Brent, que influenciou muitos dos humoristas da actualidade. Esta série é um verdadeiro «must» da Britcom.


5/5

Ele fala, fala, fala... e depois? Nada!

O artista Moby anda a dar polémica, e tudo por ter dito que "Britney Spears e Ke$ha não são música".

Mas qual é a polémica? Então não há verdade nisto?

Se bem que eu não diria que não fosse música. Apenas destacaria o facto de achar más as músicas das duas artistas. Esta minha opinião também se reflecte em relação à música do Moby. Portanto, se calhar mais valia ele estar calado...

Pronto, pronto, tem de se dizer as verdades! Não me critiquem mais uma vez! Então agora vem o Moby dizer que a música das duas moças não é música... Quando as dele também não andam longe dessa distinção!

Ai ai... as pessoas vêem polémicas em todo o lado.

O que é que vem a seguir, pergunto eu? O quê?

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Mais cinema!

Este fim-de-semana fui galardoado com o visionamento de duas obras-primas:


É preciso dizer alguma coisa sobre esta gigantesca obra?
Basta dizer que é um filme fascinante, diferente e marcante, recheado de momentos que fazem parte da História do Cinema, como a já conhecida sequência «Are you talkin' to me?». Um dos melhores filmes do Scorsese que vi até hoje. Uma verdadeira pérola.
5/5




Ao contrário de «Taxi Driver», antes de ver este filme não sabia bem o que realmente se iria passar. Um filme que me surpreendeu, quer pelo seu extraordinário argumento (muito bem construído), quer pelos seus grandes desempenhos e a realização, de Paul Thomas Anderson, que assina também o argumento. É uma história diferente e cativante até ao último minuto. Mais um grande filme que vale a pena ser visto.
5/5

sábado, 28 de maio de 2011

Primeira parte de uma nova história!

Bem, ontem falei-vos do quão giro seria contar a história deste blog (ainda curtinha, mas já muito parva). Hoje de manhã, escrevi este textinho que posto abaixo. É apenas uma primeira parte de uma grande história, que se formos a ver bem, até dava para um filme (em inglês, para ficar mais pomposo). Não vou prometer já aqui que vou publicar as partes restantes no dia x ou y, porque só comecei a escrever isto hoje e este projecto ainda está em fase embrionária.

Mas pronto, fiquem com esta primeira parte da história que pretende recriar a existência de dois anos deste blog, baseando-se em parvoíces que saíram da minha cabeça, para tornar a história interessante. Senão, digo-vos, isto era muito entediante. Assim, com muita ficção à mistura (e coisas muito parvas, garanto-vos) se faz uma má (quero dizer, boa) historinha. Ora leiam então a primeira parte. Agradecem-se comentários!


A história miraculosamente parva e (não) verídica da criação do Blog «Companhia das Amêndoas»

Parte 1
Lisboa, 2 de Maio de 2009. Um acontecimento irá mudar a História da Humanidade. Vá, não diria assim tanto. De Portugal… Não, também não tanto. Só iria mudar a História de um rapazinho quatro-olhos.
Este pequeno conto quer mostrar o que aconteceu nesse fatídico dia de Primavera, um sábado que parecia como outro qualquer.
Tudo começa com Rui Alves de Sousa, um rapazinho com ainda 13 anos (só faria 14 daí a 13 dias), grande apreciador das anormalidades da vida quotidiana e das imbecis experiências que fazia na internet e que com as quais adora perder horas preciosas do seu tempo livre.
Nesses tempos, em vez de estar a estudar ou a fazer algo de útil para a evolução da sociedade da casa onde habita, Rui alegrava-se a criar blogs fracassados abandonados logo meia hora depois de terem sido criados. Rui começava a perceber (e FINALMENTE!) que aquelas experiências não estavam a dar a lado nenhum. Foi então que começou a pensar que, talvez, fosse melhor ideia criar um blog que durasse e não mais outra parvoíce qualquer.
E aí, na sua mente surgiu-lhe aquela luz que sai de uma lâmpada imaginária quando alguém tem uma ideia brilhante (ou nem por isso). Era isso! Ia criar um blog… sobre tudo e mais alguma coisa! Começou a ter mais ideias… Iria ser um blog de novidades da cultura, com vídeos e músicas. Mas surgiu-lhe um dilema: encontrar um nome original para esse «estamine», daqueles que as pessoas não se esquecem e que fica para sempre dentro das suas cabeças. Depois de muito matutar, Rui não conseguiu chegar a conclusão nenhuma. Por isso, escolheu para o nome do blog a expressão mais estúpida que lhe tinha vindo à cabeça e que por momentos pensou por reter: Rui Sousa – o blog oficial. Rui estava super contente com a sua nova criação, pensando que sim! Seria este blog que iria mudar a sua vida de uma vez para sempre!
Mas entretanto… Do outro lado da linha telefónica, escondida num grande refúgio debaixo da Terra, residia a empresa Blogger. O assistente Nelson, encarregue de reportar os novos blogs que vão surgindo, ao receber a notificação que dava conta da criação do novo blog de Rui, gritou três vezes, coçou as grandes e pontiagudas orelhas, dançou o Vira e, para terminar este espantoso espectáculo, vomitou-se todo, sem tirar nem pôr. Quando conseguiu acabar de limpar a porcaria que tinha feito, Nelson dirigiu-se a correr até ao gabinete de Mr.Blogger, criador da empresa e patrão supremo. Bateu três vezes à porta, e foi-lhe dada permissão para entrar. Ao abrir as portas do majestoso gabinete, Mr. Blogger estava virado de costas para ele, no fundo do grande salão (com cerca de quinhentos metros de comprimento), sentado na sua cadeira giratória.
-CHEFE! CHEEEFEEE!
Mr. Blogger virou-se para a frente. Estava a pentear Márinho, o seu gato de estimação.
-Quê?! Não ouvi nada! Aproxima-te mais! – Proferiu ele.
Marinho correu os cerca de quinhentos metros que o distanciavam do seu chefe, chegando à meta a arfar que nem um porco.
-Chefe! Há um… arf… grande… arf… problema!
-Ah ah! – ralhou Mr. Blogger – O que é que tu tens de fazer antes de me dirigires a palavra?
-Ah, pois é. Desculpe.
Nelson ajoelhou-se, beijou o sapato esquerdo de Mr. Blogger e cantou o refrão da música «Um grande, grande amor» de José Cid. Grande momento de music-hall que foi essa cantoria. Mas prosseguindo… Depois de ter visto que Nelson que cumpriu o ritual estabelecido entre os empregados e o patrão, Mr. Blogger sorriu, enquanto afagava o extenso pêlo branco de Márinho.
-Agora sim, Nelson. Já pode dizer aquilo que me queria transmitir.
-Obrigado, Chefe. Bem, o que eu lhe queria dizer era… Ora, mas o que é que era? Epá, agora esqueci-me… Espere só um bocadinho.
Nelson puxou pelos neurónios (cobertos com algum pó pela falta de uso) e aí se lembrou.
-Ah! Já sei! - e aí voltou ao seu estado de pânico. – CHEEEFEE! HÁ UM GRANDE PROBLEMA!
-Não precisas de gritar que eu não sou surdo! O que é que foi?
-Ele… E… Ele… Voltou!
-Ele quem? Desembucha rapaz! Não tenho o dia todo para isto!
-O R… O Ru… O Rui… O Rui Alves… Alves de Sousa!
Mr. Blogger levantou-se da cadeira, deixando cair Márinho no chão. Coitadinho, perdeu um dos bigodes nesta coboiada!
-O QUÊ?! – Gritou Mr. Blogger. – Como é que ISSO É POSSÍVEL?
-Se quer que lhe diga… não sei.
-Mas então tu não tinhas tentado convencê-lo a desistir dessa mania de criar blogs?
-Sim… eu tentei criar um email falso que lhe mandasse convites para lançamentos de novos modelos de estantes desdobráveis do IKEA… mas ele deitou tudo fora… e agora fez um blog novo!
-Maldição! – Proferiu Mr. Blogger - Temos de o deter! O novo blog dele é sobre o quê? Parafusos, como da outra vez?
-Não. Desta vez é um blog que fala sobre tudo.
-Oh não… - disse Mr Blogger desanimadamente. – Esse rapaz tem como passatempo dar cabo do nosso sistema… Todas as suas criações são as mais patéticas que alguma vez apareceram no Blogger… Já vi blogs sobre cãezinhos, sobre as maravilhas da fauna na Rússia na época de Estaline… Mas ele é a gota de água! E agora vai fazer um blog onde junta todas as suas parvoíces… Não sei se o sistema vai conseguir aguentar tamanha estupidez…
Mr Blogger começou a chorar, e Nelson acorreu a ele para o tentar animar.
-Calma, Chefe, nós vamos ter uma ideia qualquer que vai impedir o moço de levar este seu blog para a frente. Não sei como, mas vamos conseguir. Aliás… acho que tenho uma ideia.
Nelson, de olhar ameaçador, levantou as orelhinhas (sinal de que não vem aí coisa boa), abanou a cauda de cor grená e riu maleficamente. Mr Blogger entrou na onda e desatou a rir tal como o seu empregado. Márinho deitou pela goela uma grande bola de pêlo, satisfeito com a situação.
Mal sabia o pequeno Rui do que lhe esperava em breve…


continua... um dia destes, há de continuar!

sexta-feira, 27 de maio de 2011

«Company of Almonds: The movie»

Depois de ter chegado à conclusão que o nome do blog, em língua inglesa, até que fica giro, veio-me a ideia de criar um pequeno texto em estilo cinematográfico, a contar a história do blog. Com muita ficção à mistura, para ser um filme interessante e não mais uma obra do Manoel de Oliveira.

Teria de ser um filme à americana. Para interpretar o meu papel... Hmm... Não sei. Vou ter de pensar nisso depois. Vou primeiro idealizar a história com calminha porque já estou a ficar sem tempo aqui na internet. Depois publico a história para vós poderdes ler.

Vá. bom fim-de-semana!

Viajando nas estatísticas

Hoje decidi alimentar o meu ego e fui ver as estatísticas do blog que, embora não sejam grande coisa, dão alguns dados interessantes.

Como por exemplo, Portugal é o país onde o meu blog é mais lido (com pouquinhas visualizações, cerca de seis mil, mas é o que tem mais), seguido pelo Brasil e pelos Estados Unidos. Nesta lista ainda integram Rússia, Holanda, França, Alemanha, Canadá, Suíça e Japão! Uau... tantos países... bem, a partir dos EUA as visualizações começam a reduzir para a centena... mas já é bom haver pessoas noutros países a virem cá parar! Devem vir por engano, mas fica registado! Ah pois é!

É também interessante saber que há pessoas que vêm ler o blog em Ipods, blackberries, e playstation 3! Impressionante...

Depois é de reparar que muita gente vem cá parar ou porque eu escrevo em fóruns (e na assinatura das minhas mensagens, aparece o link do blog).

Ah, e as palavras de pesquisa que as pessoas usam para virem ter a este blog. A mais usada é «companhia das amêndoas» (se forem ao google e puserem apenas «companhia das a», aparece por baixo a palavra! Espantoso...). Depois, há «casa da pradaria» também fortemente concorrida (apenas escrevi um post sobre essa série e foi há muito tempo), «musicas recentes», «expressões portuguesas», «Antonio Ferrandis» (o mítico Chanquete da série «Verão azul») e também «rui sinel de cordes nuno markl». Ou seja, há pessoas que vieram ler propositadamente o meu post sobre essa mini-polémica que envolveu esses dois humoristas. Não sei porque é que escolheram o meu blog, mas ok.

Em termos de artigos, o mais lido foi um sobre a polémica da Maitê Proença, seguida pelo mini-post de apelo para ajuda na votação do concurso do DN. Depois seguem-se outros posts, na sua maioria com vídeos ou que fazem referência a alguém famoso. Aiai... estas estatísticas são fraquinhas, mas para mim... é obra!

Mais um post sobre o concurso do DN (o último, garanto-vos!)

Bem, o concurso do DN já terminou.

Para o meu grupo já terminou antes, mas agora terminou para os finalistas.

Não quero voltar a falar na má organização e estruturação deste concurso, porque já o fiz num post anterior, mas agora fui vasculhar na minha pen e encontrei um documento precioso.

A reportagem original que foi escrita. Esta não foi publicada para o concurso do DN porque o que eles queriam para "reportagem" era uma coisinha muito mais pequena. E cada vez mais penso que nestes concursos o objectivo é fazer trabalhos maus. Eu não acho que este texto que vou postar esteja bom, mas estaria muito melhor se tivesse sido publicado em vez do outro, que era uma versão muito reduzida deste original.

Para o ano, vamos fazer uma reportagem fraquita. Tal como uns que fizeram e passaram à fase seguinte. Desculpem lá eu dizer isto e espero que ninguém leve a mal, mas os que ganharam na parte da «Cultura» (que era o nosso sector) tinham uma reportagem saída dos Morangos com açúcar! Pelo amor de Deus... Nem digo a nossa reportagem, mas havia reportagens que estavam muito melhor escritas (muito melhores que a nossa, digo) e não passaram.

Enfim, basta de paleio e de dizer sempre a mesma coisa e fiquem com o texto original do nosso projecto para a segunda fase do concurso do DN.

Conversa cultural
Nuno Galopim na Escola Rainha Dona Leonor.

Estava-se a 2 de Março de 2011, por volta das três horas da tarde. Na Escola Secundária Rainha Dona Leonor, estava prestes a começar a entrevista que o grupo Sounds of Silence preparou para o seu convidado, Nuno Galopim. Depois de resolvidos alguns contratempos relacionados com filmagens e do público que iria assistir à sessão, começou-se então a entrevista que serviria para fazer esta reportagem para o concurso Nescolas, uma iniciativa do Diário de Notícias.

A vasta cultura do convidado permitiu ao grupo uma conversa com Nuno Galopim sobre diversos temas. Rádio, música, cinema e jornalismo. Nuno Galopim respondeu a todas as questões, sempre com humor e boa disposição que cativou o público presente.

«Como é que chegou ao DN?» foi a questão que deu início à entrevista. «Pela porta da frente», respondeu Nuno Galopim, começando a mostrar os seus dotes comunicativos e humorísticos. Entre momentos que fizeram soltar uma gargalhada ao público e aos próprios entrevistadores, ficou-se a saber mais sobre o entrevistado e todos aprenderam algo mais sobre a cultura.

O grupo ficou a saber que começou no DN em 1994, mas a carreira de Nuno Galopim no jornalismo teve início no Expresso a escrever sobre ciência, pois tem formação académica de geologia. O seu primeiro artigo foi sobre dinossauros.

Só mais tarde, no Independente, começou a escrever sobre música, e críticas a «discos muito bons, discos muito maus, e discos assim-assim», mas especializando-se a criticar os piores discos. «Não era propriamente meigo na escrita», contou-nos Nuno. Mais tarde chegou ao Blitz, no tempo em que ainda era um jornal. «Soube que no Blitz gostavam daquelas maldades». Passados dois anos desde que tinha dado início ao seu trabalho no conhecido magazine, foi chamado pelo DN para criar um suplemento dedicado ao sector da música e da tecnologia, para «tentar chamar à atenção de um público mas jovem». Hoje em dia diz que, para se ser jornalista e mesmo radialista, «é preciso ter alguma “lata”, e também de uma boa história para contar», e admitiu que «as novas tecnologias são fundamentais não só no jornalismo, mas em tudo». E disse
também que não se deve generalizar a música nem os artistas. «Se uma casa é azul, e a segunda e a terceira também sejam azuis, pode ser que a quarta não seja», exemplificou.

Embora agora seja um dos principais locutores da RADAR, uma estação mais virada para a música rock, Nuno Galopim começou a fazer rádio na Antena 2, «porque a música que eu mais ouço desde miúdo é a clássica», explicou. Já entrevistou muita gente, mas gostava de entrevistar James Blake, um dos artistas revelação deste ano, que aconselhou vivamente.

Nuno Galopim contou também ao grupo a sua “odisseia” para escrever o seu livro Retrovisor: Uma biografia musical de Sérgio Godinho. «Embora exista uma enciclopédia em quatro volumes, há ainda muito pouca informação escrita sobre a música portuguesa». Escolheu o autor de Com um brilhozinho nos olhos para o seu livro por ser «um músico que acompanha a História do país, e que sabe falar para várias gerações». Mas em relação à música nacional, o jornalista e radialista defendeu a que é cantada na nossa língua, dizendo também que «Portugal tem bons músicos, mas tem melhores escritores.»

Sobre o facto da crescente onda de “covers” que aparecem no mercado da música, disse que isso já é «uma tradição», mas que hoje em dia há uma «preguiça nas pessoas. Não perdemos tempo a descobrir coisas novas, que não sejam reconhecíveis aos nossos ouvidos»

Houve também espaço para se falar de cinema. Nuno Galopim disse de sua justiça que este sector cultural tem um futuro que não se pode prever. Mas «apesar da tecnologia dar-nos hoje em dia meios para em casa vermos um filme em condições», salientou Nuno, «a experiência de estar numa sala de cinema é incomparável».

Depois dos membros do grupo terem atestado os dotes enciclopédicos do entrevistado, propuseram-lhe um pequeno desafio, que foi aconselhar discos a cada um dos membros, segundo as suas preferências. Uma tarefa que Nuno Galopim fez na perfeição.

E a crítica será ainda importante na cultura? «Hoje em dia, com todas as tecnologias, todos nós podemos ser críticos. Há uns vinte anos, era preciso ter uma aprendizagem e alguma formação para se ser designado de crítico e hoje em dia já não é assim.», Mas «é preciso alguma seriedade e formalidade».

Para terminar esta grande entrevista, os The sounds of silence pediram a Nuno Galopim para lhes informar dos seus projectos futuros. Gostava de fazer um segundo livro, e terminar os contos de ficção que começou finalmente a escrever, «embora pareçam textos jornalísticos». Gostava de continuar na RADAR, no DN, ser ocasionalmente DJ. Ou seja, quer continuar a fazer aquilo que mais gosta e que melhor sabe fazer. Divulgar e informar o público sobre as novidades da cultura, nacional e internacional.

Dois filmes vistos



Um grande thriller, muito bem estruturado e realizado. É já um clássico do cinema. Dois detectives, interpretados por Morgan Freeman e Brad Pitt, têm de descobrir quem é o misterioso assassino que idealiza os crimes segundo os sete pecados mortais. Boa fita para quem gosta de histórias interessantes e que não vão beber muito a histórias anteriores do mesmo género.
4.8/5



Baseado em factos verídicos, este filme conta-nos a história de Joseph Pistone, um agente do FBI infiltrado dentro de uma rede mafiosa. O agente adquire o nome de Donnie Brasco e será acarinhado por um dos grandes líderes dessa máfia, interpretado por Al Pacino. Uma história muito interessante e cativante, sobre a família, a lealdade... A ver.
4.3/5

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Há gente normal, neste país?!

Que vergonha. Não há mais palavras para descrever.

Já foi aquilo da Carolina Michaelis, há uns tempos, agora aparece isto.

Devem saber do que estou a falar, eventuais leitores. Aliás, se não sabem, vão mas é INFORMAR-SE, JÁ!

Uma miúda leva pancada de outras duas. Mas atenção: uma coisa é um empurrãozinho, ou uma coisa do género. Outra coisa é andarem à pancada com a coitada da rapariga, numa cena saída do «Tudo Bons rapazes»! A sério... faz-me lembrar o Joe Pesci a matar toda a gente por tudo e por nada (e desculpem se a comparação é um pouco exagerada, mas se virem o vídeo não pensam que as duas atacantes estão a tentar dar ar de mafiosas?).

Ah, e depois há ainda os estupores palermóides armados em palhaços (com todo o respeito que tenho pelos senhores e senhoras que exercem esta profissão), que pensaram «Ah ah. Olha, sou tão estúpido e imbecil, que vou filmar esta cena de pancadaria para pôr no facebook e vangloriar-me disso, sem pensar que alguém pode ver o vídeo e que eu possa ter problemas do catano!» (sim, na mente dos tipos deve ter surgido a palavra «catano». A mim nada me espanta).Ah, também é de realçar que ninguém ajudou a miúda, embora ela tenha apelado a que alguém a ajudasse. Naaaaa. Os outros miúdos ficaram lá a ver, porque é giro. «Ena pá, isto é melhor que na TV! E tem sangue a sério e tudo!».

O que é bom é que os idiotas foram apanhados, por causa desse vídeo. E se forem para a prisão, só digo: BEM FEITA! O nosso país está recheado destes casos. Há cada vez mais gente assim. E pelamordedeus, as miúdas "arrearam" na outra só porque ela disse mal de não sei quem? Já que há tanta gente a proclamar que há liberdade, olha... aqui faltava isso. Ela sem querer disse mal dos rapazolas dreads ou xungas ou lá o que são, comparados a Hitlers e Mussolinis escolares, e pronto, a miúda meteu-se num grande sarilho.

Como dizia outro dia uma psicóloga na TV, estes casos são «o pão nosso de cada dia».

Mais valia se não fossem.

São estas situações que me fazem pensar: «Ui, eu afinal sou até um pouquinho normal! Pelo menos não ando aí à pancada às pessoas para ficarem desfiguradas, ou não ando a filmar cenas desse intuito!».

Ao menos isso. Pelo menos até sou uma pessoa normal. Só nesse aspecto.

Ontem Bob Dylan fez 70 anos. E continua em forma, a dar concertos por todo o lado, e recentemente foi pela primeira vez à China!

Espero que continue por muito tempo a ser uma das maiores vozes da música mundial.

«The answer my friend, is blowing in the wind...»
Ena pá... esqueci-me que o blog, no dia 2 de Maio, assinalou dois anos de existência!

Fica aqui a nota.

«Companhia das amêndoas: há dois anos a azucrinar Portugal»

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Há músicas que nunca me canso de ouvir.

E grande parte delas são dos Queen.

Tenho andado outra vez a analisar algumas das músicas desta mítica banda, e admito: é a minha banda favorita! As músicas são verdadeiros épicos, que transmitem fortes mensagens (principalmente os três últimos álbuns dos Queen, em que as músicas estão carregadas de humanidade, na minha opinião).

Uma dessas músicas que tenho andado de novo em alerta nos últimos dias é «heaven for everyone». E fiz este post porque precisamente queria publicar aqui essa música. Posso já ter postado esta música aqui no blog, mas isso não me interessa. Ela tem estado muito «in» ultimamente.
Esta e tantas outras da fase final dos Queen (uma das outras é «These are the days of our lifes», que nos faz pensar sobre o tempo e o facto de não o podermos perder com coisas inúteis).

Escutem a música. E a letra.



Listen - what people do to their souls
They take their lives - destroy their goals
Their basic pride and dignity
Is stripped and torn and shown to pity
When this should be heaven for everyone


Uma sátira brilhante ao mundo da política e, em parte, da comunicação social. Robert de Niro e Dustin Hoffman num filme que além de estar bem construído e ser bom de se ver, faz-nos pensar. E é bom quando os filmes fazem as pessoas reflectir.

4/5

O mundo não acabou...

...e por isso vou continuar a postar as minhas idiossincrasias neste «estaminé». A não ser que alguém faça algo (assim, mais violento) para eu fechar o blog, até lá ele vai continuar activo. Para verem quem comanda aqui! (ups, frase de uma marca publicitária... ainda sou processado!).

Fico curioso com o que é que acontece com estes sotôres que fazem profecias. Então quando elas não se concretizam, o que é que lhes acontece?

A pergunta do dia para os caríssimos leitores poderem reflectir até ao fim do dia... ou até mesmo até à próxima data em que se profetiza o fim do planeta Terra.
«A árvore da vida», o novo filme de Terrence Malick, que conta com as participações de Brad Pitt e Sean Penn, conseguiu arrecadar o prémio máximo do festival de Cannes: a Palma de Ouro.

Um filme que decididamente tenho de ver quando estrear no cinema.

Digno de nota o facto do festival deste ano ter sido bastante rico, quer em cinema quer em parvoíce (obrigado, Lars Von Trier, pela parte que lhe toca).

E viva o cinema!

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Seth McFarlane, criador de «Family Guy», vai pegar nos «Flintstones».

Vamos ver do que sai daqui.

Espero que o Fred Flintstone não se torne numa espécie de Peter Griffin... da idade da Pedra.

Vamos a ver, vamos a ver.
O Titanic vai voltar aos cinemas em 3D em Abril de 2012. Os ingredientes são a mesma música da Celine Dion, o mesmo Leonardo Di Caprio com ares de Tony Carreira, o mesmo barco a afundar-se e a mesma lamechice que o visionamento deste filme sempre proporcionou.

A diferença é que em 2012 a água do mar vai parecer um bocadinho mais real. É isso.

De resto, tudo igual.
Andam a dizer que o mundo acaba amanhã.

Eu vejo o fim do mundo desta maneira: está tudo bem no planeta Terra, quando de repente... BUUUUM! Ouve-se uma música épica dos Queen (tocada por eles ao vivo em cima de um asteróide), as pessoas a irem pelos ares e a dançarem no espaço.

E foi a minha visão lunática e surrealista do dia. Obrigado e bom dia.

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Mas vá, agora a sério... Disseram que o mundo ia acabar... Ora deixa cá ver... às seis da tarde, é o que parece. Mas ó senhor que profetizou isto (e que já fez algumas previsões erradas antes), não dá para alterar a data? É que eu tenho que fazer a essa hora. Se for às sete, tudo bem... aliás, até pode ser às sete e meia, para ter tempo de comer qualquer coisa. Depois a essa hora é que pode começar o espectáculo. Por mim tudo bem. Ah, e deixem-me só també acabar de ver o «The Office», que tenho andado a visionar. É um bocado chato deixar as coisas a meio. Então agora, que só me faltam ver 3 episódios. Pensem lá nisso.

FINALMENTE!

Os posts que andavam desaparecidos voltaram.

Descobri-os hoje, nas mensagens gravadas como rascunho. Já estão um pouco desactualizados, mas decidi republicá-los outra vez, para ocupar posts, e porque me apeteceu.

Agora tenho que fazer. A net está lenta.

Co' licença.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Li que o filme «Velocidade furiosa 5» teve a maior estreia este ano em Portugal.

Não é um filme do meu agrado, nem espero que alguém me convide para ir ver «isto»...

Gosto de outro género de filmes, e não destes em que há «porrada» (desculpem o termo) de cinco em cinco segundos.

Um dia se me apetecer (se esse dia chegar) vejo é na TVI, que depois vão dar o filme milhentas vezes...

(este é o último post que andava desaparecido e que agora reapareceu do nada. Não os quis apagar, por isso re-publiquei-os, embora já estejam um pouco desactualizados. As minhas desculpas mais sincerazinhas.)

terça-feira, 17 de maio de 2011

Estive a ler uma pequena obra, chamada «O estrangeiro» de Albert Camus. Fiz um trabalho sobre o Existencialismo e o meu professor de filosofia aconselhou-me a lê-lo.

Livro pequenino (nem chega a 100 páginas, fica-se pelas 95), de leitura acessível, conta-nos a história de Meursault, um homem que não ligava muito ao futuro e deixava correr a vida tal como ela ia. Até que um dia um acontecimento grave vai alterar o seu percurso e descobrirá a beleza da sua vivência.

Gostei do livro, embora não ache que seja excepcional. É um livro interessante e lê-se bem, mas é simples, e quer transmitir ideias do escritor (absurdismo, existencialismo) aos leitores (digo já que não concordo com as ideias de Camus). Não deixa de ser uma história interessante, que nada mais tem a acrescentar, mas... é difícil de explicar. Resumindo, já li melhor.

Estou a ler outro livro, que um amigo me ofereceu como prenda de anos. Chama-se «O clube do cinema».

Uma crítica em breve, quando terminar a sua leitura.
O Mark Zuckerberg cancelou uma conta de um utilizador do facebook porque este tinha o mesmo nome do fundador da rede social. E ele pensou que o nome desse senhor era falso...

Ai ai o ego do Markito deve ser grande... este rapaz pensa que é único no mundo...

Pela cara de parvo pode ele ter a certeza que não é.

Porque se é por isso eu também tenho de estar nessa lista.

(este era outro dos posts que andava desaparecido, e que agora puseram aqui, numa data de que nem pertence... enfim. maravilhas da internet!)
Começou o festival de Cannes, cheio de apostas de grande interesse para o mundo do cinema. Ontem estreou a nova comédia de Woody Allen, e vai também ser projectada pela primeira vez a nova obra de Terrence Malick, «The tree of life» (filme que estou curioso para ver), com Brad Pitt e Sean Penn. Há também diversos filmes europeus que parecem ser bons, nomeadamente os que estão nomeados para ganharem a cobiçada palma de ouro, o prémio máximo deste festival francês.

Vale a pena acompanhar as notícias que cheguem de Cannes, a mítica cidade francesa do cinema.

(PS - Este era um daqueles posts que tinham andado perdidos e que agora subitamente apareceram do nada como rascunhos! Por isso não liguem se está desactualizado... O que é que se pode fazer?)

segunda-feira, 16 de maio de 2011

5 estrelas

O workshop de cinema foi muito bom. Aprendi muito mais sobre a história da sétima arte, e fiquei a conhecer mais em pormenor todos os realizadores que foram falados.

Bravo a estas iniciativas!
Dois filmes que teho curiosidade em ver:

-The tree of life
O trailer cativou-me, o realizador é de referência e o filme é há muito tempo aguardado. Vai estrear em Cannes.

-Barney's version
Uma comédia romântica que até foi bem recebida, e parece ser bastante interessante. O Paul Giamatti recebeu um globo de ouro por esta interpretação. Ah, e a outra razão é que o Dustin Hoffman entra neste filme. Pouco, como nos nossos dias acontece com outros grandes actores que fazem curtas aparições em filmes, mas aparece.
A feira do livro acabou.

Eu fui lá uma vez e não trouxe nenhum livro...

Resumindo a minha opinião, porque já não tenho tempo para escrever posts grandes: Aquilo já não é o que era há uns tempos, quando ainda se podia trazer bons livros a bons preços.

Agora... na maior parte dos casos ou comprar livros antigos usados a um preço reduzido (embora alguns estivessem bastante caros e... estragados), ou então comprar livros novinhos em folha que ao preço da feira, em vez de ser onze fica dez euros...

Se é para isso aproveito os descontos das livrarias...

Enfim. Para o ano vou voltar e quero pelo menos trazer um livro! Apenas UM!

Portanto, melhorem lá isso, fachavor. Têm um ano para o fazer.

Ontem fiz anos.

Eu já não acho espectacular fazer anos... Gosto que sejam dias quase normais, sem grandes celebrações.

Este foi. Só houve um cinema com amigos à tarde e um jantar à noite.

O filme que fui ver foi o «Unknown».

É daqueles filmes que daqui a uns meses se calhar já não me lembro de o ter visto... Tão banal...

Mas foi bom estar com a família e amigos.

E agora... só para o ano!
O que é um facto é que até agora ainda só está aqui um dos quatro posts de outro dia...

Eu tinha-me empenhado tanto naqueles posts... Se me lembro um deles era sobre Cannes e o outro era um «mal-dizanço» à saga Velocidade Furiosa.

E de um momento para o outro, foram-se...

sábado, 14 de maio de 2011

Boa... agora aparece um dos quatro posts que tinham «desaparecido»... Um sobre o cancelamento do «Lie to me» (leiam esta maravilhazinha do mundo do mau gosto mais abaixo). Já soube pelo fórum «DVD Mania» que o Blogger esteve com problemas e que agora está em recuperação.

Portanto, ó senhores bloggeiros, resolvam lá isso fachavor! Peguem nos vossos sistemas e resolvam isto.

JÁ!

Não, assim não vou a lado nenhum. Tem de ser com bons modos. Por favor!!!

Sem mais comentários a fazer.

A não ser que «tá calor como o catano!».

De resto é tudo.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Avaria...?

Parece-me que o blog está com um problema.

Então eu ontem escrevi quatro posts e eles agora desapareceram?

A internet é muito boa... sim senhor... é por estas e por outras que não confio demais nas tecnologias...

E agora? Alguém que seja um perito em problemas blogueiros me sabe explicar o que se passa com isto?

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Hein?

A FOX cancelou «Lie to me».

Era uma série que eu gostava de ver quando apanhava na televisão. Não seguia, porque era sempre a mesma coisa (tal e qual como os CSI's e até «O Mentalista», mas este ainda tem alguma história interessante), mas gostava de ver sobretudo pelo lado de como o Tim Roth detectava as mentiras.

Foi essa série que foi cancelada e outras quatro que nunca ouvi falar.

Bem, mais uma menos uma, ninguém dá conta...

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Duas novas e grandes apostas no humor televisivo nacional

Esta semana surgiram dois novos projectos de comédia na RTP, que eu gostei e recomendo.

Um deles é «Café Central», uma série animada diária com grande potencial, diária, que fala sobre os acontecimentos do próprio dia em que está a ser emitido (na RTP2, passo a publicidade). Embora as personagens sejam um pouco estereotipadas demais, é um programa com um bom nível em termos de escrita, e com uma animação razoável (se talvez fizessem o programa semanalmente conseguiriam melhorar a animação em certos termos técnicos, mas enfim). Pena também ser emitido à meia noite e meia. Mas é curtinho, menos de quinze minutos por episódio (tenho-os visto desde que a série estreou, na passada segunda-feira), e são bons momentos de humor.

O outro projecto é o «Último a sair», uma sátira aos reality shows bem captada e escrita, com um elenco improvável e com situações bem conseguidas. Só consegui apanhar o compacto da primeira «gala» ontem, quando deu em repetição. E digo que ali está um programa que irá fazer furor na televisão portuguesa, com resumos diários de vinte minutos. Como é dito no facebook do programa, apenas os nomes das personagens são reais, o resto é ficção. Nunca foi feita uma coisa assim em Portugal, e este «último a sair» promete!

terça-feira, 10 de maio de 2011


Mais uma agradável surpresa. Em «Perfume de Mulher» somos brindados com Al Pacino numa actuação que lhe valeu um Oscar, num filme que retrata a relação entre um estudante e um coronel invisual. Não vi o original de Dino Risi (pelo que tenho pesquisado na internet já algumas pessoas disseram que é melhor que este), mas digo que este filme é cativante, com uma história que me agrada, porque tem um certo toque de humanidade. Embora não tenha visto o outro, e perdoem se a minha opinião for disparatada para vocês, gostei muito deste filme. Digam o que disserem.
4.5/5

Uma agradável surpresa (para mim) do realizador de «Voando sobre um ninho de cucos», filme que também aconselho. Este filme (visto na director's cut) mostra-nos uma perspectiva da vida do mais famoso compositor de todos os tempos (e sim, é verdade o que eu digo), e da relação deste com Salieri, que sentia uma tremenda inveja por Mozart. Este filme é um belo retrato da vida do excêntrico Mozart, mesmo sendo em parte ficcional, começando pela sua caminhada até ao sucesso e terminando com a sua morte. Aconselho a quem goste de Milos Forman, de bom cinema, de Mozart e da música em geral.
5/5
Não sei se repararam, mas eu não escrevi nada sobre a morte de Osama Bin Laden.

Mas concordo com a opinião do Michael Moore.

Eu também sou católico, e acho que é melhor para o mundo o Bin Laden já cá não estar, mas a forma como as pessoas (principalmente os americanos) reagiram... Falta de espírito... Falta de valores, mesmo!

Faz-me lembrar as celebrações em volta da morte do Saddam Hussein, há uns anos...

Que tristeza...

Não creio que Jesus tenha ido ao Ground Zero com garrafas de champanhe como fez muita gente no domingo.
Michael Moore

We'll be back... mas na próxima edição do concurso...

Ontem vi numa vista de olhos rápida ao site do «Nescolas» que não passámos.

Decidi ir ao facebook do site e dar a minha opinião sobre toda esta coboiada.

Aqui transcrevo as minhas palavras:

Faço parte de um dos grupos que não passaram, e decidi vir aqui expressar a minha opinião sobre tudo isto. Muitos de vocês (senão todos) repararam na grave desorganização deste concurso. Esteve muito mal concebido, é isso. Não tenho mal em perder (aliás, parabéns aos que passaram), mas não acho que seja justo fazerem estes concursos às três pancadas. Não sei quais foram os vossos critérios, mas sei uma coisa: Para o ano o meu grupo vai voltar a participar, e esperemos que as diversas falhas que ocorreram neste concurso estejam reparadas na edição do próximo ano.
Cumprimentos
Rui Alves de Sousa


E tenho dito!

quinta-feira, 5 de maio de 2011

É pena ver salas de cinema como a do Saldanha Residence a fecharem por causa de uma grande empresa, a Zon Lusomundo...

Infelizmente é o que está a acontecer com a maior parte do comércio. Os grandes estão a comer os pequenos.

E assim vai o nosso mundo, e o nosso país.

Coisas que me irritam (n.º 25) - Estrangeirismos em demasia

Estava eu a «trolitar» pela imensidão da internet, procurando uma ideia para um post no blog (estou naqueles dias de «tenho de escrever alguma coisa aqui hoje senão... Oh pá sei lá!»), até que, ao ouvir um senhor aqui na câmara ao falar ao telefone, surgiu-se-me uma espécie de lâmpada na minha mente que se acendeu (é raro quando isto acontece... já está cheia de pó, a lâmpada... pouco uso, é o que dá). Bastou ouvir «Ah, ok, então um dia destes temos de nos falar face to face», para descobrir que SIM! Está na altura de regressar com as «Coisas que me irritam», e desta vez, vou falar sobre a maneira estranha e certamente irritante como as pessoas gostam de usar estrangeirismos para tudo e para nada!

Começo por dar alguns exemplos: outro dia, estive a ver o Quem quer ser Milionário (não o original, este diz que tem pressão mas depois vai-se a ver e... enfim), um programa que vejo quando calha, e só pelas perguntas (não me interessa nada ver o Malato perder tempo na estação do Estado para fazer as suas piadinhas secas). Nesse dia em que vi o programa (e dessa vez vi-o todo porque estávamos a jantar), apareceu um rapazola, que eu até diria ser mais novo que eu (mas que não era, porque o mínimo de idade é dezoito anos, por isso embora não pareça, o miúdo já atingiu a maioridade) que estava a concorrer (ah, já agora, ele não ganhou o prémio. Foi só com quinhentos eurinhos para casa. Também aquela sessão já estava a ser tão má que os concorrentes tinham sido todos eliminados e o prémio máximo era 3.500 euros...). E o Malato a perguntar «A sua área, é quê? Televisão, cinema? ». Não me lembro bem da pergunta mas o que interessa é a resposta do rapaz, que eu considero brilhante (alerta: ironia no ar). E o que é que o miúdo respondeu, perguntam vossemecês? Bem, a resposta dele foi nada mais nada menos que «Ah, kind of».

Era preciso? Era preciso, em vez de dizer «Ah, é desse género», ou até mesmo «É dessas cenas, do catano, meu!» (que mesmo que seja achungalhada tem mais a ver com a nossa língua), referir essa expressão inglesa? A sério, há um grande problema na minha faixa etária. Toda a gente tem a mania de ver o inglês em tudo. Uma coisa é dizer palavras que são mesmo inglesas, ou até citações de filmes que soam melhor em inglês (como eu costumo fazer), mas agora substituir a nossa língua pelo estrangeiro... Quer dizer!

E qual é a razão disto? «Ah, é giro...». Hmm... era giro era se muita gente que tem a mania de falar inglês tirasse melhores notas a essa disciplina. Não é irónico, isto?

Pronto, pronto... se calhar andei a dar tareia de mais no rapaz... Coitado, pronto... além de ter uma imagem daqueles tipos que um dia ou viram executivos ou técnicos informáticos, não sabe falar português, a sua língua materna... Pelo menos falou em inglês e disse alguma coisa, não ficou calado...

Mas há casos piores (e aqui volta o meu espírito crítico maquiavélico). Pessoas na net que falam só com estrangeirismos em palavras que poderiam estar em português... Mas o que mais me irrita (e mesmo solenemente) é pessoas que de cinco em cinco segundos soltam uma dessas...

Mas o que é mesmo mau é ouvir uma converseta de amigas, mais ou menos do género «Ah, eu ó falo inglês», parecendo que estavam a competir quem falava mais em inglês (mas não é inglês mesmo, é só expressões...). Mas o que foi mesmo mau foi ouvir uma delas (que aqui vai ficar anónima e espero que ela não chegue a ler este post (senão for god's sake, estou feito! - é bonito, não é? Usar o inglês assim à toa...), a dizer que «Ah, eu agora até já penso metade em inglês metade em português!».

Nem vou comentar. Isto nem merece comentário. Eu na altura nem disse nada que não me apetecia criar conflitos.

Gostava que os meus posts fossem muito lidos. Para poder depois poder ler opiniões do género «Se 'tás mal muda-te, tá?», ou «o inglês é bué de cool pá!»... Uma coisa que eu gosto muito de fazer (e que com certeza se nota nos meus textos) é o prazer que me dá criticar a minha geração. Há tantas coisas parvas para satirizar. E lê-las vindas da cabeça de um puto que faz parte dessa geração e vive por experiência própria, ainda melhor!

Resumindo e concluindo, porque as mãos já me cansam de tanto escrever (e já nem conto os erros que a minha velocidade a escrever no teclado deixou): Usem o inglês, mas esta língua é como as bebidas alcóolicas. Sejam responsáveis. Usem com moderação. É claro que já nos habituámos a ela, e eu não quero dizer que sou patriota e que A NOSSA LÍNGUA É QUE É! Nada disso. Quero dizer apenas que sim, senhor, eu gosto também de usar o inglês, mas não para fazer figuras tristes como fez o choninhas na televisão... 'Tá bem?

Porque é assim, com estas situações, que depois se criam imagens da nossa geração que nos faz pensar que é mesmo parva!

PS - Depois deste post aposto que irei ser promovido antecipadamente para homem de 30 anos pelas pessoas da minha idade. Tenham calma e leiam o post com atenção. Já que dizem que a nossa geração acha que sabe tudo, então vamos tentar pelo menos saber alguma coisa e ler um texto com atenção. Como há pessoas que gostam muito de dizer que eu tenho uma mentalidade muito avançada, embrulhem esta mentalidade com este post repleto de malvadez! Para aprenderem.

E repito: Não sou contra o inglês! OK?

PS do PS - Ah ah que irónico. Um post a criticar o inglês e acabo a dizer OK.