quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Dominó: uma crónica parva (para não variar)

Entre todas as coisas parvas que faço para enriquecer o meu dia-a-dia (nessa infindável lista, encontra-se, claro está, "escrever no blog"), há uma que, nos momentos de Verão, tenho algum apreço especial.

Estou a referir-me ao meu hábito irritante ou giro de montar as 28 peças de um dominó infantil que aqui por casa tenho, fazer a montagem com todo o cuidado, para no final fazer um estardalhete ao fazer cair a última peça do conjunto, que vai fazer com que as outras caiam sucessivamente.

Isto para alguns pode ser trabalho desperdiçado, e para outros pode ser uma metáfora que representa a vida humana.

Ou então é pura parvoíce.

Voto nesta última.

Mas eu gosto dre fazer isto, é a vida. Há quem tenha por ideia no Verão fumar onze charros ao mesmo tempo ou então atirar-se de uma ponte.

Eu gosto de fazer estas coisas.

Acho que assim pelo menos consigo ser mais saudável.

E com mais probabilidades de ser agradido na rua.

Mas não faz mal.

Dissertação do facebook

Maldita essa mania nova de se dizer «short stories» em vez do tradicional «contos»... é que me parece a primeira palavra em inglês que é totalmente desnecessária para ser mais um estrangeirismo no nosso vocabulário. Short story faz-me lembrar short cake, por isso não quero lembrar-me de comida quando estou a ler. Já estou com peso suficiente, não preciso de enfardar mais!
No passado sábado fomos a Tavira, e lá vimos um concerto de piano de um compositor chamado Luís Conceição, que além de tocar grandes peças de Chopin, tocou algumas suas muito boas na minha opinião. Comprámos o CD dele, intitulado «Dez dedos de conversa», e é uma delícia. São doze composições num estilo mais jazz, que se torna um disco muito agradável para se ouvir em qualquer altura.


Vale a pena ouvir. Se encontrarem por aí, o CD ou o próprio Luís, que por agora está a dar concertos em Tavira, não sei as datas, mas são de entrada livre e no âmbito do programa «Concertos nas Igrejas», e caracterizam-se por serem, além de um concerto de piano, conversas sobre a música tocada, dando ao espectador uma maior interactividade com o artista. Aconselho.



PS - Luís Conceição tem uma conta no youtube, que infelizmente não tem nenhuma das fixas do CD, mas tem bons vídeos. Não perdem nada em dar uma espreitadela.
Outro filme pelo qual tenho uma certa curiosidade é a nova produção de Steven Spielberg «As aventuras de Tintin: O segredo do Licorne», filme que está a gerar uma grande expectativa à volta das lides cinematográficas.

O Tintin foi dos heróis da BD que mais li e reli durante a infância. E acho que o filme vai ser bom. Vamos a ver.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

A praia é linda

Gosto de estar na praia.


E ouvir miúdos dos ATL's a berrar e a correrem de um lado para o outro, se for de manhã.


E de sentir a areia cheia de pedras, se for à praia de Albufeira.


E de ouvir os milhentos vendedores de bolas de berlim que apregoam os seus produtos das mais variadas maneiras, em todas as praias, mais à tarde.


E de levar com areia se por acaso me estendi ao Sol e algum energúmeno me passa acidentalmente o pé por cima.


E de sentir a água quente porque alguém fez o favor de «mictar» para dentro dela.


E de sem querer abrir a boca dentro de água e a água salgada entrar pelo meu pescoço e chegar até aos intestinos e sentir a boca e a garganta secas e a cheirar a sal.


A praia é linda!

Sei o que fiz no Verão passado



Agora que o Verão está a dar os últimos sinais de vida (embora que, se eu tivesse levado uma pancada na cabeça e ficasse amnésico, se me dissessem que o Verão ainda estava no princípio eu acreditava, porque aqui no Algarve ser ou não ser fim de Verão nas praias quase não se nota), está na hora, não da caminha, como o Vitinho (esse pirralho também, sempre a dormir, não inspira muita confiança. Vai mas é trabalhar homem!), mas sim, de fazer um balanço retrospectivo do que foi estas férias de Verão.

Em resumo, foram boas.

Fim.

Não, este post não pode acabar aqui... Tenho de dizer mais qualquer coisa.

Ah, já sei.

'Tá calor.

E as férias foram boas.

Assim já fica melhor.

Hmm, não... bem, vamos cá ver. O que é que eu fiz durante todo este Verão?

Passeei, li, vi filmes, dei grandes banhos de praia e de piscina, vagueei pelo norte e pelo sul de Portugal (onde presentemente me encontro), escrevi neste patético blog, e bem, foi tudo.

Poderia ter sido um Verão mais preenchido, com uma ou outra aventura pelo meio, do género de, sei lá, atirar-me de um prédio de vinte andares ou engolir um fósforo aceso... Mas eu sou muito caseirinho. Férias é para descansar.

Foi isso que eu fiz. E ainda estou a fazer.

Resto de boas férias!
Uma excelente crítica ao fanatismo religioso por dois gigantes da comédia americana: Stephen Colbert e Steve Carrell, num excerto antigo do Daily Show que vale a pena ver.



segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Falando nos MTV Video Music Awards, sem ser demasiado mau

Parece que a Katy Perry conquistou cinco prémios nos MTV Video Music Awards, o Justin Bieber um, a Britney Spears também ganhou um ou outro e, bem, vejam mas é a lista completa dos vencedores.

O que me faz reflectir sobre se grande parte desses artistas tenham música com qualidade suficiente para ganharem prémios. Mas é a América, vá.

Só que acho que, já que é assim, então o Quim Barreiros devia ganhar um Grammy. Ou o Emanuel. Ou o Tony Carreira. Sem querer desprezar a música pimba. Mas é que me parece que os prémios da música são na sua maioria feitos sobre critérios de quem vendeu mais discos...

But that's the american way of life!

Tás parvo ou quê?!

O que eu vou de seguida dar a conhecer nas próximas linhas pode ser algo surreal, para alguém com gostos como os meus.

Mas... eu gostei de um musical.

Pensei que talvez foi porque estivesse sob efeito de droga na altura em que o vi, mas depois voltei a revê-lo... e gostei mesmo caramba!

Há cerca de um mês e alguns dias comprei numa Worten o DVD do musical «Jesus Christ Superstar», porque estava a um preço razoável e porque toda a família iria gostar de ver. Há cerca de uma semana vimos finalmente aqui no Algarve o filme, eu a pensar que ia achar uma pirosada, tal como outros que tinha visto, como o «Mamma mia» e «O Fantasma da ópera», mas, à medida que ia vendo o musical (que não era a versão cinematográfica, atenção, mas uma edição feita exclusivamente para vídeo como se estivéssemos a ver teatro), comecei a gostar. E depois vimos uma e outra vez, e confirmou-se: pela primeira vez na minha vida gostei de um musical! É claro que não deixa de ter uma ou outra parte menos tolerável por ser lamechas, mas este musical está recheado de grandes canções, num estilo de ópera rock que apreciei.

Pode ser vergonhoso ou não uma pessoa como eu afirmar uma coisa destas, mas é que ainda estou com algumas das músicas na cabeça! É um grande musical, este «Jesus Christ Superstar».

Ou então eu estou mesmo sob o efeito de alguma droga permanente que não saiba.

Mas gostei! Irra se gostei!
Ontem acabei de ler um grande clássico da literatura norte-americana, recentemente envolvido numa polémica nesse país. O livro que li foi «As aventuras de Huckelberry Finn», de Samuel Clemens (mais conhecido pelo seu pseudónimo, Mark Twain), que, ao que parece, foi censurado no ensino dos EUA por ser racista. Isso faz-me lembrar toda a polémica em volta do «Tintin no Congo», acusado do mesmo «delito». O livro, continuação das «Aventuras de Tom Sawyer», relata agora as peripécias do amigo deste rapaz, Huckelberry Finn, desde o final do livro anterior, onde ele vai conhecer várias pessoas e passar por diversas aventuras com o escravo fugitivo Jim.

Bem, este livro, na minha opinião, deve ser lido à luz do tempo em que foi escrito, e penso que Mark Twain não queria ser racista ou mostrar intenções disso. Twain fez o retrato da sua época de uma forma divertida e cativante, repleta de grandes cenas humorísticas. Um livro que muito aconselho, e que não deve ser lido como algo escrito pelo Klu klux Klan, como alguns parecem pensar. É apenas um grande livro cómico, que não quer ofender, e sim criticar a América de uma forma bastante divertida. Mark Twain é como se fosse o Eça de Queirós americano, chego a dizer. Este já se tornou um dos meus livros preferidos, lista da qual o seu antecessor já fazia parte, mas prefiro este livro ao «Tom Sawyer», que embora tenha também grandes momentos, este «Huckelberry Finn» é, como muitos afirmam, a cereja do topo do bolo das obras de Mark Twain.
Nota: *****

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Ó Doraemon? Doraemon! Ei, Doraemon! És parvo.

Esta é daquelas notícias em que eu, depois de as ler, dou por mim a ter pensamentos do género «Pff... que parvoíce». E porquê, perguntam vocês? Bem, basta ler a notícia de que vos falo neste momento.

É que parece que o Doraemon (sim, o Doraemon, a personagem que me começou a irritar solenemente porque já o ouvia em espanhol em demasia, sendo daquelas personagens que se a ouvir em japonês parece uma língua mais suave), o gato que, segundo dizem, é cósmico, vai ter um museu a ele dedicado, situado nos arredores de Tóquio, e que vai ser inaugurado no próximo dia 3 de Setembro. E pois, percebo porque é que os japoneses tem tanta adoração pelo seu gato robô que não possui orelhas e que gosta de comer aqueles bolos esquisitos. Até já foi considerado o primeiro desenho animado embaixador do Japão.

Mas desculpem, por mais que o Doraemon me possa ter divertido quando ainda era um pequeno petiz, mas que já não usava chucha (não sei para que serve o raio deste facto mas deve ficar giro neste texto fazer referência a algo que usei por pouco tempo na minha infância -e ainda bem-talvez para verem como eu até era valente, hein? Vá... quando comecei a ver o Doraemon tinha uns sete anos. Portanto, já era mais que obrigação não usar esse instrumento do mal infantil, que entorta dentes e tudo o mais), e ainda achava graça a esse boneco e aos seus amigos um tanto idiotas (nos desenhos animados não se pode pedir muito...) há pelo menos uns três ou quatro anos. Mas deixei de gostar porque IRRITA-ME OUVI-LO FALAR ESPANHOL CARAMBA! Até preferia que fosse em japonês! Sim, pois, o canal Panda, que transmite essa série, é de uma firma espanhola, logo... mas a sério... Era preciso estarmos a levar com as dobragens dos espanhóis? Foi com o Doraemon, com o Ninja Hatori (a sua voz era um bocadinho mais suportável, diga-se) e a primeira vez que vi o Oliver e Benji... Mas poupem-me! Não sou xenófobo, nem contra o nosso país vizinho, mas às vezes estas coisas irritam-me. Sorry, folks.

Mas lá que esses desenhos animados divertiam os 'piquenos' e ainda hoje divertem, é verdade.

Mas lá que eu, vendo-os agora, acho-os uma perda de tempo ver, lá isso é verdade, também.

E também que eu, embora ache esses animes um bocado fatelas, ache que o «Dragon Ball» e o «Naruto» e todos esses que metem porrada, são uma estupidez total do princípio ao fim, é uma pura verdade.

E lá que esse museu no Japão vai ser um sucesso, é outra verdade que não se pode negar.

Talvez eu não me importasse de ter um gato azul vindo do ano 3000 em minha casa (sim, eu acho o desenho animado parvo mas preservo as memórias que tinha dele de infância), mas talvez ele não fosse uma espécie de canguru, no aspecto de ter uma bolsinha na barriga (e só nisto é que o Doraemon é semelhante aos cangurus. O resto não interessa. Ele não pula como esses bichos australianos nem eles guardam maquinarias nas suas bolsinhas. Pode magoar-lhes a pele), com um número infindável de objectos, nem permanecesse por milhões de episódios a renovar o stock de gadgets de possui.

Talvez se um Doraemon viesse do futuro ter a minha casa e eu lhe perguntasse «Então bicho, como vai ser o futuro?», ele diria, num tom meio louco meio bêbado, «ATIREM-SE AO MAR!», e cairia desmaiado no chão. Ou seja, talvez isso fosse um mau presságio de que o que vem aí não é bom.


AHAHAHAHAH!
Bem, espero que tenham gostado deste post onde, pela primeirva vez, falei num tom a virar para o apocalíptico.

Adios
, cambada!
Curiosidade em ver «A autobiografia de Nicolae Ceausescu», um documentário bastante aplaudido pela crítica.
Eis aqui uma pequena sinopse:
Afinal de contas, um ditador é simplesmente um artista capaz de pôr integralmente em prática o seu egotismo. Se ele se transforma num Baudelaire ou Bolintineanu, Luís XVI ou Nicolae Ceausescu é meramente uma questão de nível estético.» Andrei Ujica. No decurso do julgamento sumário a que foi submetido juntamente com a esposa, Nicolae Ceausescu revê a sua longa estadia no poder: 1965-1989. Trata-se de um quadro histórico que, na sua abrangência, se assemelha aos frescos do cinema Americano, como é o caso daqueles que abordam a Guerra do Vietname.

E o trailer:




quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Eles, os ricos

Quando vejo as listas dos mais ricos de Portugal, transmitidas pelas TVs, e vejo as carantonhas dos milionários, sinto uma pequena desconfiança em relação a cada um deles. Não me quero armar em tarólogo ou psicólogo ou pessoa-que-acha-que-por-fingir-que-lê-as-caras-das-pessoas-e-descobre-o-que-lhes-vai-na-alma-acha-se-digno-de-reconhecimento, mas pessoas como o Belmiro de Azevedo ou Alexandre Soares dos Santos, na minha opinião, parece que dão a entender pelo seu olhar que nos querem sempre tirar algum dinheiro. Andam sempre à cata de algum. Como o Tio Patinhas quando fica com um cifrão estampado em cada olho. Mas mesmo sendo o famoso pato sovina apenas um boneco, não me espantava que um dia destes visse o Belmiro com símbolos de € no olhar, enquanto esfrega as mãos de contentamento graças à nova estratégia de marketing que planeou com o seu Continente (por falar nisso, o Continente deve estar a dar muito asas à imaginação... já mete o Justin Bieber nas suas campanhas!). E não pensem que o Soares dos Santos se escapa, não. Ele também teria esse olhar maquiavélico e sedento de dinheiro. Mas com a música do Pingo Doce como pano de fundo.


PS - Por falar em supermercados, parece que segundo o ranking, a Jerónimo Martins facturou mais que a Sonae, segundo a lista. Parce-me que há razões para, em breve, continuar a saga dos supermercados! Vamos ver como tudo se desenrola...

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

"Living in the material world"

Estreia em Outubro no canal americano HBO um documentário assinado pelo grande Martin Scorsese sobre George Harrison, o músico que ficou conhecido por fazer parte dos Beatles e por ter escrito sucessos como «Here comes the Sun» e «Got my mind set on you». O documentário, que vai ser transmitido em duas partes nos dias 5 e 6 de Outubro nos EUA, conta com inúmeras entrevistas a artistas que privaram com o artista, como Ringo Starr, Paul McCartney (ambos também membros dos Beatles), Yoko Ono, Eric Clapton, entre outros. Para aguçar o apetite aqui fica o trailer.




Depois de um pequeno interregno em termos de cinema, ontem voltei à visualização de fitas com um filme que já tinha visto, mas que dele pouco me lembrava. Talvez porque não o vi com atenção da primeira vez, ou porque na altura filmes deste género não me cativavam. O filme em questão é «A rainha», realizado por Stephen Frears, com argumento de Peter Morgan, música de Alexandre Desplat e interpretações de Helen Mirren (vencedora do Oscar com esta prestação) como Rainha Isabel II e de Michael Sheen como o ministro recém-eleito Tony Blair.


Ultimamente tenho andado a gostar de filmes que envolvam política, como é o caso deste filme, que nos fala da família real e dos primeiros dias de Blair como ministro, relacionando tudo com o acontecimento que chocou o mundo: a morte da Princesa Diana. O argumento é muito bom, tanto como os actores, sendo o objectivo do filme dar a conhecer ao espectador como a Família Real reagiu e actuou perante o desaparecimento da «Princesa do Povo». Um filme de grande qualidade, cativante e bem feito.




Nota: ****1/2

sábado, 20 de agosto de 2011

Uma notícia que os jornais não deram, por imbecilidade ou não sei, e que só agora pude saber graças a esta crónica de Ferreira Fernandes publicada hoje no DN. Morreu na quinta-feira Tabary, desenhador do célebre Iznogoud, personagem da BD que me marcou a infância.


E faz-me lembrar que muitos hoje em dia, tal como diz a crónica, querem ser «califas no lugar do califa».


R.I.P

Muito se tem falado sobre o facto de os telemóveis poderem causar cancro no cérebro. Mas ver a perspectiva de Stephen Colbert sobre esse assunto... já é outra coisa.

Vejam o vídeo e bom fim-de-semana!
Um futuro para as salas de cinema? Um bom artigo do Público que pode ser lido aqui.
Já ando à espera que o novo filme de Woody Allen, «Midnight in Paris», estreie em Portugal, mas agora fiquei também com curiosidade para ver o seu próximo filme, que já está em rodagem e vai ter um grande elenco, do qual fazem parte Penélope Cruz, Alec Baldwin, Jesse Eisenberg, Roberto Benigni, e também o próprio Woody Allen.

Leiam a notícia aqui.

R.I.P

Esta semana deixaram este mundo duas figuras importantes da cultura. Uma, foi José Fontes Rocha, guitarrista que acompanhou Amália Rodrigues e que tocou com a maioria dos grandes fadistas. Eu gosto de fado, não sou grande conhecedor, mas reconheço o valor que este homem teve e acho que merece todo o nosso respeito. Ontem vi o início de uma gala antiga do fado que a RTP repôs para homenagear José Fontes Rocha, e acho que o fado é um género bastante interessante, mas que não deve ser muito associado à melancolia, como muitos o dizem. Temos fados alegres, e alguns que ouvi ontem eram da autoria de José Fontes Rocha.


Outra figura que faleceu foi Raul Ruiz, cineasta chileno, que realizou o aclamadíssimo «Mistérios de Lisboa» (um filme que ainda estou para ver). Curioso porque ontem, umas horas antes de ouvir a notícia, tinha dito ao meu Pai que Raul Ruiz estava a fazer um filme sobre a batalha das linhas de Torres. Não conheço bem a obra deste realizador (a descobrir) mas foi uma figura impar do cinema mundial, vendo-se isso pelas grandes críticas que o seu último filme está a ter nos EUA (quem sabe se não chega aos Oscars?).


Paz à alma de José Fontes Rocha e Raul Ruiz.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Canta, mas não é comigo, ouviste?!

Enquanto estou cá em cima, em Ovar, existem quatro canais. E ao domingo à noite vê-se programas de cantorias.

Eu não sou grande adepto desses programas. Se não estiver alguém a cantar bem ou uma música do meu agrado, vou dar uma volta de bicicleta ou ler um livro. É tempo mais bem gasto.

Falo, mais precisamente, de «Canta comigo», um programa da TVI que pauta por uma apresentadora má e um júri que não é nada de especial. É mais do mesmo. Mas neste programa, ao contrário de tantos outros que os meus familiares gostam de ver, fugi logo ao ver quem apresentava e o modo horrível como fazia o seu trabalho.

«Ah ah a Rita Pereira a apresentar um programa... Vou ali e já venho, ora!»

Na minha opinião, acho que uma pedra da calçada apresentava melhor um programa de televisão do que a Rita Pereira... Que desastre de programa é esse da TVI... Se já havia apresentadores que, pronto, falam para as massas, esta tenta falar para a câmara e já vai com sorte. A TVI fez aquilo a que eu gosto de chamar dar pérolas a porcos. Mas enfim, pelo menos ela está na TVI. Se estivesse a fazer o Câmara Clara na RTP2, isso já era inadmissível.

Coisas que me irritam (n.º 28) - As moscas

É enxotá-las por toda a parte! Para mim (e com certeza, para muitos de vós) estes são os bichos mais repugnantes, imbecis e idiotas que existem. Nem me atrevo a chamar-lhes bichos, são «coisas» que me irritam! Que ser mais imbecil! Não faz nada, vive só a sugar os outros, e a ser comida por sapos.


Bem, a par deles, nós, seres humanos, devemos ser os bichos mais inúteis que alguma vez foram criados, é verdade...


Mas por aqui há moscas por tudo quanto é sítio! AAAAARGH! ODEIO ODEIO ODEIO!


XÔ! Xô mosca chata!


Hoje quis dar asas à infantilidade. Daí surgiu este mini post.


Peço desculpa a ecentuais danos que possa ter causado aos vossos miolos.


Não vos maço mais. Com licença.


Vou ver os Teletubbies e já venho.
Li mais uma pequena obra-prima da literatura mundial. «O triunfo dos Porcos», de George Orwell, é um conto escrito nos últimos meses da segunda grande guerra, e torna-se uma fábula política que permanece actual nos dias de hoje. Fala-nos de uns animais de uma quinta que se revoltam contra os seres humanos e criam a sua própria política, o animalismo, que pretende que todos os animais sejam livres, e que o mundo viva sem o Homem. Mas várias problemáticas como o poder, a mentira e a corrupção, vão fazer com que este ideal seja difícil de alcançar.

Mais um grande livro para as férias, que acho urgente ser lido e debatido.

Nota: *****
Outro dia vi na TVI uma pequena reportagem sobre o pequeno comércio.


É algo que me faz pena, isto estar a desaparecer, enquanto que as grandes empresas estão a sugar e a destruir todos os pequenos.


Era bom que todos percebessemos isso... Não digo que deixemos de ir aos shoppings, porque eu próprio digo que de vez em quando vou, mas... não deixar de parte o pequeno comércio (que acho até mais agradável, passear no Chiado, por exemplo, e ver as lojas) para ir para Colombos e etecetras ao domingo de manhã.


E já agora, vale a pena pensar nisto.

Bento em Espanha

Tem havido muito alarido por o Papa Bento XVI vir a Espanha, tomar parte das Jornadas Mundiais da Juventude, que reunem o impressionante número de um milhão e meio de jovens, vindos dos quatro cantos do mundo.
Mas há algo nisto que me faz uma certa comichão cerebral e que decidi escrever aqui no blog: eu não sou contra as pessoas que têm opinião diferente da minha, eu sou católico, e maior parte das pessoas que eu conheço são ateias. E apenas quero expressar a minha opinião.
Mas não percebo para quê as manifestações todas contra o Papa.
Lembro-me que quando o Papa veio cá, não houve assim tanta discussão.
Talvez por ter vindo num dia de trabalho, e foi decretado dia de descanso. Por isso os estudantes (como eu) ficaram todos contentes por não terem aulas por um dia. E agora há muitas manifs porque o Papa vem em Agosto.
Mas acho extraordinário que essas pessoas não percebem que isto reuniu um milhão e meio de jovens! Não percebem que isso é bom? E não digo que seja da Igreja Católica! Poderia ser as jornadas dos Hindus, dos Muçulmanos, até dos ateus pá! Mas ajudava a economia!
E depois há aqueles que dizem «A igreja e tal tem muito luxo». Sim, é verdade, mas a Igreja é uma instituição. E é obvio que o Papa tem de ter toda aquela segurança, porque é uma figura de renome mundial! Depois dizem que a Igreja tem falta de humildade, por isso, está a ir contra os seus princípios. Quando falam nisto, faz-me pensar no que eu acho do comunismo e dos comunistas. Se defendem tanto a igualdade, para que é que há deputados do PCP que vão para lá ganhar uns tachos? Ah pois... Mas nem todos são assim. Nem todos os católicos vão contra si mesmos. Há que juntar os bons, e mais precisamente, os mais inteligentes... Enfim...
Há quem goste de ir ao calor das manifestações, ou sentir o suor da pessoa mais próxima nos festivais de Verão. E outros, se calhar vão às manifs e aos festivais,e aproveitam para apanhar um bocadinho mais de calor indo ver o Papa, que já se tornou um grande movimentador de massas (falando em dois sentidos: pessoas e dinheirinho). Vi as imagens e, caramba, como sempre, vê-se os jovens todos reunidos com uma energia, que é incrível! Mesmo! No ano passado fui ver o papa a Lisboa, e foi a mesma coisa. Querem acreditem quer não, a vinda de uma pessoa tão importante para os crentes, é algo de espectacular. Falo por mim.
Mas se calhar algum indivíduo do contra deve estar a perguntar maliciosamente «Ai é? Então porque é que não foste às jornadas ó meu badameco?». Eu respondo que, na verdade, não sou pessoa de ajuntamentos. Não vou a festivais, não vou a coisas destas que o objectivo é ficar muito tempo em pé. Não gosto, desculpem. E é muito tempo de jornada. Se fosse só um dia, ou então em Lisboa, talvez eu fosse. Mas ainda por cima no país ao lado no nosso e dez dias... Ui... A sério. Não é contra o Papa nem nada disso, só que eu não tenho grande cabeça para essas coisas... Sou muito bicho do mato, eu sei, mas paciência.
Resumindo e concluindo: Deixem lá vir o Papa... É só mais uns dias... A sério...

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Este fim-de-semana não pude passear pela internet a fazer coisas mais ou menos interessantes, mas aproveitei para ler um livro que se tornou dos melhores que já li até hoje.

Falo-vos de «the Catcher in the Rye» de J.D. Salinger, que na tradução que li intitulava-se «Uma agulha no palheiro», e numa mais recente que vi à venda «À espera no centeio». É um livro que, à data de saída, gerou uma grande polémica nos EUA por tratar de temas controversos, e ao que parece, foi o livro pelo qual Mark Chapman diz ter-se inspirado para matar John Lennon. Foi ao ler isto e de ver um episódio do «South Park» que satirizava isso, que fiquei curioso de ler o livro, pois senão nunca talvez iria pegar nele.

Adorei o livro, e acho que é obrigatório as pessoas da minha idade lerem. Continua actual como há sessenta anos e, caramba, eu às vezes pensava que o livro tinha sido escrito nos nossos dias!
Um livro muito interessante, que vale muito a pena ler.

Nota: *****

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Pingo Doce VS Continente - episódio III: O império contra-ataca

Pois bem, pois bem... Ontem à noite, vi mais um anúncio novo do continente, que me pareceu oportuno para fazer mais um post no blog e continuar esta odisseia cosmicamente idiota que até leva um nome de um filme de uma saga que nem sou apreciador, mas que encaixa aqui na perfeição.
O novo reclame do Continente prova que ainda há concorrência desleal e à moda antiga no comércio. Senão vejamos: no anúncio, o rapaz anuncia que o Continente não tem «cabazes onde compra aquilo que não quer para poupar». Isto é a dizer mal da nova campanha dos cabazes do Pingo Doce!
Voltamos então à antiga guerrilha das duas marcas. Já há uns tempos, quando fiz a primeira parte desta novela, foi pelo propósito de estarem a dizer mal uma da outra. Acho que, quando o Continente viu a nova promoção do Pingo, pensou «Ai é? Então toma!», e fizeram um anúncio assim, que diz mal da nova campanha do Pingo Doce e onde propõem algo muito melhor, de um supermercado que, pelos anúncios, deve ser espectacular. O que não o é.
Assim, pode-se dizer que o Império da Sonae contra-atacou o Império não muito mais pequeno da Jerónimo Martins.
Acho que o Pingo Doce e o Continente assemelham-se a mim e às pessoas que têm ideias melhores que as minhas e menos parvas à primeira vista. Quantas vezes eu no blog escrevi coisas que pessoas discordaram e deram uma opinião tão bem fundamentada que até fizeram a mim ficar um pouco à nora? O mesmo aconteceu com o Pingo Doce. Eles não deviam estar à espera deste ataque do Continente, também algo infantil, diga-se, pegando na ideia da primeira cadeia de supermercados e fazendo uma proposta muito melhor ao comum cidadão. Mas pronto... No mundo dos negócios vale tudo...
Eu sinceramente, gosto mais do Pingo Doce (sem querer fazer publicidade), e acho que a única coisa que o Continente tem de bom é ter de vez em quando umas promoções jeitosas na Worten em termos de filmes (e o Jumbo também, já agora!), mas admito que, desta vez, o Continente soube pôr o dedo na ferida da empresa que ficou conhecida pelo seu jingle a dar ares de... parvo...
Esta guerra faz-me lembrar também as histórias do Tio Patinhas, quando ele andava em luta para conquistar os seus clientes contra o seu arqui-inimigo Patacôncio, aparentemente mais evoluído do que o forreta Patinhas em termos de estratégias de marketing duvidosas. Mas no final, o Patinhas conseguia dar a volta (também um pouco graças aos seus sobrinhos) e o Patacôncio acabava sempre por perder a batalha e comer o chapéu. Bastava chegar ao final da história e ver o Patacôncio comer o chapéu, porque era sempre igual... Até tenho andado preocupado com aquele pato e o estado dos seus intestinos, coitado... De tantos chapéus, não devem estar em boa figura...
Por isso, talvez digo que o Pingo Doce consiga ser como o Tio Patinhas, e consiga arranjar uma boa artimanha para fazer o Belmiro de Azevedo comer o chapéu. É algo idiota, mas é giro de imaginar. O Belmiro furioso a comer uma cartola. Com sal, para ficar mais gostosa. E assim, esta saga poderá continuar, dando mais títulos de filmes lendários a posts fraquinhos, como foi o caso deste.
Por isso, não percam o próximo capítulo desta fantástica aventura, porque nós TAMBÉM NÃO!
PS - Também nunca fui fã do Dragon Ball, ok? Só para saberem. A expressão é que é gira.

Li mais dois livrinhos. Um foi «O estranho caso de Dr Jekyll e Mr hyde», uma história clássica que já conhecia mas quis ler o livro. Lê-se bem e recomenda-se!
Nota: ****

E outro que li foi «Crónica de uma morte anunciada». de Gabriel Garcia Marquez, que é um livro pequeno que não deixa de ser uma grande obra. A ler!
Nota: ****1/2

Apocalypse now, ou Retrato da estupidez humana

Como todos devem estar a par, Londres e outras cidades inglesas têm sido alvo de ataques violentos de grupos de jovens a dar ares de chungas que instalaram o medo e o pânico nesse país que é a Inglaterra.
Comparo estes jovens a pequenos Mr Beans. Talvez sejam filhos ou sobrinhos dessa personagem. Talvez ele iria gostar de ver que os seus descendentes são iguais a ele, sempre a espalhar o caos por toda a parte. Se esta onda de violência chegar, por exemplo, a França, poder-se-á dizer que estes jovens foram influenciados a criar o caos pelo mítico senhor Hulot, de Jacques Tati, também perito em criar situações caricatas.
Mas a diferença entre Mr Bean e Senhor Hulot e estes gangues é que as duas personagens provocavam o desastre por serem algo desencaixados da sua sociedade e muito desajeitados. Já estes jovens, é porque gostam. E segundo um jornalista, é porque não têm nada para fazer. E acho que, ao menos, Bean e Hulot gostavam de ter um mundo pacífico, e não terror por toda a parte. Esses jovenzitos têm dado inúmeras desculpas para fazerem isto. Ah, a culpa é do governo, ou do aumento dos impostos, ou não sei quê. Não há razões para isto. Aliás, tomáramos nós, portugueses, ter as condições de vida dos ingleses! Se tivéssemos começado à pancada por a nossa vida ser má, já o nosso país tinha saído do mapa, há muito tempo...
Não há desculpa para se fazerem estas coisas... E não me venham dizer que isto é algo cívico, feito para o bem da sociedade! Anarquia comigo não, por favor! Não gosto disso.
E até penso que o Mr Bean e o Sr Hulot sejam pessoas mais espertas que esses jovens idiotas.
Tenho dito.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Mortal Kombat Pingo Doce VS Continente - O regresso

Hoje, decidi voltar a pegar num tema que já tinha dado que falar há uns tempos aqui no blog, dando-lhe um título que se parece o mesmo de um daqueles de acção chunga com o Steven Seagal ou o Silvester Stallone ou outro dessa pandilha.


Bem, as duas conhecidas marcas de supermercados voltaram, agora com novas campanhas de publicidade. Campanhas essas que suscitaram o meu interesse para a escrita deste texto.


Comecemos pela nova campanha do Pingo Doce, que envolve cabazes a dez euros recheados com as mais variadas carnes (não é para fazer publicidade, mas que aquilo tem bom aspecto... lá isso tem!). Num dos anúncios da nova campanha, aparece o gerente da dita campanha de supermercados, que diz, basicamente, que «NÓS SOMOS OS MAIS BARATOS! COMPAREM E COMPROVEM PÁ!», como se dissessem «ai é? Não acreditam que somos mais baratos? Então quando forem à concorrência, vão ver depois no talão das compras que gastaram mais dois euros em batatas para cozer que aqui são mais baratas! P'ra verem!».


Ou seja, dantes eu até pensava que o Pingo Doce até eram uns tipos simpáticos que, sim senhora, andavam a tentar arranjar clientes através de diversas tácticas de manipulação, mas que pelo menos sorriam com menos falsidade que os do Continente. Agora, atacaram à bruta para convencerem os clientes que são os mais baratos. Daqui a bocado temos agentes do Pingo Doce à paisana a tentarem levar os comuns mortais a fazerem compras lá. Ou então é só o meu cérebro a imaginar coisas. É, deve ser isso.


Já a nova campanha do Continente também tem o seu quê de violência. Ora bem, o que se sucede na nova campanha dessa marca? Bem, primeiro, vemos pessoas em vários locais, muito tristes e com um tédio descomunal, como se tivessem no corredor da morte. Depois, vem o rapaz que anuncia o Continente, iei! Alegria! Estamos no paraíso. Por outras palavras, o que esta campanha quer transmitir ao espectador é «Estão a ver? Eu compro no Continente, vivo nas nuvens, e vós, bichos da Terra, vivem no Inferno abaixo de cão! AHAHAHAH!».


Esta parte do riso já é dispensável, mas o resto... tem tudo a ver.


Bem, como podem ver, continuo confundido em relação a estas marcas. Talvez a saga continue, e aí teremos muitos mais episódios desta história repleta de acção... e publicidade.


To be, maybe, continued...

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Cinema de fim-de-semana - parte III


Já este «Big Lebowski», também dos irmãos Coen, acabou por ser uma pequena desilusão. Depois de tudo o que tinha ouvido sobre ele, pensei que fosse um filme melhor do que vi. A história prometia, mas acho que o guião não foi muito bem estruturado, e o mote do filme ficou perdido à deriva, no meio de tantos pormenores e histórias secundárias. Mas vale a pena ver, sobretudo pela dupla principal, Jeff Bridges e John Goodman. Em resumo, o filme não é mau, mas é só algo interessante, não chegando para ficar na minha memória como um grande filme visto.

Nota: ***1/2

Cinema de fim-de-semana - parte II


Aqui temos Woody Allen numa comédia leve, sem recorrer a uma história muito estruturada, mas não deixa de ser uma óptima comédia. Neste filme, que em português se intitula «Vigaristas de bairro», seguimos o plano de um ex-presidiário para assaltar um banco, recorrendo aos dotes culinários da mulher e a um grupo de associados. Mas, no fim de contas, são os biscoitos que a mulher faz que os vão levar à riqueza. Uma boa comédia para se ver em família.

Nota: ****

Cinema do fim-de-semana - parte I



Boa surpresa este que é o segundo filme que vi dos irmãos Joel e Ethan Coen (o primeiro foi o mais recente, «True Grit», no cinema), uma comédia negra que conta a história de Larry, um judeu que a mulher o deixa, os filhos o ignoram, enfim... Para conseguir encontrar um sentido para esta sua vida, Larry vai recorrer à ajuda de três rabinos, neste filme inteligente e irreverente que vale a pena ser visto.

Nota: ****

sábado, 6 de agosto de 2011

Há festa na aldeia... bem, não é uma aldeia. Uma pequena cidade, digamos...

Por aqui, em terras ovarenses (local nortenho de onde este humilde ser humano vos escreve) vai haver bailarico e festarola certa.

Daqui da biblioteca consegue-se ouvir ao longe megafones a emitirem uma excelente playlist de música pimba, e um palco foi montado, que eu vi à chegada a este sítio.

Para verem que no norte as pessoas também se «dibertem». Eu não pá, 'tá a chover, agora vou para o meio do povo?

Na na... o Ruizinho não é dessas coisas.

Ainda se contipa.

Poesia (parva)

Chuva, chuvinha, água que cai do céu,
Irritantezinha, molhadinha,
Claro, é a águinha
Que está sempre a cair em cima de mim.

Uma pequena quadrazinha sobre a problemática do dia: chuva em tempo de Verão

sexta-feira, 5 de agosto de 2011



Ontem pude ver «Era uma vez na América», a última obra assinada por Sergio Leone, falecido antes de concluído o filme. Esta fita é uma completa obra-prima da sétima arte e um filme maravilhoso e espectacular em tudo.
Há algum tempo que tinha curiosidade em ver este filme, após andar a descobrir grandes clássicos do cinema como a trilogia «O Padrinho». Mas fiquei com uma curiosidade ainda maior de ver este filme depois de ouvir Mário Augusto, o crítico de cinema e autor do programa «Janela Indiscreta» da RTP2 sobre esse tema, dizer numa entrevista do programa «A noite do Óscar» (igualmente transmitido no segundo canal generalista) que se havia um filme que não tinha coragem de voltar a ver era este «Era uma vez na América», porque segundo ele, não quer ficar desiludido ou apagar a imagem que lhe ficou desse filme ao revê-lo.
Bem, estes dias estou no Norte, e aqui na biblioteca da zona, há uma grande colecção de DVD's de grandes clássicos. Vi que estava disponível o «Era uma vez na América», e pensei que já estava na altura de ver um filme que me enchia tanto de curiosidade.
Fiquei bastante surpreendido. Nunca tinha visto Leone (mais um realizador a descobrir), e aprovei a 100% o filme, que já se tornou em mais um filme na lista dos meuis favoritos (que já são muitos!).
Para quem não sabe, este filme retrata a relação de um grupo de amigos, desde a adolescência ao envelhecimento, mas dando mais atenção a duas personagens, Noodles e Max, interpretadas respectivamente por Robert de Niro e James Woods.
O filme é algo de extraordinário. Além de grandes actores, argumento e realização, temos mais uma banda sonora que ficou para a História, da autoria de Ennio Morricone, que já se tornou numa das minhas favoritas. Leone é um génio, está tudo dito, ainda mais por saber contar uma história de uma forma tão inovadora, e ao mesmo tempo, tão comovente. E esta obra é uma obra-prima total, desde o primeiro ao último minuto.

Nota: *****

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Dezoito mil

visitas, claro.

Já agora, será que se diz «dezóito» ou «dezôito»?

Eu acho que é a segunda forma da palavra a correcta, mas se por aí estiver algum formidável linguista que possa esclarecer esta questão, agradecia.

Mas desde já agradeço às várias pessoas que visitaram este blog para chegar a este número tão bonito (além de agradecer a mim próprio, porque uma parte das visitas do blog é minha. eh eh eh).

Enfim, agradeço muito por seguirem, visitarem ou comentarem... isto. Sim, porque nem sei bem o que isto é.

Imitando os supermercados, obrigado e volte sempre!
According to most studies, people's number one fear is public speaking. Number two is death. Death is number two. Does that sound right? This means to the average person, if you go to a funeral, you're better off in the casket than doing the eulogy.

Jerry Seinfeld

Tesourinho deprimente

Uma deputada do PSD liga para o INEM, só para testar o serviço e para ver se é tão bom como o director dessa instituição afirmava...

Já viram?

Agora temos a prova que a política é igual a um jardim da pré-escola.

Na minha escola, quando alguém fazia isso, ligar para o INEM a fingir que havia um problema, sabem o que é que lhes faziam?

Não sei propriamente, mas era algo de muito mau. Lembro-me de um dia ter havido um escândalo desse género.

Talvez foram suspensos. É o mais provável.

Também é o mais provável que pode acontecer a essa senhora deputada. «Ai é? Ai só demoram em média cinco segundos a atenderem as chamadas, o INEM? Então vou ligar para lá, que é para verem...

... A não ser que me dêem um chocolatinho.

Vá, uma sombrinha da Regina, que é para não pedir muito.

Ai é? Então toma! Já liguei para eles!

Ups... e agora estou metida numa tramóia de primeira».

Pois é, pois é...

E assim vive feliz e cheia de saúde a política em Portugal.
Pois é. Parece que a MTV apagou trinta velinhas.

Nunca gostei do canal. Se há uns dois ou três anos já não passava muita música, agora... não passa música nenhuma.

Sorry, não sou adepto dos reality shows e programinhas que esse canal se orgulha de transmitir.

Mas pronto, se há 30 anos está no ar... Por alguma coisa é.

Mas que já não é um canal de música, lá isso é verdade.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Reclamar da minha geração

Há duas coisas na minha geração que não gosto nada... para além de todas as maledicências que já tive oportunidade de fazer sobre este riquíssimo tema, que até ocupou um episódio do «Programa do Mal dizer».

Mas neste post, gostava de escrever sobre dois temas que andam na boca de toda a gente, que todos pensam, mas só eu é que vou escrever sobre eles e depois todos me considerarão um génio por escrever aquilo que as pessoas pensam.

Ou não.

Continuando, primeiro irei falar-vos do facto de os adolescentes estarem a tornar-se numa espécie de cinquentões nostálgicos.

Então é normal que muitas vezes eu e os meus colegas façamos conversas sobre desenhos animados que ainda víamos há menos de, sei lá, um mês?

Por acaso até gosto desse tipo de conversas, tenho de admitir. Mas o que me preocupa dentro desse sub-tema não é verdadeiramente isso. E é o quê, então? Passo a explicar já a seguir, depois de um breve intervalo!

Estava a brincar. No próximo parágrafo já têm a explicação.

Pois bem, outro dia um amigo mostrou-me um vídeo daqueles tipos armados em gurus que dizem na net o que toda a gente pensa (ups! Eu também sou um deles), que dizia que os desenhos animados de hoje em dia eram maus. Uma espécie de «Ui! No meu tempo é que era bom», mas feito por um tipo com menos de 20 anos.

Já perceberam o que eu quero dizer? Pelamordedeus, eu já ouvia a minha Mãe dizer mal dos pokémons quando eu gostava deles e no tempo dela é que era.

Meus amigos, há sempre bons e maus desenhos animados em qualquer altura, assim como livros, filmes e séries! Eu que o diga... Metam isso na cabeça e parem com as nostalgias!

O segundo assunto referente à minha geração que gostaria de tratar neste texto é a febre do download. Sim, eu já tive uns tempos em que fazia isso, mas deixei-me disso. Porque gosto de ter as coisas materiais... Mas parece que o futuro são os downloads e os alugueres no videoclube... Não acho isso bem. Até como ouvi, outro dia no «Colbert Report», o convidado Jack White que é músico, a dizer que o prazer de ouvir um disco, de ler a capa enquanto o ouvimos, é inigualável. Mas esse tipo de rituais irão perder-se nas gerações futuras.

Ah, como as indústrias adoram destruir o que estava bem e o público adora o que é novo, mesmo que não seja nada de especial. Apareceram os Iphones, uuu, que giro. E depois?

Depois nada... Assim de útil, nada. Só que agora, andamos cheios de informação na nossa cabeça. Parece droga.

A minha geração é parva. De todo.
Pude rever ontem, na RTP Memória, «O leão da estrela», um grande filme do cinema português, mesmo que os que não gostam deste período do nosso cinema e dizem que estes filmes são entretenimento e não fazem as pessoas pensar (até parece que os filmes que esses ditos cujos gostam do cinema português fazem o espectador pensar... AHAH deve ser para rir).


Acho que os filmes desta época tinham uma coisa que nunca mais alguém soube fazer: humildade. As histórias simples e humanas destes filmes cativavam e continuam a cativar o público, quando toda a família se junta à volta da TV para recordarem Vasco Santana, António Silva e todos esses grandes actores, e esse é uma das grandes vantagens destes filmes, é que são para toda a família(tente fazer isso, sr Manoel de Oliveira. Aliás, esse realizador costuma dizer mal deste tipo de filmes, mas que se saiba ele participou na «Canção de Lisboa»), e não precisam de estar carregados de efeitos especiais nem de ter grandes orçamentos.


A história deste filme é conhecida de todos, e o grande ponto alto do filme é António Silva, aqui a fazer o papel de oportunista que só o actor sabia fazer, aqui num filme que envolve futebol. Um grande clássico do cinema português, que mesmo que já tenha visto 17343 vezes nunca me canso de rever.
Nota: ****
Neste fim-de-semana pude ler «Cândido», de Voltaire, uma obra satírica que critica a teoria do filósofo Leibniz de que «tudo corre às mil maravilhas». Aqui, acompanhamos Cândido na sua demanda por várias partes do mundo, onde vai conhecendo inúmeras pessoas e lugares. Este é um livro que critica uma época e que quando foi publicado foi alvo de grande polémica. Eu gostei do livro, e aconselho que o leiam porque é pequenino e lê-se muito bem e rapidamente.
Nota: ****