sexta-feira, 30 de setembro de 2011



Uma das mais bonitas peças musicais, das minhas preferidas.

Já agora, bom fim de semana!

Robin Williams no seu melhor...

...numa sátira hilariante aos franceses.

A ver.

Filme do ano

He was never in time for good speeches...

He was never in time to be serious...

Then one day, he wasted his time at all!

Back to the future... of Madeira - Starring Alberto João Jardim.

Coming Soon.

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Mar Adentro

É raro um filme conseguir causar um impacto tão grande no espetador como este. Tanto que até deitei uma lágrima perto do seu final. «Mar adentro», de Alejandro Amenábar, de 2004 e vencedor de um Oscar, aborda um tema polémico, a eutanásia, através da história verídica de Ramon Sanpedro, um tetraplégico que apenas quer morrer dignamente, infelizmente contra a vontade das autoridades. Ramon começa então uma luta pelo seu direito, numa jornada que mudou a forma de se abordar este tema. Além de se falar na eutanásia, como eu já referi, «Mar adentro» não dá apenas a perspetiva de Ramon, dando também a dos seus familiares que não querem que ele morra. Achei um filme muito interessante e que me fez refletir muito sobre o assunto. Na minha opinião eu sou a favor da eutanásia, mas acho que a pessoa deve pensar mesmo se quer fazer isso. Acho que, embora todos os problemas que se tenha tido e todo o sofrimento por que se passou, não é por isso que devemos considerar a hipótese do suicídio. Mas isso tem a ver com a pessoa ,  ela é que sabe o que quer da sua vida. Isto é apenas a minha opinião. Mas este é um grande filme que recomendo.

Nota: ****1/2

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Nos últimos tempos tenho-me debruçado mais na banda sonora dos filmes que vejo. Estou mesmo fanático. Hoje estive a ouvir temas de «O Padrinho», «Era uma vez na América», «Serpico», e este tema final do filme magistral «Cinema Paradiso», que me faz dizer que Ennio Morricone é o melhor compositor para cinema de sempre! Muitas das obras em que deu o seu toque, parece que foi com a sua ajuda que muitos filmes se tornaram inesquecíveis. Filmes como este «Cinema Paradiso» sem a música de Ennio Morricone, talvez nem tivesse ganho o Oscar.

Ouçam. Muito bonito.



Eis aqui um excerto da banda sonora do mais recente filme de Woody Allen e que recomendo, «Midnight in Paris».

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Esta comédia indepedente do realizador Jim Jarmusch, responsável também pelo seu argumento, pode causar estranheza ao princípio, mas à medida que o espetador vai visionando a fita, consegue entrar naquele "mundo". «Broken flowers - flores partidas» conta-nos a história de Don Johnston (Bill Murray), um Don Juan dos tempos modernos que um dia recebe uma carta anónima de uma das suas ex-namoradas, contando-lhe que tem um filho e que este estará à procura do Pai. Don realiza uma demanda pelos EUA, onde reencontra os seus antigos amores para tentar descobrir qual delas será a Mãe do seu descendente desconhecido. Uma comédia muito independente, que não poderá agradar a qualquer um, é certo, mas na minha opinião é um filme interessante, sólido e inteligente.

Nota: *** 1/2

domingo, 25 de setembro de 2011

Este post contém spoilers

No post anterior falei de uma ou outra cena mais dispensável no filme «A árvore da vida». Bem, uma delas envolvia dois dinossauros. Na internet, ao pesquisar o porquê desta cena, encontrei um texto que a explica. Se alguém viu o filme e ficou sem saber o porquê dessa cena, acho que este texto pode ser esclarecedor.
Finalmente ontem vi «A árvore da vida», que curiosamente ainda está em exibição (pelo menos no cinema city classic alvalade, um cinema muito agradável fora da movimentação dos centros comerciais, que muito recomendo). Talvez o facto de estar com os olhos um bocado cansados e o facto de já ser um pouco tarde não me deixaram contemplar o filme da melhor maneira possível. Mas até gostei. Embora não o ache uma obra-prima como muitos o pintam. Sim, claro, todas aquelas sequências da origem do universo e da natureza são magníficas, mas acho que muito extensas (desculpem mas esta é a minha opinião) e uma ou outra com o seu quê de dispensável, mas no geral achei o filme interessante. Consegue ser uma história  algo competente sobre a relação entre um filho e os seus Pais, cada um com a sua forma diferente de o educar. Embora, segundo se diz, Malick tenha virado o argumento todo ao contrário (pelo menos foi o que disse o Sean Penn, que não gostou muito do filme por causa disso), acho que é um filme algo bonito, no fim de contas. Pode ser lento, mas ao menos ainda tem alguma acção (atirada assim ao calhas, mas enfim), e consegue manter o espetador sentado na cadeira. Se adormecer, claro... É um filme interessante para quem gosta de Malick, ou para quem não se importe de ficar a conhecê-lo.

★ ★ ★ 

EDIT (02-03-2015) - Houve uma altura em que eu escrevia como se fosse o My Cute Movies. Hoje já não estou tão primário, mas continuo um ser exactamente patético. No entanto, interrogo-me porque escrevi esta m*rda. Além de que tenho de ver o filme outra vez.

sábado, 24 de setembro de 2011

Coincidência... ou esta é a realidade?

Sempre achei curioso como, na maior parte dos casos, o nome de uma pessoa diz muito sobre ela. Parece que se a pessoa se chamar Joaquim, pode ser bem diferente do que se se chamasse Luís. Não sei porquê, mas acho estranho. E digo isto ao pesquisar o significado do meu nome e ver que, pelo menos a parte final do significado, é bem real:

Rui: rei famoso e indica uma pessoa que, embora seja sincera e leal, tende a falar muito, sem pensar no que diz, e isso pode trazer-lhe problemas. Os pais devem ensinar-lhe a medir as palavras.

Mas depois, encontro outra definição do meu nome, bem mais estranha do que esta primeira:


Rui: Do alemão "forma apocopada de Rodrigo". Rui tem o temperamento de um líder. É um excelente estratega e diplomata. É autoritário e muito racional e por isso, em geral, um profissional bem sucedido. Foge das complicações sentimentais, sem êxito, pois não suporta a vida solitária. É muito apaixonado mas também muito ciumento.


Mau... querem ver que, ou todas as pessoas que escrevem estas definições se baseiam na minha vida, e depois põem essas tretas de ser rei ou líder só para dar um colorido à coisa? Hmm... Estranho, muito estranho... Não sou supersticioso, mas... nunca se sabe. Agora, se algum dia for rei ou líder de alguma coisa, não sei. Até hoje o máximo a que cheguei foi a delegado de turma. E acho que me chega.

Tenho uma ligação muito grande a coisas do passado. Em cinema, literatura, e agora, graças à instalação da televisão por cabo, a uma série também antiga, mais propriamente dos anos 80. Sim, essa década gloriosa que ficou marcada por piroseiras como o «Dirty Dancing» ou aquela música irritante «Never gonna give you up» (é assim que se chama?). Mas claro, em todas as épocas há piroseiras. Nesta temos tanta coisa, mas tanta, que é impossível escolher só duas.


Mas voltando ao que ia falar, tenho andado a acompanhar diversas séries graças à box de gravação, que às vezes dá-me um stress porque já gravei tanta coisa e vi tão pouca... Ai ai... Longe vão os tempos em que só tinha quatro canais. Acho que era mais feliz assim. E uma das séries que pude ver pela primeira vez graças à TV foi uma dos anos 80, chamada «Family Ties», ou em português, «Quem sai aos seus», em exibição aos sábados e domingos à hora de almoço na RTP Memória. Tive sempre curiosidade em vê-la porque tem um ator que muito admiro, Michael J. Fox. Mas sempre pensei que talvez fosse uma daquelas séries dos anos 80 que vistas hoje são idiotas e sem qualquer tipo de graça (como acontece um pouco com o «Alf»). Bem, enganei-me. Porque embora esta sitcom (comédia de sitação) tenha umas piadas simples e ultrapassadas ou parvas (como é o caso que irrita algumas vezes quando põem a miudinha a armar-se em adulta. Há quem ache graça, eu não muito.), consegue ter uma fórmula que a mim pelo menos me conseguiu cativar.


Fala da família, e dos problemas que essa família tem de se confrontar. Temos um casal que foi muito ativo nos 60's, eram grandes ativistas sociais, e os três filhos (parece que no futuro, nas próximas temporadas, vão ter mais um pirralho, deve ser para subsitituir o papel que a miudinha vai perder com a idade, vai dexar de ter graça a dizer essas coisas), o mais velho, o Michael J. Fox, é uma personagem muito interessante. Talvez esta série para alguns seja de chacha, por (eu compreendo), ser... dos anos 80. É claro que há certas coisas que são um pouco parolas para o nosso tempo, como a música de abertura ou o vestuário do elenco. Mas esta série fala de uma coisa que transcende a época em que foi feita: a diferença de gerações. Para mim esta série consegue ser uma lição de vida. Os atores não fazem aquele ar irritante de «OK, agora estou a dizer uma piada, por isso RIAM-SE!», e as histórias são muito interessantes e catiantes. E eu estou a gostar. Muito.

Impressionante!

Recebi isto há pouco por e-mail. O meu Pai enviou-me. Não sei quem foi que escreveu isto, mas merecia um prémio. Isto é o que eu exactamente acho da dita "geração à rasca". Um texto que vale a pena ler.

Da autoria duma jovem de 61 anos (isso mesmo!)...

«Geração à rasca foi a minha. Foi uma geração que viveu num país vazio de
gente por causa da emigração e da guerra colonial, onde era proibido ser
diferente ou pensar que todos deveriam ter acesso à saúde, ao ensino e à
segurança social.

Uma Geração de opiniões censuradas a lápis azul. De mulheres com poucos
direitos, mas de homens cheios deles. De grávidas sem assistência e de
crianças analfabetas. A mortalidade infantil era de 44,9%. Hoje é de 3,6%.

Que viveu numa terra em que o casamento era para toda a vida, o divórcio
proibido, as uniões de facto eram pecado e filhos sem casar uma desonra.
Hoje, o conceito de família mudou. Há casados, recasados, em união de facto,
casais homossexuais, monoparentais, sem filhos por opção, mães solteiras
porque sim, pais biológicos, etc.

A mulher era, perante a lei, inferior. A sociedade subjugava-a ao marido, o
chefe de família, que tinha o direito de não autorizar a sua saída do país e
que podia, sem permissão, ler-lhe a correspondência.

Os televisores daquele tempo eram a preto e branco, uns autênticos caixotes,
em que se colocava um filtro colorido, no sentido de obter melhores imagens,
mas apenas se conseguia transformar os locutores em "Zombies" desfocados.

Hoje, existem plasmas, LCD ou Tv com LEDs, que custam uma pipa de massa.

Na rádio ouviam-se apenas 3 estações, a oficial Emissora Nacional, a
católica Rádio Renascença e o inovador Rádio Clube Português. Não tínhamos
os Gato Fedorento, só ouvíamos Os Parodiantes de Lisboa, os humoristas da
época.

Havia serões para trabalhadores todos os sábados, na Emissora Nacional,
agora há o Toni Carreira e o filho que enchem pavilhões quase todos os
meses. A Lady Gaga vem cantar a Portugal e o Pavilhão Atlântico fica a
abarrotar. Os U2, deram um concerto em Coimbra em 2010, e UM ANO antes os
bilhetes esgotaram.

As Docas eram para estivadores, e o Cais do Sodré para marujos. Hoje são
para o JET 7, que consome diariamente grandes quantidades de bebidas, e não
só...

O Bairro Alto, era para a malta ir às meninas, e para os boémios. Éramos a
geração das tascas, do vinho tinto, das casas do fado e das boites de fama
duvidosa. Discotecas eram lojas que vendiam discos, como a Valentim de
Carvalho, a Vadeca ou a Sasseti.

As Redes Sociais chamavam-se Aerogramas, cartas que na nossa juventude
enviávamos lá da guerra aos pais, noivas, namoradas, madrinhas de guerra, ou
amigos que estavam por cá.

Agora vivem na Internet, da socialização do Facebook, de SMS e E-Mails
cheios de "k" e vazios de conteúdo.

As viagens Low-Cost na nossa Geração eram feitas em Fiat 600, ou então nas
viagens para as antigas colónias para combater o "inimigo".

Quem não se lembra dos celebres Niassa, do Timor, do Quanza, do Índia entre
outros, tenebrosos navios em que, quando embarcávamos, só tínhamos uma
certeza... ...a viagem de ida.

Quer a viagem fosse para Angola, Moçambique ou Guiné, esses eram os nossos
cruzeiros.
Ginásios? Só nas coletividades. Os SPAS chamavam-se Termas e só serviam
doentes.

Coca-Cola e Pepsi, eram proibidas, o "Botas", como era conhecido o Salazar,
não nos deixava beber esses líquidos. Bebíamos, laranjada, gasosa e
pirolito.

Recordo que na minha geração o País, tal como as fotografias, era a preto e
branco.
A minha geração sim, viveu à rasca. Quantas vezes o meu almoço era uma peça
de fruta (quando havia), e a sopa que davam na escola. E, ao jantar, uma
lata de conserva com umas batatas cozidas, dava para 5 pessoas.

Na escola, quando terminei o 7ºano do Liceu, recebi um beijo dos meus pais,
o que me agradou imenso, pois não tinham mais nada para me dar. Hoje vão
comemorar os fins dos cursos, para fora do país, em grupos organizados, para
comemorar, tudo pago pelos paizinhos.

Têm brutos carros, Ipad's, Iphones, PC's, .... E tudo em quantidade. Pago
pela geração que hoje tem a culpa de tudo!!!
Tiram cursos só para ter diploma. Só querem trabalhar começando por cima.
Afinal qual é a geração à rasca...???

The class is yours.

Para este ano letivo, a minha turma elegeu esta pessoa que vos escreve para ser o seu delegado de turma. Ou seja, aquela pessoa que vai às reuniões dos professores e pouco mais tem de fazer. Ou não? Vamos a ver, mas é que eu já fui delegado no nono e não precisei de fazer muito. Também era de notar que a escola do nono ano era diferente da escola do décimo.

Mas queria contar aqui um facto interessante (e sim, a palavra «facto», com o acordo, continua a levar o «c» porque se lê essa consoante!), que me tem posto a matutar, enquanto estive em volta de um mar de gravações da televisão, escrita, ideias e outras coisas que, se formos a ver, não servem para nada. São completamente inúteis.

Mas eu ia dizer...sim, bem, no ano passado, tinha-me candidatado também a isto para se ser delegado de turma. Talvez por ser o início do ano e sermos todos novos na escola, e também pelo «lindo» discurso de campanha que fiz, consegui a brilhante quantia de... zero votos. Ah pois. Nem um. Se tivesse votado em mim próprio, o murro no estômago talvez teria chegado a mais órgãos do meu sistema, pois seria o único, e aí se veria o meu grande egocentrismo (tenho algum, mas em certas coisas é melhor resguardá-lo). E este ano, não sei, ou porque passou um ano e a minha turma me conhece melhor, ou porque falei das eleições do ano passado, ou porque referi que tinha sido delegado no nono (também não era difícil. Havia só dois candidatos, e o segundo quis entrar só para dar ares de gabarola. Mas depois teve só uns seis ou sete votos. É como se costuma dizer, já foste), ou então porque, como uma colega minha referiu, eu fiz um «discurso à Passos Coelho» (ao ouvir em bico fiquei com os olhos em bico, mas ficaram tão bicudos que pensei que ainda me vazava uma vista), ou então, pura e simplesmente, as dez pessoas que votaram em mim (não votei em eu próprio porque nestas coisas ainda tenho uma certa seriedade), fizeram isso por gozo. Tal como os Homens da Luta terem ganho o Festival da Canção. Foi por as pessoas terem votado porque era giro. Talvez foi isso.

Mas o que conta é que agora eu tenho poder. Ah ah ah. Agora basta-me formar uma pequena máfia, começar a fazer um negócio normalzinho (como, sei lá, o Padrinho tinha o azeite), mas depois andava metido nos negócios das armas e do whisky falsificado. OK, desculpem, parece-me que ando a viajar um bocado no tempo, dado o meu grande consumo cinematográfico. Adaptando isso aos novos tempos, o que eu teria de traficar seria algo mais apropriado a esta nova geração.

Ou seja, pastilhas elásticas com muito açúcar e fotografias autografadas de miúdos dos Morangos com açúcar.

Mas agora, voltando a ser sério (pelo menos até ao final deste texto), haverá muito que fazer. Ou algumas coisas por fazer. Não é um grande trabalho, mas até tem a sua importância. E pode mudar. O que é que pode mudar, já não sei. Mas que pode mudar algo, é capaz.
Acho impressionante. Sempre que vou dar uma vista de olhos ao meu «filhinho» (ou seja, este blog), fico sempre maravilhado quando passo pelo contador das visitas. Pode ter subido uma ou duas visitas, mas fico sempre alegre por ver aquilo. E agora fiquei ainda mais feliz por ver que estou quase a chegar às vinte mil visitas!

É impressionante. Há dois anos, quando criei este blog, nunca pensei que se tornasse em algo assim!
Este ano, foi publicada uma quantidade de informação maior do que aquela que foi armazenada desde o princípio do mundo até 2010.

Não costumo usar emoticons para escrever no blog, mas para descrever a minha sensação ao ouvir isto só posso fazê-la desta maneira.

O.O

E é tudo.

Hair cut

Amanhã (aliás hoje, porque isto, a brincar a brincar, já são meia-noite e tais) vou cortar o cabelo. Rapar, mais propriamente. E a razão? Não me sinto bem como cabelo assim. Sinceramente, gosto dele curtinho. Dá menos trabalho, e assim, como eu não costumo secar muito cabelo, ja não fico com aquela sensação de desconforto de cabelo molhado. Sim, eu estou a escrever um post sobre um corte de cabelo. Já que se escreve sobre tudo... O cabelo assim fica mais curtinho, e dá mais jeito para tudo. Então se eu deixar crescer a barba, ainda me confundem com um dealer qualquer ou coisa do género... É que às vezes já me disseram que tenho vinte anos e coisas desse género. Um disfarce pode calhar sempre. AHAHAHAH (riso maquiavelicamente maquiavélico).




OK, agora vou estoirar mais os meus miolos a ver um filme ou a ler um livro qualquer. Bye!

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Já viram o Google?

Está cheio daqueles bonecos do Jim Henson. Faz 75 anos que nasceu e o Google decidiu comemorar. Traz memórias engraçadas. Sempre achei graça a essas marionetas.

Vejam que está giro!

quinta-feira, 22 de setembro de 2011


Ontem vi «Os suspeitos do costume», filme de Brian Singer vencedor de dois Oscares (para melhor ator secundário - Kevin Spacey - e melhor argumento original), e adorei! O filme é muito bom e cativante, com grandes atores e argumento, que me deu vontade de ver uma segunda vez (aliás, ontem voltei a ver o início da fita para tirar uma dúvida). «Os suspeitos do costume» fala-nos de um grupo de cinco criminosos que fez um golpe que não resultou muito bem, sobrando apenas um deles, "Verbal" (Kevin Spacey), que irá contar à polícia tudo o que se passou. Mas à medida que se vão sabendo novos detalhes, a história começa a tornar-se muito intrigante. Um grande thriller e ponto final!

Nota: *****

Tem de ser...

A partir de agora vou começar (ou tentar começar) escrever estes textos do blog segundo as regras do Novo Acordo Ortográfico. Não é que eu goste dele (muito pelo contrário!), mas agora vai começar a ser obrigatório usá-lo na escola, contando até para a nota. Por isso, mais vale ir-me preparando e seguir as regras, senão... já fui.


Amanhã até vamos ter uma aula especial em que nos vão explicar este a Acordo!


Resumindo e concluindo, sim senhora, continuo contra o Acordo, mas quando começar a contar para a nota, mais vale segui-lo e aplicá-lo. O mesmo acontece no blog, mais vale começar já para me ir habituando a isto.


Vai ser difícil, mas vou tentar.
Os R.E.M vão acabar, segundo os próprios. Ou acabaram, ou não sei.

Como hoje não estou com grande inspiração para escrever textos interessantes, apenas tenho uma coisa a dizer em relação a esta notícia:

Tá boa.
Ontem morreu o grande pintor português Júlio Resende, um artista que muito merece o nosso respeito, que tem no seu currículo obras notáveis, que marcaram a pintura portuguesa.

E se por acaso tiverem de fazer viagens de metro, e passarem na estação de Sete Rios, aproveitem para dar uma vista de olhos à estação. Tem pinturas de sua autoria.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Hoover

Este é mais um filme a juntar às grandes promessas deste ano de 2011. «J. Edgar» é realizado por Clint Eastwood e é protagonizado por Leonardo DiCaprio, que interpreta J. Edgar Hoover, o primeiro director do FBI. Parece ser um filme bastante interessante, pelo trailer divulgado hoje, e provavelmente terá um número considerável de nomeações nos próximos Oscares.

A fita estreará em Novembro nos Estados Unidos, e em Portugal, teremos de esperar até 26 de Janeiro de 2012.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Filosofia irlandesa

Apanhei isto enquanto estava a folhear o manual de Inglês. Leiam que é giro!

In life, there are only two things to worry about—
Either you are well or you are sick.
If you are well, there is nothing to worry about,
But if you are sick, there are only two things to worry about—
Either you will get well or you will die.
If you get well, there is nothing to worry about,
But if you die, there are only two things to worry about—
Either you will go to heaven or hell.
If you go to heaven, there is nothing to worry about.
And if you go to hell, you’ll be so busy shaking hands with all your friends
You won’t have time to worry!

Tá cá

Recebi ontem o DVD de prémio do passatempo da página «Cinema/ TV Portugal» do Facebook.

O carteiro é que poderia ter sido mais esperto, em vez de ter enfiado o envelope na caixa do correio que depois foi quase impossível de retirar, poderia ter vindo até aqui a casa entregá-lo em mão. Mas não veio.

Mas tenho o prémio e isso é que interessa!

Mais uma vez obrigado a todos os que me ajudaram a ganhar «Os suspeitos do costume» em DVD!

Still crazy after thirty years

Faz hoje precisamente trinta anos que Simon & Garfunkel deram um dos mais emblemáticos concertos da História, em Central Park. Um evento que juntou cerca de quinhentas mil pessoas!

Fica aqui uma das míticas canções desse concerto inigualável.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Dois irmãos adolescentes entram no mundo de uma famosa série de televisão americana dos anos 50, por causa de um comando mágico dado por um estranho técnico de televisores. Contando assim a história de «Pleasantville» de uma forma bastante resumida, pode não gerar grande expectativa. Errado! Este filme consegue ser, além de uma homenagem à época do preto e branco, uma metáfora sobre o cinzento que é a sociedade actual, ao longo do que vamos conhecendo desse estranho universo televisivo, onde as pessoas aparentam ser muito felizes e em que o seu horizonte não vai para além da cidade onde vivem (algo comum nas séries dessa época). É com a entrada acidental nesse mundo que David (Tobey Maguire) e Jennifer (Reese Witherspoon) vão tomar o lugar dos filhos de um casal da dita série, que com a sua chegada vai ser completamente alterada, o que causará estranheza e mais tarde mudança nos habitantes de Pleasantville.

Uma extraordinária fita.

Nota: *****

Falando dos Emmys...

Mais do mesmo. «Mad Men» ganhou, «Modern Family» também...

Não tenho nada a dizer sobre isso.

Foi bom, that's all.
Não percebo como é que um filme como o Rei Leão, que já tem quase vinte anos, volta aos cinemas em 3D e consegue arrecadar 25 milhões de dólares. Não consigo perceber como é que pessoas que já viram o filme voltam ao cinema para o reverem, e ainda por cima pagando um balúrdio por um bilhete (mais caro do que já é o normal...) só por causa do 3D!


Mas deve ser mesmo isso, o 3D, que conquista as pessoas a irem para o cinema reverem este filme da Disney... e se este filme arrecadou tanto, então o Titanic, essa filme muito lamechas, quando voltar às salas, ui... vai ser como ninguém o tivesse visto já 2823 vezes na TV.


Eu não consigo rever um filme no cinema. Quando vou ao cinema quero ver algo novo.


Aliás, não quero pagar mais cinco ou seis euros de cada vez que quero rever um filme!


Aquelas pessoas que gostam de ver os mesmos filmes no cinema, curem-se. Variem o programa...

domingo, 18 de setembro de 2011

Meia-Noite em Paris

«Meia noite em Paris» revela-se uma grande surpresa do génio cómico Woody Allen. Tudo o que eu possa escrever aqui sobre o filme já deve ter sido mais que falado, mas esta nova comédia deve ter sido, das poucas que vi do Woody Allen, a que mais gostei (faltam-me ver muitos filmes dele, mas por agora gostei mais deste). Aqui temos um Owen Wilson com certos tiques de Woody Allen, no papel de um argumentista de Hollywood que escreveu um romance e que tem uma paixão pelos anos 20. Uma noite, ao passear em Paris, ele é levado por um Peugeot dos antigos que o transporta para essa época. Numa comédia bem escrita e pensada (como é o habitual de Woody Allen), amor e nostalgia são os dois grandes temas deste filme, hilariante e encantador.

Nota: ****1/2
É interessante ver como ainda hoje, passados uns meses depois da peça, sou abordado na rua por pessoas do Rainha que, ao aproximarem-se de mim, cantam a canção do «Rapaz». Foi o que me aconteceu ontem à noite, enquanto andava na praça de Londres.

sábado, 17 de setembro de 2011

O meu amiguinho Ratinho Orlando criou um blog.
Por agora não tem grande coisa, mas ele diz que, no futuro, quiçá, terá muito para se ler.
Visitem carregando aqui
Esta versão cinematográfica, estreada no ano de 1984, do primeiro livro do escritor Mário Zambujal, é daqueles casos em que o filme não soube marcar uma posição quanto ao livro. Enquanto que temos casos como o do «Padrinho», em que o filme ganhou um estatuto e uma fama que o livro conseguiu na altura mas não até aos nossos dias, com a «Crónica» sucede-se ao contrário. Quando falo com pessoas sobre o livro, toda a gente o conhece. Já o filme, nem por isso. Mas se falar do «Padrinho», todos associam ao filme (e especialmente ao Marlon Brando), sabendo muito poucos da existência do livro.
Este filme, apesar de nele entrar o próprio autor (no argumento e como próprio narrador da acção da fita), não consegue passar o espírito literário da obra (a mais conhecida de Zambujal) para algo mais interessante do que se pode ver no ecrã. A adaptação é razoável (até se chegam a ler excertos do próprio livro), os diálogos também algo literários (e pouco cinematográficos, como muitas vezes acontece no cinema português). Mas o problema não é a adaptação do livro, porque até poderia ter sido adaptado de outra maneira mas ter saído disto um bom filme (como, na minha opinião, aconteceu com o «Voando sobre um ninho de cucos»). O problema é como a história é transposta para o ecrã, como decidiram recriar o universo «zambujaliano» para a fita. Como por exemplo a cena do assalto (ok, não puderam gravar na gulbenkian, mas também não era razão para fazerem aquela cena delirante de imagens como se fosse pop art).
Resumindo e concluindo, a «Crónica dos bons malandros» é um filme que não consegue viver por si próprio. Talvez seja melhor lerem o livro primeiro, se estão a pensar ver este filme. Recomendo que façam isso. Esta fita não é má, mas também não chega a ser algo que nos fique na memória por muito tempo.
Aliás, a única grande memória que tenho do visionamento desta obra é a frase proferida pelo Nicolau Breyner:
«PORRA que isto até mete audiovisuais!»

Nota: ***

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Dissertação do facebook (III)

Um crítico de TV escreveu que os Morangos com açucar não são um mau exemplo, dizendo até que «Uma oportunidade de explicar aos jovens o que é isso de crescer, de os preparar para as inquietudes e angústias que o seu desenvolvimento corporal e psicológico sempre desperta, e de os mentalizar para os perigos da vida fora do casulo dos primeiros anos de existência.».

Bem, para mim os Morangos com açúcar deveriam desaparecer de uma vez para sempre porque é um programa péssimo em tudo e acabou!

Dissertação do facebook (II)

Parece que a Sarah Palin andou metida em drogas e tal... Talvez isto até seja propaganda política benéfica para a senhora, porque assim os jovens, ao saberem o passado controverso dela, upa! Bora lá votar na Palin!

(PS - Hoje como devem ter reparado estou sem grande criatividade blogueira, mas no facebook estas ideias pequeninas até estão a correr bem!!!)

Dissertação do facebook (I)

David Cameron e Nicholas Sarkozy foram recebidos como se fossem o super homem (neste caso, super homens). Basta agora a Kadhafi encontrar a kryptonite destes dois políticos.

Back to school

As aulas regressaram. Com muita pena de minha. E dos milhares de jovens que voltaram.
Voltam os testes, os trabalhos e tudo isso.
E sim, isto era tudo o que eu tinha a dizer sobre este tema.
Não tenho lá grande criatividade para falar disso.
Sorry.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

A saga do Continente - episódio 4: Desforra no LIDL

Ah ah pois! Parece que o Continente, a conhecida marca de supermercados que a SONAE detém decidiu voltar a atacar outra cadeia de supermercados. Mas desta vez não foi o Pingo Doce. Foi o LIDL. Sim, agora o Continente quer trucidar a marca alemã com mais uma campanha publicitária protagonizada pelo famoso actor que sempre que fala diz os «t's» de uma forma estranha.

Mas para verem como eu tenho razão e não estou a imaginar, analisemos o final do novo spot publicitário do Continente. No final do anúncio, ouve-se o moço dizer que a marca É é a melhor para quem quer «qualidade ainda mais barata».

Já perceberam? Ah pois! O slogan do LIDL é «Aqui a qualidade é barata», e agora o Continente ripostou, dizendo que ainda é mais barata. Mas de qualidade acho que não deve ter grande coisa, porque já umas vezes levámos produtos da marca É cá para casa e constatei duas coisas:

1.º - estes produtos eram (e continuam a ser e continuarão a ser no futuro) fraquitos;

2.º - Dar uma marca o nome É... é parvo.

Resumindo e concluindo, a marca É é mais barata porque os produtos são mais fraquinhos. Mas é desta maneira que o Continente quer destruir outras marcas. Gozando com os seus slogans.

Ó Belmiro de Azevedo, aqui entre nós que ninguém nos ouve... Sabe, acho essa técnica de publicidade um bocado infantil... Imagine lá dois miúdos na escola, um é o moço Continente e o outro é o pirralho LIDL. E a discussão deles, basicamente, seria isto:

"Eu tenho produtos mais baratos!"

"Eu é que tenho e com melhor qualidade!"
"Na na, tu és cócó."

"Quem diz é quem é! Estás-te a ver ao espelho!"

Não poderiamos viver numa sociedade menos infantilizada? É que não me admira nada que um dia destes a publicidade das cadeias de supermercados se assemelhe a uma emissão do Baby TV.

Não digam que eu não vos avisei... Olhem que eu muitas vezes parece que adivinho as coisas!

To be continued... Quando houver mais material parvo para tratar.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Acabei de ler ontem o conto «A pérola», da autoria de John Steinbeck, galardoado com o prémio Nobel da literatura em 1962 e responsável por outros livros bastante conhecidos como «As vinhas da ira» e «A leste do Paraíso». O livro conta a hisatória de Kino, um pescador que encontra a maior pérola do mundo, que, como se poderá verificar ao longo da história, lhe trará diversas situações menos agradáveis e perigosas. Este livro põe no papel uma antiga lenda, mas Steinbeck aqui dá-lhe um toque mais humano, o que dá uma maior beleza à história. Uma crítica à sociedade que vale a pena ler.

Nota: *****

Retiro o que disse!

Acabei ontem por visionar a reportagem da TVI designada «Veneno nosso de cada dia». E depois de a ver, posso aqui fazer uma pequena opinião.


Se não tivesse visto a reportagem, pensaria que talvez ela seria tão apocalíptica como o anúncio. Mas comparar o anúncio e a reportagem é a mesma coisa que comparar os trailers e os filmes em si. Ambos podem ser completamente diferentes. E por isso é que às vezes alguns filmes chegam a desiludir. O trailer promete muito e depois...


Enfim, a reportagem não foi sensacionalista. Foi uma boa meia hora de informação, sem exageros, recomendando às pessoas o habitual: para se evitar problemas derivados pela comida que ingerimos, devemos ter uma alimentação variada e equilibrada para, segundo uma nutricionista que foi entrevistada, dar tempo ao corpo para se libertar dos microorganismos malévolos que vieram da comida, tais como metais, células cancerígenas, etc.


E também fiquei a saber que, afinal, a agricultura biológica não é assim tão boa como muitos a pintam. Sim, é verdade, retira os pesticidas à comida, mas chega a ter tantos ou mais metais que os alimentos de agricultura tradicional (que de tradicional não tem nada).


Gostei muito de ver aquela reportagem. Não entrei em paranóia (aliás, não era esse o objectivo desta reportagem, nem fazer publicidade a nenhuma marca, dizendo que "esta sim é que é boa! Não tem metais nenhuns, não"), e fiquei muito informado. Recomendo que vejam. Talvez um dia destes passe de novo na TVI, ou então na TVI24. Foi dos raros momentos de informação que gostei de ver nesse canal.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Já não se pode comer nada!

Ontem vi um anúncio a uma reportagem da TVI que me meteu medo. Aliás, acho que até é melhor não ver essa reportagem, senão fico aterrorizado. Ou não. Mas o que acontece é que a reportagem chama-se «O veneno nosso de cada dia», e no anúncio davam informações como estas:

Uma maçã pode conter células cancerígenas
Morangos têm três insecticidas

Enfim... Já nada é saudável... Talvez prefiram que as pessoas morram à fome. Mas se é para morrer, prefiro que seja com a barriguinha cheia e satisfeita e sem estar com paranóias. Tudo tem malefícios. E daí? Ao menos estas coisas fazem melhor que outras que tais...

Done!

Ontem, o passatempo terminou.

Fiquei em terceiro lugar, com a linda soma de 142 gostos na minha fotografia!


E escolhi o meu DVD de prémio. Foi este:



Estou muito curioso para o ver. Já li muito boas críticas dele. Vamos a ver se gosto!


Desde já o meu muito obrigado a todos os amigos que se prestaram a ajudar-me!

Desculpem lá este desabafo

Ontem, no jornal da TVI, o locutor Júlio Magalhães proferiu esta frase:


Na segunda parte do nosso jornal os temas serão o 11 de Setembro, o Congresso do PS e o campeonato de futebol.


Acho que, em dias como ontem, que marcam o aniversário de um evento que mudou a História, os telejornais deveriam perder um pouco da sua objectividade, e em vez de misturarem notícias importantes com outras "notícias", deveriam só deixar as importantes.


Sinceramente, que me interessa saber do congresso do PS? Tudo o que havia para ser dito já o foi. E o que me interessa saber a opinião dos outros partidos sobre o congresso? Não estou a criticar só o PS, mas toda a classe política. TODA!


E o futebol... Por amor de Deus... Vão mas é ver o programa «Tempo Extra» se querem estar informados.


Há dias como o de ontem em que essas notícias são como as moscas. Só estão a chatear.


Tenho dito.

Este «Em nome da amizade», que vi ontem na SIC, surpreendeu-me e muito. Principalmente por ter sido a primeira vez que gostei de ver o actor Adam Sandler. Talvez por neste filme se ter liberto desses papéis tolos, estúpidos e infantis que o caracterizam, conseguindo ser neste filme um actor dramático (embora também um pouco tótó). Neste filme é contada a história de dois amigos (Don Cheadle e Adam Sandler), que se encontram passados vários anos sem se verem, mais precisamente desde o 11 de Setembro. Um filme dramático, que muitos não devem ter gostado. Mas eu até gostei.

Nota: *** 1/2
«Frost/Nixon» é baseado numa peça de Peter Morgan (argumentista conceituado, autor de «A Rainha» e do ainda por estrear «A kind of magic», sobre os Queen), que também escreveu o argumento cinematográfico, e conta em pormenor os bastidores e as entrevistas do apresentador David Frost ao ex-presidente Richard Nixon, entrevistas essas que ainda hoje são consideradas um dos momentos televisivos mais importantes da História. Novamente temos um argumento de excelência de Peter Morgan, que Ron Howard soube muito bem levar ao ecrã, e ainda as grandes interpretações de Frank Langella e Michael Sheen, no filme Richard Nixon e David Frost respectivamente. «Frost/Nixon» cumpre muito bem o seu objectivo e é um filme muito interessante para quem se interesse pela política americana ou pelo mundo da televisão, ou simplesmente para quem goste de um bom filme.

Nota: ****1/2

domingo, 11 de setembro de 2011

«Os cavaleiros do asfalto», «Mean streets» no título original, é a obra que deu o estatuto de realizador de culto a Martin Scorsese, sendo este o primeiro filme que o grande cineasta faz em parceria com Robert de Niro. Numa história quase autobiográfica, da autoria de Scorsese, é retratada a vida da primeira geração de filhos de emigrantes italianos em New Italy, nos EUA. Na fita conhecemos Charlie (Harvey Keitel), um indivíduo que pretende subir de estatuto na máfia local, e a sua relação com o jovem Johnny Boy (Robert de Niro), que basicamente, tem dívidas a pagar a muita gente que aparece no filme. Gostei deste «Mean Streets». Embora não o tenha achado uma obra-prima, ao contrário de muitos críticos que, na altura, lhe deram nota máxima, achei um bom filme, e gostei muito da realização de Scorsese e das actuações de Harvey Keitel e Robert de Niro. Um bom filme para os grandes apreciadores de Martin Scorsese.

Nota: ****

sábado, 10 de setembro de 2011

O filme «José e Pilar» vai ser o candidato português aos Oscares.

Vamos a ver se consegue a nomeação, mas já é bom que este filme que eu gostei e recomendo seja o escolhido para ser o nosso candidato a melhor filme estrangeiro à edição do próximo ano dos Prémios da Academia, que vão ser apresentados por Eddie Murphy.

Apocalypse now, ou retrato da estupidez humana - Parte II

Hoje, descobriu-se que as paredes do prédio estão graffitadas.
Deve ter sido ontem aqueles tipos de que da janela do apartamento onde estou ouvia-se a música chunga.
E eu na altura até fui à janela ver o que se passava.
Só via dois chunginhas num carro.
Mas parece que, afinal, durante a noite, alguém andou a pintar as paredes com tretas.
Só podem ter sido eles.
Mais um retrato de como os adolescentes podem ser estúpidos, e aqui se vê o tal problema que foi verificado com os tumultos em Londres: é o prazer em que aqueles idiotas têm em destruir. Por nada. Só por destruir.
Cambada de energúmenos.
Que bom...

Agora queimei a mão direita porque tive a brilhante ideia de pôr a mão debaixo de um ferro para conseguir passar de um lado para outro da casa.

E assim, ui... a mão está-me a doer há imenso tempo.

Já pus água fria, estive até agora com um cubo de gelo... e a dor ainda não passou. É mais fraquinha, mas ainda não passou.

Pelo menos, agora, já consigo escrever com a mão direita.

Isto parecia uma cena digna de Mr Bean, garanto-vos!

Procurado e desejado

Na noite de ontem, sexta-feira, além de ter visto mais um episódio da magnífica série «Mad Men», logo de seguida no mesmo canal foi exibido um documentário bastante interessante sobre a atribulada vida do grande realizador Roman Polanski (e, pelo menos, é o facto de a RTP2 ter uma programação muito boa que me faz pensar que, ao menos, foi bom não a terem privatizado também), responsável por grandes obras da História do Cinema, como «A semente do Diabo», «Chinatown», «O Pianista», «O escritor fantasma» e o mais recente «Carnage», que foi muito aplaudido aquando a sua exibição de estreia no Festival de Veneza.
O documentário abordou com mais destaque o julgamento de Polanski por ter tido relações sexuais com uma menina de treze anos. Todo aquele julgamento, digo, poderia até mesmo ser passado para filme. Um juiz que não fazia muito bem a sua função de juiz... Enfim, até a própria vida de Polanski dava um filme. Perdeu os Pais muito cedo, a mulher, Sharon Tate, foi assassinada e estava grávida de sete meses...
O documentário também me deu para reflectir a maneira como os EUA conseguem manipular a informação para criar os seus vilões: como é dito no documentário, na Europa Polanski era aclamado como herói e nos «States» era como se fosse o mau da fita.
Aconselho este documentário - deve voltar a dar um dia destes na RTP2 - , como também aconselho ao descobrimento das obras de Polanski, um dos mais notáveis realizadores vivos.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

O fim de Bean

Não percebo porque é que, de repente, voltou à baila o facto de o desastrado personagem Mr Bean, interpretado pelo génio da comédia inglesa Rowan Atkinson, nunca mais voltar com peripécias novas, para todo o sempre. Acho que era algo que já se sabia há muito. Pelo menos, eu já sabia desde que saiu o último filme.
Eu sempre fui um grande fã do Mr Bean, é das maiores memórias que tenho de infãncia. É como se aquele senhor já fizesse parte da família desde sempre. E ontem, ao ver um excerto de sketches da série de TV na RTP1, não pude deixar de dar umas gargalhadas.
Gostava da série, que ainda hoje a RTP faz favor de repetir inúmeras vezes, assim como do primeiro filme, que vejo sempre que passa na TV, e do segundo filme, que tem um estilo mais Jacques Tati por não recorrer ao diálogo, como na primeira fita.
Rowan Atkinson disse que não iria voltar com a personagem por estar velho. Só isto. Acho também que muitos fãs dele começaram a dizer que ele já estava a decair quando o segundo filme estreou. Outros, pelo que tenho lido na internet, acham que por Atkinson se ter dedicado mais ao humor físico com o Mr Bean e com o mais recente Johnny English (vai estrear o segundo filme desta personagem este ano), deixando de lado a comédia do género «Black Adder» (de que sou muito apreciador).
Opiniões são opiniões, e a minha é que Atkinson é um génio absoluto da comédia mundial. Um actor versátil e muito engraçado, que continuará a ser importante nos próximos anos.
Aqui fica um excerto do primeiro episódio da série de Mr Bean, para recordar a mítica personagem.


9/11

Eu era ainda pequeno quando este terrível desastre aconteceu. E só de pensar que já passaram dez anos sobre este terrível ataque conduzido por Osama Ben Laden, fico arrepiado. Já foi há muito tempo.

Ultimamente tenho visto muitos dos documentários e reportagens que as televisões têm transmitido para marcar esta data do décimo aniversário do 11 de Setembro. Uma delas vi ontem, na SIC, era sobre os bombeiros que morreram a combater a destruição provocada pelos aviões que abateram as torres gémeas e posso admitir que, a certa altura e não sei porquê, uma pequena lágrima caiu-me do canto do olho. Eu, que não sou uma pessoa muito sentimental. Mas talvez ao pensar nestas pessoas, que apenas iam cumprir o seu trabalho, salvaram vidas, e morreram pelos outros... Não sei o que dizer, sinceramente. Falar de assuntos tão sérios como este dá-me um pouco de arrepios na espinha.

Mas deixo aqui a minha homenagem. Às vítimas, aos sobreviventes, ao povo americano. Há dez anos, este acontecimento fez com que o mundo nunca mais fosse o mesmo.

E este é o 900

Só para dizer.

Mais nada.

Para isso gastei um post inteiro.

É preciso saber encher chouriços de vez em quando.

900... É um número bem bonito.

E vamos chegar aos 1000? Claro que vamos, sim senhora!
Que grande noite foi a de ontem, em que revi um dos meus filmes favoritos. «Gran Torino», de Clint Eastwood. Ontem trouxe-o de uma biblioteca daqui de Albufeira e ainda achei melhor do que da primeira vez que vi. Adoro este filme. Clint Eastwood é surpreendente, a história diferente e bastante interessante, que fala de coisas sem favorecer ninguém. É um grande filme que todos deveriam ver.


Nota:*****
Parece que, por causa do aumento do IVA, muita coisa vai aumentar o preço. Uma dessas coisas é os bilhetes de cinema. Irra! Já estavam caros, agora como vai ser? O bilhete de cinema normal passa a ser ao preço do de 3D? Não lhes chega já termos de pagar seis euros por um bilhete? Ir ao cinema é mais caro do que ir comer um bitoque no café ali da esquina...

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Memórias do cinema



Sempre tive um grande respeito e admiração pelos projeccionistas do cinema. Sim, aqueles indivíduos que, num tempo (não muito) longínquo, estavam dentro da salinha cheia de máquinas e bobines e que faziam passar os filmes para o grande ecrã.

Gosto de ir ao cinema King, porque numa das salas, antes de se entrar, pode-se ver o pequeno compartimento, coberto com paredes de vidro (por isso pode-se ver tudo por dentro), onde o filme está a passar. Sempre achei graça ao cinema assim. Não ao digital, que agora entrou para as salas e tornou-se moda por ser mais barato...

Podem dizer que pareço um idoso saudosista, mas para mim o digital tira toda a magia do cinema. Não sei se essa sala do King continua a passar filmes de maneira tradicional, mas acho que dessa maneira era mais giro ir ao cinema. E olhar para trás e tentar ver quem é que estava por trás do projector.

Lembrei-me de escrever isto depois de ter visto uma reportagem na TVI há uns dias sobre o desaparecimento da projecção de projeccionista, uma reportagem muito boa, que metia pelo meio excertos de «Cinema Paraíso», um dos meus filmes favoritos.

E eu sempre tive uma adoração pelo cinema assim, com as bobines e todas essas máquinas a funcionar, tal como acontece nesse filme, que retrata a vida de um projeccionista de uma aldeia italiana e do seu parceiro, o pequeno Toto.

Isto do projeccionismo tradicional pode parecer daquelas coisas da vida que são facilmente ultrapassadas e obsoletas, mas isto era algo que dava outra alegria ao cinema, na minha opinião. E por mais barato que seja o digital, não é o mesmo cinema que se vê no ecrã.

É algo que, infelizmente, está a desaparecer.

Ficam as memórias. Já é alguma coisa.

Woody Allen é um génio da comédia, isso toda a gente sabe. E «Scoop» é a prova disso. Muita gente não gostou do filme, mas ontem vi-o na RTP1 e fiquei maravilhado.
«Scoop» envolve amor, crime, morte e comédia, num filme leve mas que não deixa de ter boas piadas e um bom argumento. A história pode-se resumir a isto: um grande jornalista morre, e na sua jornada no barco da morte descobre uma revelação fantástica sobre quem é o misterioso assassino do Tarot. Então resolve escapulir-se ao barco da morte e contar a uma estudante de jornalismo (Scarlett Johansson) a notícia bombástica que acabou por descobrir. Uma comédia hilariante, que pode ser simples, mas não é por isso que perde a piada.

Nota: ****

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Ah que chatice!

Foi ontem a ver um documentário do Biography Channel dedicado a Freddie Mercury que me lembrei de um dos meus ódios de infância.

Dobragens ranhosas de canais por cabo, que são completamente idiotas e desnecessárias. É que são dobragens feitas sem alguma emoção... parece-me que os dobradores devem ganhar cinco euros por semana, pelo trabalho que fazem...

Eu não sou fã de dobragens, mas por exemplo, aquele tipo que faz as vozes dos documentários da SIC... Ele é genial! Na minha opinião, claro... Mas é a voz que acho que é a mais certeira para dobrar documentários... Mesmo preferindo as legendas.

Quer dizer, ao menos nos documentários da SIC eles não dobram os entrevistados. Já é alguma coisa...

Mas parece que esses canais por cabo, agora, vão passar a ter tudo legendado. E porquê? Ao que parece, ao fim de não-sei-quantos anos, eles aperceberam-se que os portugueses não são como os espanhóis, que vêem tudo dobrado.

FINALMENTE QUE PERCEBERAM ISSO!

Essa medida vai começar a ser posta em prática já este mês. Não sei é quando, mas enfim...
Já várias vezes afirmei a minha admiração pela série «Mad Men», uma das melhores e mais prestigiadas da actualidade, e das minhas séries dramáticas favoritas, onde também estão incluídas «Sopranos», «The West Wing», «Six Feet Under» e a mais recente «Boardwalk Empire».

Os temas que a série «Mad Men» aborda são publicidade, a vida, dinheiro... e whisky. Seguimos a jornada de Don Draper, um publicitário que anda com todas as mulheres que lhe aparecem à frente (ou quase todas), é um especialista no seu trabalho e um grande bebedor de whisky. Aliás, se a série fala de whisky, é por culpa dele, em 90% dos casos.

Mas porque gosto de «Mad Men» assim tanto? Bem, acho que é por não ser um drama tão convencional como os grandes «blockbusters» da TV como aquela série irritante igual a uma telenovela mexicana chamada «Anatomia de Grey» ou como uma série que já gostei mas que já me fartei que é o «House». «Mad Men» é uma série diferente, não se deixa ir por popularismos e diz o que tem a dizer, retratanto fielmente uma época, onde somos levados numa viagem no tempo até aos glamorosos anos 60.

Um must-see.

Frase do dia

Uma promoção a não perder!



Eis uma grande promoção que eu há umas semanas fotografei enquanto passeava pelos corredores de uma loja LIDL.

E digo, acorrai, moças de todo o país! Esta promoção é algo de único! Comprem toda a cera que puderem! Nunca mais vão poder comprá-la a este preço!

É inacreditável!

Só no LIDL.

Help!

Queria pedir aos (poucos) leitores do meu blog para me ajudarem a tentar ganhar um passatempo do facebook.

Para isso, basta fazerem o seguinte:

1.º - Façam like nesta página http://www.facebook.com/CinemaTVPortugal

2.º - Depois ponham um like nesta fotografia! http://www.facebook.com/#!/photo.php?fbid=1456186260188&set=o.106953629395994&type=1&theater Agradecia se me ajudassem a ganhar isto, e por favor, se puderem divulguem aos vossos amigos.

A votação decorre até ao dia 11 de Setembro, mas se ajudarem já não era má ideia.

Obrigado.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Borat - - aprender cultura da América para fazer benefício glorioso à Nação do Cazaquistão



Em «Borat - aprender cultura da América para fazer benefício glorioso à Nação do Cazaquistão», comédia protagonizada pelo grande Sacha Baron Cohen, responsável por «Ali G» e que, em breve, entrará no filme sobre os Queen «A kind of magic», é apresentado o repórter Borat, que vai aos EU e A para aprender a cultura americana para benefício da sua nação, o Cazaquistão. Esta é uma comédia muito irreverente. Talvez muita gente não vai achar graça. É uma comédia, na minha opinião, muito engraçada, e ao mesmo tempo repugnante. Mas quem gostar de humor mais corrosivo e idiota, tem aqui um bom filme.

Nota: ****




Pude rever no fim-de-semana o épico «O Aviador» da autoria de Martin Scorsese, realizador responsável por obras primas como «Taxi Driver» e «Goodfellas - Tudo Bons Rapazes». Não me lembrava muito do filme por isso decidi revê-lo, e foi uma grande ideia porque adorei o filme.

O filme retrata a vida de Howard Hughes, o famoso realizador de cinema (responsável pelo «Scarface» original, filme que tenho curiosidade em ver e comparar com o do Brian de Palma, que também ainda não vi), com uma grande paixão pelo mundo da aviação, e também afectado por algumas psicoses que lhe incutiram na sua infância. O filme é uma das grandes obras-primas de Scorsese. Um Leonardo Di Caprio numa grande interpretação (foi a ver este filme que mudei a minha opinião sobre o actor - antes de ter visto este filme há uns quatro anos atrás, dele só tinha visto o «Titanic», que não gostei muito), uma belíssima realização de Scorsese, apoiado por um estrondoso argumento. «O aviador» é grande!

Nota: *****

The show must go on

Há sessenta e cinco anos nascia aquele que seria a cara da famosa banda Queen, a minha favorita: falo, claro, de Farrokh Bulsara, mais conhecido por Freddie Mercury, que, para infelicidade de muitos fãs, morreu vítima de SIDA em 1991, precisamente há vinte anos.

Longa vida aos Queen e ao seu líder, que sem ele nunca mais foi a mesma.

Deixo aqui uma das músicas mais emblemáticas do grupo, e uma das melhores músicas da História do Rock. E vejam a decoração especial que o Google fez para assinalar a data. Muito gira.

Mais uma coisa: hoje, por volta das 22h20, o Biography Channel passa um documentário sobre o grande artista.

And the Show must go on!

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Não gosto...

... da interface actualizada do Blogger.

Eu gosto da antiga e essa não bloqueia, por isso, fico com esta.

Em equipa que ganha não se mexe.

Bem, isto não é uma equipa. É só um blog.

Passe a redundância.
Interessante crónica de Nuno Galopim sobre o facto de a música gravada parecer estar a render de novo. Será que alguma coisa vai mudar no mercado?
Leiam a crónica aqui.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

O Festival de Veneza, que começou ontem, está repleto de grandes propostas cinematográficas e que devem valer a pena, como o novo filme realizado por George Clooney «The Ides of March», exibido ontem e que mereceu o grande aplauso do público. Estarão também presentes no festival Roman Polanski, que vai apresentar a sua nova obra, intitulada «Carnage», David Cronenberg, que estreará «A Dangerous Method», Steven Sodhenberg com «Contagion» e ainda Al Pacino, que além de receber um prémio especial de carreira, vai apresentar o filme «Wilde Salome», realizado e interpretado por ele mesmo, uma obra que me parece ser bastante interessante.


A festa do cinema em Veneza, num festival que já dura há sessenta e oito edições, irá decorrer até 10 de Setembro. Veremos quem é que irá ganhar o Leão de Ouro este ano.

Frase do dia

Num filme o que importa não é a realidade, mas o que dela possa extrair a imaginação.

Charlie Chaplin