quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Mark Twain - 176 anos

Hoje comemorou-se o 176.º aniversário do nascimento de Samuel Clemens, mais conhecido por Mark Twain, que é nada mais nada menos que um dos maiores escritores americanos e universais de todos os tempos.

Mark Twain é absolutamente genial. Deixou para a História uma vasta obra com grandiosos títulos como «As aventuras de Tom Sawyer» e «As aventuras de Huckelberry Finn». Eu considero-o mesmo o Eça de Queirós americano (ou então o Eça é que é o Mark Twain europeu?). É um autor que escrevia com um estilo humorístico tão marcante que continuam frescos e bons passado tanto tempo, sendo suscetíveis de causar gargalhadas a quem leia os seus livros. Aconselho a leitura da sua obra, e já agora, passem com o google que está com uma imagem muito gira de tributo a Twain, ilustrando uma cena que aparece no livro «As aventuras de Tom Sawyer».


Bom feriado!

terça-feira, 29 de novembro de 2011

BTTF 1

Roads? Where We're Going We Don't Need Roads.

«Regresso ao futuro» é simplesmente fantástico. Se antes de ver o filme estava com algum receio de que não o achasse com a mesma magia com que o vi há uns anos, voltei a adorar e a idolatrar o filme. Só o vi umas três vezes em toda a minha vida, mas é um dos meus filmes favoritos, sem precisar de ser uma obra-prima cinematográfica. Não precisa de o ser porque contém tudo lá dentro: comédia, aventura, uma grande história... e tudo isto numa grande mistura que a ela muito se igualam os primeiros filmes de Indiana Jones e a recente adaptação das aventuras de Tintin por Spielberg. O filme foi marcante para mim porque, pela primeira vez, tomei contacto com um mundo cinematográfico mais virado para a ficção científica, que gostei! Hoje em dia na minha cabeça andam passagens e momentos do filme, para aproveitar algum momento em que seja conveniente utilizá-las, e gosto sempre de saber coisas novas sobre os atores, as filmagens, etc. Mas além de todos os temas que o filme aborda, acho que o que mais me fascina é a amizade entre Marty McFly e Doc Brown. Aqueles momentos em que ambos se estão a despedir, caramba! Que emoção! Além da intrincada história que nos leva a descobrir vários pormenores novos a cada revisionamento da fita, que acho algo muito interessante e muito difícil de conseguir.
A minha intenção era escrever um texto todo bonito e tal, mas acabou por me sair esta coisa. Mas queria apenas dizer que vale muito a pena ver ou rever «Regresso ao futuro», pelo menos o primeiro filme. Os outros dois logo se verá (achei-os bons quando os vi, mas não tão bons como este).

Nota: ****1/2

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Os fados desta vida

O fado é agora património imaterial da humanidade.

É bom, isto.

E é tudo o que eu tenho para dizer sobre este tema, sem pegar nas mesmas coisas que as milhentas pessoas que foram entrevistadas disseram. Eram um bocado repetitivas, essas opiniões.

Mas sim. Para mim é idem idem aspas aspas.

Os dias das nossas vidas

No passado dia 24 de Novembro comemoraram-se vinte anos sobre o desaparecimento de Freddie Mercury (comemorar é como quem diz... ninguém "comemora" a morte de alguém, não é? A não ser que seja uma pessoa que nos fosse bastante desprezível, mas isso agora não interessa para o caso). E para assinalar esta data, o Biography Channel fez o favor de passar nesse dia, à noite, o documentário de dois episódios «Days of our lives» da BBC, feito este ano e integrado nas celebrações dos quarenta anos de Queen, na sua programação, e que eu tive o gáudio de poder gravar e ver ontem à tarde no «télévisor», em vez de estar a estudar.

Uma coisa que muito me alegrou é que (parece que sim, finalmente) o Biography deixou de dobrar os seus documentários e passou a legendá-los, o que para uma pessoa fã de originais como eu sou, torna-se um grande presente, além de ser um documentário sobre a minha banda favorita.

«Days of our lives» é capaz de ser o melhor documentário que existe à face da Terra (porque talvez nos outros planetas possam ter já feito programas melhores, nunca se sabe!) sobre a carreira de uma das bandas mais famosas em todo o mundo. É um documentário, como já referi, com a chancela da BBC, o que, por si só, já lhe dá uma certa garantia de qualidade.

O documentário não é uma peça que fique para a História da Televisão. Não é nenhuma dessas obras primas documentais como as que a HBO costuma "fabricar" ou outras séries documentais da própria BBC. Mas para os fãs dos Queen é um bom programa, e também para os menos fãs que gostariam de conhecer a carreira destes quatro magníficos, pois o programa é muito acessível, o que ajuda muito (embora, de vez em quando, haja uns "piscares d' olho" para certas informações que só os grandes fãs sabem e que escaparão aos espetadores menos informados). É um documentário que se vê muito bem e que vale a pena, pois os Queen são das poucas bandas que, tal como os Beatles e outras que agora não me recordo, têm uma história tão marcante e inspiradora que continuarão a marcar a cultura popular nas próximas décadas.

E, para terminar este texto, gostaria apenas de dizer duas coisas. Primeira: vamos a ver como será o filme dos Queen, com Sacha Baron Cohen no papel de Freddie Mercury. Segunda: que venham mais quarenta anos de sucesso para os Queen, porque o espetáculo tem de continuar!

Uma pequena leitura

Li, mais uma vez, uma história ligada ao género do terror e fantástico. Desta feita foi o clássico da literatura portuguesa «O barão», um pequeno conto da autoria de Branquinho da Fonseca, que foi recentemente alvo de uma adaptação para cinema, realizada por Edgar Pêra e com Nuno Melo no papel do Barão.

Esta obra introduz ao leitor a estranha e enigmática personagem do Barão, um homem que vive sozinho na sua mansão, com os seus criados e os seus cães. Um inspetor da instrução primária irá encontrar este aristocrata com algo de excêntrico e decadente, que ao longo da história irá interessando cada vez mais o narrador, através das situações que as duas personagens vão viver nessa noite, à volta do pequeno mundo criado pelo Barão.
Aconselho o livro, pois além de ser de rápida leitura, é uma história com muito interesse que vale a pena ser lida. Pena não ter podido ver o filme - está a sair dos cinemas por estar a ser um fracasso de bilheteira - se calhar, se Edgar Pêra tivesse tomado a ideia que João Botelho teve para a exibição do seu «Filme do desassossego», teria mais sucesso. Mas pronto, é pena.

Nota: ****

E agora tenho mais dois livros em mente: vou começar «A cidade e as serras» de Eça de Queirós, e se tiver tempo para ler mais livros ao mesmo tempo, estava a pensar em ler o primeiro volume do «Tropa de elite».

sábado, 26 de novembro de 2011

Ontem, graças às andanças que o nosso grupo escolar de teatro anda a percorrer, pude assistir, no Teatro Nacional D. Maria II, ao ensaio geral da peça «Quem tem medo de Virginia Woolf?», um clássico da dramaturgia contemporânea americana adaptado para português, que simplesmente adorei. Além de ter quatro atores fantásticos e um excelente cenário, é de aplaudir o magnífico texto e encenação. Uma história sobre relações humanas e a própria vida, numa comédia dramática fantástica. Se puderem ir ao teatro, se tiverem dinheiro para ir ao teatro, vão ver esta peça. Estreia hoje e vale muito a pena.


Nota: *****

Vampiros doentios

Diz que o novo capítulo da saga «Tuailaite» anda a gerar polémica nos EUA por certas cenas causarem convulsões a pessoas com problemas epiléticos ou lá o que é

A minha pergunta era se a saga em si já não traz uma série de efeitos secundários negativos a quem a visione...

Além de atacar as pessoas com essa doença que é a parolice (incurável) e das convulsões, os espetadores de «Amanhecer» vão ser um grupo de pessoas completamente doentes a nível cinematográfico, e provavelmente, social.

E assim vai o mundo.
«A última tentação de Cristo» é, na minha opinião, uma das melhores versões cinematográficas da vida de Cristo que tive o prazer de contemplar até hoje. Além de ser um filme muito bonito, baseado no controverso livro de Nikos Kazantzakis (se bem que tudo o que envolva Jesus Cristo é provável que seja causador de controvérsia), é uma história baseada nas Escrituras (podemos ver alguns episódios reais da vida de Cristo no filme, como a ressurreição de Lázaro ou a crucificação), que nos dá uma visão da vida de Cristo mais real e humana. Eu, como crente, digo-vos que imagino que Ele tenha sido uma figura assim, uma pessoa simples e mais humana. E por isso gostei do filme. Um pouco pesado em certas partes, é verdade, mas não deixa de ser um filme belíssimo, com um excecional trabalho de realização do Mestre Martin Scorsese. Recomendo vivamente «A última tentação de Cristo», um filme um espantoso e excelente épico bíblico.


Nota: *****
Não sou grande fã de histórias de terror ou fantástico, porque tendem a ser demasiado repetitivas e cansativas para a minha pessoa. Contudo, há uns dias li de uma assentada o primeiro volume das «Aventuras de Dog Mendonça e Pizzaboy», um livro de banda desenhada saído dessa mente extraordinária que é a de Filipe Melo, com os "bonecos" de Juan Cavia, também muito bons. É um livro que mistura terror com fantasia, e embora eu, como referi, não seja fã deste tipo de histórias, gostei desta. Por envolver bem humor e aventura, numa história que é, em parte, um tributo a grandes clássicos do cinema. Lê-se muito bem - aliás, o meu apetite voraz por banda desenhada (agora um pouco destreinado porque não tenho lido muito) ajudou a que acabasse depressa o livro - e recomendo. Aos fãs de terror e fantástico e aos fãs de BD. Vale muito a pena, é uma história muito boa.

Nota: ****1/2

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Curto Circuito

Há uns tempos idos ver o «Curto Circuito», talk-show juvenil da SIC Radical, tinha piada. Ver pessoas como Rui Unas, Bruno Nogueira, João Manzarra, que tinham graça, era sempre agradável e engraçado, entretinha quem seguia o programa. Agora não vejo tanto, dantes era quase um programa de culto...

"É a luta, pá!" "Qual luta, pá?" "Sei lá, pá!"

(ATENÇÃO: Este post contém material EXTREMAMENTE explosivo e chocante. Cuidadinho hein?)

O povo português tem uma particularidade que a mim me interessa muito e que é o poder quen tem de se indignar. Do género «Olha amanhã fazemos mais uma manifestação. Como é que vai ser? Indignação das nove ao meio dia, depois almoço, às três voltamos a indignar e se possível pomos um cocktail molotov ou dois à mistura, e depois ao final do dia, depois do cházinho e as torradas, fazemos o concurso do manifestante mais suado 2011. Ok, 'tá tudo. Olha, trazes aí o livro de frases e cançonetas inspiradoras para serem gritadas em manifestações? Está aí, ao lado da TV7 Dias da semana passada. Pronto, podemos ir».
Ou seja, para muita gente a indignação através de greves tornou-se um hábito diário que se impenetrou tanto nos grevistas, tanto nas outras pessoas que não fazem greve, que já estão acostumadas a ligarem a televisão de manhã e a ouvirem, além do Minuto Verde, a cobertura da greve pelos jornalistas das diversas estações.
O que acho piada é a geração à rasca, que, ao estar sempre a manifestar-se, revela não estar à rasca, mas sim ser rasca. Se fosem portugueses, ultrapassavam as coisas sem falinhas mansas. Infelizmente, o método do desenrrascanço está a perder-se em Portugal e sim o método «Ai coitadinho de mim». Conheço muitas pessoas que estão em piores condições que essas pessoas que se foram manifestar porque ficaram sem o 13.º mês ou coisa que o valha porque são sérias. E também porque não vivem à pala do Estado, a maior parte delas. E isso ainda é importante, se bem que agora, também muita gente que não funcionários públicos gostam disto.
Aliás, sobre o 13.º mês, o que muita gente se esquece é que isso foi criado pelo (ui, tão "fascista") Marcello Caetano porque naquela altura os funcionários públicos até tinham mais razões de serem coitadinhos do que as que proclamam atualmente.
E depois acham-se os heróis. Espécies de Lusitanos contra a "Romanada" que queria entrar na Península Ibérica. Autênticos super-homens e mulheres que, por umas horas, pensam ser os reis da nação (mas se calhar nem davam para serem reis de Alguidares de Baixo, ou talvez nem saibam governar-se por si mesmos).
Por fim, claro, a sobremesa de qualquer greve (ou de qualquer situação na vida), os homens da luta. Aqueles tipos que ao princípio, no seu programa «Vai tudo Abaixo» tinham piada e faziam uma sátira ao PREC e agora nem se sabe bem o que é aquilo. É pena, eles venderam-se. Tal como fizeram os Gato ao senhor Zeinal Bava.

Porque é que quis escrever isto e arriscar-me a chegar a casa e ter a surpresa de levar com uma garrafa de vidro na testa (talvez porque me deu um vaipe momentâneo de loucura e apeteceu-me levar com uma garrafa na tola, ou então pelo conteúdo deste post)? Pela simples razão de que estou meio farto (se fosso completamente farto ui, a minha ira nem cabia neste textinho) de ouvir pessoas a queixarem-se, a manifestarem-se, a pensarem só em si próprias.

Por isso, Portugal não tem na sua maioria pessoas desenrrascadas, como era hábito há umas gerações atrás. Tem é pessoas que gostam de ter a papa cerelac quando chegam à cozinha para tomarem o pequeno almoço. E se possível já preparado e quentinho.

Eu sou desenrrascado, sim senhor. Se não dá para fazer coisa x de uma dada maneira, faço de maneira y e pronto, está resolvido. Ou então, se for preguiçoso, faço uma manif. Dá menos trabalho, é verdade, mas cansa mais a voz, e isso é algo que pouco me agrada.

Por isso pedia-vos. Se proclamam tanto a «luta», encortem nas manifs se faz favôire, e façam algo por vocês próprios. Inventem, tentem desembaraçar-se das mais variadas situações usando a cabeça.

Ah, e esta "aplicação" não consta no facebook nem em nenhum tablet.

Habemus Filmum

Este filme despertou-me a atenção, não por ser de Nanni Moretti, porque, confesso, até hoje não vi ainda sequer um filme deste realizador - embora tenha «O caimão» para ver - mas pelo tema em si e por ser realizado por uma pessoa que não é crente na religião. Parece-me ser um bom filme, pelo menos o trailer convenceu-me. Por isso também vos aconselho este «Habemus Papam».

Eis um artista que vai trazer algo de mais interessante à edição do Rock in Rio do próximo ano. É que, em 2012, pela segunda vez na sua carreira, Bruce Springsteen vem atuar a Portugal!

Se o bilhete até não for muito carote ainda pondero ir a este festivalzeco só para ir ver este Senhor. Senão, "bão róbar dinhêro a quem quiserem, tá"? A mim não!

Tenho dito.

EDIT - para variar os bilhetes são muito baratos. Quase sessenta euros.

Desculpa Boss, mas nem por ti pago uma roubalheira dessas.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Heil Hynkel - retrato de um filme de génio

Já são inumeráveis as vezes que escrevi posts sobre Charlie Chaplin ou com citações desse génio. Já foram muitas vezes, mas acho que vale a pena falar sobre Chaplin as vezes que me apetecer, porque ele é uma das pessoas que mais me influencia no dia a dia e um dos meus ídolos, estatuto que lhe preservo na minha mente desde que me lembro.

Lembrei-me de voltar a escrever pela milionésima vez neste blog um post em homenagem a Charlie Chaplin porque a sua obra tem estado, nos últimos dias, mais presente do que o habitual na minha vida quotidiana, principalmente o seu filme «O grande ditador», do qual foi retirada a imagem que ilustra este post e que eu considero a sua obra prima máxima. Ultimamente, nas aulas de filosofia, tem-se falado de Hitler, e quando se fala no Hitler, eu falo deste filme. E na aula de sexta feira passada o professor falou do filme por estar a falar no Hitler, e eu disse que tinha o filme. Então ficou acordado que eu traria o filme na próxima aula (amanhã) para mostrar à turma.

E entretanto voltei a ter curiosidade em rever o filme (embora o vá ver amanhã), e foi o que eu fiz no fim de semana. Para aí pela décima segunda vez vi «O grande ditador». É dos poucos filmes que consigo tirar alguma coisa nova que me tinha passado despercebida das outras vezes que o tinha visto (desta vez foi, por exemplo, um gag com a personagem Adenoid Hynkel - uma das duas de Chaplin neste filme), que me levam a gostar cada vez mais do estilo cómico de Chaplin, com piadas, sim, algumas mais antigas e ultrapassadas, claro, mas se formos a ver bem, no meio desses gags mais obsoletos ele faz comédia com cada pormenor, com a situação mais miserável que exista, ao mesmo tempo que consegue fazer pensar o espetador.
O filme é uma sátira corajosa ao nazismo. Corajosa porque Chaplin fê-la em plena segunda guerra mundial, ainda os EUA estavam em paz com a Alemanha de Hitler. E além de Chaplin saber ridicularizar (e bem!) esse ditador e também Mussolini (no filme a sua personagem chama-se Benzino Napaloni), sabe fazer um filme excecional que só não ganhou nos Oscars por, de certeza, a Academia ter medo do que iria acontecer se tal se sucedesse.

«O grande ditador» gerou muita controvérsia na altura em que estreou. Estávamos num tempo em que os americanos tinham um grande medo de tudo o que fosse comunista. E este filme foi apelidado como tal, por uns, e inofensivo demais, para outros. Para mim, nem é uma coisa nem outra. Com o filme, Charlie Chaplin quis passar uma mensagem universal de esperança num tempo difícil para o Mundo, conseguindo tocar de uma forma tão brutal que ainda hoje várias partes deste filme (mais precisamente a final) são partilhadas e partilhadas por youtubes e facebooks e tudo o mais. Chaplin fez um filme imortal, Chaplin, como aconteceu com muitos dos seus filmes, conseguiu deixar uma marca muito importante na História do Cinema, com «O grande ditador». Uma marca que, felizmente, permanece até hoje.

domingo, 20 de novembro de 2011

Finalmente estreou

Sou um grande fã da dupla Ricky Gervais e Stephen Merchant. Adoro «The office» e os poucos episódios que vi de «Extras». E há imenso tempo que esperava a estreia desta nova série. E eis que, finalmente, no passado dia 10 de Novembro, «Life's too short» estreou na BBC.

Estou ansioso por ver esta nova sitcom, mas ainda só teve dois episódios emitidos e já recebeu uma reação muito mais negativa que positiva da crítica. Muitos críticos apontam a falta de piada da série (um crítico do The Guardian diz que só teve um primeiro sorriso aos oito minutos do primeiro episódio) e o facto de Gervais e Merchant pegarem nas mesmas personagens com as mesmas particularidades de sempre. Mas independentemente do que a crítica diz, eu quero ver esta sitcom. Claro que só por ter o Gervais não é por isso que esta série va ser boa, mas quero vê-la para tirar as minhas conclusões.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Finalmente voltei às leituras!

Hoje acabei de ler um livro que me demorou imenso tempo a acabar. Não por ser grande (muito pelo contrário), nem pouco interessante (muito pelo contrário!), mas nos últimos dias não tive muita vontade de pegar num livro, depois de ter pegado nuns três antes deste e não ter avançado em nenhum destes além da página 30 (exceto a «Alice no País das Maravilhas», que consegui ir até à 50. Só que achei a história tão pouco interessante, mesmo que fosse escrita com a linguagem mais fácil deste mundo, que decidi libertar-me deste peso e recolocar esta obra na estante). Mas decidi acabar hoje, pois voltei a ganhar aquele impulso literário devorador de livros que já não sentia desde que tinha acabado de ler o «Huckelberry Finn».

E o livro que acabei de ler foi «O terceiro homem», de Graham Greene. É curioso por ter originado um guião para filme e não ter sido planeado como livro. Muitas pessoas dizem que o filme é cem vezes melhor que o livro (por acaso gostava muito de o ver), mas gostei do livro. Um bom thriller, indicado para quem gosta de histórias que envolvam crimes e mistério. É um clássico da literatura, e em certa medida uma crítica à situação da Europa após o final da II Guerra Mundial, criando uma situação fictícia com as quatro potências - EUA, Inglaterra, França e Rússia - onde a Europa está muito devastada com os conflitos entre as mesmas. Vale a pena ler, principalmente por ser muito leve e convidativo - e agora vou voltar a ter vontade de ler mais livros interessantes!


Nota: ****


E entretanto vou começar outra obra curtinha, que deu origem ao recente filme português realizado por Edgar Pêra: falo de«O barão», de Branquinho da Fonseca.

Boas leituras!

Como não tenho mais nada de útil para fazer fui refazer a minha vida...

... por escrito. Por isso, se quiserem ler literatura da má, para não variar dessas coisitas que andam a ler nos facebooks dos vossoas amiguinhos, espreitem a minha vidinha, contada em menos de meia dúzia de parágrafos. Também não era preciso mais que isso.

Basta clicarem nesse espaço por baixo do título do blog, com o nome «Sobre a minha pessoa».

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Sobre nada

É impossível ter-se uma opinião universalmente aceite sobre qual é a melhor sitcom de todos os tempos, porque há muitas que podem ser apelidadas de excelentes, e todas mereceriam o primeiro lugar.

Uma dessas sitcoms mestras, dignas de serem admiradas como se religiões se tratassem, é «Seinfeld», a famosa série americana que conquistou o público de todo o mundo ao longo dos anos 90, e que agora está novamente em reposição na SIC Radical (até agora vi toda a sexta temporada graças a esta exibição na TV, e agora vou começar a sétima). «Seinfeld» tem uma particularidade que a distingue das outras comédias de situação, e que todos os fãs que estiverem a ler isto saberão do que estou a falar: é do facto do programa falar sobre... nada. Tanto um episódio inteiro pode ser feito sobre uma matrícula de automóvel algo estranha como também a espera num restaurante chinês pode dar vinte e dois minutos de pura comédia.

Mas atenção: «Seinfeld» não tem mérito por ser só sobre situações do quotidiano de um grupo de amigos (um stand up comedian, um careca neurótico, um tipo passado dos carretos e uma moça também ela com o seu toque de loucura) auxiliados por um vasto leque de grandes personagens secundários (o maior exemplo disso é o maquiavélico Newman). Tem mérito por continuar a ser fresca e engraçada mesmo que fale dos temas mais ridículos que se possa imaginar. Ou seja, «Seinfeld» é a loucura em estado puro. Os opositores desta sitcom podem dizer que não se ligam ao tipo de humor da mesma, mas se disserem que é má... ah isso é que não é de certeza!
Yada Yada Yada...

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Outono, Outono... Queria fazer uma rima com a palavra "Outono" mas nada me ocorreu, por isso fica aqui este título longo e choninhas.

CASTANHAS!!!!


(o post propriamente dito só começa no parágrafo seguinte. Este serve apenas para eu, numa letra centrada a grande destaque e a negrito, expôr a minha admiração por esse alimento «outonístico» que é a castanha. E assadinha é tão boa... Bem, podem ler um texto mais decente na próxima linha, sim?



Ah, o Outono. E o "ah" não serviu para prestar a minha admiração por esta época do ano, mas sim porque estou com o nariz um bocado entupido e tenho de respirar aos "ahs".

(Foi uma piada mesmo estúpida, não foi? Do género das que o Malatinho e outros da pandilha gostam de fazer. Estou a passar para o lado mais idiota da escrita, mas até que nem está a ser mau de todo. Tenho de experimentar isto mais vezes.)
Chegámos àquela altura do ano mais conhecida por aquela-época-em-que-as-televisões-começam-logo-com-popotas-e-leopoldinas-mesmo-quando-ainda-estamos-em-final-de-outubro-caraças-essas-campanhas-não-serão-muito-abusadoras-não-sei-e-como-já-fiz-esta-coisa-com-muitos-hífens-e-sem-qualquer-tipo-de-pontuação-mais-vale-parar.

O que é bom nesta época é que ainda posso fanar umas castanhas à borliu em alguns sítios onde aquela marca de telemóveis anda a fazer publicidade. Como é que se chama? Ah! É a «AvódaIvone», é isso, tinha-me esquecido do nome. Hoje estive na avenida de Roma e vieram de lá umas castanhinhas assadinhas quentinhas boazinhas gostosinhas.

É isso e a chuva algo estranha que anda a pairar pela cidade de Lisboa. Ora chove uns pingos, ora não chove, ora chove torrencialmente, ora não chove, ora eu faça uma dança da chuva e que chova elefantes do céu, ora não chove. E andamos nisto.

Para mim o Outono é, basicamente, o que vem antes do Inverno. E é uma época que eu goste muito, embora que com isto do aquecimento globalóide e derivados esteja a estragar um pouco o espírito desta época com temperaturas da estação seguinte e, como já referi, com anúncios e publicidade nas ruas que nos fazem pensar "POÇA JÁ É NATAL OUTRA VEZ?!".

O Outono é, digamos, de uma forma muito resumida, o amigo por conveniência do Inverno. Não tarda nada essa estação infernal (melhor dizendo, invernal) vai tentar apoderar-se da Primavera e do Verão. E com a ajuda do «Glóbál Wármingue», há dias em que consegue efetuar essa proeza. Malandrice! Primavera e Verão, tenham cuidado lá fora. A ver se não se constipam.

Uma mensagem muito surreal de Rui Alves de Sousa para os seus não-menos surreais leitores.

Um grande exemplo!

Acabei agora de ver «Comando», uma curta metragem portuguesa que, ultimamente, tem andado mais na berra por ter tido um orçamento de uns míseros 27 euros.
Mas não é isso que o filme tem de melhor. Ou aliás, a única coisa que podemos pensar é que como é que se pode fazer algo desta envergadura com tão pouco dinheiro? Como se consegue fazer um mini-épico de guerra com menos de 30 euros?
Vale muito a pena ver. Dura dez minutos e qualquer coisa e é tempo bem gasto. Ao acabar de ver pensei que tinha visto um filme de duas horas e meia, tal é a intensidade cinematográfica que consegue concentrar em menos de uma dúzia de minutos. Apesar de ter um ou outro cliché dos filmes de guerra, vejam que é para verem como há bom cinema português que dá cartas no estrangeiro (também há o mau cinema português que dá cartas no estrangeiro só por ser feito por um senhor com mais de 100 anos mas isso é outra história).

domingo, 13 de novembro de 2011

Mais uma grande surpresa, descoberta na última sessão do «Colbert Report». Um quarteto de cordas com um estilo algo baseado em country, mas que é uma delícia para os ouvidos. Eis aqui «attaboy», uma das músicas do álbum «The Goat Rodeo Sessions».

Diz que este é o milésimo post deste mísero blog.



E pronto, é isto. Eis que o blog conseguiu alcançar uma meta que se calhar, há uns dois anos, quando o blog foi criado, eu nem pensava que se concretizaria. Cheguei à entrada n.º 1000. Um grande número que me orgulho muito, e que agradeço a todos que tornaram isto possível e que, passados 1000 posts e dois anos e meio desde a sua nascença, ainda têm a paciência de seguir as palermices que por aqui escrevo. Muito obrigado a todos, e claro, que venham mais mil!!!

Mas para celebrar em festa esta grande data, vou propor, aqui e no facebook, uma pequena atividade para todos aqueles que conhecem o meu blog. Que digam, numa palavra ou numa pequena frase., o que acham deste estaminé. Que acham? Fico à espera da vossa solidariedade!

E mais uma vez muito obrigado e, mesmo que o tempo não esteja a ajudar, um resto de um bom domingo!

Em artigo de jornal, todos opinam mas só falam mal

Como deveis saber - ou se não sabem passam a saber - eu sou uma pessoa que gosta de se informar. Gosto de ir aos sítios online dos jornais (quando não os posso consultar em mão) e ler artigos interessantes e textos de opinião de um ou outro cronista. Mas aquilo que certamente me dá mais gozo de ver nas páginas dos artigos é os comentários que certos indivíduos vão lá escrever. Por vezes, acontece como no youtube nos vídeos mais polémicos, iniciam-se grandes discussões que criam verdadeiras batalhas campais, que felizmente, ficam pelo computador e não passam para a realidade.

É interessante como num artigo sobre a Amy Winehouse se pode chegar a uma discussão sobre racismo e sobre o Obama. As voltas que essas conversas dão.

Mas há ali uns comentadores repetentes, sim. Certos indivíduos que se calhar nada mais têm a fazer do que ir comentar qualquer notícia que lhes apareça à frente. No caso do site do DN, lembro-me de dois veteranos: Ingunurante e Ludovico, mas há mais. Só que de momento só me recordo destes dois.

E aparece cada comentário... há, no meio de todo aquele enxoval de insultos, palavrões, piadas sexistas e tudo o mais, verdadeiras peças de comédia grotesca e popular que mereciam ser lidas dada a tamanha quantidade de estupidez que emanam pelos poros.

Aposto que, quem tem de aprovar a publicação de todos aqueles comentários, deve chegar ao final do dia com umas dores de barriga profundas como o buraco da Madeira, dada a grande quantidade de gargalhadas que deve ter dado ao lê-los. Penso, na minha mísera opinião, que esta problemática dava para fazer um grande filme. Cómico ou não, isso seria à escolha do realizador/argumentista. Mas que dava um filme, dava sim senhora.

Gatos pretos e brancos

«Gato preto gato branco» é considerado por muitos a obra maior do realizador Emir Kusturica (que também dirigiu "O Pai foi em viagem de negócios" e "Underground - Era uma vez um país", ambos os filmes galardoados com a Palma de Ouro no festival de Cannes). E não é para menos, pois este filme apresenta ao espetador um festim cinematografico-humoristico-idiotístico-surrealista, repleto de personagens e situações deveras caricatas, estando muitas delas a roçar a estupidez completa. Mas ao contrário de outras comédias também estúpidas que todos conhecem, esta fita consegue sê-lo no bom sentido, fazendo rir quem a vê apesar de o que se está a passar no ecrã não fazer qualquer espécie de sentido. Daí eu comparar muito esta comédia às experiências cinematográficas dos Grandes Monty Python, Senhores do absurdo cómico e do nonsense. «Gato preto gato branco» está recheado de pequenos pormenores engraçadíssimos, o que me faz querer que o argumento foi pensado ao pormenor, havendo assim um aproveitamento de qualquer tipo de situação (importante ou que passa quase despercebida) para se extrair um riso do público, e através de todo esse processo cómico satiriza-se ao extremo temas como a vida, a morte, o amor, o dinheiro e a família.
Apesar da aparente idiotice que faz todo o filme e que poderá deixar fugir alguns espetadores, «Gato preto gato branco» merece ser visto de uma ponta à outra. Como já referi anteriormente, quem gostar de comédias mais absurdas como as dos Python terá mais facilidade em se aproximar desta fita, mas quem não está habituado a este tipo de humor, que experimente, porque se ao início pode causar estranheza, o espetador vai entrando naquele mundo idiota e grotesco, deixando-se levar pelos diversos episódios da história que se desenrolam a um ritmo desenfreado. Eis aqui uma boa sugestão de um filme que não se encontra todos os dias.

Nota: ****1/2

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

O último segredo? Tendes a certeza que é o último?

Acho curiosa a polémica que se tem feito à volta do novo livro de José Rodrigues dos Santos, «O último segredo», por meter questões problemáticas em relação à Igreja Católica.
Do meu ponto de vista, para quê dar-se demasiada atenção a livros destes? São só Dan Brownzices plagiadas para vender e que rapidamente são esquecidas, tal como um lançado recentemente, «A mentira sagrada», dentro do mesmo género e que gerou uma mini-polémica. É só para fazer dinheiro a partir de temas polémicos.
Aliás, há uns dias li uma crónica de Joel Neto (um bom cronista que, de vez em quando, dá umas patadas na poça, mas geralmente é bom de se ler), em que dizia que José Rodrigues dos Santos vai todos os anos à amazon, compra dois ou três livros sobre uma teoria da conspiração qualquer, e faz um livro. É que até o Dan Brown tem mais detalhe de pesquisa que ele, ao que parece.

Mas acho que, como católico do século XXI, não se deve levar a mal essas coisas comerciais. Há liberdade de expressão e pronto. Tal como eu tenho liberdade para dizer mal destes livrinhos.

Agora se a questão é porque o José Rodrigues dos Santos quer abalar o cristianismo através de "factos" que "descobriu", como que a Virgem era casada e que tinha muitos filhos, ui, fiquei tão abalado. A minha fé já nem é a mesma.

Acho que depois disto, ainda me torno ateu, tal foi o choque.

Então não? Claro que sim...

Ao ouvir pessoas como Otelo Saraiva de Carvalho opinarem sobre o estado da nação, pessoas do género desse indivíduo que se acham uns heróis por só terem feito porcaria, o que eu considero é o mesmo quando opinam outras figuras de "elite" como Júlia Pinheiro, Teresa Guilherme, José Castelo Branco, Berlusconi, Hugo Chavéz, Fidel Castro, etc. Não ligo porque são de um nível tão baixo que nem vale a pena ligar. Sim, sim, ui, o Otelo foi um herói, foi, claro. Então não? Claro! É o Capitão América português, com certeza...


Se eu desse crédito a gente dessa, seria como se o Hitler voltasse à Terra e falasse do que acha do Euro e da CEE. Ignorava, porque é uma pessoa que nada de bom trouxe ao mundo e que por isso não merece ser ouvida.


E escrevo isto porque estou algo incomodado com a grande adesão que as opiniões destas "pessoas" têm nos recantos da internet. "Sim, sim, ele tem muita razão".


Claro, claro...
Eis outra série que me agrada por não ter uma quantidade exorbitante de episódios, tendo até ao momento duas temporadas, com, ui, dez capítulos. É por isso que gosto das séries britânicas. Curtas e incisivas. Como o «The office». Ao passo que o remake americano precisou de tantas temporadas para singrar, o original britânico só precisou de duas temporadas de seis episódios e um especial de Natal em duas partes.

Mas falando neste policial em particular, «Luther» é diferente de muitos do género por ser britânico (e por isso, ter outra visão, mais negra e profunda, do mundo do crime e da polícia), e também pelas personagens não serem garanhões todos felizes, tipo os CSI's and oother stuff like that.

Por isso, também aconselho que vejam «Luther», em exibição no AXN. Um dos raros policiais que consegue ser interessante no seu todo.

É legal. E é em Boston.




Eis uma série americana que não precisou de mais de 100 episódios (sim, pois, pedir 100 episódios para uma série americana é pouco, enquanto que as inglesas só precisam de ter menos de vinte e são obras-primas - e merecidamente) para se tornar um clássico da televisão desse país, e também de todo o mundo. Já tinha visto um ou outro episódio salteado no passado, mas agora tenho andado a ver os episódios todos na FOX Crime, e tenho gostado muito. Não só porque gira em torno da advocacia (um tema pelo qual me interesso muito mas que como profissão seria uma lástima), mas porque tem duas personagens carismáticas, Alan Shore (interpretado por James Spader), e Denny Crane (personagem de William Shatner). «Boston Legal» é daquelas séries que não precisa de ter grande originalidade, porque tem duas personagens que já se tornaram históricas, e que fazem a série toda. E não precisa de argumentos exuberantes no meio de pouca criatividade para singrar (tal como no caso que referi no post anterior). Recomendo, por isso, «Boston Legal», para quem goste de séries com grandes partes de humor e com dramas mais ligeirinhos e não a dar para o depressivo, tal como as Anatomias de Gays ou outras séries-que-parecem-novelas do género.

Você é a série mais fraca. Adeus.

Nesta época invernal (sim, quis dizer invernal, e não infernal, porque este tempo tem sido uma mistura de climas que não lembra nem ao diabo!), que é também a época da reentré televisiva, várias séries novas surgem nos ecrãs e outras continuam com novas temporadas. Mas nessas séries novas, há umas que são canceladas e há outras mais antigas que, por qualquer razão, também acabam por sofrer o mesmo fim.


Uma série que há já algum tempo merecia terminar é «House M.D», que me parece, segundo dizem, que é agora (FINALMENTE!) que aquela série, que ao princípio era bem interessante mas, como acontece com grande parte das séries que duram muito tempo, perdeu o interesse, mais propriamente porque os guionistas devem ter andado a tomar drogas nestas últimas temporadas. Vá, pronto, drogas não. Só levaram com um piano na cabeça. É algo mais leve.


E outra série que merecia ser cancelada mas que, infelizmente, ainda não o vai ser (porque parece que as audiências justificam que continue) é «O Mentalista». Sim, meus caros e minhas caras. Eu, há uns tempos idos, assumi-me como fã deste policial, não pelo seu formato, muito semelhante a outras séries do género, mas pela sua personagem algo peculiar e pela sua história principal também algo peculiar. O que acontece é que vi o primeiro episódio desta nova temporada (a quarta) e aquilo, para mim, acabou. Aliás, com tanta coisa boa para ver agora graças às boxes, vou perder mais não-sei-quantas horas mas-que-rondam-para-aí-as-vinte da minha vida a ver isto? Quer dizer... volta isto ao ecrã com uma história completamente estúpida e do género de encher chouriços, que me fez perder o pequeno interesse que tinha pela série. Senão vejamos... No final da terceira season, Patrick Jane mata o suposto Red John, e é preso. E nesta nova temporada, o que é que acontece? Afinal o tipo que ele matou não era o Red John, ele sai da prisão e vai continuar a andar à caça do verdadeiro Red John (ou então, a cada temporada, vai matar mais um suposto que, no início da temporada seguinte, se vai saber que não o é. Assim podem tornar a história da série como a vida de um serial killer, que mata pessoas de 22 em 22 episódios...). E se é para isto, podem perder o tempo de quem quiserem, menos da minha pessoa.


É como os CSI's e todas as séries dessa laia. Há poucas interessantes, e as que não o são sobrevivem por muito tempo.


Mas estava na altura desta série acabar, não? Os americanos têm a dificuldade de darem um fim às séries. Pensam que elas são eternas.


Larguem essa utopia, pode ser?

Nos idos de Março



Não pode haver melhor combinação neste mundo do que ir ver um bom filme ao cinema a custo zero. Pelo menos do bilhete.

Ontem, fui à antestreia de «Nos idos de março», o novo filme realizado e interpretado por George Clooney, embora que aqui esteja num papel mais secundário.

Gosto de filmes que envolvem política, e que conseguem ser reais e não cair em exageros ou disparates do tamanho de um arranha-céus. E por isso gostei muito deste filme, ao contrário de muita gente que também sobre ele se pronunciou. Chamem-me o que quiserem, eu até nem sou grande fã do Clooney, mas apreciei bastante esta fita, com um sólido argumento e grandes interpretações.

E pode ser uma história ficcionada, mas encontra-se nela imensas partes que poderiam fazer um filme verídico. Corrupção, manipulação, tudo o que envolve a política está em «Os idos de Março», e recomendo que, se puderem, o vão ver e tirem as vossas conclusões. É um filme americano, mas tanto faz a sua nacionalidade, porque toca a todos os países e a todos os governos do mundo.


Nota: ****1/2

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Mais uma notícia para o Inimigo Público

Vida de Berlusconi retratada na próxima sequela de «O Padrinho»

Ontem à tarde, após ter tornado pública a sua demissão do cargo de primeiro ministro, Silvino Berlusconi recebeu um telefonema de Francis Ford Coppola, que se mostrou interessado em levar a vida do político italiano ao grande ecrã, naquele que está agendado para ser o quarto filme da saga «O Padrinho». "Estou muito contente com este convite", disse Berlusconi hoje de manhã à Rai Uno, "já que os Corleone foram uma grande inspiração para mim e para a minha carreira política". Coppola confirmou, há momentos, esta notícia, acrescentando que "já tinha contactado Alberto João Jardim, para que, se este não conseguisse voltar ao poder, pudesse fazer esta dita sequela. Mas isso não aconteceu e ocorreu-me ontem o Berlusconi quando estava a ver as notícias.". Coppola considera excelente a escolha de Berlusconi para a nova sequela, dizendo que "É perfeito por ser mesmo italiano, e o guião apenas vai ser alterado numa ou outra coisita, já que o Jardim e o Berlusconi tiveram vidas bastante semelhantes e muito mafiosas".
De momento está ainda em dúvida quem irá interpretar Berlusconi na nova fita de «O Padrinho», a estrear no Outono de 2012, mas as escolhas que estão a ser levadas mais em consideração, segundo o que foi dito pelo ex-político italiano, são Paul Sorvino e Batatinha, sendo este último o preferido de Berlusconi, já que é um palhaço, tal como ele gosta de ser.


(esta notícia foi escrita por mim e enviada para o site do Inimigo Público.)

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

E eis que o blog consegue atingir mais um bonito número, ou seja, vinte mil, neste caso, que são as visitas a este estaminé.
E era isto que eu tinha para dizer.
Ah, e obrigado também a vós, caros leitores!

E pela primeira vez, cá vai um emoticon num post deste blog, para comemorar:

:D

Venham mais vinte mil!

(Não) sou italiano.

Sim, podem dizer à vontade que eu tenho um gosto esquisito, mas esta é daquelas poucas músicas que ouvia desde pequenino e que ainda acho graça ouvir hoje em dia. Gosto muito desta música e hoje fui procurá-la no youtube, e lá encontrei. E tornou-se naquelas músicas que, após a redescoberta passado tempo sem a ouvi-la, a conseguimos escutar umas dez vezes seguidas. É o que me está a acontecer neste momento.
E desculpem qualquer coisinha, ok? Este gosto é algo estranho, mas pronto.

Lasciate Mi Cantare...



No fim de semana, vi um passatempo da página do facebook do Canal Hollywood para se ganhar convites para a antestreia de «Nos idos de março», o mais recente filme de George Clooney e considerado por muitos como potencial candidato aos Oscares. E em boa hora participei, e pude ganhar um convite duplo! Por isso, na quarta feira à noite, lá estarei no meio da confusão do Vasco da Gama para ir ver este filme, que pelo qual tenho uma grande curiosidade.

domingo, 6 de novembro de 2011

Rebelde sem causa?

Há filmes que continuam a ser importantes na História do Cinema, passados mais de cinquenta anos após a sua estreia original. Um desses casos é «Fúria de viver», uma "tradução" de «Rebel without a cause», o segundo filme dos três protagonizados por James Dean, estreado um mês depois após a morte do ator, que por morrer tão novo tornou-se um mito incontornável do Cinema Americano.
Este filme retrata a rebeldia de uma geração da década de 50, com os seus dilemas, as suas alegrias e também, se formos a ver bem, as suas parvoíces. James Dean é Jim, um jovem que gosta, resumidamente, de se meter em sarilhos. Ao chegar a uma nova cidade com os Pais, irá ser confrontado com um mundo escolar novo e perigoso para ele, que o levará a estar no meio dos problemas e a arranjar alguns amigos.
Como eu disse, o filme vê-se bem, mesmo sendo tão antigo (porque há filmes que, com o tempo, perdem a "magia". Este não), e torna-se atual, em certa medida, por falar da adolescência de uma maneira que eu, jovem do século XXI, achei algo coincidente com a geração de hoje em dia.
O filme tem alguns coloridos característicos do cinema clássico que alguns não poderão gostar: planos longos, uma ou outra interpretação meio exagerada, mas eu gostei muito, e fiquei fã do James Dean. Neste filme ele faz uma grande interpretação, tanto ele como os outros jovens do filme. Por isso aconselho a sua visualização. E não se deixem acanhar pelo facto do filme ser antigo. Podem ter uma boa surpresa, com este e com outros filmes dessa época, que se tornaram imortais por terem conseguido resistir ao tempo.

Nota: ****1/2

School killed the radio star

Uma das coisas que mais graça acho é a rádio das escolas. Quer dizer, ao menos na minha escola anterior, o Camões, onde tive responsável pela rádio no 8.º ano, ainda tínhamos uma cabinezinha (que compartilhávamos com esfregonas obsoletas e com livros que, pela antiguidade, devem ter pertencido à padeira de Aljubarrota - isto se a mulher sabia ler), que tinha ao menos umas máquinazinhas e andávamos ali a fazer umas experiências. No 9.º ano já tinham transformado aquela cabine em salão de limpeza, por isso não houve rádio nesse ano, mas nesta escola, o que é a rádio? É uma espécie de carrinha ambulante com um computador Windows do século XVIII, com umas colunas péssimas como o diabo e que está num sítio muito, muito estratégico. À porta da escola. E só se houve lá. Depois... já não se ouve. Talvez a rádio em escolas se esteja a tornar em algo inútil... Até eu, quando quero ouvir música, ouço rádio no meu telemóvel. Também as escolhas da rádio escolar são muito variáveis. Ou música de discoteca, ou então, como se sucedeu no ano passado, havia ainda a variedade por músicas quase arcaicas que ninguém se queria lembrar. Exceto uma ou outra vez, na minha opinião, a Rádio da Escola, no ano passado (e este ano, já que há listas para a associação de estudantes que querem pegar nesse assunto), nunca passou música digna de ser ouvida.

Associações de estudantes, ou... Máfias de estudantes?

Nas escolas, estamos a chegar àquela fatídica época do ano letivo que envolve muita publicidade, música para furar os tímpanos e listas. Não, meus amigos e amigas, não estou a falar do Natal, que também anda à porta e que consegue ser deveras irritante, já que voltou a Popota para destruir mais uma música pop que, por si própria, já era péssima.

Hoje vou azucrinar, como só eu sei fazer, essa coisa que são as associações de estudantes.

Nos últimos dias tenho visto uma grande euforia (como já é habitual todos os anos) à volta das campanhas. Vota Alpha, Vota J, Vota XYZ... Todas prometem uma série de coisas boas para a "jubentude", e ninguém se apercebe que aquilo são só promessas publicitárias, com nenhuma vantagem para a escola, e aliás, se uma dita lista vencer, vai também estar longe de conseguir concretizar alguma das publicidades que criou para aliciar o voto na mesma.

E para quê tudo isto, pergunto eu? Para quê se, logo um dia ou dois a seguir à votação, a associação escolhida desaparecer, completamente? Porque eu sei, sim, estas associações são inúteis, quase como que umas pequenas máfias internas. Já não bastava as que se situam a cerca de dois ou três metros do recinto da escola, agora também é preciso uma máfia para dentro da escola? Está bem... Muitos falam, falam, falam, falam, e fazer? Nada. Fazem para eles, porque a associação está cheia de coisas boas. Isto em certa medida me faz lembrar, não sei porquê, «O triunfo dos porcos», tentando pôr, no lugar dos porcos, as pessoas da lista vencedora das eleições para a associação. E é melhor ficar por aqui nesta comparação, já que só os que leram o livro é que irão perceber o que eu quero dizer, e os outros vão pensar que eu estou a comparar esses estudantes a suínos.

As associações de estudantes são como certas autarquias. Não fazem nada e o pouco que fazem só estraga tudo. Mas depois, para acalmarem os eleitores, os autarcas/listas de estudantes põem-se com promessas de produtos ou ofertas nas campanhas, e os eleitores, como que uns meninos que querem ter todos os brinquedos do mundo, alinham nesses esquemas, calam o bico e votam nesses autarcas à bruta, para terem ainda mais regalias se o dado autarca ou a dada lista ganhar a eleição. No caso das associações, há, entre outras coisas, descontos em lojas de marca ou porta-chaves e pins de companhias telefónicas. Nas autarquias, há também uma grande variedade de escolha, como espremedores de sumos, secadores de cabelo ou, como fez o major Valentim na sua última campanha, concertos do Tony Carreira.

Só que continuam todos a ir atrás da onda, mesmo tendo-se apercebido de todas essas palermices. Até na minha turma já se criaram duas listas. E se vai sair alguma coisa delas? Na, nem por isso. Se já eu, como delegado de turma, não posso fazer muita coisa, o "sonho americano" meio idiota desses petizes também está longe de ser concretizado.

Quando há campanhas, eu, como bom eleitor que sou, aproveito o maior número de ofertas que todos dão. Saio empanturrado de tanta bolacha de chocolate que petisquei, ou com os bolsos repletos de papelada e canetas. E depois, sou ainda capaz de, nas votações, deixar o meu voto em branco. É essa a minha diferença em relação a todos os outros eleitores. São aliciados a votar nesta ou naquela lista, tentanto ver com qual delas ficaram com a barriga mais cheia. Eu apenas como e levo o que me derem mas depois, para estragar em branco, talvez até ponha um voto mais branco que uma t-shirt acabada de lavar com a nova invenção de Skip. Que grande confissão chocante que este ser humano acabou de fazer, hein?

Mas se calhar, para evitar tareia, é melhor votar numa lista. Faço um-do-li-tá e está feito. É que são todas muito semelhantes... todas tão prometedoras mas depois todas tão fraquinhas...

Até me convidaram a integrar listas, e eu ao princípio até estava entusiasmado. Mas passados alguns segundos, abateu-se sobre a minha pessoa o choque que é a realidade, e recusei os convites. Porque se é par a parvoíce, mais vale eu ser só delegado de turma e escrever neste blog. Para ser um dos parvoeiros-mor, não vale a pena. É uma grande responsabilidade. Nem sei se as minhas parvoíces ficariam ao nível do meu cargo.

Tenho dito.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Chamem a RTP, uouououo... que eu não pago!

Nada melhor, para retomar (por momentos) a rotineira de escrita blogueira do que com uma opinião contraditória à minha, que pude ler há momentos no site do Diário de Notícias.
Falo-vos de um texto de opinião sobre televisão da autoria de Nuno Azinheira (um cronista que de quando em vez diz coisas acertadas, mas que na maior parte dos casos, ou diz bem de programas como «Morangos com açúcar» ou então opina sobre coisas destas), que abordava os brutos salários das "estrelas" da RêTêPê, tema que praticamente quase toda a gente tem a mesma ideia (à exceção do Sr. Azinheira e claro, as ditas vedetas da RTP, que preferem ter os bolsos cheios de massa até cima do que, vá, cheios até meio), mas que, claro, eu como bom português que sou, também tenho de dar por escrito a minha opinião sobre isto. Já na página online da crónica fiz um comentário, mas aqui vou desenvolver um pouco mais as minhas ideias.

Ora bem, vejamos... Azinheira acaba a crónica a dizer que, se a RTP quer ter vedetas, tem de lhes pagar o mesmo que as privadas, ou até mesmo mais. Duas coisas... Primeira: muito pouca gente que está na RTP é, de facto, uma vedeta, ou parece-o ser, e segunda: o objetivo da RTP, caro Azinheira, não é audiências, mas sim serviço público, que é, segundo a minha definição de serviço público, uma gama de programas diferentes das privadas, dos mais variados setores, e que haja mesmo programas que não têm tanto espaço nas privadas (como no setor do humor, por exemplo)! E isso não justifica os altos salários de certas vedetas da RTP. É que se elas fizessem programas com, vá, audiências (já que, infelizmente, a RTP1 hoje em dia só serve para isso), ainda se justificava um salário um pouco mais alto, e numa privada ainda mais. Mas as vedetas da RTP não fazem programas que sejam vistos por mais do que um vigésimo ou trigésimo da população portuguesa! A RTP idolatra Catarinas Furtados, Josés Carlos Malatos... mas além dos programas que eles fazem serem maus e de eles não serem apresentadores de TV no exato sentido do termo, eles não servem para nada! Mas a RTP continua a dar-lhes a máxima atenção, deixando de lado ou interrompendo a emissão dos poucos programas com qualidade, como aconteceu variadas vezes com o «Conta-me como foi», para poderem transmitir os, ui, grandes programas de dança e cantorias e outras porcarias desses sotôres.

E isso é serviço público? Não. A RTP vive no seu mundo, onde tudo é feliz e colorido e onde estão os melhores apresentadores de sempre. Excetuando quatro ou cinco, o resto é inaceitável.

E estou cheio de pena quando lhes forem aplicados os já previstos cortes nos salários. Vão ficar tão pobrezinhos. Ui... que pena.

Vão ter de dispensar o Porsche ou o plasma por uns tempos. Coitadinhos...

Vamos a ver se a privatização da RTP vai trazer algo de bom nesta área ou não...

Espero que melhore!

E reparei que, provavelmente, devo ter escrito o maior parágrafo que passou por este blog.

Que posso agora constatar que tem mais de serviço público que a RTP1. O que é triste de se verificar, já que este blog não é grande flor que se cheire...

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Al Pacino é o meu ator favorito, juntamente com Charlie Chaplin e Robert de Niro. E gosto também de filmes que abordem temas de justiça. E este filme, «...And Justice for all», junta esse grande ator a esse mundo da advocacia, num grande filme com uma história bastante interessante e lúdica, num certo sentido, sobre esse tema.

Al Pacino é, neste filme, um advogado que se confronta com o falhanço de alguns dos seus casos devido a certas particularidades do sistema judicial, e também por causa de um juiz particular. Ao longo do filme seguimos o percurso da personagem de Pacino mas também de outros advogados, com histórias também elas muito interessantes. E mais tarde, Pacino é chamado a defender o tal juiz, acusado de um crime de violação.

Se gostam de filmes deste género ou de séries de advogados, como o «Boston Legal» ou «The Good Wife», aconselho-vos que vejam este filme, que tem um rating no IMDB que considero algo baixo para um filme que é muito bom. E aliás, este filme torna-se uma boa razão para continuar a achar que, no meio de tanta tralha que é reposta milhões de vezes por semana, o canal Hollywood consegue emitir cinema do bom quando quer.

Nota: ****1/2