quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

To be continued... next year.

E pronto, acho que já escrevi o que tinha a escrever, já deixei a minha alma mais aliviada. É que, provavelmente, só voltarei a postar qualquer coisa aqui em 2012, por isso, decidi escrever já tudo o que queria para assim ficar mais descansado e com menos uma coisa na cabeça.

Estranho foi este ano de 2011, que ficará, certamente, marcado por muitos acontecimentos que mudaram o mundo para algo novo, como o que aconteceu com as mortes de Bin Laden, Muhammar Khadafi e, mais recentemente, Kim Jong-Il. A música ficou marcada também pelo desaparecimento de Amy Winehouse, e também de Clarence Clemons, saxofonista da E Street Band de Bruce Springsteen. O mundo do cinema perdeu Elizabeth Taylor, e a comunicação ficou sem Artur Agostinho. Steve Jobs revolucionou o mundo digital, e partiu também este ano, deixando uma empresa gigante cheia de sucesso a caminhar para um futuro cada vez mais tecnológico. Por cá, em Portugal, a austeridade, a Troika, e a eleição de um novo Primeiro Ministro foram algumas das notícias mais importantes do ano. Perdoem-me pelas múltiplas coisas que se passaram em 2011 e qe me esqueci de referenciar, mas sou péssimo a fazer revistas do ano, e queria fazer apenas um pequeno paragrafo com algo do essencial deste ano em fim de vida. O resto que faltou aqui falar, alguns de vós saberão o que é e recordar-se-ão. Fica a memória deste ano que trouxe dias tão agitados e preocupantes ao mundo, e também a Portugal.

Já agora, para finalizar, aproveito também para vos dar, caros leitores deste blog (e respetivas famílias), umas boas entradas para o novo ano. Com champanhe, passas, tudo o que quiserem, desde que em 2012 continuem por aqui, a acompanhar (ou a visitarem de quando em vez) as andanças deste blog.

Por isso, vemo-nos por aí, em 2012!

Padres à vassourada

O título da notícia e o canal que a noticiou são, só por si mesmos, uma comédia pura. Quem é que vai dar um título destes a uma notícia? Ninguém puramente são. A RTP decidiu ser ela, desta vez, a fazer o papel de parva (os três canais fazem turnos. Por vezes é com a RTP, outras com a SIC e depois há ainda outras - mais frequentes - com a TVI...), decidindo dar a esta triste notícia um título que bem poderia ser o de uma comédia de domingo à tarde, protagonizada por Adam Sandler ou outro da sua pandilha. O que a notícia... noticiava, queridos leitores, era que ocorreu, na Igreja da Natividade, em Belém (se fosse na nossa Belém teria também uma certa piada, mas não, isto ocorreu na Belém onde nasceu Jesus Cristo), um combate "mortal" entre padres ortodoxos e apostólicos, cuja arma os "soldados" de cada lado empunhavam era, nada mais nada menos, que... vassouras. Parece-me que, segundo pude pesquisar, o objetivo dos padres de ambos os lados era limpar a dita igreja. E os indivíduos, quais donas de casa desesperadas por limpar vis bolas de cotão entranhadas nos cantos das salas de jantar, puseram-se, literalmente, à vassourada. A causa do sucedido, não se sabe bem qual, mas talvez este incidente (que, ao que parece, já é habitual acontecer todos os anos, só que desta vez alguém filmou para mostrar ao público de todo o mundo) se deva a «jurisdição alheia».

Se o título da notícia já era de si algo impróprio para um serviço noticioso (excetuando a FOX News, essa sim pode fazer o que bem lhe entender porque de notícias pouco tem ou faz), o corpo da notícia é já digno de ser adaptado para um sketch de uma qualquer série de humor britânico negro e que goste de gozar com estes temas (este sim, ao menos, eu veria, ao contrário do filme com Adam Sandler). E disto se faz o dia-a-dia da informação, meus amigos e minhas amigas, e é assim que o nosso mundo gira. Daqui a uns tempos, talvez, teremos pessoas das produções fictícias a trabalharem em títulos humorísticos para as notícias. Tais como "ah ah! Olha! Diz que faleceu o King Jong-Il!", ou então "vamos lá sporting! É dar cabo desses amaricados do Académica pá!". Não me admira nada que isto acontecesse. Deste país, e deste mundo, já não espero nada.
Mas o que é importante pensar, ao ler ou ver esta notícia, é o facto de, ainda nos nossos dias, as religiões gostarem de se combater entre si e, tal como certas pessoas com as suas ideologias políticas, não praticarem ações segundo aquilo que pensam. Sim, esta notícia é algo diminuta para se relacionar com um tema como este, mas é verdade. Se fossem assim tão padres, não iriam andar à, desculpem-me o calão, "batatada", por causa de uma coisinha destas. Segundo o que relata o jornal SOL (onde fui confirmar o que sabia sobre esta notícia), não foram feitas detenções porque, pois, os envolvidos são «homens de Deus». Grandes homens de Deus, sim senhora. Ou então, os padres são muito retrógados e pensam que assim não vão parar ao Inferno ficam com um lugar VIP garantido para o Paraíso, ao lutarem uns contra os outros, estando assim, claro, a seguir a máxima do Cristianismo, o mandamento maior, "Amai-vos uns aos outros como Eu vos amei" (estou, obviamente, a ser irónico)... Esta situação é grave, meus amigos. É como se, magicando aqui uma situação que dê para resumir a problemática desta ocorrência, dois pacifistas lutassem um contra o outro até morrerem para decidirem qual deles iria à televisão falar contra a pena de morte...

O que me faz rir a sério é ao ler que este acontecimento já é habitual. Como se um habitante local dissesse "Ah, sabe, isto já é algo natural, já estamos habituados. Até já é uma tradição, olhe! Já nem vivemos sem esta luta anual!". Porque é que, ainda hoje, se se consegue ser tão atrasado nestes aspetos? São as ironias desta vida...

Ontem fui a um sítio que pode ser comparado a uma feira e tinha alguma popularidade, mas não consigo dizer que é uma feira popular...

... resumindo o título deste post, ontem fui a um sítio repleto de diversões típicas de feiras populares, e estava instalado junto ao circo Chen, ambos no antigo sítio da - lá está - feira popular de Entrecampos. Só que, ao entrar lá dentro, aquilo não me pareceu a feira popular. A feira popular que, há oito anos, fez as minhas delícias de petiz e me fez andar nos carrocéis, carrinhos de choque e comer algodão doce. Aquilo era, lá está, mais uma feira que outra coisa. Não por ser o circo Chen o dono daquilo e porque os Chen são uma família cigana, mas era o que parecia pelo aspeto daquilo. Algumas diversões espalhadas num sítio do local da antiga feira popular, música pimba aos altos berros, barracas com pechinchas que não servem para nada, e depois, o restante espaço livre do recinto estava ocupado por... nada, e carros estacionados. Não sei o que vos diga, meus amigos. O meu sobrinho pode ter gostado daquilo, mas eu fiquei dececionado. Talvez também por ter crescido e ter ficado menos apatetado (pelo menos neste tipo de assuntos). Mas aquilo não era a feira popular. Pelo menos a que eu conheci. Nem lhe chega aos calcanhares.

Outro escritório

Como já reparei que, depois de escrever hoje, só poderei voltar a entrar neste estaminé já no estranho e, segundo alguns, apocalíptico ano de 2012, aproveito já para descarregar toda a minha (pouca) energia que pretendo gastar para escrever, em vez de a deixar guardada por uns dias, algo que pode ser mau para a minha pessoa (mais ou menos a reação que um viciado em droga tem quando vê que vai ter de largar o vício por uma semana até o seu dealer voltar ao beco habitual de venda de doses). Por isso, aproveito para escrever sobre uma série, um post que há muito tempo estava para surgir, metido entre as desarrumadas prateleiras poeirentas e mal cheirosas da minha mente.

A série de que vos pretendo falar neste post é a que está na imagem acima. Se depois de olharem para a dita imagem não conseguiram perceber qual é a série, então são analfabetos e têm rapidamente de se alfabetizar (mas espera aí... se conseguiram ler este texto até aqui, como é que seriam analfabetos ao ponto de não conseguirem ler o título da fotografia? Bem, deixemo-nos das já habituais questões parvo-idiotico-filosóficas e passemos ao que - menos - interessa). Se souberam descobrir a série que é alvo deste post deste blog, os meus parabéns. Ganharam uma rifa para entrarem no já famoso jogo aplaudido pelo público e pela crítica de todo o mundo denominado «Vai ver se eu estou lá fora».

«The Office» é o remake mais conhecido (e, supostamente, o melhor) da famosa britcom da autoria desses dois patifes chamados Ricky Gervais e Stephen Merchant (a série original foi também ela alvo, há uns meses, de um post aqui no blog. Procurem-no se estiverem interessados, sim? Não me está a apetecer agora ir procurar o link). Já dura há oito temporadas, coisa que, em relação à série original, faz muitos episódios de diferença. Esta já anda na mira de atingir os 170! O problema deste remake é que pretende ser um mockumentary, tal como a série original britânica, mas o facto de já durar há muito tempo e até a própria maneira de se filmar (com vários planos diferentes para cada personagem num único diálogo - seria possível estarem três ou quatro cameramen a filmarem o mesmo interveniente de um documentário a sério ao mesmo tempo? Não.) fazem com que não se pareça com um falso documentário. A versão americana de «The office» não é um mockumentary, não se pode considerar como tal, mas é uma sitcom. E não é por este pequeno problema que gosto menos desta série. Aliás, adoro-a, tal como a série original. É uma série muito divertida, ao estilo americano. Enquanto que a original tem aquele humor muito negro e bizarro à moda inglesa, esta série é muito americana. E por isso tem muita piada. Tem um leque de atores brilhantes (o principal, Steve Carrell, saiu na penúltima temporada, mas mesmo assim a série continua ótima) e uma grande equipa de argumentistas. No verão vi a sétima série graças ao sistema de gravações, que me permitiu poder adormecer todas as noites sem ter de ficar acordado até às quatro da manhã, hora em que a série passava na TVI, e agora tenho visto uns episódios de uma temporada mais antiga, a terceira, porque, numa promoção de ano novo, há cá em casa diversos canais, como o FX, à borla até dia 31, e lá passa o «The office» e tenho acompanhado os episódios que eles têm passado. E a série, se não tivesse visto que era a terceira temporada, eu pensaria que era a que vi no verão, porque... a série é das poucas que continua a ter um grande nível passado tanto tempo e provavelmente passado muito tempo do suposto fim que a série deveria ter tido. Não teve, e ainda bem, porque continua excelente (na minha opinião, bem melhor que a que tem ganho os Emmy há dois anos consecutivos, «Modern Family» - será que o juri destes prémios tem medo de dar a uma série o mesmo galardão vários anos seguidos?) e, ao lado de «30 rock», acho que é a melhor série de humor da atualidade. Quem vir «The office», qualquer das duas versões - a original ou a americana - sairá satisfeito, com estas séries de humor patético, mas mesmo assim, refinado.

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Cinema natalício

Por causa do passado fim de semana (que, para os mais distraídos que não notaram, foi fim de semana de Natal - se bem que os compreendo. Com tão poucas luzes nas ruas é difícil alguém notar que se está numa época tão festiva como esta), as televisões generalistas - e não só, mas em particular as generalistas - tiveram a bondade de bombardear os telespetadores com dezenas de filmes que foram exibidos durante o fim de semana. E entre essas dezenas de filmes - muitos deles de gosto algo duvidoso para serem mesmo considerados filmes - eu vi dois.

Um dos filmes que pude ver (neste caso, rever) foi o magnífico filme de animação da Pixar «Toy Story 3». A Pixar é uma produtora que já habituou os espetadores com filmes do melhor e que nada os pode igualar, mas acho que este terceiro capítulo de «Toy Story» tem algo mais ainda. Além de ser o melhor filme da trilogia, (e que podiam ter acabado a história no segundo filme mas, se formos a ver bem, ainda bem que fizeram este) «Toy Story 3» tornou-se uma grande obra prima da animação, que é bem capaz de, daqui a uns anos, continuar tão poderosa e bonita como é hoje. Gostei tanto ou mais que da primeira vez que o vi, no cinema, e acho que merece esta nota porque é um must-see. Vale muito a pena.

Nota: * * * * *

O outro filme visto por mim foi a 137168702ª. adaptação do clássico da literatura «O cântico de Natal» da autoria de Charles Dickens. Desta vez, a adaptação que vi foi, ao contrário das outras tantas que vi antes desta, feita em 3D, com aquelas técnicas todas de computadorização dos atores nos bonecos e afins. Um filme também da Disney, que foi um flop de bilheteira, e que é realizado por esse nome sonante do cinema que é Robert Zemeckis (responsável pela trilogia «Regresso ao futuro» e pelo multi-galardoado «Forrest Gump»), um realizador que se tem mostrado muito interessado por esta técnica de animação, com a qual já fez três filmes, sendo este o segundo, e o terceiro ainda foi um fracasso maior e que fez com que a Disney cancelasse o projeto de Zemeckis para ressuscitar o «Submarino amarelo» dos Beatles. Gostei desta adaptação, embora alguma da animação me pareça má e obsoleta (parece retirada daquelas séries infantis feitas com trinta euros de orçamento e que depois passam às cinco da madrugada no baby TV), que me fez pensar que talvez isto tivesse saído melhor como animação tradicional. Os atores são bons, a adaptação é mais fiel e apanha muita da crítica social que Dickens faz no livro. Vale a pena ver, porque é uma história natalícia clássica. É definitivamente "a" história de Natal.

Nota: * * * *

A festa... não já a do ano novo, mas a do filme com Peter Sellers

«A festa» é tida como um clássico da comédia cinematográfica e um filme de culto. Peter Sellers interpreta Hrundi Bakshi, um ator indiano em Hollywood que, após ter acidentalmente destruído um cenário de um filme que estava previsto explodir dois minutos depois, é convidado por engano para uma festa reservada para a elite hollywoodiana. Nessa festa, Bakshi conhecerá vedetas, produtores e celebridades e irá meter-se no mais variado leque de sarilhos, que tenta resolver sempre com boas intenções, mas que acaba sempre por criar o caos total. «A festa» é um filme que conta com a assinatura de Blake Edwards (também conhecido pelos filmes da "Pantera cor de rosa") que se torna buma sátira tresloucada e divertida ao estranho mundo de Hollywood, que muitas vezes parece, ao olhar dos seres humanos, um planeta muito distante da Terra.

★ ★ 

2001. É aquele filme da odisseia no espaço.

Vi, no dia anterior à véspera de «Natali», esta magnífica peça cinematográfica que é «2001: odisseia no espaço». E digo-vos, fiquei espantado. Um filme espetacular a nível visual e cinematográfico, uma obra assombrosa, épica e extraordinária. Há quem a compare ao último filme do Malick. Para mim nada a ver. Este é uma verdadeira obra prima que me pôs a pensar, a pensar... Ainda estou a pensar em algumas perguntas que o filme me deixou. É fundamental qualquer ser humano ver este filme. «2001: odisseira no espaço» é um espaço de cinema puro e também uma oportunidade para o espetador refletir sobre os grandes mistérios da existência humana, acompanhado por uma fantástica banda sonora e uma excelente história de ficção científica, que ultrapassa várias épocas do passado, do presente e do futuro da Humanidade. E imagino que, se ver este filme num ecrã pequenino já causou um impacto tão grande em mim, imagino num ecrã gigante (que é onde se deve poder contemplar a 100% a magnificiência desta obra)! Um filme poderoso, o meu preferido do genial Stanley Kubrick juntamente com o "laranja mecânica", dos poucos que já vi deste realizador.

Nota: * * * * *

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Mérri Queristemas... ende a hápi neú íar

E pronto, chegámos mesmo àquela época do ano odiada por uns e adorada por outros. Eu não entro nem num grupo nem noutro. Estou lá no meio.
Vai muita gente meter-se agora nos centros comerciais para comprar as prendas de última hora... E eu? Eu já comprei tudo há muito tempo! Para evitar mais stress natalício além do que é causado pela comida em grandes doses distribuída durante os dias 24 e 25 de Dezembro...
Enfim, como acho que não vou poder vir aqui neste fim de semana, deixo já aqui a mensagem de natal do blog:



A gerência responsável pela Companhia das Amêndoas - da qual faz parte, na sua totalidade, este indivíduo que escreveu esta mensagem - deseja, a todos os seus quarenta e quatro seguidores efetivos, aos quarenta e nove seguidores facebookianos e a todos os leitores ocasionais destas linhas, um feliz Natal e um ano em grande, a começar com o pé direito... Ou o esquerdo. Ou com os dois, se quiserem dar um saltinho. Desde que entrem é o que interessa. Mas por agora, um GRANDE E SANTO NATAL PARA TODOS VÓS!

De quem é a vida, afinal?

«De quem é a vida, afinal?» é um espantoso drama do princípio da década de 80 realizado por John Badham e injustamente esquecido na atualidade. Adaptado da peça homónima de Brian Clark (que escreveu também o argumento cinematográfico), este filme conta-nos a história de Ken Harrison (Richard Dreyfuss), um escultor de profissão que fica quadriplégico após ser vítima de um acidente de viação que o obriga a ir parar a um hospital. Mais tarde, Ken, com a ajuda do advogado e de alguns amigos do hospital, irá tentar ter alta do estabelecimento para poder pôr um fim mais digno à sua vida. Contra Harrison estará o doutor Michael Emerson (John Cassavetes), que pretende cumprir o seu dever enquanto médico de manter vivos os seus pacientes. Com excelentes interpretações por parte de todo o elenco e um argumento muito bem escrito, este é um filme que merece ser visto e discutido por ser muito atual por falar de temas que continuam, ainda hoje, muito polémicos.


Nota: * * * * 1/2

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Escudo nosso de cada dia

Nos últimos dias, nas últimas semanas, nos últimos meses e até (provavelmente) nos últimos anos, foram muitos os indivíduos (e agora gostasse que houvesse um feminino para "indivíduos" porque seria giro para este post, mas como não há, paciência, perde-se a piada) que profetizaram o apocalipse do euro e a ressurreição do nosso escudinho.

A minha humilde opinião sobre isto, perguntam vós (assim como eu pergunto a mim mesmo como é que eu dou tantos pontapés na gramática)? Bem, em relação a esta problemática, que se tem vindo a acentuar nos últimos dias devido aos problemas financeiros e às supostas tentativas de salvação/sobrevivência do "éro", é... 'tá boa.

Sim, apenas isto. Se o euro ficar, tudo bem, para mim é bom. Se o euro acabar de vez e cada país voltar à sua moeda de origem, bem, para mim também não faz mal, porque até tenho por aqui por casa umas caixas com escudos antigos que, se calhar, até rendem alguma massa se essa situação acontecer.

Mas o que eu penso é que isso não deve acontecer, por muita que seja a minha indiferença que tal medida tenha de ser tomada. É que, se já estamos tão mal com o euro, se agora cada país voltar à moeda antiga, que acontecerá a seguir? Nos casos dos países mais estáveis, como por exemplo a Alemanha e a França, bem, esses países não terão muitos problemas porque, de momento, não estão com problemas financeiros (pelo menos conhecidos do público ou da imprensa - ou se calhar os jornalistas saibam de alguma coisa mas foram pagos ara não o dizer... mas não quero agora entrar aqui em teorias da conspiração). Mas nos países mais afetados pela crise, como é o nosso caso e o ainda mais alarmante, da Grécia, acho que isto não iria sair muito bem.

Mas só o futuro o dirá, meus amigos e minhas amigas... Só o futuro o dirá.

Talvez no próximo período o meu carregamento quinzenal do cartão da escola passe a ser de dois mil escudos. Talvez...

A fúria da razão

Eis o grande feito dos tugas. Muitas vezes dão títulos traduzidos aos filmes que nada têm a ver com os originais, mas depois vai-se a ver e alguns soam muito bem e ficam melhor que os do país de origem. «Dirty Harry», na nossa língua «A fúria da razão», é um desses casos. Gostei de ontem à noite passar duas horas na companhia do detetive Harry Callahan, uma figura já lendária do cinema de ação americano, interpretada pelo veterano Clint Eastwood. Harry é um inspetor da polícia de São Francisco, implacável e que gosta de impôr respeitinho por todos os lados por onde passa - não vá alguém levar um tiro no focinho por isso! -, que se vê a braços com a investigação de um assassino que mata vítimas ao acaso. Harry não vai olhar a meios para atingir os seus fins, mas claro, a lei, por vezes, dá umas patadas na poça que impedirão Harry de alcançar o seu objetivo principal: capturar aquele estranho psicopata. O filme não é uma obra-prima, nem é o melhor filme com Clint Eastwood, mas entretém, mas sem ser entretenimento de "pastilha elástica". É bom entretenimento, que sabe bem ver.
★ ★ 

Update literário

Vamos lá aqui atualizar as minhas leituras:

Li «Um homem de sorte» de Michael J. Fox, um livro autobiográfico que nos dá a conhecer em pormenor a vida do ator e as dificuldades que teve de enfrentar devido a ter Parkinson.
Nota: * * * *

Também li de uma assentada o segundo volume das «Aventuras de Dog Mendonça e Pizzaboy». Não achei tão bom como o primeiro livro mas mesmo assim lê-se muito bem e recomenda-se. Afinal, é banda desenhada portuguesa!!!
Nota: * * * *

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Funny Games

«Brincadeiras Perigosas», um filme de Michael Haneke, é um prodigioso exercício sobre o poder do cinema e aos diversos tipos de manipulação dos media a que o espetador é, muitas vezes, induzido a aceitar. Estamos perante um filme que vira de pernas para o ar a própria definição que cada um tem do cinema, e mostra que, na sétima arte, tudo é possível. É-nos apresentada uma história que, ao princípio, parece clássica: Um casal e o seu filho vão passar férias numa vivenda num sítio com paisagens fantásticas, e depois são encurralados por um par de psicopatas que irão brincar com as suas vítimas. O bom de «Brincadeiras Perigosas» é por não ser banal ou previsível. É capaz de, quem o ver, ficar surpreso com as reviravoltas que se sucedem em toda a história. Mas este filme não é possível que agrade a toda a gente. É uma obra que divide opiniões. Mas mesmo assim acho que ver «Brincadeiras Perigosas» é uma grande experiência, quer que se aprecie ou não a fita ou a obra de Haneke.

Nota: * * * *

Um Papa equiparável ao Padrinho

Esta é mais uma série que estou a acompanhar, desde que estreou no AXN há duas semanas. «Os Bórgia» retrata a vida da família Bórgia, tendo como pano de fundo (pelo menos nestes primeiros episódios) o papado de Rodrigo Bórgia, o patriarca desta família, onde o crime, a corrupção, a traição e a mentira abundam como é habitual em muitas séries de época (caso de, por exemplo, «Os Tudors»). «Os Bórgia» é uma das famílias mais conhecidas da História, e a sua vida e os episódios que são abordados nesta série são muito interessantes, muito bem escritos e interpretados. Apesar de não ser nenhuma obra-prima da televisão americana, consegue ser uma série de qualidade, que entretém e não deixa ficar mal quem a queira ver. Pelo menos eu já vi os dois primeiros episódios e fiquei satisfeito, e por isso continuarei a acompanhar a série até que acabe a temporada, e se continuar interessante, irei com certeza ver a próxima quando estrear, pois a série já foi renovada para mais uma dose de episódios (que nem são muitos. Pelo menos nesta temporada fizeram-se doze, espero que continue assim).

sábado, 17 de dezembro de 2011

Hey, America, this is for you!

Chegámos àquela altura do ano que, além de ser marcada pelo Natal e por todos os preparativos e festividades que envolvem essa quadra, é também marcada pelas nomeações dos Globos de Ouro. Sim, meus amigos, pode parecer uma palhaçada o que eu estou a dizer, mas se calhar, se olharem para a lista dos nomeados desses prémios nos EUA é que são mesmo para rir. Essas nomeações fazem-me lembrar, a cada ano, a idiotice do sistema do entretenimento americano, para além do facto de, na maior parte das vezes, vencerem filmes ou séries ou atores que daqui a cinco ou dez anos já ninguém se recorda. Sim, eu acho que os prémios, tanto dos Globos como da Academia, giram muito à volta de uma roda de interesses comuns e de audiências. Senão vejamos: em finais da década de 90, quando «Titanic» arrecadou onze Oscares, digamos que não foi pelo facto do filme ser bom. Nem por isso. Foi por ter sido um blockbuster de entretenimento, que esta pessoa que vos escreve considera amargo como tudo. O mesmo aconteceu com «Gladiador», vencedor já no século XXI, e também com outros filmes. É raro um filme ganhar por, além de cativar as audiências, ser bom e intemporal. «O Padrinho» é um desses (poucos) casos.

Além de que ver as cerimónias dos Globos e dos Oscares completas, caramba, que grande perda de tempo! Para quê se, uma ou duas horas depois, já circulam na net as listas dos vencedores e dos derrotados de cada edição? Para quê estar a ouvir o mesmo discurso pela trigésima vez de um ator ou atriz jovem a ser galardoado, a dizer que não acredita no que lhe está a acontecer (embora muitas vezes isso pareça encenado - e mal), ouvir pessoas que só podem falar meio minuto porque senão é obrigado a sair e envergonhado por aquela sociedade de elite que está fechada numa redoma em volta de si mesma, enfim, para quê?

O que me preocupa mais é que muita gente pensa que Portugal é Hollywood. Acho que nos estamos a tornar no país que cria mais "estrelas" por minuto. "Estrelas" essas que, passados alguns dias após a sua aparição nos ecrãs do povinho, estarão a dar entrevistas a explicarem o seu peso, o seu gosto literário muito "requintado" ou sobre o facto de terem ido ao médico na semana anterior para ver se melhorava dos intestinos.

E com este post meio esquizofrénico e sem sentido, que ideia podemos tirar? Bem, acho que devemos seguir a nossa vida, e deixar estas patetices de lado. A ver se assim, os «fama-shows» desta vida e canais como o «E!» deixam de existir. Talvez não, porque a capacidade do ser humano de coscuvilhar o próximo não pára de crescer. O que é pena.

Cinema em estado puro

É praticamente impossível dizer algo sobre «O Padrinho» que ainda não tenha sido referido e discutido. Por isso, só me posso restringir ao que possível, ou seja, concordar com a maioria das pessoas que viram o filme e dizer: sim, é extraordinário. Uma obra épica a suar de excelência por todos os poros. Uma fita que nos leva à raiz do verdadeiro cinema e ao que de melhor se fez em toda a História da Sétima Arte.
Perdoem-me o vocabulário muito elaborado, com a utilização excessiva de adjetivos com os quais escrevo esta crítica. Mas só assim consigo falar de «O Padrinho» para ser mais credível. Sempre que ouço algum colega ou amigo falar mal ou ignorantemente do filme, logo entro em defesa da obra da autoria de Francis Ford Coppola. E tive a oportunidade de revê-lo ontem e hoje (ontem à noite o cansaço era demais para conseguir ver até ao fim e deixei os últimos quarenta minutos de filme que faltavam para hoje de manhã), e também vou aproveitar para conhecer melhor os capítulos seguintes que me deixaram muitas dúvidas no ar. Mas após o terceiro visionamento do primeiro capítulo desta monumental trilogia, eu reafirmo: é E-S-P-E-T-A-C-U-L-A-R! Acho que alguém que goste de cinema a sério e não goste do «Padrinho», pelo menos deste primeiro capítulo (não quero dizer que precise de adorar o filme como eu e muita gente, mas se não reconhece nele uma marca cinematográfica importante), peço imensa desculpa, mas então não pode afirmar-se como um cinéfilo. Não é que eu passe a ser um por venerar «O Padrinho», mas só sei que ver este filme enche a minha cultura e o meu gosto do cinema de cada vez que o vejo. Altamente recomendado.

Nota: * * * * *

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Everybody's talkin

Da banda sonora de «Midnight Cowboy», ficou para a História esta famosíssima canção, usada e abusada em todo o tipo de filmes e séries de TV.

O cowboy da meia noite

«O cowboy da meia noite» retrata a vivência de dois homens nas ruas de Nova Iorque (e em particular a "47 street"). Joe Buck (Jon Voight) é um ingénuo rapaz do campo com um passado não muito feliz, que decide viajar até Nova Iorque para enriquecer à custa de mulheres mais velhas e mais ricas. A dada altura, conhece Ratso Rizzo (Dustin Hoffman naquela que considero a sua melhor atuação, de todos os filmes que vi do currículo deste ator), um vagabundo deficiente e também com uma triste história de vida, que se irá juntar a Joe e a ajudá-lo no seu "negócio". «O cowboy da meia noite» é um grande clássico do cinema americano, aplaudido e aclamado desde a sua estreia até aos nossos dias, tendo vencido três Oscares da Academia para melhor realizador, melhor argumento adaptado e melhor filme de 1969. De destacar as poderosas interpretações das duas personagens principais, o soberbo argumento, a excelente montagem e a extraordinária realização. Uma obra cinematográfica que não merece ser esquecida.

Nota: * * * * *

Balas sobre a Broadway

A grande imaginação e o humor genial de Woody Allen estão bem patentes em «Balas sobre a Broadway», um dos filmes mais famosos e aclamados do comediante americano. A fita passa-se nos anos 20, tendo como pano de fundo uma América dominada pela máfia e pelos seus interesses, com muita corrupção e assassínios à mistura. No meio de tudo isto, surge um autor de peças de teatro (John Cusack) que pretende que a sua nova obra seja um grande êxito (ao contrário das suas antecessoras). Mas para levar a sua peça para os palcos da Broadway, esta personagem só o conseguirá graças ao seu novo mecenas, um dos grandes líderes da máfia local, que o obriga a colocar a sua namorada num dos papéis da peça, embora ela seja péssima a representar (e ela, claro, não acha isso). Para ir aos ensaios a dita cuja é obrigada a ser vigiada pelo seu guarda-costas, que mais tarde irá ajudar o autor da peça a melhorá-la e tornando-se também ele o seu autor. Este filme é muito divertido, e dos poucos que vi do Woody Allen até hoje, é dos que gosto mais, juntamente com «Annie Hall» e «Meia noite em Paris». Um filme muito recomendável, hilariante, bem representado e escrito.

Nota: * * * * 1/2

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Diz que é uma espécie de... coisa

Foi na tenra idade de oito anos que este mamífero que vos escreve tomou contacto pela primeira vez com o mundo do Gato Fedorento, graças a sketches mostrados por um familiar, e também pela publicidade que, na altura, Ricardo Araújo Pereira fazia na personagem do «Homem a quem parece que aconteceu não sei quê», figura que tive o prazer de interpretar durante dois ou três minutos numa apresentação ao público escolar do Rainha Dona Leonor.
Há cerca de um mês e alguns dias fui a um debate sobre humor com Ricardo Araújo Pereira e o professor Abel Barros Baptista, evento sobre o qual escrevi aqui no blog.
Bem, hoje ocorreu o segundo encontro sobre humor, que, tal como o anterior, decorreu na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, e desta feita teve um convidado - o escritor Mário de Carvalho, autor da «Inaudita Guerra da Avenida Gago Coutinho».
Só que, tal como acontece a muitos filmes, a "sequela" (ou seja, esta segunda reunião) não foi tão boa como a primeira (a "original"). E neste caso, isto reflete-se mais no que a minha pessoa passou neste segundo encontro. Porquê? Porque, em poucas palavras, meus amigos, eu fiz aquilo que se chama "põr o pé na argola".
Passo já a explicar tudo o que se passou: O debate estava a correr muito bem, até que se chegou ao final, à parte das perguntas. E eu, como gosto de pôr questões, esperei a minha vez (também só eu e outra pessoa é que fizemos perguntas...) para perguntar duas coisas: uma relacionada sobre um tema debatido pelo Mário de Carvalho. Ok, por aqui tudo bem, a história está a tomar um rumo normal. Tudo vai complicar-se ao fazer a segunda pergunta, que se torna o clímax de toda esta historieta.
As pessoas que me conhecem sabem que eu posso ser caracterizado por estas três coisas: linguarudo, direto e incomodativo. E a minha simples pergunta tinha tudo isto dentro. O que eu perguntei exatamente foi isto, palavra por palavra (ou quase):

"Uma pergunta para o Ricardo, e não é para se sentir ofendido, e acho que lhe devem fazer esta pergunta muitas vezes. Mas há pouco o Mário de Carvalho estava a referir-se à nova publicidade que o Ricardo e os seus colegas fizeram para o produto que publicitam - e que não vou estar aqui a dizer o nome. Dizia que essa publicidade era interessante porque se afastava mais da publicitação do produto e tornava-se mais humor que publicidade. Então eu pergunto que, já que os Gato Fedorento fazem publicidade muito humorística, porque é que deixaram de fazer programas na televisão."

Foi o caos total. Notei o grande desconforto do RAP ao ouvir esta pergunta, desconforto esse que tentou disfarçar com uma piada. Toda a gente se riu com a minha pergunta, exceto os três "literatos". O humorista dos Gato disse que "porque é que, numa tertúlia tão interessante sobre literatura, tinha de vir um impertinente dizer-me «Vai trabalhar!»". E eu respondi a esta piada: "mas muito pelo contrário, o Ricardo e os seus colegas têm muito trabalho, na publicidade". Voltou tudo a rir-se. Não consegui perceber se se riam da estupidez da minha pergunta ou porque acharam giro eu perguntar aquilo. Opto pela primeira opção.
O professor Abel Barros Baptista tentou moderar o pequeno mau ambiente que se criou com a minha pergunta. Por sorte, não houve mais perguntas e o encontro acabou ali. Fui pedir desculpas ao Mário e ao professor, e eles disseram que não havia mal, "mas ele...", referiu o professor, quando eu o interpelei.
Resumindo e concluindo, acho que, por o Ricardo ter achado que eu fui uma besta - não era esse o meu objetivo, e frisei bem isso, só queria ver a minha pergunta respondida (eu e muita gente) -, mas afinal chegou a mostrar a verdadeira personalidade dele e dos Gato que eu, dificilmente, queria acreditar que fosse verdade. O RAP não respondeu a minha pergunta, eu sei, mas não me querendo gabar, quero dizer que tive alguma coragem em fazer aquela pergunta. Eu queria uma resposta! Queria dar resposta à questão na boca de toda a gente! Toda a gente pensa nisto, eu sei, e além do óbvio «É por causa do dinheiro!!!», ninguém vê outra explicação para os Gato terem deixado de fazer aquilo que nós gostávamos de ver, e não técnicas de marketing duradouras que irão continuar até 2037, pelo menos. Nem é pelo facto de eles terem saído da TV. O problema foi os Gato terem deixado a TV e não terem continuado noutro meio do espetáculo. Na, foram para a publicidade. Sim, eles não são gente muito séria, e embora eu tenha gostado muito de conhecer o RAP há um mês e pico, é preciso encarar a verdade. Como ele não tinha o "discurso" preparado para aquela pergunta, ficou sem resposta. Eu não tinha nenhuma intenção maliciosa com a minha pergunta, volto a referir, queria apenas, como fã dos Gato (ou fã do trabalho antigo deles), esclarecer aquilo de uma vez por todas. E o RAP também não foi correto. É humorista, sim senhora, mas não soube responder. E o RAP e os próprios Gato perderam o bocadinho de alguma empatia que eu sentia por eles. E acho que não irei comparecer mais a estes encontros. Não vale a pena. Eu tenho a mania de ser direto, e depois... é isto. Se calhar eles pensam que esta resposta está no segredo dos Deuses. As pessoas já se fartaram um bocadão de vocês, do MEO e tudo isso.
Este é daqueles posts que estavam muito bem planeados mas saiu isto. Peço desculpa. Se quiserem algum esclarecimento sobre este assunto, digam que eu dou. Pois acho que me devo ter esquecido de falar aqui de muita coisa, como de costume, ou então escrevi coisas que serão interpretadas de uma maneira errada.
O que eu concluo em tudo isto é que, se calhar, eu vou para repórter da TV7Dias ou coisa do género. É essa a minha vocação.
Qualquer esclarecimento aqui fachavor. Eu pelo menos esclareço. Qualquer tipo de dúvida. Garanto-vos!

domingo, 11 de dezembro de 2011

Peço a palavra

Num ambiente de instabilidade e de crise como é este que, na atualidade, a sociedade tem de se confrontar, torna-se urgente manter vivos os valores morais e éticos que nos foram ensinados e que devem continuar a ser preservados para as próximas gerações, tentando que talvez as pessoas se apercebam que pode haver uma luz no meio da escuridão, para mudar um mundo que, em variadas situações do quotidiano, me faz pensar que esses valores, simplesmente, não existem.
«Peço a palavra», no original «Mr Smith Goes to Washington», é um filme que tenta mostrar ao espetador que, apesar de toda a maldade e injustiça que abunda na sociedade do século XXI, há sempre alguém que, no meio de uma grande multidão, se destaca por querer mudar o seu espaço ou a mentalidade do Homem.
O filme, realizado por Frank Capra ("Do céu caiu uma estrela") conta-nos a história de Jefferson Smith, um indivíduo da província que é convidado para o cargo de senador por Washington D.C, mas cujo papel vai ser, para muitos políticos do Senado, o de uma marioneta ao seu serviço, pronta a ser manipulada e a entrar no jogo de Jim Taylor, o líder de toda uma máquina política montada, onde reina a corrupção e a mentira. Smith vai tentar criar uma lei para ser aprovada no Senado, com a ajuda da sua assistente, Clarissa Saunders, que mais tarde o irá informar do negócio obscuro que não irá permitir que o inocente senador consiga levar a sua lei sobre a criação de um campo para jovens no local onde pretendia para o bom caminho, levando Smith a despertar e aperceber-se da grande teia de corrupção em que se está a meter, onde está nela incluído o senador Joseph Paine, um dos capatazes de Jim Taylor, e que o fará ser armadilhado para que o dito negócio obscuro não seja revelado no Senado.
«Mr Smith Goes to Washington» é uma das grandes obras-primas do cinema americano e um filme notável por continuar (infelizmente) atual, e por isso torna-se um filme importante para compreender o submundo da política americana (e não só!) e torna-se uma história que, tal como referi, pretende dar uma esperança ao espetador. Uma esperança de que há sempre alguém que consegue ser mais forte que a corrupção e a falsidade e que tem a verdade e os seus valores acima de todas as coisas. Um filme intemporal e fresco, mesmo passados mais de setenta anos sobre a sua estreia original.

Nota: * * * * *

sábado, 10 de dezembro de 2011

Cyrano de Bergerac

Adaptação da famosa peça teatral homónima de Edmond Rostand, «Cyrano de Bergerac» conta com a brilhante interpretação de um dos maiores atores franceses dos últimos trinta anos, Gerard Depardieu, cujo papel neste filme lhe valeu um prémio de Cannes como melhor ator e uma nomeação para os Oscars na mesma categoria. A história passa-se no século XVII, época marcada por grandes revoluções sociais e científicas, centrando-se na personagem de Cyrano de Bergerac, um poeta com uma coragem sem igual que se apaixona pela sua bela prima Roxana (muito bem interpretada por Anne Brochet), mas que esconde esse sentimento da sua amada por causa de um pequeno inconveniente de Cyrano: o seu grande nariz. Esta fita tem comédia, ação e drama em doses iguais. Nada é demasiado comercial ou demasiado lamechas para não se poder considerar que «Cyrano de Bergerac» é um grande filme europeu, que nos faz entrar numa época muito diferente da nossa, com um nível de detalhe muito interessante e que nos faz estar com mais atenção durante o visionamento para não nos escapar nada de nada. Por isso digo que um filme destes, a retratar um século como este, deve ser feito por europeus e não pela grande indústria americana, porque senão este filme seria só puro entretenimento ligeiro de sábado à tarde. Felizmente, «Cyrano de Bergerac» não é isso. Tem muito mais do que possa aparentar.

Nota: * * * * 1/2

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Para verem quem manda!

Como já estou fartinho de ter quarenta e tal euros no telemóvel e não os poder gastar porque tenho sempre de carregar mais 12,50€ para cumprir o tarifário mensal (que diz que não tem mensalidade mas volta e meia vai-se a ver e tem), senão chantageiam-me e tiram-me 50 cêntimos por dia, vou deixar de ter qualquer tarifário "especial" da vodafone e volto ao clássico telemóvel sem yorns ou planos vita coiso. Enganem quem quiserem, ó! Aqui ao ruizinho é que não!!!

Diz que os marretas são adoradores de Estaline

A direita conservadora americana parece que gosta de, de vez em quando, dar o ar da sua graça, ao insultar ícones do cinema e da cultura com as suas teorias de que tudo à sua volta é esquerdista, como se ainda estivessemos na caça ao comunista que reinou nos EUA no século XX.

Agora, os republicanos voltaram a atacar, afirmando que, após terem insinuado «Happy feet 2», «Cars 2» e «Wall-E», neste momento a vítima foi a mítica criação de Jim Henson e o filme que retomou o antigo franchise, os Marretas, que foram acusados pelas mesmas razões dos antigos alvos que referi, de serem incentivadores ao comunismo e ao marxismo.

Caramba! Têm de ver Karl Marx e o Lenine e o Engels e o Trotski por todo o lado? Não têm mais nada que fazer?

Mas... se isto tivesse algum ponto de verdade, o sapo Cocas estaria neste momento a afirmar «Bolas! Descobriram-nos a careca! Camaradas, vamos para Cuba! Pelo menos aí se calhar somos elogiados!»

E pronto. Foi giro não foi, este pequeno comentário à situação que as pobres marionetas americanas estão a passar? Foi giro, foi. Agora vou fechar isto, antes que alguém me chame comunista também.

No Camões

Ontem, a convite dos meus amigos de já há uns anos, fui assistir ao café concerto do Liceu Camões. Achei piada ao liceu. Já tinha lá estado duas vezes antes, mas desta espreitei mais em pormenor os interiores, e caramba, parece uma casa fantasma. Por isso achei muito interessante, por permanecer bonita ao ser antiga.

Em relação ao café concerto... à parte de uma ou outra performance mais dispensável, gostei muito de ouvir os meus amigos André e Inês num cover da música «Gaivota» dos Amália Hoje, bem como de alguns fados cantados e também de um tocador de guitarra portuguesa - um instrumento que gosto muito, especialmente tocado sem ser em fado. Tem uma sonância extraordinária, na minha opiniã tão boa ou melhor que as guitarras ditas clássicas.

Foram umas duas horas bem passadas, com o reencontro de antigos colegas, que não são antigos amigos. Continuam a ser amigos, do presente.

Um obrigado a todos!

127 horas contadas numa hora e meia

«127 horas» não é um filme marcante para Hollywood nem para o cinema em geral. Não é nenhuma obra-prima que perdurará por anos e anos na memória dos seus espetadores. Não é daqueles filmes que ganham uma importância tão grande que, anos mais tarde, são objeto de preservação e de comemoração nos EUA. Contudo, não deixa de ser um bom filme. Danny Boyle assina esta película sobre um homem que luta pela sua sobrevivência após ficar com o braço direito preso por uma grande rocha em Utah, e as 127 horas do título é o tempo que o indivíduo ficou encurralado. Gostei do filme por duas razões: a prestação de James Franco, um ator que não me diz muito nem do qual eu seja admirador, mas que gostei muito de o ver neste papel, e também o modo como a história é contada, sem glorificar a personagem de Franco pelo seu feito ou de o tornar um herói. Muitos não gostam de Boyle por causa de «Quem Quer ser bilionário?», vencedor de oito Oscares há menos de cinco anos. Mas independentemente de se ter gostado ou não desse anterior filme do realizador, acho que vale a pena ver «127 horas». Tem a singela duração de uma hora e meia, sem precisar de esticar demasiado a história com elementos mais supérfluos, e vê-se muito bem.


Nota: * * * *

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

SPAM - uma crónica pouco interessante, mas que pretende fingir que o é para passar por cima das pessoas mais espertas e ser considerada uma obra-prima



(NOTA: a introdução do clássico sketch dos Monty Python neste post não significa que eu irei falar dele. É porque sempre que eu penso em SPAM lembro-me primeiro deste sketch, e só depois me lembro que ah, sim, SPAM é também... aquilo que vos vou falar neste post. Talvez assim consiga ter as ideias mais arrumadas para tentar fazer um texto de jeito. Talvez...)


Pensar em SPAM faz-me sempre concordar mais com a minha mini-teoria da conspiração (e sim, caro leitor ou cara leitora, todos nós adoramos criar teorias da conspiração), onde afirmo que os indivíduos que criaram a internet e os e-mails deviam estar, com certeza, arreliados com algo ou alguém. Para receber todo aquele correio eletrónico que mais não serve para nada que para a pasta «lixo» do e-mail, só pode ser por isso. Então e se a pessoa que criou a internet está aborrecida com esta pessoa que sou eu, então estou bem tramadinho, ai se estou...

Mas vamos por partes. Entro num dos mails que tenho, que são três: sapo, gmail, hotmail e depois mais três ou quatro contas anónimas que uso para ameaçar pessoas - OK OK! estava a brincar em relação a este último dado... Só tenho os três e-mails que disse, OK? Para evitar confusões e acusações, que às vezes as pessoas levam a sério o que eu digo e depois é uma maçada. Portanto, são o Sapo, o gmail e o hotmail... e um netcabo que utilizo para... coisas. Só isso, ok? Pronto, podemos prosseguir, ó pessoas paranóicas que agora devem estar a tremer como varas verdes com o susto que apanharam? Pronto, continuemos então...

Onde é que eu ia? Ah, entro em qualquer um dos mails que tenho, e o que é que encontro? Logo sete ou oito mensagens com convites para viagens imaginárias, prémios que não existem em lado nenhum - incluindo cheques-oferta do Pingo Doce. Cheques-oferta do Pingo Doce? Poupem-me... -, propostas algo obscenas e ainda emails chineses e indianos que penso sempre que, se os abrir, vão-me "arrebentar" o computador todo, fazendo um efeito semelhante, em escala reduzida, do cogumelo provocado pela bomba atómica de Hiroshima (e sim, estou a falar a sério agora, tenho mesmo medo disso!!!).

E o que é que esta besta, perdão, este senhor faz? Delete. Tudo. Gosto de os apagar em quantidades. Pôr logo um «tickê» nos emails «spamados» e eliminá-los em massa. É um genocídio eletrónico (e esta expressão, juntamente com a comparação à bomba de Hiroshima, faz-me pensar que ando com a mania do mau gosto, pelo qual peço imensa desculpa. É a veia da pouca criatividade que tenho a exprimir-se, após ter ficado presa por muito tempo a decorar matérias escolares que envolviam Sofistas, Quantificadores, Marquês de Pombal, Política Agrícola Comum e outras coisas pouco substanciais, sem ser exatamente por esta ordem.).

E pronto. É isto que eu tenho a dizer. Se sou contra o SPAM? Claro! Há alguém que seja a favor? Só que não quero é que acabem com isso. Acabava-se a minha sensação de domínio total... do meu mail. É um pequeno mundo, mas serve para ser dominado. Como também há certos países que, certamente, ficariam contentes por conquistar este micro-reino denominado Portugal. E é isto.

Férias...? Sim, pode-se considerar como tal

Hoje, tive o privilégio de encerrar a época de testes deste primeiro período, com um teste de geografia, que não foi um privilégio de se fazer. Mas isso é outra história. O que interessa agora é que estou livre! Livre como... uma pessoa normal. Ia dizer como um pássaro, mas isso é estúpido, não?
Bom, talvez retome à escrita blogueira normal, se me ocorrerem muitas ideias - o que é improvável que aconteça. Mas sabe-se lá, meus amigos, sabe-se lá.

And that's all folks!

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Who you gonna call?



Hollywood tem provado, ao longo das décadas (e sobretudo os anos 80) que se pode fazer uma boa história sobre tudo e mais alguma coisa. Neste caso, foi com a história de três indivíduos que decidem abrir uma agência por conta própria de caça de fantasmas. A premissa parece pouco prometedora, mas «Ghostbusters», que se tornou rapidamente num dos maiores filmes de culto da década de 80, tem um pouco mais de conteúdo do que possa aparentar. Contando com as interpretações de várias estrelas que, anos antes, tinham brilhado no famoso programa da NBC «Saturday Night Live», como por exemplo Bill Murray e Dan Arkroyd (que co-escreveu o argumento), «Ghostbusters» consegue manter alguma da originalidade e frescura que ostentava quando estreou pela primeira vez, com muito humor, e também algum terror.

Nota: ****

sábado, 3 de dezembro de 2011

O esférico rolando sobre o alcatrão - a tenebrosa relação de Rui Alves de Sousa com o futebol

A relação que esta pessoa que vos escreve tem com esse desporto tão conhecido que é o futebol pode ser comparada à relação que eu tenho com este estaminé blogueiro: às vezes somos amigos, outras vezes inimigos. E ainda há algumas vezes em que somos meio amigos mas com algumas inanimizades ao nível de determinados assuntos, mas agora este aspeto nada vem para o caso.

Digo-vos que eu gosto mais ou menos de futebol. Gosto de estar minimamente informado sobre os primeiros lugares da liga e essas coisas, mas não sou daqueles que gosta de ver esses «Trios de Ataques» e «Mais futebóis», programas de debate sobre o mundo futebolístico que até têm audiências muito favoráveis. Mas não gosto do fanatismo com que algumas pessoas levam o futebol, como as claques que gostam de atirar pedras e garrafas umas às outras... É um festim idiota e estúpido que comprova que o povo português está mais preocupado com o futebol que com outra coisa.
Já agora, para evitar mais perguntas de «Qual é o teu clube minha grandesíssima besta croma caixa d'óculos idiota?» (mesmo assim, acho que estas perguntas continuarão a ser questionadas à minha pessoa, assim como estes insultos), confesso aqui que, minhas amigas e meus amigos, eu, Rui Alexandre de Júdice Alves de Sousa, sou adepto do Futebol Clube do Porto. Carago, mas é só a nível do jogo, ok? Não das mafiosidades que lá o Pintinho da Costa e a sua pandilha andam a engendrar. Disso não gosto nada. Porque é frequente eu ouvir piadinhas relacionadas ao clube da nação da Invicta. Falai mal do que sabeis, sim? O que eu sei é que o Porto foi o primeiro campeão nacional. E prontos.


Mas a pior relação que eu tenho com o futebol é na escola. Como foi o caso do dia de hoje, na aula de educação física. Ah... há já algum tempo que não sentia esta grandiosa frustração por estar a ser obrigado a jogar um desporto que não percebo mesmo nada de nada (não quero dizer que, dos outros que praticamos nestas aulas, perceba mais deles que do futebol. Percebo só mais um niquinho de nada. De futebol... zero).

Sou aquilo que se designa, em termos corriqueiros, um «GANDA FRANGO!». Se eu já sou 98% tótó a fazer um pino, quanto mais a passar a bola a um colega de equipa numa partida de futebol. Também diga-se que o que se jogou hoje desse desporto assemelhava-se mais ao dia do apocalipse mundial (que, se não é em 2012, vai ser no dia em que a Teresa Guilherme e a Júlia Pinheiro se juntarem para fazer um programa de televisão decente para a vista). Gritos, choros, pontapés, tabefes, de tudo um pouco se pôde provar na disputa futebolística entre o sexo feminino (em grande número) e, claro está, o masculino (com apenas quatro membros e um quarto - entendendo-se que o "quarto" sou eu) que o 11.º9.ª teve a oportunidade de vislumbrar, e que a minha pessoa teve agora a oportunidade de passar a sua memória desse dia (muito triste, pois o que eu queria era ir para casa e parar de ver pessoas a gritarem «PASSA, FULANO TAL!» ou «AQUI, NÃO SEI QUEM!» e fazerem figura de urso para marcarem golos - ou algo parecido com isso - enquanto eu olhava para o céu, com esperança de que, sim, apesar do trauma que aquela hora e meia de aula iria provocar na minha existência, ainda há esperança num futuro melhor) para este blog.

Mas este grande defeito meu com o desporto da bola que deve ser jogada nos pés (nas mãos só pr'ó senhor guarda-as-redes, está bem?) já vem desde sempre. Nos tempos da minha escola primária, e também no Luís de Camões (aquela barraca a fingir que é uma escola, situada no Areeiro, não a casa fantasma a fazer-se de escola, no Marquês) era frequente eu tentar passar despercebido na escolha das equipas, a ver se se esqueciam de que eu costumava ser o último a sobrar. Ou então durante os jogos ficava ali a um cantinho a ver a vista e pronto.

Nunca gostei muito de desporto. Principalmente este. Para mim, desporto é passear, correr de vez em quando, dar umas raquetadas de ténis contra uma parede bate-bolas do INATEL. Isso sim, para mim, é desporto. É melhor que nada, não? Há quem ache que ao passar duas horas agarrado à playstation está a exercitar os dedos, logo, desporto. Bem, eu também, sendo assim, estou a exercitar os dedos para escrever neste blog, com uma velocidade atroz que me faz enganar na escrita três ou quatro vezes por minuto.

Termino este post dizendo: o desporto é giro, mas tenham calma, sim? Porque há certas pessoas meio deficientes, como é o meu caso, que são difíceis de se adaptar a estes meios. Portanto, matem-se e esfolem-se entre vocês, fãs acérrimos do desporto-rei, que eu fico a ver e a filmar para pôr no youtube.

Agora vou praticar o meu desporto favorito: dormir. Aconselho-o. Faz muito bem. E sabe bem estar ali no quentinho confortável e aconchegante dos lençóis. Mas se preferem atirar-se todos uns para cima uns dos outros por causa de uma bola, força. Eu vou mas é dormir. Divirtam-se!

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

BTTF 3

«Regresso ao futuro parte III» é muito «apedrejado» e criticado por muita gente. Eu gostei, como já tinha gostado da primeira vez que o vi. É um filme tão bom como o seu antecessor, não por falar do futuro e ter muitos efeitos especiais (tem alguns, este terceiro capítulo, mas não tantos como no segundo), mas por fazer uma abordagem muito interessante à gloriosa época do Velho Oeste, uma época mitológica para a história dos EUA. É uma homenagem completa ao género western e a certas figuras desse género cinematográfico. se bem que se façam referências a «Taxi Driver» e a Michael Jackson. É uma conclusão perfeita para uma das melhores sagas de fantasia que Hollywood trouxe ao mundo. Muitas das perguntas que podem ter ficado por responder nos dois outros filmes são meticulosamente respondidas ao longo de todo o filme, como o que acontece ao Marty que, supostamente, iria mudar o seu futuro. «Regresso ao futuro Parte III» é diferente dos seus antecessores porque, se o primeiro tinha o objetivo de as pessoas pensarem que "sim, os meus Pais também foram adolescentes" e o segundo queria que as pessoas vissem o futuro como uma coisa gira e não negra e apocalíptica, este capítulo final quer que as pessoas valorizem o passado, para fazerem o presente, criando um futuro melhor para todos. Um bom final para uma grande história.

Nota: ****

BTTF 2

Depois de revisto o primeiro filme, pude visionar, durante o resto da semana, as duas sequelas dessa mítica trilogia «Regresso ao futuro» de Robert Zemeckis e Bob Gale, uma obra que prima pelas boas histórias e atores, e por continuar atrativa ainda hoje, algo que muitos filmes da época não conseguiram. Neste segundo filme, faz-se uma viagem ao... futuro. Ou seja, daqui a quatro anos. É engraçado ver-se a perspetiva que os autores tinham do que seria o naquela altura longínquo ano de 2015. Mas até lá, quem sabe se não aparecem aí uns hoverboards? Até que eram bem jeitosos, se eu por acaso encontrasse na rua um gang do género do do Griff Tennen (só que com roupas ainda mais ridículas do que aquelas que eles usam no filme, de certeza). Desta segunda vez que vi a segunda parte de «Regresso ao futuro» gostei mais do que vi do que da primeira vez que a pude ver. Talvez isso se deva ao facto de, quando vi esta Parte II pela primeira vez, foi passados dois anos de ter visto o filme original. Não me lembrava de muita coisa do primeiro filme e por isso fiquei um pouco dececionado com esta sequela. Mas agora que a revi um dia ou dois depois de ter visto o original, fiquei muito mais satisfeito, embora não a ache tão boa ou melhor que o primeiro filme. É quase tão boa, mas falta ali qualquer coisinha para ser ainda melhor. Talvez por terem passado quatro anos entre o primeiro e o segundo filme, fez com que Michael J. Fox perdesse alguma daquela dinâmica jovem (também ganhou mais quatro anos à idade), não me dando muito a noção de que "sim sim, aquilo é um jovem de dezassete anos, o McFly. É sim senhora". Mas tirando isso, é uma sequela boa, com mais ficção científica, um argumento ainda mais elaborado que o primeiro filme e com tanta piada como o mesmo.

Nota: ****

É Natal, é Natal, e mais qualquer coisa que rime com «al»

Depois de ter relido um texto de minha autoria com dois anos de existência sobre a quadra natalícia, decidi que estava na altura de renovar o tema com um post ainda mais idiota que o antigo. Para refrescar a idiotice vulgar deste blog, vou fazer aqui um apontamento sobre duas características desta época que ainda não tinha falado.

E aproveito para assinalar algo: parece-me que agora a mascote supra-sumo da minha irritação, que dá pelo nome de Popota, está a dominar completamente o mercado publicitário natalício. Parece-me que a Leopoldina, embora os implantes que colocou naquele certo sítio, está a perder, finalmente, terreno para o hipopótamo rosado que agora é «partner» dessa avestruz. Não é que eu goste mais da Popota, muito pelo contrário, sou anti as duas figuras, mas é interessante notar que as duas fazem campanhas publicitárias em que se fazem de figuras sexy, e depois quem ganha é o hipopótamo. Qual será a razão? Será que o povo português se identifica com a Popota? Talvez, não sei. O que eu sei é que, tal como o post que fiz há dois anos sobre o Natal, a minha opinião mantém-se: há mais consumismo no ar nesta época do ano do que oxigénio propriamente dito. E até algum desse oxigénio pode conter alguma campanha publicitária duvidosa, portanto, tendes cuidado com o ar que respirais, sim? Principalmente nas zonas das grandes superfícies, onde esse facto pode ser mais facilmente comprovado. Já agora, tentem não respirar mesmo o ar que está dentro desses shoppings. É plastificado como o caraças!

Deixemo-nos de reflexões surrealistico-respiralistico-idiotistas e continuemos a nossa demanda pelas parvoíces da quadra natalícia, falando na lista de Natal. Sim, esse produto infame que, segundo nos diziam em petizes, servia para dizermos ao Pai Natal, esse grande mafioso barbudo laponiense, o que queríamos para o «Querístmas». Um dia ele junta-se à Popota, à Leopoldina e ao Alberto João Jardim e abrem uma fábrica de papel higiénico colorido para fazer concorrência aos "lindos" produtos da Renova. Razões para o projeto destas quatro figuras quererem abrir uma fábrica deste tipo de papel? Se querem que vos diga, não sei. Mas já que são quatro indivíduos que gostam de dinheiro, e como as pessoas gostam de extravagâncias idiotas para se dizerem originais, talvez dê resultado, a ideia. E poucas foram as vezes em que recebi coisas que pedia para o Natal. Mas nunca me importei muito, pois recebia outras coisas que, felizmente, para a criança materialista que era (e sou), serviam para me deixar feliz durante uma ou duas semanas e depois esquecer-me delas ou pô-las na goela.

Bem, e agora apercebo-me que pouco mais tenho a acrescentar, de momento, sobre a temática do Natal.

Por isso vou-me calar sobre este assunto, dizendo apenas para terem cuidado com o consumismo, e que comprem prendinhas de Natal baratinhas. Ou então façam-nas vocês mesmos. Podem não servir para nada e serem parvas, mas ao menos... foram vocês que fizeram.

Há aquelas pessoas que dizem «Ui... o Natal é só materialismo e consumismo». E acrescento eu que, não tarda nada, há também anarquismo... Eu também digo que o Natal tem isso tudo... mas há coisas giras nele, não? Reunir a família toda, em certos casos uma vez por ano... aqueles raros momentos de alegria e união... é questão de os saber sentir, e mais importante que tudo, saber que é mais importante dar que receber.

Boas festas!

PS - agora lembrei-me. Só falta o Pingo Doce criar outra personagem meio fatela natalícia, não? Até poderia estrear-se fazendo um dueto com o... Roberto Leal? Talvez. Seria um sucesso imediato. As fãs de todo o país e ilhotas iriam a correr aos Pingos próximos dos seus lares para terem a rodela de plástico, envolvida por uma caixa facilmente quebrada, que contém o single e mais umas quantas músicas do género. É uma ideia a considerar, não, senhor Pingo Doce (sim, porque se eu ainda tenho uma mente infantil, penso que o dono do Pingo Doce é um indivíduo com esse nome. A infância é linda)?
De maneiras que este ano cá vai o Rui participar no Nescolas. Esperemos que esta edição corra melhor.

Para já a candidatura foi enviada, e se formos um dos 60 grupos selecionados, poderemos passar à fase da entrevista (escolhemos o Nuno Markl, vamos a ver se irá dar se passarmos...)

E é isto.