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A mostrar mensagens de Março, 2012

Network - Escândalo na TV

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Acho que, antes de ver «Network - Escândalo na TV», nunca tinha visto uma sátira tão inteligente, elaborada e profunda sobre o mundo da televisão e do sensacionalismo que este meio de comunicação gosta de usar, na maior parte dos casos, para satisfazer as audiências, famintas desse género de "entretenimento". Realizado por Sidney Lumet (responsável pelo extraordinário «Serpico», com Al Pacino num dos seus melhores papéis), «Network» segue o quotidiano de uma estação televisiva americana fictícia, a UBS, e todo o esquema que a administração do canal monta usando Howard Beale, um locutor de telejornal já um pouco senil para criar um programa de televisão sensacionalista e de qualidade duvidosa. Numa escalada até ao topo da popularidade televisiva, Beale torna-se numa espécie de profeta do povo, usando a arte do mal-dizer para chegar ao público, que se identifica com aquele velho maluco que amaldiçoa tudo e todos.
O que mais me impressionou em «Network» foi, sem dúvida, o argume…

Novidades da caixa mágica

É bom saber que a RTP2 ainda é um canal que sabe mesmo prestar serviço público. Já o Canal 1 é quando lhe apetece. Ontem, por exemplo, transmitiu um bom documentário chamado «A Rua dos Condes», que além de muito bem feito foi muito interessante.
Mas a RTP2 agora vai trazer mais cinema a quem vê o canal, já que vai voltar regularmente (e não por apenas uma semana) o espaço «5 Noites 5 Filmes», a começar já na próxima semana. Um filme por dia de segunda a sexta-feira. E vão ser exibidos filmes muito bons! Um bom espaço de cinema muito recomendável.

Bem Vindo ao Norte

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«Bem Vindo ao Norte» veio mostrar, mais uma vez, que o cinema europeu consegue ter muito poder... quando quer. Aliás, não é para todos, conseguir quebrar os recordes de bilheteira do seu país de origem, com um número de espetadores em sala equivalente ao dobro da população de Portugal. Pois é, vinte milhões de franceses viram «Bem Vindo ao Norte» no grande ecrã, e penso que não se desiludiram. Este filme é tão bonito e hilariante que se percebe que tenha conseguido conquistar audiências de todo o mundo, com a história simples de um trabalhador dos Correios que, após assinar numa candidatura para ir trabalhar no paraíso da Côte d'Azur declarando-se deficiente sem o ser, é "castigado" com um emprego no terrível, abominável norte de França, na cidadezinha de Bergues. Ao princípio, e muito por causa dos ditos das pessoas do Sul, a mudança custa muito ao indivíduo, mas, ao longo da sua estadia, ele irá aperceber-se que, afinal, o norte não é mau. Dany Boom dirige e co-escreve…

Crimes e Escapadelas

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«Crimes e Escapadelas», de Woody Allen, é mais um formidável filme do autor, a juntar à lista dos melhores que já fez até hoje. Desta vez, Allen pega numa história mais intrincada, com mais policial e adicionando também a já habitual reflexão filosófica sobre a vida. Só que, em «Crimes e Escapadelas», Allen prefere abordar outro tema da existência humana: as escolhas que o indivíduo faz, o quão complexas podem ser e as consequências que poderão trazer ao serem aplicadas. Este décimo nono filme tem, como protagonistas, dois indivíduos, e cada um deles vai ser confrontado com duas opções para escolher. Cliff Stern (interpretado por Woody Allen) terá de optar entre a integridade do seu trabalho cinematográfico, ou a oportunidade de arranjar umas massas realizando um documentário sobre uma pessoa que detesta. E Judah Rosenthal (interpretado por Martin Landau) tem um caso muito mais complicado em mãos: ou mata a sua amante, como lhe aconselhou o seu irmão, ou então enche-se de coragem e co…

A lição de cinema d'O Gigante

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É incrível como um indivíduo como James Dean precisou apenas de fazer três filmes para ficar na História do Cinema. Também é de notar que em todos eles, o ator foi brilhante, e o seu estilo muito próprio deixou uma marca indelével na "evolução" da sétima arte. Desse trio de filmes já tinha visto antes "Rebel Without a Cause", uma história sobre a adolescência e as relações familiares. E agora, pude ver o último filme deste ator, realizado por George Stevens, "Giant".
"Giant" é semelhante a "Rebel Without a Cause" por se tratar também de uma história familiar. Mas este épico cinematográfico vai muito mais além, retratando três gerações de uma família muito abastada e importante do Texas, os Benedicts, com os seus ranchos e todos os negócios em que estão envolvidos através dessas propriedades. É também um drama sobre uma época, sobre o conflito de gerações e a evolução de hábitos e costumes ao longo das décadas. "Giant" conta-no…

Zelig: Como manipular a realidade

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E cá temos Woody Allen em mais uma experiência inovadora e muito bem executada. Para quem nunca tenha ouvido falar nesse Senhor durante toda a sua vida e que lhe seja mostrado este filme, «Zelig», esse indivíduo talvez possa pensar que pôde ver um documentário sério e real. Mas não. Apesar das muito sofisticadas técnicas de manipulação de imagem (que nos fazem pensar estar a ver filmes americanos de arquivo dos anos 20, alternados com entrevistas a pessoas "reais", que conheceram e que tomaram contacto com a personagem que dá título a este mockumentary.
Mas o humor de Allen está lá. As piadas subtis e inteligentes, bem ao género do autor, marcam bem presença ao longo de toda a película, que aproveita para pegar na sua criação fictícia para fazer uma crítica bem atual à sociedade através da história de um homem que padecia de um problema grave: o facto de mudar de personalidade consoante a pessoa com quem estivesse a lidar.
Woody Allen pega num género que (thanks again Wikipedi…

Blade Runner: Perigo iminente

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Se há uma coisa que me irrita solenemente em DVD's é o facto das editoras pretenderem vender a versão modificada de um filme como se fosse o original e não como um extra do mesmo. Falo disto porque vi a Director's Cut de 1992 de «Blade Runner» (se não fosse a Wikipedia, nem saberia que o Ridley Scott decidiu fazer outro Cut, mais recentemente), e não gostei de ver que o DVD tinha apenas esta versão e não a original. É como o DVD que tenho cá por casa do «Cinema Paraíso». Afirma-se como a versão de cinema do filme, vai-se a ver e é o Director's Cut de quase três horas que não traz muito de novo à obra original.
Mas queixas à parte, fiquei completamente siderado com esta versão de «Blade Runner». Eu gosto sempre de ver primeiro as versões originais dos filmes e depois (se um dia tiver paciência) as versões maiores que os realizadores dos mesmos decidem um dia lançar para ganharam mais uns trocados para o gasoil (daí ter ficado aborrecido com esta edição DVD). Mas pronto, lá v…

Da MONSTRA

Durante a semana passada, vi mais de 60 animações, vindas de todos os cantos do Mundo. E porquê? Porque eu fui um dos sete jurados do júri júnior da competição de estudantes da edição deste ano da MONSTRA, o Festival de Animação de Lisboa. E ontem, foi a gala de entrega dos prémios. E a curta que nós escolhemos como a melhor a nível internacional foi «Promises», da realizadora japonesa Aki Kono. Houve outros filmes que eu gostei muito, mas porque, pela decisão da maioria, nem chegaram a ser considerados como possíveis candidatos ao nosso prémio maior (e até uma dessas curtas foi premiada pelo outro júri desta competição, um trio de realizadores de animação de França, Alemanha e Portugal). Mas foi uma ótima experiência, e só tenho de agradecer a oportunidade que me deram em fazer parte deste júri, onde conheci novas pessoas e tomei contacto mais em pormenor com o grande mundo da animação.
Deixo-vos aqui então a curta que nós achámos a vencedora a nível internacional. Boa semana!

Uma família à beira de um ataque de nervos

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Fiquei absolutamente espantado com «Uma família à beira de um ataque de nervos» (que, como podemos comprovar, é uma magnífica - e fiel - tradução do título original, «Little Miss Sunshine». Este fenómeno é, como todos sabemos, já vulgar nos filmes estrangeiros que estreiam em Portugal, mas pronto, até que este título tuga nem soa mal!), uma comédia dramática norte-americana, de 2006, que é simples, mas que tem uma história muito divertida, humana e original, com um elenco que não lhe fica nada atrás, e aliás, que assenta que nem uma luva! O filme foi alvo de grande aclamação da crítica e do público na altura em que estreou, e percebe-se porquê: acho que, na atualidade, é raro conseguir fazer-se uma boa comédia sem se pegar em temas mais obscenos ou que são mais fáceis de ser trabalhados (e não quero criticar esse tipo de comédias, atenção). Mas «Uma família à beira de um ataque de nervos» não fala sobre um grupo de amigos que se embebeda e no dia a seguir não sabe onde foi parar, nem …

Friday night: retrato do adolescente comum por um indivíduo que está bem é no conforto do lar, a mal dizer sobre os da sua "espécie"

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E pronto, como tem vindo a ser hábito nestas minhas crónicas sobre... alguma coisa, eis aqui mais um parágrafozinho com letras tão "piqueninas" que vos obrigam a colocar (para quem usa, claro) o que os espanhóis chamam de "gafas". Ou então, como estas letras são portadoras de uma pequenez tão... pequena, até as pessoas com visão HD 3000 e picos talvez terão de recorrer ao auxílio de um par de oculinhos. E até podem ser daqueles do 3D, que são adquiridos nos cinemas. Força aí! Enfim... e o que é que eu ia falar nestas linhas? Bem, supostamente... nada. Foi só para encher espaço. Porquê? Queriam que eu falasse desta bola de luzes? «Ai tão bonita que ela é! Faz-me logo ter vontade de ouvir aquela música da Barbra Streisand!». Não! Olhem-me estes! Pff... ide ler mas é o texto em si e larguem estas linhas antes que a vista fique pior que estragada!

Para os mais distraídos, estamos numa sexta-feira. E esta sexta-feira é muito especial para muitos jovenzitos da cidade de …

O regresso do Jedi... e da malta do «Star Wars»

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Para acabar a semana, vi hoje o último capítulo da trilogia original «Star Wars», intitulado «O Regresso do Jedi». E, na minha humilde opinião, foi um final em grande para uma grande saga. Achei que este episódio foi tão bom como «O Império Contra Ataca», ao contrário do que alguns afirmam (nomeadamente uma certa "homenagem" de uma certa série de TV americana criada por Seth MacFarlane), e que fecha com dignidade esta primeita trilogia do Universo Lucasiano.
Luke Skywalker, Han Solo, Leia e o resto da pandilha estão de volta para o confronto definitivo contra o Império e o seu servo, o diabólico Darth Vader. Após o final do capítulo anterior (e dos reviravoltosos novos conhecimentos que foram descobertos), Luke Skywalker apercebe-se que o seu treino de Jedi só estará completo se derrotar esse temível vilão. E com a ajuda do seu grupo, pretende levar a sua avante e, assim, devolver o lado bom da Força a todo o Universo. E lá pelo meio, ainda aparecem uns bicharocos que me fize…

Super Size Me

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Entretanto, vi também este documentário de Morgan Spurlock, que aborda a temática da fast-food e como esse tipo de comida (que nem sei se se pode designar de "comida", embora eu de quando em vez também coma disso) pode afetar a vida de quem a consome. Através dos excessos mostrados pela população americana, e da sua estupidez (que, infelizmente, não se fica só por este problema) ao não saberem controlar o seu vício por McDonalds, Burger Kings, KFC's e muito, muito mais (ups, peço desculpa a publicidade).
Morgan Spurlock decide, então, tomar uma decisão radical para poder investigar os malefícios da fast food: ser uma cobaia. Durante trinta dias, ao pequeno-almoço, almoço e jantar, Morgan só poderá comer o que vier do McDonalds. E assim, com este divertido documentário, este autor consegue-nos mostrar as persuasivas manobras de marketing dessas empresas (e que sofreram uma grande reviravolta com este filme!) e as transformações que ocorreram no seu organismo durante esse p…

Olha! O Império diz que Contra Ataca! E bem!

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Se o Império não tivesse querido contra-atacar, será que o franchise de «Star Wars» seria tão famoso, lendário, bom, e um alvo fácil para inúmeras cópias (ou como quem diz, homenagens)? Eu penso que não.
«Star Wars V: O Império Contra Ataca» (um dos poucos títulos que, na minha opinião, soa melhor na língua dos tugas) é uma sequela digna do filme original, e, com certeza, melhor. Deste não tenho dúvidas. É raro quando consigo sobrepôr a sequela de um filme ao primeiro de todos, mas «Star Wars V» foi uma dessas exceções.
A ficção científica está longe de ser o meu forte - aliás, será que eu tenho algum género cinematográfico que perceba melhor? Duvido -, mas consegui ver a quantidade de bom cinema que perpassa todo este filme. Se, no anterior filme, achei que a história tinha sido boa, mas mais simples e mais resumida às batalhas com os sabres de luz e as pistolas laser que qualquer petiz de seis anos ambiciona adquirir (mas que, se isso acontecesse, o brinquedo não iria durar mais que u…

Os 5 metem-se em sarilhos... ou não

O «5 para a meia-noite» foi um programa marcante na minha existência. Quando surgiu, nesse já longínquo ano de 2009, o impacto foi tão grande que consegui ver (quase) todas as emissões. Aquele novo conceito de talk-show interativo gerou um culto que persistiu por mais umas temporadas. Infelizmente, as mais recentes foram, pelo menos para mim, as que me fizeram perder o interesse no programa. Então com as duas novas apresentadoras, enfim...

Mas agora os 5 estão de volta, e desta vez, é só homens! A juntarem-se aos veteranos Nilton, Pedro Fernandes e Luís Filipe Borges, entram Nuno Markl (aquele senhor que este bípede entrevistou, mais três comparsas, há coisa de duas semanas!) e José-Pedro Vasconcelos. O programa que, se não me engano, vai na sua sexta série, vai agora de malas e bagagens para a RTP1. E eu até estou ansioso. Talvez agora o 5 recupere a magia que eu penso que perdeu nos últimos tempos. É esperar até dia 8 de abril para ver!

A long time ago, in a galaxy far, far away...

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Tenho de confessar que nunca tive particular interesse na saga Star Wars, nem nesta nem em tantas outras fitas de ficção científica. E apesar da insistência de vários amigos, fãs acérrimos de todo o universo criado por George Lucas, nunca me apeteceu ver qualquer um dos seis filmes da saga. Deixei sempre de lado essa alternativa de cinema.
Mas outro dia, estava eu na biblioteca da escola, a vasculhar os (poucos) DVD’s que por lá há para serem requisitados, e dou de caras com os filmes do Star Wars. Pensei para comigo: «É desta! Vou levar o primeiro filme (que é como quem diz, o quarto) para experimentar». Tenho também de dizer que, nos últimos tempos, tenho tido curiosidade para ver o capítulo seguinte da saga, «O Império contra-ataca», considerado por todas as pessoas Star-warianas com quem eu falei como o melhor dos seis. “É aquela coisa”, dizem-me eles. Mas, primeiro, quis ver este, para ver se ficava satisfeito o suficiente para visionar (pelo menos) a primeira trilogia, mais antig…

Ah! Esqueci-me de vos contar!

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Na semana passada tive uma grande experiência no Café Concerto do Liceu Camões. Durante uns cerca de dois-minutos-e-qualquer-coisa, parece que andei a dizer umas graçolas. Ou a fingir que dizia umas graçolas. O problema é que as pessoas gostaram, e por isso, já me convidaram para o próximo CC (há um por período), e, quem sabe, para os do próximo ano letivo também.
Foi muito bom, gostei muito da oportunidade que me deram e das novas pessoas que conheci. E como diria um certa pessoa, isto já vai p'ró meu currículo!
E já ando a congeminar ideias para o tema do próximo espetáculo! Se o deste período foi sobre o século XX, eu, inspirado pelo último filme que vi (e cuja crítica podem ler um bocadinho mais abaixo), lembrei-me deste tema: O Sentido da Vida. Já pus a ideia a circular na organização destes eventos. Eu, um simples infiltrado no Rainha Dona Leonor, a tentar subir na vida, metendo-me nos assuntos de outras escolas, hein? Sim senhora.
A minha ideia consistia em fazer uma espécie d…

Argument Clinic

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Era bom que, no Mundo, houvesse um sistema assim: se uma pessoa quisesse discutir com outra (pelo menos, de maneira agressiva) teria de pagar para isso. Talvez tudo fosse um bocadinho melhor, e mais divertido. Monty Python no seu melhor!

Bom fim de semana!

O sentido da vida - e não, eu não tenho a resposta para isso!

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Se alguém estiver interessado em descobrir o sentido da vida, espero que a última coisa que se lembre é deste filme dos Monty Python, que curiosamente, ganhou um prémio de Cannes (nunca pensei que isto fosse possível!). Porque sim, este filme não vos traz resposta nenhuma para os grandes dilemas da Humanidade: A vida, a morte, etc. É um filme que parte de alguma coisa e nada conclui. E é por essa e outras razões que este filme é divertido, inteligente, infantil ao mesmo tempo, e carregado do estilo particular dos Python. O fantástico grupo britânico (que, ao que parece, vamos poder voltar a ver em breve) faz neste filme uma sátira pura e dura ao próprio conceito do sentido da vida, ou das variadas respostas que as pessoas dão a essa fatídica pergunta, mas que toca a todas as gerações.
«O Sentido da Vida» não é o melhor filme dos Monty Python. Mas dos quatro que eles fizeram, ponho este em terceiro lugar. Para mim o melhor é «O Cálice Sagrado», seguido muito de perto por «A Vida de Bria…

I think this is the beginning of a beautiful friendship!

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Eu valorizo muito o argumento quando vejo um filme. «Casablanca» é um grande clássico do cinema que aposta muito nisso. Se foi muito sobrevalorizado ou não, talvez tenha sido. Mas eu gosto muito deste filme. «Casablanca» mostra que, se se fizer um filme com um método de desenrrascanço permanente, até é capaz de sair qualquer coisa gira. Foi assim que foi feito «Casablanca», muito em cima do joelho. Mas não deixou de ter um argumento muito bem escrito, repleto de subtilezas e frases que ficaram para a História, e que muitos apelidam de «O Melhor alguma vez escrito» (referência do filme «Inadaptado»). E a história, bem, pode-se dizer que tem alguma lamechice (algo típico nessa época - e também hoje, mas a lamechice é diferente!), mas aqui é q.b, felizmente.
Mas não é só pelo argumento que vale a pena ver «Casablanca». O elenco também não lhe fica atrás. Se bem que eu não sou fã do Humphrey Bogart, gosto da sua interpretação neste filme, assim como o da Ingrid Bergman. Peter Lorre faz um…

Apocalypse Now: Redux - A Surrealidade da Guerra do Vietname

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Uau. Esta foi a sensação com que fiquei depois de acabar de ver esta versão "redux" de «Apocalypse Now». Não vi o filme original, mas esta versão, mais comprida e por isso, mais elaborada, surpreendeu-me muito pela positiva. Acho que este filme é um grande exemplo de como a fiel ou infiel adaptação de um livro ao cinema não implica que a obra cinematográfica seja mais ou menos boa. Pelo que eu compreendi, a história que «Apocalypse Now» tem por base é a do clássico literário de Joseph Conrad «O Coração das Trevas», e não precisou de ser demasiado adaptada ao livro para se tornar uma obra prima da História do Cinema.
Acho que qualquer uma das duas versões de «Apocalypse Now», tanto esta mais longa como a original (e que em 1979 deu a Palma de Ouro para Francis Ford Coppola encher a estante), é retratar, de uma forma pouco normal e mais surreal toda a problemática da Guerra do Vietname. O filme retrata o conflito de uma maneira tão intensa, tão real e tão negra, que me fez pens…

O mundo (pouco) maravilhoso e (nada) mágico da televisão

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Tenho vindo a reparar que, a cada dia, vejo menos televisão. Não é que tenha perdido o hábito de ligar o botão da caixinha mágica SONY do meu quarto quase todos os dias, mas esse ato é para outra coisa: não para ver televisão (que, por causa da TDT, já não a tenho) mas para usar o DVD para ver uns filmes ou umas séries de TV (nesta semana vi os sete episódios do «Programa do Aleixo», cujos criadores tive a oportunidade de conhecer na passada terça-feira). Agora, a televisão que se entende por «estações que emitem programas segundo um dado esquema previamente estipulado», isso sim, tenho vindo a ver cada vez menos. E a culpa não é da TDT: é porque, simplesmente, grande parte dos canais de televisão (e a começar pelos generalistas, excetuando mais a RTP2, que muitas vezes sabe ir ao encontro do que eu próprio quero ver num canal como aquele) não tem programas de jeito. Exemplos: na RTP1, a única coisa que vejo é um ou outro filme, o «Estado de Graça» e quando calha, o programa do Herman…

Hannah e as suas irmãs

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A vida é complicada. Assim como o amor. E acho que não há ninguém melhor para descomplicar e fazer-nos rir das nossas próprias vidas, a nível cinematográfico, como esse Monstro Sagrado da Comédia que dá pelo nome de Woody Allen. Eu considero este filme, «Hannah e as suas irmãs», o melhor que já vi do realizador, autor e ator, da cerca de uma dezena de filmes que, até hoje, já vi da sua autoria. Este filme é a sua crítica e sátira cinematográfica mais profunda e inteligente, dos poucos filmes de Allen que já pude visionar.
«Hannah e as suas irmãs» é um excelente conto sobre as relações familiares e amorosas de três irmãs: Hannah (Mia Farrow), Lee (Barbara Hershey) Holly (Diane West). É também a história dos desgostos e reviravoltas sentimentais e existenciais do ex-marido de Hannah (Woody Allen) e a relação amorosa escondida do atual esposo de Hannah (Michael Caine), que se apaixona por Lee. Este filme consegue ainda ser uma lição de moral para toda a Humanidade, sobre a procura obsessi…

Coisas que me irritam - Informação na TV

(Vou deixar de numerar os "cromos" desta rubrica, porque, simplesmente, acho que já houve muita coisa de que falei e que me irritava a sério e não foi incluído nas "coisas que me irritam". Por isso, a partir daqui - e quando eu me lembrar de escrever sobre algo irritante dentro da rubrica correspondente - os novos posts sobre coisas irritantes - e também eles próprios portadores de uma elevada quantidade de irritação para o leitor - não estarão numerados, com muita pena minha.)


Ultimamente há uma coisa que me tem irritado solenemente: os telejornais nacionais e os próprios jornais em si. A forma como distribuem a informação, a seleção de "informação" que fazem para as suas publicações ou programas de TV, e também a forma e a organização que dão à informação que transmitem, ou o que quer que seja que eles ponham naquela página do jornal ou naqueles cinco minutos que duram a mísera segunda parte do telejornal.
Para já, faz-me confusão logo a duração dos telej…

O vídeo

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A pedido de muitas famílias, e como eu próprio tinha prometido, já está disponível no Youtube a entrevista integral que o grupo Os Suspeitos do Costume, concorrente ao concurso DNEscolas e de que eu faço parte, efetuou, no dia 28 de fevereiro, ao sotôr Nuno Markl. São seis partes - o Youtube não deixa pôr tudo seguido - e espero que gostem!

Regresso às leituras

O último mês e meio foi preenchido, em termos de leituras, por um único livro: «A cidade e as serras», de Eça de Queirós, o que me tirou tempo para ler outros livros que me interessavam, mas como este é um livro que estou a dar na escola e acho que se deve ler com calma e perceber-se mesmo o que está a ler, fui lendo aos poucos, não fosse escapar qualquer pormenorzinho. E depois disto, agora sei que me esqueci de uma data de pormenores. Como é que querem que me lembre das descrições do Eça de Tormes ou do 202?
Sei do essencial: esta história é um clássico. Um clássico que não consigo estar a classificar. Não é que tenha gostado demais ou de menos do livro para não lhe conseguir atribuir uma nota, mas é que livros como este, que já estão tão embrenhados na nossa sociedade, não têm valor classificável. Aconselho a sua leitura. Não foi um livro que me marcou consideravelmente, mas apreciei o estilo crítico de Eça e a forma irónica e satírica como faz muitas das suas descrições.

O Misterioso Assassínio em Manhattan

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Um policial à Woody Allen não é um policial normal, um filme de sábado ou domingo à tarde que mais se assemelha a uma versão cinematográfica de um dos milhentos formatos televisivos que o franchise do CSI eu a conhecer à Humanidade. «O misterioso assassínio em Manhattan» é um policial cómico, e neurótico, sobre um casal que pensa que o vizinho matou a mulher. Woody Allen e Diane Keaton são o marido e a mulher que, numa investigação recambolesca em que vão ter a preciosa ajuda das personagens de Alan Alda e Angelica Huston, irão confirmar se as suspeitas de Keaton são reais ou se não passam de um grande mal entendido.
Se este filme fosse um policial sem este tipo de humor "allenesco", talvez seria um filme completamente banal. Mas o argumento hilariante e as grandes interpretações de todo o elenco tornam-no especial na carreira do próprio Woody Allen, que demorou 16 anos (desde «Annie Hall» que o realizador tinha este policial em mente) a ver este projeto tornar-se realidade n…

O Sétimo Selo: uma reflexão sobre a Vida

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Não sei se existe algum ser humano que nunca se questionou sobre problemáticas como o sentido da vida, a existência de Deus, ou a explicação para o mistério da Morte. O que eu sei é que Ingmar Bergman, realizador e autor deste filme, «O Sétimo Selo», pega nestes temas e faz um filme que é uma das Grandes obras primas da História da Sétima Arte.
Digamos que este filme não é fácil. É algo puxado, e não diria que fosse para maiores de 12 (mas pronto, se um miúdo do sexto ano se interessar pela obra de Ingmar Bergman, força aí!), mas acho que deve ser um filme que toda a gente deve ver. Para já, por ter tornado icónica uma ideia representada pela imagem que escolhi para ilustrar esta crítica: a Morte a jogar uma partida de xadrez que irá decidir o destino de Antonius Block, personagem brilhantemente interpretada por Max Von Sydow, o que é uma perspetiva cinematográfica que me agradou muito.
Há já algum tempo que queria ver este filme, e agora que o pude ver, não fiquei nada dececionado. Ing…