Mensagens

A mostrar mensagens de Junho, 2012

A Vida é Bela

Imagem
«A Vida é Bela» é outro dos filmes icónicos da minha geração: penso que são poucas as pessoas da minha idade que não viram este magnífico filme italiano, realizado e protagonizado pelo Grande Roberto Benigni. Já não via o filme na íntegra há bastante tempo (mais de meia dúzia de anos, se não me falha a memória), e não me desiludi deste novo revisionamento. É claro que, quando vi «A Vida é Bela» pela primeira vez, tinha uns sete anos, e, obviamente, não consegui entender o filme no seu todo. Mas as lembranças que tinha do mesmo corresponderam totalmente ao que acabei de ver e que do qual, mais uma vez, me maravilhei e me emocionei, exatamente da mesma maneira de quando o vi das outras duas vezes. Este filme tem um poder inquestionável, e Guido, a personagem de Roberto Benigni, é muito forte e completamente carismática, deixando-nos muitas lições para a vida, dando ao filme um profundo toque de humanidade, num cenário de horror como foi o do Holocausto. Guido ensina-nos sempre a rir e …

Previsão para hoje

Prevejo que, quando o jogo de hoje terminar, se sucederá uma destas coisas, consoante o resultado que obtivermos na partida futebolística:
-Se perdermos, vai andar tudo à pancada.
-Se ganharmos, vai andar tudo à pancada.
Portanto, entre andarem à pancada e andarem à pancada, eu prefiro que andem à pancada, mas comigo fora do cenário de guerra, fachavor!
Por isso, vá, força aí Portugal, e não sei quê, mas no conforto do sofá!
Ao menos não fico em risco de pisar alguma garrafa partida, ou cacos da mesma. É mais seguro para os meus pezinhos delicados.

To Kill a Mockingbird: um livro e um filme de se lhe tirar o chapéu!

Imagem
«To Kill a Mockingbird» é justamente considerado como um dos melhores livros de sempre. Pude concluir (finalmente) a sua leitura hoje (preciso de um ambiente propício à leitura de um livro: hoje consegui o ideal para ler as últimas 50 páginas que me faltavam), e fiquei muito marcado pelas quase 400 páginas que me passaram (atentamente) pelos olhos. A história dos habitantes de Maycomb, centrada no advogado Atticus Finch e os seus dois filhos, a rapariga rebelde Scout e o rapaz em fase de adulto Jem, transmite uma série de valores morais/humanos que não devem nunca ser esquecidos, tais como a lealdade, a coragem e a amizade, negando, por outro lado, o racismo, o preconceito e a irracionalidade do Homem. Harper Lee tem uma escrita inacreditável, o que se torna ainda mais descabido se pensarmos que este foi o único livro escrito pela autora (embora, de vez em quando, a escritora ainda disserte umas ideias num ou noutro jornal). A história é muito bem construída, real (é baseada num caso…

Como a televisão pode ser melhor que a realidade, mostrando a própria realidade

Imagem
A HBO é uma estação televisiva que já habituou os espetadores de todo o mundo às suas produções (geralmente) de grande qualidade, como são os casos de «The Sopranos» e «Six Feet Under». «The Wire», ou em português «A Escuta», é mais um exemplar a acrescentar à lista das grandes obras televisivas desse canal americano, com uma simples diferença: é que a maioria das pessoas entendidas na área da caixinha mágica afirma que este é o melhor drama televisivo de todos os tempos. E não é para menos: deve ser a única série (ou das únicas) que detém uma cadeira na universidade de Harvard que se dedica ao seu estudo e análise. Isto porque «The Wire» contém uma abordagem muito forte e realista de uma realidade vista de dois pontos de vista: o lado da polícia, e o lado dos traficantes de droga. «The Wire» mostra as estratégias e vivências que ambos os lados têm para conseguirem o que pretendem: os polícias, apanhar os "dealers" e acabar com o tráfico de droga; e os traficantes, ganhar d…

Às vezes chove em Portugal

Imagem
Chegou à FOX uma série que, dantes, tinha visto apenas um ou outro episódio em oportunidades distintas: falo-vos da sitcom independente «Nunca Chove em Filadélfia», uma série hilariante como poucas, e com um grupo de atores igualmente engraçados.  Esta sitcom prova como a fórmula de "grupo-de-amigos-demasiado-idiotas-que-fazem-coisas-que-aparentemente-não-tem-interesse-nenhum", já testada em séries anteriores como as míticas «Seinfeld» ou «Friends», continua a ser "usável" e, se usada de maneira correta, não se desgasta facilmente (como penso que se sucedeu com «How I Met Your Mother»). A entrada, alguns episódios após o começo de «Nunca Chove em Filadélfia», do espetacular ator Danny deVito (dotado de uma genial versatilidade de personagens, sendo responsável por papéis tão variados como um dos maluquinhos do hospital psiquiátrico de «Voando sobre um ninho de cucos», mas também o de colega de Arnold Schwazzeneger - ah, miúdos da década de 90, ninguém por esses la…

Outro exame...

Segundo e último exame, feito hoje de manhã.

E se, como eu estive a fazer as contas, a nota vai ser boa, o que me interessa é que agora posso dizer:

FREEEEEDOOOOOMMM!

Era só isto que eu tinha para dizer. Pelo menos neste post.

O primeiro exame já foi...

... hoje. Literatura Portuguesa.
E já estou a ver que vou ter uma grande nota! Iupi! É o meu problema... não consigo arranjar explicações para os poemas de Camões que não me são apresentados na leitura dos mesmos, tal como os intelectuais que fizeram a correção do exame disseram... enfim.
Segunda fase ou não, ainda antes disso há geografia. Outra coisinha linda.
Venha ela! Já que eu adoro isto...

Forrest Gump

Imagem
Forrest Gump é daquelas personagens icónicas e exemplares que todos gostaríamos de conhecer e que fossem reais, devido à sua simplicidade, humildade e humanidade, que nos toca no coração de uma maneira incrível. O filme homónimo, que mistura, de uma maneira perfeita, a ficção e a realidade (vemos Forrest a conhecer John F.Kennedy, John Lennon... e até, segundo o filme, o próprio Elvis Presley deveu a sua popularidade a esta personagem!).  Forrest Gump é como os heróis da juventude do antigamente: pouco preocupado com o visual, fiel aos seus amigos, simples e corajoso, enfim, é um exemplo para todos os seres humanos, e uma amostra de que, se este homem consegue ter uma perspetiva tão positiva das coisas, porque é que nós não poderemos tê-la também? Robert Zemeckis, realizador da super-famosa trilogia «Regresso ao Futuro», triunfou nos Oscares com «Forrest Gump», num épico americano que, além de enaltecer os grandes valores morais e sociais que a humanidade por vezes, tende a esquecer,…

Intriga Internacional

Imagem
«Intriga Internacional» foi o primeiro filme inteiro que vi de Alfred Hitchcock, e por isso, tornou-se na minha iniciação à obra do realizador apelidado de "Mestre do Suspense". E gostei bastante do filme por não ser um thriller convencional, que vemos uma única vez na vida e não conseguimos suportar mais até ao final da nossa existência.  «Intriga Internacional» conta a história de um homem, Roger Thormhill, que é confundido com outro, e por isso, estará metido num embróglio que envolve conspirações a nível internacional, em que verá a sua própria vida em risco. Os momentos de tensão e... suspense, são mais do que evidentes neste filme, e gostei bastante da personagem principal, interpretada por Cary Grant, que possui qualidades e particulariedades que aprecio numa boa personagem: a astúcia e o sarcasmo (sim, porque acho imensa graça que, naqueles momentos de maior perigo, Roger Thormhill mande uma ou outra piada sarcástica para "quebrar" um pouco o ambiente dram…

A Decisão Final... do Malato

Imagem
É raro esta pessoa que se assina insurgir-se contra certos e determinados programas de televisão. Aliás, já é raro eu insurgir-me contra alguma coisa desta vida (à exceção de mim próprio), e por isso, quanto mais contra as "maravilhas" que a caixinha mágica (embora já não tenha nenhuma semelhança a uma caixa propriamente dita, sim, é ainda usado muito frequentemente este vocábulo) tem a bondade de trazer aos espetadores para estes poderem usufruir da oportunidade de desfrutarem da melhor qualidade televisiva à face da Terra e arredores. O novo concurso de José Carlos Malato recordou-me de algo que tinha já ficado arrumado nos arquivos (obscuros e poeirentos) da minha memória durante largos... tempos. É que, com programas deste tipo, me apercebo porque é que não perco muito tempo a ver televisão, propriamente dita. Porque, se há algum programa que não seja mais do que um "enchimento chouriçal" durante todo o seu tempo no ar que lhe é dado diariamente, será este... …

Diz que é uma espécie de 1200.º post desta espécie de... coisa

E pronto, mais uma meta atingida. E não vai parar, porque, confesso, este blog tornou-se uma necessidade minha. E já dura há tanto tempo e já tem tanta coisa da minha autoria, que não posso agora largar e esquecer para sempre (como aconteceu aos 3091263286 blogs que criei ao longo da minha existência). Por isso, festejamos agora o 1200.º post, mas pensamos já no Amanhã (e aqui entra uma música triunfante, repleta de heroísmo e patetice à americana), num futuro melhor em que os carros não sejam tão poluentes, em que os programas da manhã não durem mais que uma hora, e em que os gatos e os ratos sejam amigos. Eu acredito nesse Amanhã! E, enquanto esse Amanhã não chega, vou mas é lanchar qualquer coisa, que já me está a dar a larica.  Portem-se bem, que eu volto a arreliar-vos com estas chachadas idiotas e pouco (ou nada) originais, quando for altura de se comemorar o post "númaro" 1300.  Co' licença.

Heat - Cidade Sob Pressão

Imagem
Assim sim, é disto que se faz um filme de ação à maneira, com bons atores, sem sequências de chacha nem de apenas "entretenimento ligeiro". «Heat» é um filme espetacular por ser tão bem feito e por equilibrar tão bem as cenas de maior "pancadaria" com o melhor do cinema dito de "qualidade". Os Monstros Sagrados da Sétima Arte Al Pacino e Robert de Niro, que somente foram responsáveis por algumas das personagens mais memoráveis da História do Cinema, juntam-se aqui no seu primeiro "dueto" (o segundo já não foi tão bem sucedido, mas penso que o terceiro - com o Mestre Scorsese, num projeto futuro - retirará as mágoas do flop que foi o anterior) nesta fita policial da autoria de Michael Mann, um realizador que faz parte do pequeno núcleo dos responsáveis por trazerem projetos inovadores e fora do comum dentro do padrão a que o Cinema Americano já habituou os seus consumidores. A história assemelha-se banal e simplória, mas de facto, com o visionam…

Balanço do ano

Bem, mais um ano que termina. E foi um ano bem cheio, diga-se. Tanto a nível pessoal (conheci muita gente nova e vivi muitas coisas boas, desenvolvendo-me muito como ser humano) como a nível... profissional. Senão, vejamos: Fui delegado de turma, estive mais uma vez envolvido no teatro do Rainha (onde fiz de Diácono Remédios, reencarnei um Homem a Quem Parece que Aconteceu Não Sei Quê, e um rapazito chamado Vicente), entrevistei, com mais três comparsas, o Nuno Markl para o DNEscolas, fiz parte do Júri Junior da Competição de Estudantes da MONSTRA (Festival de Animação de Lisboa), fui apresentador (com mais duas amigas e atrizes do teatro) de um concurso de talentos lá na escola, recebi um Prémio Literário do Jornal da Escola pelo artigo que enviei para o mesmo sobre a entrevista feita ao Nuno Markl, concorri ao Concurso de Leitura Expressiva da Escola (com um honroso terceiro lugar - e bem, porque as duas primeiras liam cem mil vezes melhor que a minha pessoa) e por fim, fui o apres…

Amor Cão

Imagem
«Amor Cão» é um filme que já se tornou num clássico moderno do drama cinematográfico. Alejandro González Iñárritu inicia aqui uma forma de contar histórias, que se sucederia em dois outros seus filmes: «21 gramas» (já visto pela minha pessoa) e «Babel». O tom depressivo, pesado e triste é uma constante em «Amor Cão», e também a razão para que muitos se afastem de um filme como este, mas não é por isso que o mesmo não seja muito interessante e muito bem estruturado, revelando-nos três realidades distintas de várias personagens com origens e objetivos de vida completamente diferentes entre si, que se interligam devido a um ponto comum: um acidente automobilístico, que irá modificar a vida de todas elas.  O filme é violento e forte, mas não deixará ninguém indiferente. Destaque especial para a inovadora e diferente realização, que já se tornou marca registada de Iñárritu, e as interpretações dos atores, que, penso eu, estão todos a um nível muito alto. Iñárritu merece a reputação que te…

Abençoado Google "Cróme"!

É raro eu fazer publicidade a coisas, mas desta vez é uma ocasião propícia para isso. Não pus nada no blog durante imenso tempo pela simples razão que o computador cá de casa não se dá bem com a nova interface do Blogger. Mas instalei o Google Chrome... e é uma maravilha! Já vou aqui escrever mil e uma coisas, para compensar o que não tiveram de aturar por quase duas semanas!
Muhahahahaha!
E é isto.
Resto de bom domingo.

O Síndrome da China

Imagem
«O Síndrome da China» é um filme que deve ser visto e debatido pela questão social, ambiental e económica que aborda, e que, na atualidade, ainda se revela preocupante: a energia nuclear e os perigos que podem surgir com a mesma. Este é um thriller inteligente e muito bem feito, que parece que ficou meio perdido no tempo. A trama centra-se na investigação a um "acidente" a uma central nuclear nos EUA após as filmagens de uma equipa de reportagem televisiva na mesma. E aí, entramos nos maiores labirintos do género thriller: uma investigação que poucos querem conhecer, um assunto delicado em que ninguém prefere tocar, diversos segredos que pretendem ser revelados, culminam num final impressionante (o que também caracteriza um bom thriller), numa história bem construída e muito atual sobre perigos que ainda preocupam as populações do século XXI, já que se tem comprovado que os acidentes nucleares que se sucederam na realidade (incluindo um que, ironicamente, aconteceu pouco te…

Cada um o seu Cinema

Imagem
Nem sei se deveria estar a opinar sobre «Cada um o seu Cinema», porque, na verdade, isto não é um filme. É uma compilação de curtas-metragens de trinta e três realizadores, feita para a comemoração do 60.º aniversário do Festival de Cannes. E os filmes não têm um fio condutor comum, sendo todos bastante diferentes entre si e mostrando a visão distinta da cada realizador, tendo apenas um objetivo: homenagear a arte do Cinema (se bem que alguns façam uma homenagem mais sentida do que outros). Mas posso avaliar, pelo "todo" que eu vi, que valeu a pena. Apesar de ter algumas curtas que pouco ou nada estavam a fazer e só enchiam espaço, outras (como, por exemplo, os "tributos" de Nanni Moretti, David Cronenberg, Lars Von Trier, Roman Polanski e Manoel de Oliveira, que foram autores de algumas das curtas que gostei mais de ver) mostravam ser o verdadeiro agradecimento dos seus autores à Sétima Arte.
«Cada um o seu Cinema» deve ser visto, sobretudo, pelos cinéfilos que p…