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A mostrar mensagens de Outubro, 2012

As Faces de Harry

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A vida é como Las Vegas, umas vezes em cima, outras vezes em baixo. Mas no fim, é sempre a casa que ganha. E não quer dizer que não te tenhas divertido...

Sempre me interessei, ao ler livros, ver filmes, contemplar certas e determinadas obras de arte, em conseguir compreender qual seria a parte da "realidade" que teria estado metida na feitura desses ditos elementos da nossa cultura e que perfazem a existência de cada um de nós. Para mim é impossível que, para um dado autor ter uma determinada ideia para qualquer coisa, a mesma tenha vindo do nada. Há mais condicionalismos na criação da arte (mesmo quando se trata de obras de pura ficção) do que se possa, à partida, imaginar. E «As Faces de Harry», um dos mais inteligentes, profundos, pessoais e diretos filmes de Woody Allen, é como que uma espécie de reflexão sobre o tema, mostrando que não é por algo sair da cabeça de alguém, com personagens inventadas e imaginação à mistura, que a ficção se deixa de basear (nuns casos, de…

1300: o aparecido

Eis que o blog chega à bonita soma de 1300 posts publicados (se bem que as coisas mais sérias e não tão idiotas só começaram a ser elaboradas há pouco mais de meia dúzia de meses). Para comemorar esta efeméride, decidi mudar o template do blog. Sim, eu gostava bastante do outro, mas aqueles passaritos a voarem não era muito do meu agrado. E como não sei mexer em códigos html e essas coisas (para poder retirar as ditas aves), decidi mudar todo o modelo do blog e, entre as poucas escolhas dadas pelo Blogger (e depois de alguma pesquisa em sites especializados em templates, não tendo eu gostado muito do que vi), escolhi este, mais simples e sem muitos adereços. Mas o espírito do blog, ui!, esse permanece com ou sem mudança de template. Continuai a ler o que eu aqui posto, fiéis discípulos, pois a palermice triunfará no meio do bom senso e da sanidade mental!
E uma boa semana para todos!

Dama de Espadas - um must na obra zambujaliana

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E ontem acabei de ler «Dama de Espadas» de Mário Zambujal. Que posso dizer sobre o livro? Que é bom, está dentro do estilo que o autor habituou os seus leitores, e que eu cada vez gosto mais. É uma grande história (que visionei, a cada instante e a cada página, numa adaptação cinematográfica imaginária), muito bem engendrada e com muito humor à mistura. Mário Zambujal é mais conhecido pela «Crónica dos Bons Malandros», que é um livro excelente, mas vale muito a pena conhecer outros livros dele, tal como este, e provavelmente, «Cafuné», o mais recente e que saiu na semana passada nas livrarias. Este foi, dos quatro livros que li do autor, o segundo que mais gostei. E a sério, não me sai da cabeça a ideia de passá-lo para um grande filme!

Hana-Bi: Fogo de Artifício

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Takeshi Kitano pode ser designado, de uma forma muito simples e concreta, o homem dos sete instrumentos do Japão. Kitano é um autêntico senhor na arte do entretenimento, que viu a sua obra ser reconhecida nos diversos setores de atividade em que participa, todos muito distintos entre si:. Na Europa e além-Atlântico, "Beat" Takeshi (tal como foi apelidado pelos habitantes do Japão, seu país de origem) é mais conhecido e conceituado pelo seu trabalho na área do cinema, tanto como ator como realizador, argumentista e editor. Mas Kitano também deixa marcas do seu enorme talento e criatividade na comédia (televisiva ou radiofónica), na música, na televisão como apresentador, na poesia, no design de um videojogo e na pintura. Aliás, alguns quadros de sua autoria podem ser contemplados também em «Hana-Bi: Fogo de Artifício», filme de que vos vou falar nesta crítica e que me surpreendeu por me mostrar um mundo cinematográfico que não conhecia, mas de que me tornei imediatamente adm…

Anjos de Cara Negra: "Whaddya Hear? Whaddya Say?"

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Na tarde do dia de hoje, momentos depois de ter visto este fascinante filme que dá pelo nome de «Anjos de Cara Negra», peguei, num daqueles acasos da vida completamente improváveis, num pequeno livro antigo das Seleções com «Frases Célebres de Pessoas Célebres» (pelo menos é o título dessa dita obrazita). Numa das inúmeras frases estampadas no livro, houve uma que me chamou a atenção por me ter identificado muito com a mesma em relação à opinião de que fiquei desta excelente obra cinematográfica que os meus olhos tiveram o prazer de contemplar. A citação é da autoria de Robert Frost, um dos maiores vultos da poesia norte-americana, que afirma que «É absurdo pensar que o único meio de saber se um poema é imortal seja aguardar que ele perdure (...) A verdadeira prova de um poema não reside no facto de nunca o havermos esquecido, mas de nos apercebermos imediatamente de que jamais poderemos esquecê-lo».
Trocando o "poema" da frase por "filme", a opinião de Frost asse…

Ajudinha? :)

Como escrevi no post anterior, estou nomeado para uma das categorias dos TCN Blog Awards 2012, nomeadamente, a de Melhor Artigo de Televisão (com o texto «RTP2 - Sentimento de Revolta»). Hoje começaram as votações e eu queria pedir-vos que (se acharem que este indivíduo que sou eu merece o vosso voto) me ajudassem com a vossa contribuição nesta fase de eleição. Sinto-me (e usemos, desta vez, uma comparação adaptada à realidade portuguesa) como uma PME no meio do Pingo Doce e do Continente). Basta verem, no lado direito do blog (http://cinemanotebook.blogspot.pt) responsável por esta iniciativa onde está a secção da categoria pela qual estou nomeado, e carregarem na minha ou noutra nomeação da mesma (se acharem que algum dos sete outros nomeados escreveu um texto melhor que o meu - o que é bem provável). A escolha é vossa e espero que a façam de forma justa, mas agradeço a vossa eventual ajuda! :)
Obrigado e bom fim de semana,
Rui

Este blog até já está nomeado para prémios de alto gabarito e tudo...

Pois é verdade. A Companhia das Amêndoas viu o seu "trabalho" ser distinguido quando hoje foi anunciado que um dos nomeados na categoria de Melhor Artigo de Televisão dos TCN Blog Awards 2012, escolhidos cuidadosamente por um júri de altas individualidades, é o meu post sobre a situação duvidosa da RTP2 (podem ler esta mega-reflexão sobre o nosso quotidiano televisivo aqui. Posso-vos dizer que fiquei muito contente por o dito júri ter achado que, entre os quinze textos que enviei deste blog para as mais diversas categorias dos prémios, que havia pelo menos um que até nem era mauzinho. Mas agora sinto-me como um pequeno filme de baixo custo independente no meio de grandes blockbusters das maiores produtoras americanas: os meus adversários são muito bons e são de blogs muito maiores e com diversos colaboradores, maneira de que o meu blog não funciona. Mas enfim, uma nomeação, nestes prémios célebres do mundo blogueiro nacional, já é melhor que nada. Não quero estar a pôr expe…

O esférico não está a rolar sobre a relva... ou então está e sou eu que não o apanho

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Confesso (pela centésima-milésima vez): se há desporto que não gosto de jogar (pelo menos, em aulas de Educação Física... tive uma hoje e bem que podia ter chovido mais cedo, poupava-me o martírio de ter de usar os meus pés e tentar ir atrás de uma bola - sem sucesso, obviamente...) é o futebol.  Lembrar-me do que se passou há pouco nos poucos minutos em que estivemos a praticar o desporto com mais adeptos no nosso Portugalinho pequenininho e muito, mas muito, sacanazinho, recordou-me de duas coisas: primeira, de uma série áudio que tinha feito para o blog há uns tempos, «O Programa do Mal Dizer», um projeto de algum êxito (se pensarmos em blogs que são vistos diariamente por uma ou duas pessoas, é giro saber que pelo menos umas quarenta ouviam este programa todas as semanas... onde é que elas iam buscar os programas então? Hum... mais vale deixar essa pergunta e respetiva resposta no segredo dos Deuses). O primeiro episódio dessa "ambiciosa" série (que pretendia, todas as …

My Darling Clementine - A Paixão dos Fortes

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Estive de regresso, mais uma vez, ao mundo do Velho Oeste com mais um volume da extensa obra do género do realizador John Ford, «My Darling Clementine», em português «A Paixão dos Fortes». Eu costumo abordar os filmes mencionando sempre a tradução lusa, mas desta vez gostei tanto do título original desta grande fita que decidi, numa medida de exceção, quebrar a regra e utilizar o título americano. É que é uma expressão que me ficou na cabeça e que acho que condiz muito bem com o filme em si. Mas prossigamos...
«My Darling Clementine» começa de uma forma grandiosa. Ouvimos uma melodia muito conhecida do cancioneiro norte-americano, uma música que ilustra um povo, suas ideias e suas perspetivas de vida. A música em questão é a que dá título ao filme de Ford, e mesmo a propósito, visto que se fala de uma moça com esse nome (cujo envolvimento na ação da obra será explicada algumas linhas à frente). A cantiga em si, tanto como a letra que é cantada na mesma, mostram o que poderá o espetad…

Planeta dos Estereótipos: A Origem

Estou cada vez mais convencido da veracidade da minha teoria pessoal (e transmissível, se vós vos identificardes com a mesma) de que os inúmeros estereótipos que  existem na nossa sociedade, e que versam sobre diversos temas, têm todos uma razão de ser. Um certo e determinado ser humano deste planeta teve, antes de criar uma ideia feita e fazê-la circular por todas as bocas possíveis, de presenciar algo ou conhecer alguém que fizesse com que essa ideia tivesse o seu quê de comum com a realidade. E algumas ideias deste calibre persistem durante tanto tempo, nas culturas das mais variadas populações, que só consigo imaginar duas razões possíveis (se houver mais alguma, façam o favor de relatar): ou a persistência dos estereótipos mostra a ignorância de quem continua a acreditar neles, ou pura e simplesmente, há provas (mesmo as mais pequenas possíveis) que ajudam a alimentar a crença nesse dado estereótipo. E era desta segunda hipotética hipótese que eu gostaria de versar mais algumas …

Sobre os projetos da escola...

E pronto, lá foi hoje exibida a primeira sessão do ciclo de Cinema do Rainha Dona Leonor. «Vigaristas de Bairro», uma comédia de Woody Allen que foi vista por vários alunos e professores da escola e que pareceu ter sido do agrado de todos! Mais sessões virão (uma por mês, ou até uma ou outra especial, quem sabe?) e espererei sempre pela presença da malta do Rainha. Iremos mostrar filmes muito diversos ao longo dos próximos meses, mas digo-vos que vale a pena virem a estas sessões (que, infelizmente, estão apenas abertas a pessoas que fazem parte do circuito da escola)! Acho que é um projeto cujo desenvolvimento será interessante de se acompanhar. Mas isto sou eu a falar das minhas ideias parvas que veem a luz do dia...

Para Roma com Amor

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Existe algo que me irrita profundamente em alguns críticos ditos "profissionais" na arte de bem/mal dizer coisas que envolvam a cultura, que é a maneira como se apegam a um dado artista e pensam que tudo o que ele faz tem de ser brilhante, excecional e que se torne algo que mude as suas vidas para sempre. Isso acontece frequentemente com Woody Allen, sempre que o mítico comediante/ator/realizador faça estrear um novo filme seu. «Para Roma Com Amor», a mais recente aposta do universo "Allenesco" não é uma obra prima, mas também não o pretende ser. Aliás, se muito crítico deixar de lhe fazer comparações a, por exemplo,  «Annie Hall» ou a «Meia Noite em Paris», que antecedeu este passado na capital de Itália, poderá constatar que temos aqui uma deliciosa, surpreendente e bonita comédia.  
Quero com isto dizer que «Para Roma com Amor» foi demasiado criticado não pelo seu conteúdo propriamente dito (atores, história, realização, etc), mas sim por ter o nome de Woody All…

Boardwalk Empire - Império da Corrupção

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«Boardwalk Empire» é, muito provavelmente, uma das séries televisivas mais "cinematográficas" da atualidade, ao lado de «Mad Men» e «Breaking Bad». Os planos de câmara, a ação dos episódios e as interpretações do elenco comprovam esta minha teoria de que cada vez mais a televisão se está a aproximar da Sétima Arte em termos de produção (mas se isto é bom ou mau, já não posso afirmar. Veremos com o desenrolar do tempo...). Estive para ver esta série há muito tempo e só agora é que a comecei, seriamente, a acompanhar desde o início, através das inúmeras reposições do canal de cabo AXN Black.
«Boardwalk Empire» contém um grande trunfo que mostra a competência e a qualidade com que é feita: falo-vos do Senhor Martin Scorsese, envolvido na série como produtor executivo, tendo realizado também o episódio-piloto da mesma. E é inevitável repararmos que há um olhar "scorsesiano" na ação da série, nas falas das personagens e na violência dos seus atos (é verdade, já me ia e…

O Meu Pé Esquerdo (Ou: Estou coxo e não é nada agradável)

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Desde a manhã desta quinta feira que a minha mente está algo ocupada com a descoberta da cura para uma "coxidão" que me apareceu logo que acordei e pus os pés fora da cama. O meu pé esquerdo está dorido. Dói-me a andar e faz-me parecer ter muitos mais anos em cima quando ando na rua (e o que as pessoas devem ter pensado daquele rapazinho, coitadito, ali a andar desalmadamente mal...). Talvez isto seja reflexo do tropeção que dei ontem ao sair da escola. Só tinha ferido o cotovelo esquerdo (é sempre tudo do lado esquerdo, já repararam?) e mal caí ao chão, levantei-me, recompus-me e fui para casa na maior das calmas. Mas com o passar das horas o efeito da queda deve ter-se feito sentir com esta "coxidão" do pé esquerdo. Ontem à noite notei que sentia qualquer coisa estranha no pé, mas pensei que fosse algo passageiro, e afinal, tufas!, acordo de manhã a precisar de uma bengala para me segurar, qual Manoel de Oliveira mais novo. 
Não sei porque me lembrei do famoso p…

A Desaparecida

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Aconteceu-me uma coisa peculiar com «A Desaparecida», filme tido para uns como dos melhores do realizador John Ford, e para esses e mais alguns, como o melhor western de todos os tempos. O que se passou é o seguinte: eu vi este filme há duas semanas (sim, duas semanas!) quando passou na RTP Memória, no ciclo de fim de semana «Noite de Cinema», apresentado sempre pelo ilustre crítico José Vieira Mendes. A pergunta que se põe é: Porque é que demorei tanto tempo a pegar nas ideias com que fiquei do filme e expô-las no mundo da virtualidade?
A resposta resume-se a isto: antes de ver «A Desaparecida» retirei todas as informações que tinha já absorvidas sobre o filme na minha cabeça. Antes de ter iniciado o visionamento do filme, a notoriedade e a reputação do mesmo desvaneceram-se da minha mente como se nunca tivessem passado por ela, não fosse eu ter uma desilusão de todo o tamanho só por causa de uma atribuição dada por críticos e realizadores de cinema. Pensava que, assim, poderia desf…

South Park: Como a estupidez se pode tornar em algo de inteligente

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Nos últimos dias voltei a um vício que deixara adormecido durante quase um ano. Esse vício dá pelo nome de «South Park», e é nada mais nada menos que, a meu ver, o maior fenómeno dos desenhos animados da História da Televisão... a seguir aos «Simpsons». Acho que saí do momento certo da época de hibernação, porque já tinha muitas saudades do visionamento desta bonecada bizarra e completamente idiota criada por Trey Parker e Matt Stone.
Apesar de estar na sombra daquela que é a série animada mais longa de sempre (aliás, todas as séries de "cartoons" que se seguiram aos «Simpsons» entram, inevitavelmente, no risco de a ela serem comparadas), há que fazer as devidas aclamações a «South Park» por ser uma série que, em mais de quinze anos de emissões, não mudou em nada. Aliás, diria que é um caso interessante de uma série que melhorou ao longo dos anos (ao contrário dos «Simpsons», que apesar de ser uma série fenomenal e uma crítica à América sem igual, confesso que já sofreu bas…

A Vida Não É Bela (se metermos o saca-rolhas ao barulho...)

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Observem atentamente as duas imagens e descubram as semelhanças. Não descobriram quais são? Eu revelo-vos a resposta: não há QUALQUER tipo de semelhança! Mas há quem queira insistir que sim...
O passado dia 5 de outubro foi abundante em acontecimentos nas mais diversas áreas de interesse que o jornalismo aborda diariamente. Começámos bem com o Aníbal a pensar que estava naquele país imaginário que dá pelo nome de Lagutorp (vejam lá se conseguem descobrir a piada ultra-inteligente deste trocadilho) quando lhe pediram para hastear a bandeira; depois houve a notícia do falecimento de Margarida Marante, jornalista portuguesa de 53 anos; soube-se também que Sá Pinto não continuará a treinar o Sporting nas derrotas partidas desportivas em que o clube participará nos próximos tempos; por fim (e estas são apenas as ocorrências de que me lembro, de todo o manancial de informação que ontem me passou pelos olhos) houve tempo para as televisões, repetidamente, recordarem os espetadores que o  onte…

Martin Scorsese e a Arte de Filmar nos EUA

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Enquanto a minha mente fervilha para descobrir quais as palavras mais apropriadas a usar para escrever uma crítica sobre o único filme que me falta, neste momento,... criticar (e reparem: já o vi há quase duas semanas e mesmo assim ainda não cheguei a nenhuma conclusão), aproveitei para deitar as mãos a este precioso achado documental sobre a história da cinematografia americana: «Uma Viagem com Martin Scorsese Pelo Cinema Americano». Criado a pedido do BFI (British Film Institute) para se assinalar o primeiro centenário do nascimento da Sétima Arte, o já lendário realizador americano revisita, num documentário em três partes, as fitas, as histórias, os atores e os realizadores que, na sua sincera opinião, revolucionaram e fizeram a História do Cinema Americano.
Scorsese é um dos realizadores e uma das figuras do mundo do Cinema que mais admiro e estimo. E arrisco-me a dizê-lo, sem qualquer tipo de receio, que é das pessoas mais interessantes dentro do meio na atualidade, e das pouca…

Uma pequena reflexão filosófica sobre os tempos que correm...

O que tem mais incomodado e preocupado a minha cabecinha nos últimos tempos, para além da (eterna) crise que o nosso país vive (desde que D. Afonso Henriques decidiu andar à batatada com a Mãe), é ver como o querer ter uma certa postura social em relação aos outros (ou o querer retirar proveito das coisas através de um oportunismo do caraças) faz certas pessoas disfarçarem os seus verdadeiros ideais e comportamentos, para poderem agradar aos outros. Aconteceu com uma manifestante no «Occupy Wall Street» (que quando uma corretora da bolsa desceu do seu escritório e lhe ofereceu um emprego, tufas!), está a acontecer com a miúda que abraçou o polícia (agora já é capa da VIP) e aconteceu, pelo que pude constatar há momentos, com uma pessoa que, anteriormente, julgava que conhecia. É por estas coisas que cada vez menos acredito nos reais valores das pessoas... 
Desculpem-me se hoje estou demasiado filósofo... há dias assim.
(P.S - Este pequeno apontamento foi originalmente publicado no me…