sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Um Lance no Escuro... e Inês Meneses!


Inês Meneses é a primeira convidada da quarta temporada do programa. Comunicadora por excelência, esteve à conversa connosco sobre o mundo da rádio, e ainda houve tempo para se falar de cultura, actualidade, e de filmes pelo meio. Uma voz inconfundível, em mais uma emissão de "Um Lance no Escuro" que podem escutar aqui em baixo.


UM LANCE NO ESCURO 36

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Um Lance no Escuro está de volta!


Esta será, provavelmente, a última temporada d' Um Lance no Escuro (depois de finalizada a faculdade, não sei o que estarei a fazer no próximo ano lectivo). Irá durar até ao mês de Junho, como a anterior, e com algumas pequenas interrupções lá pelo meio (uma delas poderá ser para um outro projecto radiofónico, que mais adiante será conhecido). Com um novo logo (e presença no Itunes, pela primeira vez!), continuarei a trazer grandes convidados e, de quando em vez, boa música, como é o caso deste episódio inicial desta quarta "season". Uma viagem por compositores geniais que auxiliaram grandes filmes e realizadores, que podem escutar aqui em baixo.


UM LANCE NO ESCURO 35

terça-feira, 20 de outubro de 2015

Branco e Preto




Na versão original de «Kodachrome», brilhante reflexão sobre a memória que abre o não-menos fabuloso disco "There Goes Rhymin' Simon", de 1973, Paul Simon cantava, entre ironias e sarcasmos acesos sobre memórias da sua vida e outras coisas, que "tudo fica pior a preto e branco" ("everything looks worse in black and white", no original). Anos mais tarde, no mítico concerto em Central Park, onde se reuniu de novo, perante uma plateia de mais de 500 mil pessoas, com Art Garfunkel (uma das maiores parcerias musicais da segunda metade dos anos 60, do qual resultaram cinco grandes discos), os artistas recordaram algumas belas cantigas dos seus tempos áureos e outras que Simon compôs a solo depois da separação do duo. Uma delas foi precisamente «Kodachrome», numa versão mais lenta em que, curiosamente, podemos ouvir um dos seus versos alterados, em relação à versão gravada em estúdio e editada em disco. 

Foi exactamente aquele verso: em vez de ser tudo pior, eles cantaram que o preto e branco melhorava as coisas. E Paul Simon não se recorda, na actualidade, de qual das duas versões foi a primeira a surgir enquanto construía a letra desta música divertida, nem se há alguma intenção específica com ambas. 

Mas podemos magicar qualquer coisa. Provavelmente surge nas nossas mentes uma justificação: há nesta mudança um "jénéséquá" de nostalgia, de revivalismo do passado. E parece que há uma imortalidade lendária mais impressionante naquela que as grandes figuras cinematográficas ganharam com a ausência de cor (falo em preto e branco e lembro-me logo de Bogart e do "Falcão Maltês", numa caça ao homem e numa das "caças ao tesouro" mais belas dos noirs). Com o passar do tempo, fica a ideia de que, à medida que temos mais cores, mais definição de imagem, menos grão e menos riscos, mais pureza encontramos nos "defeitos" dos formatos anteriores, e na inocência que continham as vidas impressas pelas fotos, pela película, pelos discos, e nos momentos captados com a tal kodachrome que, se existe nos tempos que correm, só servirá de peça museológica neste mundo supercalifragilisticamente mediatizado. Ou então não: porque as nossas memórias serão sempre uma ilusão e uma deturpação daquilo que realmente aconteceu. Mas provavelmente, preferimos que assim seja, até porque se torna tudo mais reconfortante?

A canção deixa tudo em aberto. A letra tem uma série de apontamentos que poderiam servir para tudo o que compõe a vida, e para todas as suas contradições. Mas hoje não me apetece filosofar muito. Não estou para aí virado. A única conclusão interessante que se pode tirar disto tudo é: o Paulo Simão é o maior. E felizmente, continua em grande.

O regresso do Clarão


Antes do Lance voltou o CLARÃO na semana passada. Nesta "season premiere" liderei a bancada das opinações, com a Marta e o Rafael no papel de exímios comentadores de coisas. Música, cinema e alguma literatura: foram as artes que estiveram em cima da mesa, ao longo deste divertido episódio. Podem ouvir tudo aqui em baixo! 
CLARÃO 15/10

João Bénard da Costa: Outros Amarão as Coisas que eu Amei [2014]


Através de um percurso entre imagens, sons e memórias, Manuel Mozos traça uma pequena-grande homenagem ao maior ícone da cinefilia portuguesa. 

Falar de João Bénard da Costa é abordar, desde logo, uma figura complexa. À primeira vista, o “comum dos mortais” associá-lo-á ao cinema e, provavelmente, a alguns eventos importantes no que à divulgação do cinema diz respeito (lembremos, antes da Cinemateca, dos vários ciclos realizados no Grande Auditório da Gulbenkian a partir do início da década de 70, ou o programa da RTP No Meu Cinema, em que Bénard da Costa apresentou vários dos seus filmes preferidos). 

Contudo, o propósito de Manuel Mozos e deste seu documentário é, mais do que a paixão deste seu protagonista pelo cinema, traçar um caminho poético e emocionalmente grandioso pelas diversas facetas da sua vida. Desde a juventude até ao reconhecimento internacional, Mozos recolheu diversos textos de Bénard da Costa (desde críticas de cinema até a reflexões filosóficas sobre o seu crescimento e a sua maneira muito própria de encarar o mundo), e também imagens suas, e de outros, além da própria voz deste cinéfilo-mor da cultura portuguesa, para conseguir concretizar esta intenção.

Leiam a crítica integral na Máquina de Escrever.